Confeitaria Colombo: encanta pelo visual, mas não pela comida

A Confeitaria Colombo é um daqueles lugares que encantam mais pela sua história e beleza da construção no estilo Art Nouveau do que pelos produtos que oferece. É mais ponto turístico do que café/confeitaria. Pelo menos foi essa nossa impressão ao visitarmos o histórico endereço no centro do Rio de Janeiro.

Cristaleiras, enormes espelhos, mesas e balcões de mármore compõem uma ambientação que transmite uma certa sensação de “túnel do tempo”.

Em seus 117 anos, a Colombo acumulou entre os frequentadores uma verdadeira seleção de personagens históricos da nossa cultura e política, entre os quais o escritor Machado de Assis, o poeta e jornalista Olavo Bilac e o ex-presidente Getúlio Vargas, só para citar alguns nomes.

Em nossa visita, demos uma boa volta pelo imponente salão, reparamos nos detalhes e tiramos muitas fotos. Talvez seja realmente isso o melhor a fazer na Colombo, porque a comida deixa muito a desejar. Recusamos o almoço no andar de cima por considerar o preço muito alto. Petiscamos, então, Empada de camarão (R$ 5), Quiche de ricota com espinafre (R$ 7,80) e Bolinho de aipim com carne (R$ 4,20). Nada de mais, comemos salgados muito melhores em lugares simplezinhos por aí.

Estava com mais fome do que a Débora e por isso pedi também Omelete com salada e, ao provar, percebi que da cozinha de casa já saíram produções mais caprichadas…

Ainda provamos tartelete de frutas frescas (R$ 5,50) que, assim como a Colombo, atrai pelo visual, mas não pelo sabor.

Sugestão do chef: Caso, ao visitar a Colombo, você sair desapontado com a sobremesa (como a gente), reforce a dose de glicose com o delicioso Apfelstrudel do Deli 43 – Pavelka, um café simpático localizado bem em frente.

Confeitaria Colombo: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2505-1500. Filial no Forte de Copacabana.

Deli 43: Rua Gonçalves Dias, 43 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2222-1163. Tem filial no Leblon.



O Pão de Açúcar e sua vista deslumbrante

O último dia de nossa curta passagem pelo Rio foi uma segunda-feira. Bom para subir ao Pão de Açúcar sem enfrentar as filas do fim de semana.

No Morro da Urca – a primeira parada do bondinho –, a vista já é espetacular. Fica fácil entender o porquê de a capital carioca ser considerada uma das cidades mais lindas do mundo. Passamos um tempão observando do alto as ruas, os prédios pequenos e árvores daquele bairro que, segundo moradores, é um dos mais tranquilos do Rio. Nos divertimos também prestando atenção na habilidade dos pilotos durante os pousos na estreita pista do Santos Dumont, que parece terminar no mar. Impossível não se impressionar também com a incrível obra de engenharia que é a Ponte Rio-Niterói.

Antes de pegar o outro trecho do teleférico e finalmente chegar ao Pão de Açúcar, paramos para comer uma ótima salada de frutas no República das Frutas. É só escolher o tamanho e selecionar suas preferidas entre umas 20 variedades de frutas frescas.

No topo do “Sugar Loaf”, a 396 metros do chão, são tantos os atrativos da visão panorâmica que fica difícil definir onde fixar o olhar: baía de Guanabara, Copacabana, Morro do Corcovado e outras belezas. As fotos explicam melhor o que é ver a cidade daquele ponto.

Falta uma boa opção gastronômica lá em cima, e me refiro a algo simples mesmo. Até há uma lanchonete, mas serve salgados de aparência desanimadora.

Depois de descer, paramos na Sorvete Brasil, localizada ao lado da entrada da estação do bondinho, onde provamos sorvetes deliciosos de nozes com baba-de-moça, chocolate branco com cookies, amora e chocolate com passas ao vinho do Porto. Cada copinho com duas bolas custou R$ 10,50. Além dessa unidade, a ótima sorveteria mantém lojas em locais como Ipanema, Barra da Tijuca e Niterói.

Bondinho do Pão de Açúcar: Av. Pasteur, 520 (Praia Vermelha) – Urca – Rio de Janeiro – RJ. Tel.: (21) 2546-8400. Horário de funcionamento: viagens a cada 20 minutos, das 8:10 hs às 20:40 hs. A bilheteria funciona das 8 hs às 19:50 hs. Preços: adultos pagam R$ 53 e crianças de 6 a 12 anos, R$ 23. Crianças com até cinco anos não pagam.

Sorvete Brasil: Av. Pasteur, 520 – Estação do Bondinho do Pão de Açúcar – Urca – Rio de Janeiro – RJ. Tel.: (21) 2543-3615.



Do Cristo Redentor à boemia de Santa Teresa

A segunda manhã no Rio de Janeiro começou na Estação do Cosme Velho, ponto de partida do Trem do Corcovado, cujo destino é o topo do morro onde fica o monumento do Cristo Redentor.

Chegamos à bilheteria por volta das 9:30hs, porém o próximo ingresso disponível era para embarque apenas às 11:30. Aproveitamos o intervalo e caminhamos alguns quarteirões para visitar os casarões em estilo neocolonial do pitoresco Largo do Boticário.

Algumas casas do largo estão abandonadas e foram tomadas por sem-tetos. Outras ficam em uma parte fechada e mais reservada, sendo que em uma delas funciona um hotel boutique.

De volta à Estação do Cosme Velho, embarcamos no trem. O percurso pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado dura em torno de 20 minutos. Pela janela, os passageiros apreciam a vegetação da mata atlântica do Parque Nacional da Tijuca. Se você for um turista de sorte, pode ser que um grupo de sambistas anime o seu vagão!

No final do trajeto estávamos aos pés do Redentor. Ver a estátua do Cristo tão de perto foi emocionante! E a vista lá do alto é incrível, sem dúvida a mais linda que já contemplamos até hoje. Tudo foi perfeito e inesquecível, mesmo com o calor de quarenta graus e com a multidão de turistas.

Nossa programação para o almoço era explorar o boêmio bairro de Santa Teresa e encontrar um lugar bacana por lá. Pena que pelo fato do passeio no Cristo ter atrasado muito, não sobrou tempo para andar com calma, pois participaríamos de um evento no final da tarde.

Escolhemos o Santa Arte, restaurante de comida brasileira com cardápio enxuto. Não foi o nosso preferido, mas era o único sem fila de espera.

O Fernando pediu Filé de Peixe ao Camarão com arroz de Alho Poró (R$ 29). A comida estava saborosa, mas achamos a porção pequena, com mais arroz que peixe.

Eu fui de Moqueca de Filé de Peixe com Camarão (R$ 29). O peixe estava praticamente idêntico ao pedido pelo Fernando, ganhando apenas um pouco de caldo e o acompanhamento de pirão. Estava bom, mas longe de ser uma moqueca de verdade.

Pertinho do Santa Arte encontramos um café super simpático, dentro de um casarão. É o Cafecito, onde entramos para provar o sorvete da marca carioca Sorvete Brasil. Aprovamos com louvor os dois sabores que escolhemos: figo com nozes e tangerina (2 bolas R$ 10,50).

Nos despedimos de Santa Teresa com a promessa de voltar em breve sem ter hora para ir embora.

Trem do Corcovado: Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2558-1329. Horário de funcionamento: Segunda a Domingo, das 8:30h às 19:00h, saídas a cada meia hora. Ingressos: R$ 43 para adulto e R$ 21 para crianças entre 6 e 12 anos. É possível comprar o ingresso pela internet.

Restaurante Santa Arte: Rua Paschoal Carlos Magno, 103 – B – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2242-9366

Cafecito: Rua Paschoal Carlos Magno, 121 – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2221-9439. Horario de funcionamento: Domingo a quinta: 10h às 20h. Sextas e Sábados: 10h às 23h. Fecha quarta-feira



O Rio de Janeiro continua {ainda mais} lindo!

Em fevereiro participamos de um evento no Rio e aproveitamos para ficar dois dias e meio na cidade maravilhosa. Apesar da curta estada conseguimos visitar alguns dos principais cartões postais da cidade, mas não sobrou tempo de ir à praia e, nem sequer, dar uma voltinha no calçadão de Copacabana.

Nosso vôo chegou bem cedo e o sol já brilhava com toda força. Fomos recebidos por um amigo e, graças a ele, fizemos um breve tour pela zona sul. Começamos o passeio pela Urca (nosso bairro preferido) visitando a Pista Cláudio Coutinho.

Entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca, a pista tem 2,5 km de extensão e é um excelente local para a prática de corrida e caminhada por ser um lugar arborizado, calmo, e com uma vista linda.

De lá nos dirigimos para o bairro de Humaitá, onde nos hospedamos. No caminho, passamos pela Marina da Glória e o Hotel Copacabana Palace.

A poucos quarteirões da pousada fica a Lagoa Rodrigo de Freitas. Mesmo com o sol forte, contornamos quase toda a sua extensão antes de tomar o ônibus com destino à nossa próxima parada.

Queríamos muito conhecer o Jardim Botâncio, um dos mais belos parques do Brasil. Logo na entrada nos encantamos com as palmeiras imperiais. Andamos por todo o parque (que não é pequeno) e a cada novo ambiente natural ficávamos ainda mais impressionados. O jardim japonês, as alamedas, o orquidário, o lago Frei Leandro, o jardim dos sentidos e todos os demais espaços são incríveis.

E a a variedade das plantas da flora brasileira é notória. Se tivéssemos mais tempo, certamente dedicaríamos um dia inteirinho para passear com bastante calma por lá.

Famintos e sedentos, fizemos uma pausa no Café Botânica, lanchonete instalada no interior do Jardim Botânico. Na casa da frente funciona uma loja que vende souvenirs.

Apesar de o espaço não ser dos maiores, é bastante agradável. Já o atendimento deixa muito a desejar, principalmente para os estrangeiros. Vimos um grupo deles com grande dificuldade para fazer o pedido. E isso não aconteceu apenas pelo fato de as atendentes não se expressarem em outro idioma. A falta de interesse da equipe de funcionários em compreendê-los estava nítida. Uma pena.

Para compensar os deslizes, a comida era muito boa e mesmo se tratando de um lanche, superou as nossas expectativas. Provamos Quiche de Queijo e Legumes com Salada (R$ 16), Crumble de Amora (R$ 9) e Torta de Maçã com Sorvete de Creme (R$ 12), esta última umas das mais gostosas dos últimos tempos!

Mesmo muito cansados devido ao forte calor, aproveitamos a oportunidade para conhecer o seu vizinho famoso: o Parque Lage.

Com arquitetura e ambientação inspiradas na Europa, o lugar respira arte. Foi cenário do filme Terra em Transe (Glauber Rocha) e hoje abriga a Escola de Artes Visuais, além de um café prá lá de simpático. Uma curiosidade é que parte do terreno já chegou a ser comprada por Roberto Marinho para ser sede da Rede Globo. Felizmente, na época o governo do Rio de Janeiro desfez o negócio e transformou o espaço em um parque público.

Aos pés do Corcovado, é impossível não admirar a beleza da vegetação ao redor do Parque Lage, suas ruínas, a gruta e as dezenas de famílias de micos que vivem ali.

Nosso primeiro dia no Rio de Janeiro foi corrido, porém bastante produtivo. Ao final dos passeios, voltamos para a pousada pois logo mais teríamos um jantar especial ao lado de amigos queridos. Uma pena que esquecemos a câmera (lê-se: a Débora esqueceu a câmera) e infelizmente não vamos poder relatar os saborosos pratos que experimentamos no ótimo restaurante Quadrucci, no Leblon.

Pista Claudio Coutinho: Praia Vermelha – Urca – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2271-7000 (Riotur). Horário de funcionamento: Diariamente das 6h às 18h.

Jardim Botânico: Rua Jardim Botânico, 1.080 – Humaitá – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 3874-1808 / (21) 3874-1214. Horário de funcionamento: Diariamente das 8h às 17h. Ingresso R$ 6.

Parque Lage: Rua Jardim Botânico, 414 – Humaitá – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2538-1879. Horário de funcionamento: Diariamente das 7h às 18h.