Quintal dos Orgânicos

Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.

Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.

Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.

Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.



Jantar agradável no Santa Gula

A convite dos proprietários, fomos na semana passada pela primeira vez ao Santa Gula Arte & Gastronomia, restaurante encravado desde 1998 no quarteirão mais movimentado da rua Fidalga, na Vila Madalena. Para ter acesso é preciso percorrer um corredor repleto de bananeiras, belíssimo cartão de visitas. Era noite e, lá dentro, as luzes que predominavam vinham das velas nas mesas, tudo bem agradável e aconchegante.

Pra beber, pedimos suco de frutas vermelhas e a Eisenbahn Pale Ale, uma das opções da carta de cervejas, composta pelas três marcas especiais de propriedade da Schincariol: Baden Baden, Devassa, além da marca de Blumenau.

Gostamos bastante do couvert (R$ 11 por pessoa), composto por pães fresquinhos – entre os quais um pão de queijo bem gostoso –, manteiga com ervas, uma espécie de chutney de tomate e outro molho com um sabor interessante de pimenta rosa, pelo que identificamos.

De entrada, nossa escolha foi a porção de Guioza picante de frango com geléia de ameixa preta. Combinação deliciosa, mas foi pura gulodice, pois os pratos principais são muito bem servidos.

Por falar neles, um dos pedidos foi o Peito de frango em crosta de gergelim recheado com presunto cru e queijo Gruyère ao molho de manjericão. Tudo isso ainda acompanhado de risoto milanês (R$ 39). É um prato saboroso e seria ainda melhor se o frango não estivesse um pouco ressecado, talvez por ter ficado pronto antes do risoto.

Mas o destaque do jantar foi o Sfogliati de brie com molho de tomates frescos (R$ 42). Massa “al dente”, recheio farto e um molho muito bem feito!

Ainda é preciso destacar que o cliente pode alterar o prato e até criar novas combinações, sempre tendo como base os ingredientes que compõem as opções da casa. Essa preciosa dica não consta no cardápio, mas deveria, afinal pouquíssimos restaurantes possibilitam tais intervenções.

Encerramos com um Creme brulée de pistache (R$ 18) bem saboroso e com textura perfeita.

Tão bom quanto a Surpresa de berries (R$ 20), sobremesa servida numa taça com frutas vermelhas cobertas por merengue.

Agradecemos o convite para conhecer o Santa Gula. Tivemos um jantar caprichado que superou positivamente as nossas expectativas, já que boa parte dos restaurantes contemporâneos não apresenta refeições com porções tão generosas. Vai ver esse é um dos motivos que faz o estabelecimento, já lotado, ainda receber novos clientes por volta das dez da noite de uma quinta-feira.

Sugestão do chef: Além de restaurante, o Santa Gula também funciona como antiquário. Isso quer dizer que todos os objetos da decoração e utensílios estão à venda.

Santa Gula: Rua Fidalga, 340 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3812-7815. Horário: das 12hs às 16hs e das 20hs às 00:45hs. Domingo só almoço e segunda só jantar.



Degustação de cervejas no Bierboxx

A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.

Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!

A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.

Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.

Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.

Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.

Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.

Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.

As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).

Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.

Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!

Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.

Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.


Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).

Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151



Waffles belgas na Vila Madalena

Dizem que a cidade de São Paulo vive em transformação. No cenário gastronômico, alguns lugares comprovam a tese (ou o clichê?). Um deles é a Vila Madalena. Pode reparar: basta ficar um tempo longe do bairro da zona oeste para notar o surgimento de novos lugares e, claro, a interrupção das atividades de outros tantos. Um moto contínuo cujo saldo nem sempre é positivo. Com olhar atento, porém, novidades bacanas aparecem. Bom exemplo é a Opakee Belgian Waffles, inaugurada há cerca de três meses. Em uma casinha simpática, um belga nascido na cidade de Antuérpia comercializa waffles típicos da sua terra natal.

A versão tradicional, coberta com açúcar, custa R$ 9,50. Nós dividimos uma opção incrementada com morango e banana, além de calda de chocolate belga e chantily, ambos servidos à parte. Sai por R$ 16,50 e é ideal para dois apetites ávidos por sobremesa – a foto mostra só metade do waffle!

O cardápio inclui mais umas três ou quatro combinações, a maioria tendo como ingrediente comum a calda belga, feita com chocolate bem amargo. Seja qual for a escolha, é provável que você saia de lá elogiando a massa, realmente muito bem-feita. Para quem dispensa o café – feito em uma simples cafeteira expressa –, algumas cervejas belgas surgem como alternativa, a exemplo de Leffe e Chimay. Mas se a ideia é bebericar algo mais “em conta”, o jeito é pedir uma Stella Artois, aquela que a Ambev produz por aqui mesmo. Em uma livre adaptação ao gosto tupiniquim, a casa serve ainda “pizzas” de waflle. A massa recebe coberturas salgadas e passa um tempo num forninho elétrico. Ficamos curiosos, mas não provamos dessa vez.

Sugestão do chef: como opção rápida, a Opakee utiliza um balcão voltado para a calçada para servir waflles pequenos, pelo valor de R$ 5. Presunto e requeijão são os sabores salgados. Se o interesse for pelos doces, escolha entre doce de leite, strudell e Nutella.

Opakee Belgian Waffles: Rua Wisard, 396 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2539-7944



SPRW – Chez Fabrice

Lá na Vila Madalena tem um bistrô que já paqueramos muitas vezes. Mas o affair nunca se consumou. Até que em um dos últimos dias desta São Paulo Restaurant Week finalmente fomos ao Chez Fabrice, em funcionamento num pequeno imóvel da movimentada rua Mourato Coelho.

O atendimento ao telefone, no momento da reserva, foi excelente. Uma simpática funcionária fez questão, inclusive, de lembrar da feira que acontece na rua aos sábados e de explicar o melhor caminho para acessar o local sem dar de cara com algum quarteirão interditado. Muito bacana.
Pegamos uma das quatro mesas do agradável jardim e logo nos serviram o couvert opcional, com patê de ervas, manteiga, berinjela com pimentão, além da cesta de pães fresquinhos, como brioches e massa choux. Tudo muito bom. Sem dúvida, valeu os R$ 7 por pessoa.

Para beber a escolha foi o vinho chileno El Descanso, patrocinador do evento. O Sauvignon Blanc (R$ 12 a taça) foi uma boa surpresa: leve, frutado e bem gostoso.
Alguns minutos depois chegaram as entradas. Com acidez além da conta, o gaspacho (de tomate e pepino) passou longe de empolgar. Sem contar que o garçom quase derrubou o prato na hora de servir! Por isso, na foto abaixo, a sopa invade a borda do prato.

Diferente da Terrine de patê de campagne, muito bem temperada e com sabor predominante da carne de porco (pelo menos foi essa a percepção). Terrines, aliás, agradam nosso paladar desde uma viagem sobre a qual temos muito o que postar.

Os pratos principais demoraram um pouco a chegar, mas nada que incomodasse. Destaque para o Gnocchi de rúcula com Ratatouille. Foi servido, é bem verdade, com quantidade de sal inferior àquela que nós, brasileiros, estamos acostumados. Pra gente, porém, não foi problema.

Muito bom também o Saint Peter com batata rosti, molho de manteiga e alecrim com tomates confitados. Menção especial para o molho – nada como o sabor da manteiga! Pelo que vimos, esse prato faz parte do cardápio regular.

Entre as sobremesas, se deu bem quem optou pelo básico. Leia-se um delicioso Crepe Suzette, cuja calda deixou saudades. Também integra a carta regular de sobremesas.

Já os ovos nevados fizeram um belo efeito visual. O problema é que o sentido mais importante na ocasião era, claro, o paladar. E, nesse quesito, nada de tão relevante foi notado.

Terminados os doces, concoradamos ter sido um almoço muito bom. Aí foi só chamar o garçom e pedir para ele encerrar nossa curta participação nesta Restaurant Week, resumida a duas casas francesas: “l’addition, s’il vous plaît.”

Sugestão do chef: no almoço de segunda a sexta, o Chez Fabrice serve menu executivo pelos mesmos R$ 29,90 da semana promocional. Dá direito a entrada, prato principal e sobremesa. Nas noites de sábado, a combinação de pratos (formule) é mais elaborada e sai por R$ 50.

Chez Fabrice: Rua Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – São Paulo – Tel.: (11) 3032 4227.



SPRW – Casinha de Monet

Não é uma regra, mas temos o costume de aproveitar as edições da São Paulo Restaurant Week para visitar restaurantes em que nunca estivemos antes. Há quem se incomode com essa tática, sob o argumento de que o período promocional não é dos mais propícios para registrar as primeiras impressões sobre esses lugares. Na tese de quem pensa assim, movimento acima da média pode revelar um atendimento mais confuso do que o habitual, e o cardápio restrito talvez não demonstre o real potencial dos chefs/cozinheiros. Discordamos convictamente! Afinal, quem não consegue mostrar um bom trabalho durante duas semanas para as quais é possível se preparar com muita antecedência, dificilmente o fará em outras épocas. Pelo menos essa é a nossa opinião.
Ao bistrô Casinha de Monet, queríamos ir desde os tempos em que o local ficava, realmente, em uma casinha – há alguns meses se mudou para um imóvel bem maior, no mesmo bairro de Pinheiros. O térreo concentra as mesas mais aconchegantes. Quando chegamos para o almoço, porém, todas estavam ocupadas e foi preciso subir a escada para garantir nossas lugares. O mezanino se revelou um ambiente mais simples, porém também agradável, exceção feita à acústica ruim: quando a casa lotou, o barulho chegou a incomodar.

Depois de pedir dois sucos de limão siciliano – ácidos até no preço (R$ 6 cada) –, usamos a consagrada tática de pedir uma opção de cada do menu do festival, para provar de tudo.

Assim, a Débora foi servida de Salada de folhas verdes com harumaki de cogumelos, e comentou que, apesar do bom sabor, a massa – um tanto murcha – aparentava ter sido frita bem antes do nosso pedido.

A minha versão da salada verde veio com bacalhau desfiado com azeite, acompanhado de tapenade de azeitonas pretas (pasta típica da região da Provence) e um outro molho à base de tomate. Tão delicioso que lamentei a ausência de maior quantidade do peixe naquele prato repleto de folhas frescas.

O lamento se trasformaria em elogios minutos depois, com a chegada dos principais. Para a Dé, uma perfeita Anchova com purê de wasabi e molho de gergelim torrado. Nota dez para o criativo purê, vítima de algumas garfadas minhas, é claro.

Mas a iguaria que verdadeiramente aguçou meu paladar naquela tarde foi o Confit de pato ao mel de especiarias com trigo bulgur e legumes. Coxa e sobrecoxa com sabor marcante, preparadas no ponto exato e com deliciosos acompanhamentos. Um deleite!

Fechamos com uma bem apresentada Pêra ao zabaione, com forte sabor de vinho branco e especiarias.

Tão boa quanto os Profiteroles entrelaçados com sorvete de creme e calda de chocolate. Não dava nada por esse doce, mas confesso que adorei a leveza da massa, bem diferente de outras versões degustadas por aí.


Sugestão do chef: Claude Monet não inspirou apenas o nome do restaurante. Na decoração, os traços do impressionista francês aparecem com destaque em dezenas de quadros.

Casinha de Monet: Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros – São Paulo – Tel.: (11) 3032-7403
Horário de funcionamento: Segunda a Quinta das 12 às 15hs e das 19 às 23hs; Sexta e Sábado das 12 às 17hs e das 19 às 23h30; Domingo das 12 às 17hs e das 19 às 23hs.



Martin Fierro, clássico da Vila Madalena

Personagem criado pelo escritor José Hernandez, o anti-herói dos pampas – ícone nacional na Argentina – empresta seu nome a um dos restaurantes clássicos da Vila Madalena, fundado há 31 anos. Sempre lotado nos finais de semana, o pequenino mas arejado Martin Fierro é um dos destinos para quem deseja provar carnes de qualidade em São Paulo.
Vale começar por uma empanada, saborosa da massa ao tempero que dá um toque especial à carne cortada na ponta da faca (R$ 5).

Outra boa pedida é escolher uma das entradas do dia. Aos sábados, costuma aparecer como opção um pão caseiro coberto com chorizo especial (lingüiça) e queijo rockefort (R$ 12). Simples e sensacional!
Entre os principais, as massas aparecem como alternativa à grelha. Com jeitão de artesanal, o ravióli de zuca (R$ 20) – abóbora – com molho de manteiga e sálvia passou no teste.

Mas o forte mesmo são as carnes. Com gordura entrelaçada, o bife noix (ancho) é um corte macio e com ótimo sabor (300g por R$ 55 ou 450g por R$ 75). As carnes são acompanhadas por salada.

Para finalizar, o creme de limão siciliano (R$ 9) agrada quem pretende evitar sobremesas mais doces.

Se pensar diferente, não há problemas, basta pedir a clássica panqueca de doce de leite (R$ 9). Carece da companhia de uma bola de sorvete, mas é garantia de acerto.

E como o almoço era de comemoração, o vinho rosé chileno Terra Andina (R$ 42) foi eleito para o brinde. Bom, porém mais encorpado do que prevíamos.


Sugestão do chef: durante a semana, a casa oferece duas opções de prato executivo por dia. Os preços são, em média, um pouco mais baixos.

Matin Fierro: Rua Aspicuelta, 683 – Vila Madalena – São Paulo – SP– Tel.: (11) 3814-6747 / 3031-5891



Criatividade no menu vegetariano do Banana Verde

Para muita gente comida vegetariana significa pratos cheios de legumes e verduras preparados com pouca criatividade e quase nehum sabor.
Se você também tem essa impressão, precisa conhecer o restaurante Banana Verde, localizado no miolo da Vila Madalena.
O espaço é pequeno mas muito agradável. Ao lado do salão funciona um empório de alimentos naturais que vende também alguns cosméticos, artesanato e até livros.

Pelo preço fixo de R$ 27,50 por pessoa, é possível escolher uma das duas opções de prato principal, se servir no buffet de saladas e sopa e ainda optar entre uma sobremesa do dia ou salada de frutas. Vale a ressalva de que o cardápio muda diariamente.
Os sucos naturais são cobrados à parte e algumas combinações, como a de maçã com gengibre e a de manga com hortelã, são bem refrescantes.
O buffet de salada é pequeno, mas repleto de alimentos frescos e caprichados.

A sopa de brócolis com ricota e quinua estava tão temperada e saborosa que não nos contentamos com apenas um prato.

As duas propostas de pratos principais nos agradaram. O Fernando ficou com o arrumadinho de mandioquinha recheado de milho, alho-poró, tomate e queijo.

Eu fui de queijo coalho assado ao molho de laranja com melaço, baião de dois (feito com arroz integral, feijão e couve), farofa de pimenta de cheiro com castanhas e purê de abóbora.

Ambos os pratos estavam espetaculares e chegaram à mesa com uma apresentação linda.
Com a sobremesa não foi diferente. A torta de pêra com nozes e iogurte estava impecável.

E depois desse post fica a prova de que comida vegetariana pode ter, além de cor, muito sabor e ainda proporcionar uma refeição bastante prazerosa.

Sugestão do chef: bem pertinho do Banana Verde fica o Beco do Batman, uma viela cujas paredes das casas são todas grafitadas. Passeio rápido e interessante.

Banana Verde: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3814-4828



SPRW – Emprestado

A Vila Madalena foi o bairro escolhido para nosso segundo almoço nesta São Paulo Restaurant Week. Chegamos curiosos para conhecer a proposta do Emprestado Restaurante, de reproduzir em São Paulo pratos conhecidos de sete estabelecimentos situados em diferentes locais do Brasil.

Começamos pela Salada Canarinha, com folhas verdes, mandioquinha crocante e pedaços de pequi. Básica, mas com um toque especial graças ao fruto do Cerrado.

Bem saboroso estava o carpaccio de carne de sol com raspas de queijo coalho, chamado por lá de Cacareco.

Enquanto a Débora se refrescava com o suco Verde Delícia, uma mistura de água de coco, maçã, limão e raspas de gengibre (R$8,90) que não deveria ser tão aguada, aproveitei a desculpa do calor para provar uma caipirinha de uva verde com hortelã feita com cachaça especial. Boa, mas cara: R$ 15,20.

Entre os pratos principais, a Débora fez a ressalva de que o seu Mairoto poderia ter uma pitada a menos de sal (ou de shoyu). Mas nada que chegasse a reprovar o risoto com abóbora, castanha de caju e shimeji puxado no limão e no shoyu.

A inspiração do meu pedido veio de Paraty – cidade que adoramos –, mais especificamente do restaurante Banana da Terra. Acompanhado de arroz com amêndoas, o Peixe com Banana coberto com tiras de alho-poró estava delicioso e foi o ponto alto da nossa refeição.

Encerramos com um criativo mas apenas correto mousse de quentão e com um delicioso pudim de leite.

Fomos bem atendidos do começo ao fim e saímos com a certeza de que até agora acertamos nas escolhas da SPRW. Esperamos dizer o mesmo dos restaurantes em que iremos no próximo final de semana.

Sugestão do chef: No dia 16/03 a SPRW já terá acabado, mas a partir dessa data o Emprestado estenderá a promocão a outros pratos do cardápio, sempre com menu completo pelo mesmo preço cobrado durante o evento (R$ 27,50 no almoço e R$ 39 no jantar).

Emprestado Restaurante: Rua Mourato Coelho, 992 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3034-0214 – Fecha às segundas.



Agadir: para ir sem pressa

O corredor de uma casa aparentemente residencial na Vila Madalena leva a um dos representantes da culinária do Marrocos em São Paulo, o restaurante Agadir.

No sábado em que estivemos lá para um almoço, tomamos o cuidado de chegar cedo. A decisão foi influenciada pelos relatos sobre a demora no serviço que ouvimos de diversas pessoas. Mas vale ressaltar que, ao chegarmos, o garçom informou espontaneamente que tudo é preparado na hora e, por essa razão (segundo ele), os pratos costumam demorar. Gostamos da atitude, pois se estivéssemos com pressa, voltaríamos outro dia sem grande estresse.
Como não era o caso, tratamos de pedir as bebidas. Para a Débora, suco de laranja com pepino e um toque de água de flores de laranjeira (R$ 4). Combinação das mais refrescantes e pouco comum.

Eu dividi com os amigos que nos acompanharam um bule de chá verde com hortelã. Custa R$ 5, rende uns três copos e é excelente.

Nossa escolha para a entrada foi uma opção chamada Sabores do Marrocos (R$ 18), um combinado com quatro pastas à base de berinjela, lentilha, espinafre e tomate com pimentão. Elas misturam ingredientes como gengibre, páprica doce e coentro, tudo muito aromático e saboroso.

Pena que uma delas, a Zaalouk (de berinjela), só chegou à mesa no final do nosso almoço. Um erro que nem mesmo as advertências do garçom sobre o serviço justificam, principalmente porque o restaurante estava quase vazio.

Para o prato principal, a especialidade da casa: couscous marroquino. E eles nem demoraram tanto para chegar. A Débora gostou do M Zabi (R$ 30), que trazia frango com molho de lentilhas.

Eu pedi o Royal, que além de conter legumes, é servido com uma carne que pode ser cordeiro ou vitela (R$ 32). Escolhi cordeiro e achei que combinou bem. Para acompanhar, um molhinho que pelo jeito cumpre a função de realçar o sabor.

Saímos com a impressão de que o Agadir é um restaurante bem interessante, mas absolutamente contra-indicado nos dias em que a paciência estiver escassa.

Sugestão do chef: No jantar, às sextas e sábados, acontecem apresentações de dança do ventre.

Agadir: Rua Fradique Coutinho, 950 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3097-0147



Os sanduíches no forno à lenha do Melograno

No final do ano passado a Vila Madalena ganhou mais um bom espaço gastronômico, a Melograno Forneria.

Em uma casa bem agradável, com direito a quintal com um pé de romã, o restaurante apresenta ótimos sanduíches preparados no forno à lenha e uma imensa variedade de cervejas nacionais e importadas. No cardápio, há indicação do estilo da bebida que melhor combina com cada prato.

Começamos nosso jantar com o ótimo pão de azeitonas (R$ 4 a porção com duas fatias).

Para escolher a bebida, claro, me debrucei sobre a carta de cervejas. Terminei por escolher a Wäls Pilsen, feita em Belo Horizonte (R$ 7). É uma cerveja bem encorpada e com bastante amargor de lúpulo. Na minha opinião, excelente.

A Débora dispensou as cervejas e optou pelo coquetel Melograno, feito com vodca, soda, limão e bastante xarope de romã.

O sanduíche escolhido foi o Giotto, uma combinação de shitake e cogumelos Paris com molho de tomate e mussarela de búfala (R$ 25). O sabor estava muito bom e conseguimos dividir sem sair de lá com fome.

Mas na hora da sobremesa, a dúvida era tão grande que acabamos pedindo duas. A minha foi mousse de chocolate com biscoito de café e calda de chocolate e café (R$ 12). O nome Demoiselle é uma alusão à cerveja do estilo porter produzida pela cervejaria Colorado e disponível na forneria na versão chopp.

Gostei, mas reconheço que não se compara ao pedido da Débora. A Finestra, uma mousse de chocolate branco ao perfume de romã (R$ 9), é daquelas sobremesas para saborear devagar, torcendo pra demorar pra chegar na última colherada.

E foi exatamente o que fizemos ao mesmo tempo em que degustávamos o licor de cerveja da Eisenbahn (R$ 5 a dose).


Sugestão do chef:
As cervejas especiais podem ser levadas para casa, já que a Melograno também funciona como empório de cervejas.


Melograno Forneria e Empório de Cervejas: Rua Aspicuelta, 436 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-2921 – Horário de funcionamento: a partir das 18 horas.



A culinária regional do Feira Moderna

Quem passa em frente ao Feira Moderna não imagina que nos fundos da loja de artesanato funciona um excelente restaurante de comida brasileira.

O local é simples mas charmoso. Impossível não ficar totalmente à vontade ao se sentar em uma das mesas que contornam o jardim. Dá até pra se sentir no quintal de casa.

No cardápio, alguns dos principais pratos típicos da cozinha brasileira, com destaque para os da região nordeste. Os sucos, doces e sobremesas também são todos bem brasileiros.
Na entrada, uma lousa informa os pratos do dia. Ali mesmo decidimos quais seriam nossos pedidos: Vatapá (R$ 25) e Bobó de Camarão (R$ 25).

Ambos deliciosos, com sabor de comida caseira. E as porções generosas nos agradaram bastante.
Para acompanhar um almoço tão caprichado, escolhemos os refrescantes – e azedinhos – sucos de cacau e de cajá (R$ 3,50 cada).

Entre as mais atrativas sobremesas do Feira Moderna estão os sorvetes paraenses da marca Cairú. E não foi nada fácil decidir entre os vinte e dois sabores, quase todos exóticos para nós aqui do Sudeste. Eu fui de Taperabá, servido com cajuí em calda, um tipo de compota feito com o mini-caju do cerrado (R$ 7,50).

O Fernando ficou com o de Mangaba (R$ 4,50 uma bola) e, na sequência, pediu um bombom de Cupuaçu (R$ 3,50) que estava tão bom quanto nossos sorvetes.

Ultimamente temos freqüentado bastante o Feira Moderna, pois, além de ficar num dos nossos bairros preferidos, é um restaurante que faz pratos excelentes, bem servidos e a preços justos.
Em uma das outras visitas provamos o ótimo Filé de Badejo ao molho de vinho branco com creme de leite, alcaparra, camarão, cogumelo, arroz branco e brócolis (R$ 26).

Sobre os doces, conhecemos o bolo de fubá cremoso (R$ 4), o bolo de rolo (R$ 4) e a mousse de cupuaçu com chocolate (R$ 4,50). Recomendamos todos.

Sem dúvida o Feira Moderna é uma boa opção para quem costuma receber estrangeiros e quer apresentar a eles um pouco do que há de melhor na nossa gastronomia, sem pagar uma conta exorbitante.


Sugestão do chef: além dos sucos exóticos, duas outras bebidas também chamaram a nossa atenção. O refrigerante de caju da marca São Geraldo, feito na cidade cearense de Juazeiro do Norte (R$ 2,80), e a Cajuína, suco integral de caju produzido artesanalmente lá no Piauí (R$ 4 o copo e R$ 8 a garrafa).

O refrigerante é levinho e quase não tem gás. A Cajuína é muito diferente do suco de caju que estamos acostumados a tomar. Eu gostei, mas o Fernando nem tanto.

Feira Moderna: Rua Fradique Coutinho, 1248 – Vila Madelena – São Paulo – SP – Tel. (11) 3032-2253



SPRW – Cordel

Nossa melhor experiência na São Paulo Restaurant Week foi justamente no menos famoso dos restaurantes visitados. Ao chegarmos ao Cordel Restaurante e Bar, especializado em comida pernambucana, já gostamos do ambiente bem decorado e do atendimento atencioso. E a boa impressão foi mantida durante todo o almoço (R$ 25).

A melhor das duas opções de entrada foi, sem dúvida nenhuma, o creme de jerimum escolhido pela Débora. Sabor bem suave, sem exageros no creme de leite.

Apesar de mais básica, minha salada mandacaru também ajudou a abrir o apetite. Trazia mix de folhas, tomate e cubos crocantes de queijo coalho.

Nos pratos principais, usamos novamente a tática de fazer pedidos diferentes, para experimentar de tudo. O meu Ravióli recheado de Jerimum e Castanha de Caju estava simplesmente delicioso. Com destaque para o molho branco com carne seca. A combinação pode parecer enjoativa, mas eu aprovei sem restrições.

O Filé de Frango ao Molho de Acerola na cachaça, com arroz de abobrinha e castanha de caju torrada também estava muito bom, mesmo para a Débora que não é lá muito fã de frango grelhado. Ela, aliás, elogiou bastante a suavidade do molho. Com toda razão, diga-se de passagem.

Nessa hora já sabíamos que a experiência gastronômica tinha sido ótima, mesmo que as sobremesas decepcionassem. Para nossa sorte, porém, isso não aconteceu. Também adoramos os doces.
Eu escolhi aquela que talvez seja minha preferida entre as guloseimas típicas do Nordeste: bolo de rolo. Muito leve, desmanchando na boca – como deve ser.

A Débora também adorou sua torta morna de banana com sorvete de nata, cujo aroma era percebido por todos na mesa.

Pra resumir, o Cordel foi tudo aquilo que esperamos de um restaurante participante da SPRW. Mas que, infelizmente, nem sempre encontramos.

Sugestão do chef: a SPRW acabou no último domingo, mas a boa notícia é que o Cordel estendeu o cardápio promocional até o próximo dia 7 (domingo que vem).

Cordel Restaurante e Bar: Rua Aspicuelta, 471 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 3375-0471



SPRW – Lola Bistrot

Depois do almoço no Chakras, o simpático Lola Bistrot foi o local escolhido para nossa segunda parada na São Paulo Restaurant Week.

Fizemos os pedidos e logo fui servido do creme de cogumelos com queijo gruyère. Excelente, com um toque picante que não consegui descobrir de qual ingrediente vinha.

A Débora preferiu salada verde com mini batata e creme de haddock. Interessante, principalmente pelas batatinhas “al dente”.

Um Boeuf Bougnon com a carne desmanchando na boca deu seqüência ao meu almoço. Dava pra sentir direitinho o gosto suave do vinho tinto. Muito bom mesmo.

Enquanto isso a Débora comentava sobre o sabor leve do Penne com Salmão ao molho de Dill.

Nossa vontade de provar um pouco de cada opção dos dois menus disponíveis para o evento prosseguiu durante a sobremesa. Para a Débora, Timballe de Frutas e Farofa de Frutos Secos. Combinação exótica e diferente de qualquer creme de frutas que já provamos.

Eu fui de mousse de chocolate e café com ganache de queijo.

Ótimo, com o queijo dando um toque todo diferente. Pena que demorou quase 20 minutos e ainda chegou sem a apresentação impecável que tínhamos visto em outras mesas.

Sugestão do chef: sem dúvida vale a pena reservar uma mesa para conhecer o Lola Bistrot em um desses últimos dias de SPRW. Principalmente porque o cardápio regular é bem interessante, porém muito mais caro que os R$ 25 pagos pelo menu completo.

Lola Bistrot: Rua Purpurina, 38 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3812-3009



Cervejas artesanais em novo endereço

O Bar Anhanguera trocou a Vila Romana por um ambiente mais espaçoso na Vila Madalena.

Levou o bom gosto da decoração e, claro, a excelente carta de cervejas brasileiras, sua marca registrada.

Estivemos lá no dia da inauguração, semana passada. Os clientes do endereço antigo ganharam dois chopes como cortesia naquela noite. Começamos pelo Eisenbahn Pilsen, que estava bem acima da média. Explico: as cervejas engarrafadas são deliciosas, mas nunca fui fã do chope da marca.

Melhor ainda estava o chope München da micro-cervejaria Bamberg, da cidade de Votorantin. Encorpado e com um leve amargor. Excelente.

Para matar a fome, dividimos um sanduíche Arcabuz (R$ 15,70), que sempre pedíamos no endereço antigo.

E novamente a baguete recheada de hambúrguer de picanha, maionese, queijo derretido, rúcula e tomate seco estava ótima.

Também provamos tapiocas em três versões de recheio: queijo coalho com carne seca, catupiry com mussarela e queijo coalho com coco. O nome da porção é Domingos Barbosa e sai por R$ 21. Não se compara ao sanduíche, mas estava muito boa.

Ficamos um bom tempo por lá olhando o movimento do quarteirão mais agitado da Vila Madalena – e que em breve se transformará em um boulevard. Ainda dividimos uma Colorado Indica (R$ 16,50), uma das preferidas da Débora.
Fechamos com a sobremesa Tietê: banana flambada com cachaça, calda de rapadura e sorvete de creme (R$ 11,30). É deliciosa, mas naquela noite foi pura gulodice nossa.

Sugestão do chef: é quase impossível ir ao Anhanguera e não provar pelo menos uma cerveja. E como o bafômetro anda a solta pelas ruas do bairro, o jeito é encarar um táxi. Pelo menos o ponto fica bem em frente ao bar. Agora, bem que as corridas de táxi em São Paulo poderiam sair mais em conta…

Bar Anhanguera:
Rua Aspicuelta, 595 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 3031-2888



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