O último evento promovido pelo Kekanto, nosso site parceiro, aconteceu no Gràcia, um bar super bacana cuja decoração e menu são inspirados na cidade de Barcelona.
O espaço é dividido em vários lounges bastante agradáveis e com música alta no som ambiente. Nota-se, em todos os espaços, referências à cultura catalã, seja por meio de imagens do burro adotado como símbolo daquela região, pelo mapa do metrô de Barcelona pintado na parede ou no grafite separatista que avisa (em inglês!): “Catalunha não é Espanha.”

A capital da Catalunha também inspira todo o cardápio, a começar por parte do texto escrito no idioma catalão!
De cara, nos impressionamos com as diversas opções de sangria. Ao todo são vinte e duas diferentes versões da bebida, mesclando vinho tinto, branco, rosé e espumante, até apresentações mais ousadas, que levam conhaque, tequila, frutas tropicias e sucos exóticos.
Nós provamos a l’Arc de Sant Martí Vic (R$ 48 com 500ml/ R$ 81 com 1 litro), mistura de vinho frisante rosé, morango, ameixa, pêssego, abacaxi, maçã-verde, uva, kiwi, suco de laranja, suco de limão e conhaque. Apesar de ser um pouco forte, gostamos da variedade de ingredientes.

Como não poderia deixar de ser, o menu conta com boas opções de Tapas, os tradicionais aperitivos quentes ou frios, facilmente encontrados nos bares espanhóis.
Quem opta pela degustação de tapas pode eleger 2 sabores (4 unidades por R$ 16) ou 4 sabores (8 unidades por R$ 29), dentre todas as opções disponíveis.
Bacallá Gratinat Brandad (fatia de pão coberta com brandada de bacalhau gratinada), L’Escorça amb Crema de Formatge Roquefort i gelea (fatia de pão coberta com creme de queijo roquefort e geleia de frutas vermelhas), Pa Torrat amb Brie i Mel (fatia de pão coberta com queijo brie e mel) e Pinxo de Pollastre amb Safra i Pebrots (espetinho de frango ao açafrão e pimentões com vinagrete catalão) foram as nossas escolhas. Nenhuma delas estava ruim, mas, sinceramente, também não empolgaram.
Delicioso mesmo estava o Gambetes a la Graella i Risotto d’Espàrrecs (R$ 35) – camarões grelhados envoltos em jamón espanhol montados sobre risoto de aspargos. É um prato bastante saboroso e perfeitamente executado. Impossível não elogiar os camarões graúdos e cozidos no ponto certo.

Crema Catalana (R$ 14) e Churros com doce de leite e sorvete de creme (R$ 16) finalizaram o nosso jantar ambientado no melhor estilo catalão.
Achamos o creme um pouco sem graça, mas a porção de churros não fez feio!

E depois de respirar Barcelona por tantas horas, decidimos que a cidade precisa estar no roteiro da nossa próxima viagem.
Sugestão do chef: aos sábados, no almoço, a casa serve Paella Marinera (R$ 66 para 2 pessoas/ R$ 112 para 4 pessoas) e Paella Catalã (R$ 59 para 2 pessoas/R$ 99 para 4 pessoas).
Gràcia Lounge Bar: Rua Coropes, 87 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel: (11) 2306-5478. Horário de funcionamento: de terça a sexta a partir das 18h. Sábado a partir das 12h e domingo a partir das 16h.
Nem sempre a gente consegue escrever logo sobre os locais visitados. Excesso de trabalho, cansaço, preguiça, tudo isso faz com que os posts às vezes se acumulem. Pra resumir a história, um dos lugares que há tempos figura em nossa lista de pendências é o Sinhá.
Nossa relação com o restaurante começou bem antes de irmos até lá. Faz muito tempo que somos leitores do blog Boteco do JB, de autoria do chef Julinho, fundador do Sinhá. No site – se é que alguém não sabe – ele expõe tudo o que pensa sobre o cenário da gastronomia. Combate com acidez nada moderada os vícios da crítica especializada, as afetações gastronômicas, os chefs midiáticos… Nem sempre concordamos com tudo, é óbvio, mas é impossível não perceber nos textos reflexões lúcidas e pra lá de necessárias.
Éramos leitores assíduos do blog do dono do Sinhá, mas ainda não tínhamos frequentado o restaurante. Pra falar a verdade, havia certa dúvida, com ares de desconfiança: conseguiria o chef servir, em seu restaurante, comida digna das avaliações rigorosas feitas sobre o trabalho de outras casas? Só tiramos a prova meses atrás, quando fomos lá pela primeira vez, na companhia de um casal de amigos frequentadores. Em alguns minutos percebemos que sim, é possível. O Sinhá é totalmente fiel à proposta de oferecer comida boa e sem frescura, exatamente como prega o JB.
Tudo é servido em sistema de buffet livre, com a possibilidade de se servir quantas vezes quiser pagando R$ 27,50 de segunda a sábado e R$ 34 aos domingos, preços módicos em uma cidade de gastronomia inflacionada como São Paulo.
Em nosso debute no Sinhá – e também nas outras três vezes em que almoçamos lá – iniciamos a refeição pelo pão de tapioca. Leve, saboroso e ainda melhor na companhia do chutney de tomate. Um começo muito melhor do que diversos couverts com preços exorbitantes servidos por aí em restaurantes à la carte.
Na mesa ao lado ficam as saladas, um dos pontos altos do Sinhá. Há um tempo o JB chegou a divulgar no Twitter o contato do fornecedor de hortifrútis, segundo ele o mais competente encontrado desde que ingressou no segmento. Elogio dos mais justos, posso garantir. Almoço quase todos os dias em restaurantes com sistema de buffet e raramente encontro verduras e legumes tão frescos. Entre as opções, destaque para marinada de legumes, quinua e vagem com gorgonzola.

Antes de chegar com tudo nos pratos quentes, vale uma pausa para petiscar uns chips de abobrinha. Pra mim, é nos detalhes que um restaurante deixa de ser “correto” pra se tornar um local onde quero voltar. E o chips é bom exemplo disso, afinal, nada mais é do que o legume cortado bem fininho, frito e revestido por uma camada de sal. O detalhe aqui é transformar algo simples assim em um petisco sempre crocante e delicioso! Prefiro aos disputados torresmos, outra boa pedida.
Os pratos variam de acordo com o dia da semana e uma dica é consultar o site do Sinhá para conhecer o cardápio. Aos sábados, uma das opções é a ótima feijoada.
A galinhada com mandioquinha também é muito bem feita, assim como o tomate assado com gema de ovo, a banana-da-terra com bacon, o nhoque de mandioquinha, e por aí vai. Em todas as visitas provamos comida deliciosa e esperamos que continue assim. Digo isso porque na semana passada o JB anunciou a venda do Sinhá. Pelo que escreveu, vai dar um tempo, passar por aquele processo que costumam chamar de “não fazer nada”, algo que costuma dar mais certo do que muita coisa que a vida nos força a fazer por obrigação. A boa notícia para os clientes é que a Talitha, nova proprietária, já comanda a cozinha do restaurante. A qualidade, portanto, tem tudo para ser mantida.

Como clientes eventuais, o principal desejo da Débora e meu é que a casa continue com o cuidado habitual na confecção das sobremesas. O Tiramissú de Rapadura (R$ 6), por exemplo, é muito, muito bom. Mas a razão desse comentário é a irresistível mousse de chocolate (R$ 6)! Tenho uma relação antiga com essa sobremesa que quase todo mundo pensa saber fazer. Provo mousse de chocolate por aí desde criança e, hoje, raramente me empolgo com alguma versão do doce, já que a maioria tem gosto de ovo, textura estranha ou – mais comumente – é feita com chocolate ruim. A do Sinhá é absolutamente perfeita. Tanto que, quando estivemos em Paris – viagem sobre a qual postaremos em breve –, provei umas cinco versões da sobremesa clássica. Dava duas colheradas e a Débora já me olhava perguntando: “e aí, melhor do que o do Julinho?”. Encontrei só dois no mesmo nível. Nada além disso.


Sugestão do chef: O ambiente é simples, a comida não tem frescura, a cerveja é servida em copo americano e a refeição não termina com Nespresso, mas com um excelente Fazenda Pessegueiro. Assim é o Sinhá, um restaurante tratado sem a devida deferência pelos guias e publicações especializados, que deixam de informar seus leitores sobre uma das casas onde o dinheiro de quem gosta de sair pra comer é mais valorizado nesta cidade.
Sinhá: Rua Antônio Bicudo, 25, esquina com a Rua dos Pinheiros – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3083-6849. De segunda a sábado das 11:30hs às 15hs e aos domingos das 12hs às 17hs. Não abre no jantar.
Datas especiais merecem lugares especiais. Pelo menos é isso o que acontece em todas as nossas celebrações.
Chegamos ao Maní por volta das 13h de um domingo e não ficamos nem dez minutos na fila de espera. Mas demos sorte. Pouco tempo depois o simpático corredor com vista para a cozinha estava lotado.
Por trás da data especial que envolvia a nossa comemoração, havia uma enorme expectativa em relação ao trabalho executado pela “pareja” de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo.
A decoração de extremo bom gosto mescla itens rústicos, despojados, finos e retrôs. O ambiente é muito agradável e acolhedor, certamente preparado para os visitantes sentirem vontade de ficar horas por lá.
Queijo de cabra com pimenta rosa, coalhada seca, manteiga com flor de sal e ótimos pães quentinhos foram a nossa primeira boa impressão em relação à comida do local. Mas o melhor do couvert (R$ 12 por pessoa) foi a placa de biscoito de polvilho, uma espécie de gostinho “casa da vó” para adultos.
O drink sem álcool Zero Zero – abacaxi, limão, hortelã e soda (R$ 15) – não empolgou tanto quanto a combinação simples de espumante e frutas vermelhas do Kir Maní (R$ 21).
E eis que chegaram os pratos principais, ou melhor, as obras de arte em forma de comida. Que apresentação linda!
O Peixe do dia a baixa temperatura no Tucupi com Banana da terra e migalhas do Maní (R$ 61), trazia ingredientes brasileiros apresentados de forma única e criativa. Gostamos muito de provar o tucupi servido como uma espuma no estilo Ferran Adrià. Conseguimos sentir claramente o sabor de cada ingrediente, mesmo dos mais delicados.
Aprovado também foi o Atum levemente grelhado com Quinua, Chutney de Amoras, Espuma de Gengibre e Shissô (R$ 66). Peixe cozido no ponto certo, quinua soltinha, espuma de gengibre saborosa, cremosa e consistente. E o que dizer do chutney de amoras? Espetacular!
Foi bem difícil escolher a sobremesa pois todas as propostas são muito interessantes. Inclusive, precisamos voltar ao Maní apenas para experimentar todas as opções doces do cardápio.
Decidimos conhecer a versão elaborada para o tradicional Açaí, que no Maní é feita com banana nanica, gelatina de guaraná, farofa de aveia, marshmallow de açúcar mascavo, raspadinha de morango e sorvete de açaí (R$ 18). Sobremesa original, colorida, leve e bem exótica.
Ficamos curiosos para saber como seria um doce cujo nome é “O Ovo” (R$ 18). Resultado: gostamos muito do sorvete de gemada com espuma de coco e coquinhos crocantes.
Para finalizar nosso almoço artístico, cafezinho Nespresso (R$ 5,80) e a conta.
Claro que a experiência não saiu barata, mas o custo-benefício foi muito positivo. Comida caprichada, saborosa e visualmente atrativa, ingredientes de alta qualidade, atendimento gentil e eficiente. Aliás, não deve ser nada barato manter toda aquela quantidade de garçons.
O Maní não é um restaurante que podemos frequentar em intervalos curtos, mas afirmamos que ele está na lista dos lugares especiais para voltarmos quando a vida nos presentear com boas e grandiosas surpresas.
Sugestão do chef: o Manioca é o espaço para eventos do Maní, em funcionamento ao lado do restaurante. Apesar de pequeno, o ambiente é lindo e tem uma agradável área ao ar livre.
Maní: Rua Joaquim Antunes, 210 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3085-4148
O verão em terras paulistanas ainda não engrenou. A semana passada foi marcada por fortes chuvas e dias nublados, mas quem mora nessa cidade sabe que, cedo ou tarde, as altas temperaturas irão aparecer.
Uma ótima opção para espantar o calor quando os dias quentes chegarem é a Frutos do Cerrado.
A sorveteria foi fundada há 15 anos no estado de Goiás. Recentemente chegou a São Paulo e já conta com seis lojas na capital e outras treze espalhadas pelo litoral e interior.
Muitos dos 56 sabores de picolés e dos 34 cremosos são feitos com frutas típicas dos seis biomas brasileiros: Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Pampas, Caatinga e Pantanal. Melhor que isso é saber que todos eles são isentos de gordura trans.
Diante de tantas delícias exóticas, definir qual experimentar não é fácil. E para não nos limitarmos a um único sabor, abrimos mão dos picolés e dos potes individuais e ficamos com a opção de pagar de acordo com o peso consumido (R$ 29,90 o quilo).
Provamos sorvetes de açaí, mangaba, gengibre, tamarindo, cupuaçu e cajá. Eles não são tão cremosos, mas o sabor é muito bom, com o gosto das frutas sempre bem pronunciado.
Além de oferecer uma trégua no calor, a Frutos do Cerrado nos permite conhecer melhor os sabores e aromas de outras regiões do Brasil, algo não tão comum nas sorveterias aqui de São Paulo.
Sugestão do chef: a variedade de sorvetes é grande, principalmente dos picolés. Vale a pena carregar uma bolsa térmica e levar alguns pra casa.
Frutos do cerrado: Rua dos Pinheiros, 320 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 30361-0241. Mais cinco endereços na capital.
Finalmente provamos os gelados da Mil Frutas, sorveteria tradicional no Rio de Janeiro e com duas unidades em São Paulo. Toda a produção é livre de gordura trans, corantes e conservantes. O resultado é um sorvete muito saboroso e que preserva o sabor das frutas, o que acontece, por exemplo, na versão azedinha de pitanga.
A combinação de chocolate branco com framboesa também é das mais interessantes, mas não supera a deliciosa mistura de nozes com ovos moles, incomum aqui na capital paulista.
Como chocolate não pode faltar, provamos também a variedade elaborada com a versão amarga. Vale conhecer, mas há pedidos melhores a fazer – as opções são muitas e nem todas ficam disponíveis todos os dias.
Ponto fraco é o modo escolhido para apresentar os sorvetes. Ou melhor, para escondê-los! Todos ficam em potes brancos fechados, o que força as atendentes a revirar a geladeira atrás do sabor desejado pelo cliente. Experiência de compra, zero!
Uma bola sai por R$ 8, enquanto para degustar dois sabores são precisos R$ 14. Não é coincidência, portanto, o fato de a Mil Frutas ter escolhido por aqui os shoppings Cidade Jardim e Iguatemi.
Sugestão do chef: No Rio de Janeiro, a sorveteria oferece serviço de entrega. Basta encomendar previamente e receber em até 24 horas durante a semana e 48 horas nos finais de semana.
Mil Frutas: Em São Paulo, nos shopping Iguatemi e Cidade Jardim. No Rio de Janeiro, são cinco lojas na capital, além de unidades em Búzios e Angra dos Reis.
Nossa segunda participação na SPRW também foi em clima francês. O Le Poème Bistrô possui ambiente e cardápio totalmente inspirados na cidade luz.
No menu de almoço preparado para o evento, entradas e sobremesas um tanto básicas. A casa estava cheia e o serviço não deu conta de atender tanta gente, o que resultou em informações confusas e longo (bem longo) tempo de espera entre um prato e outro.
Como entrada, cada um de nós ficou com uma das duas opções. A Salada de Brie (mix de alfaces, queijo Brie, presunto Parma e molho de mel) estava mais interessante que a Salada de Avocado (mix de folhas verdes, abacate, manga e molho citron). Esta última foi servida com manga e abacate verdes demais, deixando tudo sem gosto.

Nossa escolha para o prato principal foi a mesma. O Portfolio Crocante consiste em filé mignon recheado com fondue de queijo Roquefort e crosta de pão caseiro, servido com risoto de pêra.
A carne estava muito boa e ficamos surpresos ao notar que, apesar de muito crocante, não havia sido frita depois de empanada, e sim levada ao forno. A técnica deixou o prato mais leve do que imaginávamos.
Esta é uma opção que pode ser provada fora do evento, pois faz parte do menu fixo (custa R$ 42).
Ficamos decepcionados quando ao final do almoço nos informaram que o Creme Brulée tinha acabado. Só nos restou a Delícia de Chocolate (torta mousse de chocolate com sorvete de creme), que já era a segunda sugestão do evento, e também aceitar o substituto Tiramissú de morango, que, assim como a outra sobremesa, também não estava lá tudo isso.


Sugestão do chef: o couvert não está incluso no menu promocional e custa R$ 10 por pessoa. Achamos o valor um pouco alto levando em conta a simplicidade do que nos foi servido.
Le Poème Bistrô: Joaquim Antunes, 98 – Pinheiros – São Paulo – SP. Tel.: (011) 3061-9102
E mais uma vez nosso almoço com menu da SPRW foi impecável (R$ 27,50 + R$ 1). Reservamos o Fillipa e não nos arrependemos. O restaurante manteve a qualidade dos pratos do cardápio convencional e também o atendimento simpático e eficaz.
Nossas entradas chegaram rápido. O Goi Cuon, rolinho vietnamita de folha de arroz recheado com cenoura, broto de feijão, tofu, camarão, ervas frescas e noodles estava delicioso. Ficou ainda melhor com o chutney apimentado e o molho especial à base de cebola e amendoim.
A salada Ingaí leva palmito, queijo branco, nozes, goiaba, folhas verdes variadas e vinagrete de mel. Mesmo não sendo tão elaborada quanto o rolinho, rendeu elogios.
Para acompanhar os pratos, pedimos suco de acerola (R$ 5,90) e caipirinha Thai Mix (R$ 15,90), com lichia, manjericão tailandês e saquê, que achamos um pouco sem graça.

Gostamos de ver que ambas as opções de prato principal faziam parte do cardápio fixo. O San Remo, salmão teriaki servido com legumes ao pesto de salsinha e maçã grelhada, custa normalmente R$ 43. Destaque total para os legumes cozidos super saborosos, crocantes e bem temperados.
E, como esperávamos, uma das opções de prato principal do evento era à base de curry. Na nossa opinião, as melhores comidas no Fillipa são as que levem este condimento. O Pad Phed traz curry vermelho tailandês com frango, leite de coco fresco, macadâmia e amendoim, servido com arroz jasmin. Apimentado na medida, fez uma ótima combinação com as castanhas. Melhor prato desta edição da SPRW até agora.
Também caprichadas estavam as sobremesas. Apesar de muito gostoso, o Brownie com chantilly não superou o Sorvete de Coco com calda caramelizada de Gengibre, Coco fresco e pedaços de Laranja.

Sugestão do chef: o Fillipa pertence à chef Ina de Abreu, mesma proprietária do Mestiço, que em 2007 foi eleito o melhor restaurante no Prêmio Brincando de Chef.
Fillipa: Rua Joaquim Antunes, 260 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3083-3868
Devido a um baita congestionamento na Av. Rebouças, quase ao lado do shopping Eldorado, uma simpática casa situada numa ruazinha da região atraiu os nossos olhares. Trata-se do restaurante vegetariano Prema.
O espaço é simples, mas o toque sutil da decoração indiana já o torna charmoso e acolhedor.

O restaurante funciona aos sábados como buffet livre, e o preço, mesmo sem incluir bebida e sobremesa, é excelente: R$ 16 por pessoa. Excelente também é a qualidade e o sabor da comida.
Primeiro nos servimos dos pratos frios. Além das saladas bem frescas, gostamos da variedade de molhos – alguns condimentados – e do pepino com curry e coco ralado. Algumas opções de chutney também fizeram sucesso sobre as torradinhas.
A variedade de pratos quentes pareceu menor, mas tudo que comemos estava caprichado. Provamos risoles de queijo, torta de legumes, moqueca de caju com proteína vegetal texturizada e tortellini de legumes ao molho branco.
Fomos surpreendidos pelo bom sabor da moqueca de caju (eliminando a proteína vegetal texturizada que não nos agrada), mas o melhor daquele almoço, sem dúvida, foi a massa com recheio cremoso e molho bem suave.
Para beber, deixamos de lado os sucos naturais e experimentamos o Lassi (R$ 3,50), bebida indiana à base de iogurte e suco de frutas. Pedimos a versão batida com tangerina e majericão; estava tão boa que repetimos a dose.
Saímos de lá satisfeitos e com a missão de tentar encontrar outros restaurantes em São Paulo que nos proporcione refeições bem servidas por preços que não sejam muito altos.
Sugestão do chef: de segunda a sexta-feira o Prema funciona como restaurante a quilo. Bom local para quem trabalha na região.
Prema Vegetariano: Rua Diogo Moreira, 312 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: 3815-1448
Quando a Nina e o Marcel nos convidaram para um café, ficamos bastante animados por saber que, além de passar algumas horas em companhia agradável, ainda teríamos uma boa oportunidade para degustar a bebida com quem aprecia e entende do assunto.
Mas depois de definirmos o local do nosso encontro, desconfiamos que o café não viria em primeiro plano, pelo menos para mim. Afinal, impossível lembrar dele depois de olhar a vitrine da Brigadeiro Doceria e Café. Eram tantas opções saborosas que a decisão não foi fácil.

Chegamos à conclusão de que o melhor seria escolher vários doces para que todos experimentassem um pouco de cada.
Começamos pelo carro-chefe da casa, o brigadeiro (R$ 3), também encontrado em versões pouco convencionais como a de pistache (R$ 3), que nos surpreendeu pela cremosidade e por ser feito com a própria semente triturada, sem gosto de essência.
Depois vieram os bolos, todos cobrados conforme o peso de cada pedaço. O de mousse de chocolate com avelã (R$ 4,80) foi sugestão do Fernando, que acertou em cheio, já que a mousse leve e o açúcar na medida garantiram um sabor bem equilibrado.
A Nina escolheu o melhor bolo de milho (R$ 2,50) que eu já comi. A massa era cremosa e o açúcar polvilhado deu um toque bem especial.
Eu fiquei com o bolo surpresa (R$ 2,80): massa branca – igual à de bem-casado – recheada com brigadeiro tradicional, brigadeiro branco e farofa crocante. Uma delícia para as pessoas que, como eu, gostam de bolos bastante açucarados.
O Marcel foi de sorvete, ou melhor, de sorbet de tangerina (R$ 4) e de limão com manjericão (R$ 4). Este último era tão aromático e exótico que fez um tremendo sucesso.
Para não fugir totalmente da idéia inicial de degustar café, pedimos dois espressos puros da marca Suplicy, além de um espresso com Baileys.
Gostamos da bebida, mas depois de tanto açúcar é melhor falar sobre ela em outra ocasião pois, certamente, seu sabor característico foi alterado depois que começamos a provar os doces.
Mas não foram apenas os doces caprichados e o bom papo os responsáveis pela tarde gostosa que passamos.
A ambientação do local merece destaque por ser simples, e muito aconchegante, principalmente a parte superior que tem como proposta simular os cômodos de uma casa.

E para deixar os clientes ainda mais à vontade, plantas e animais de estimação, como pássaros, tartarugas, peixes e coelhos deixam a atmosfera mais intimista.

Sem dúvida fizemos uma ótima escolha e as horas que passamos ali só não foram melhores por culpa do verão gelado e chuvoso que anda fazendo aqui em Sampa. E para espantar o frio, nada melhor que um chá para acompanhar as bolachinhas caprichadas de chocolate com pistache e de matcha (chá verde em pó) que a Nina preparou com muito carinho para nós.

Sugestão do chef:todos os móveis e objetos que decoram a Brigadeiro estão à venda. É possível levar pra casa desde o sofá florido até o porta-sacolas de plástico em formato de peru!

Mas é bom dizer que, apesar de estarem expostos em uma doceria, os preços cobrados por esses itens são bem salgados.
Brigadeiro Doceria e Café: Rua Padre Carvalho, 91 – Pinheiros – São Paulo – Tel.: (11) 3813-6656
– Olha, Débora, se eu trabalhasse onde você trabalha não sei como faria para resistir aos quindins da Alice. São os melhores que já experimentei.
– Nooooooooooossa, eu sou louca por quindim! Mas quem é Alice?
– Sei lá, deve ser o nome da dona da “Alice Quindins”. Pera aí, você trabalha há poucas quadras da fábrica e não conhece a “Alice Quindins”?
– Não conheço. Mas com essa propaganda amanhã mesmo vou passar por lá e provar um. Onde fica?
– Na Cônego, quase ao lado da floricultura. A porta é muito pequena e talvez por esse motivo você nunca tenha visto a lojinha. Tem um toldo amarelo na entrada.
E foi assim, conversando com uma amiga, que eu tive a sorte de conhecer essa confeitaria, se é que posso defini-la dessa maneira. Na verdade é uma loja de fábrica – minúscula – sem qualquer decoração que lembre uma doceria. Fica instalada numa espécie de viela e a porta é tão escondida que se não fosse o toldo amarelo e o cheiro inconfundível de quindim, teria passado despercebido mais uma vez.
Ao entrar, devo confessar que achei o lugar um pouco estranho. Os doces são expostos dentro de embalagens fechadas de papel Kraft. Estas, por sua vez, ficam um pouco amontoadas sobre uma mesa, mas nada que comprometa a qualidade. Nesse mesmo espaço funciona o escritório da empresa e, ao lado, a cozinha, de onde é possível espiar a produção das delícias e notar a ótima higiene do local.
Bom, apesar da linda aparência do quindim, decidi comprar só um (R$ 2,00) para me certificar de que seu sabor não era semelhante ao de gemada, já que isso é comum quando ele não é cuidadosamente preparado.
Como não havia mesas nem cadeiras por lá, o jeito foi deixar para comer mais tarde.
Nesse momento eu tive certeza de que o manjado provérbio popular “as aparências enganam” está coberto de razão, pelo menos nesse caso. O quindim era simplesmente delicioso! Deu para sentir nitidamente a massa de coco e o creme de ovos que sempre se separam quando a qualidade do doce é superior. No dia seguinte, eu estava lá de novo comprando uma caixa com onze unidades dos mini-quindins (R$ 11,00).
Depois de um tempo descobri que eles revendem as guloseimas para supermercados, empórios, docerias e restaurantes. A lojinha é só algo improvisado, um “quebra-galho” para os aficionados por doces, como eu. Daí a justificativa para tamanha informalidade.
E para minha sorte já é quase hora de almoçar e como estou no escritório, não preciso nem dizer onde vou comer minha sobremesa de hoje, não é mesmo?
Sugestão do chef: Além do o carro-chefe também são produzidos camafeus, trufas, brigadeiros e beijinhos. Tudo tão bom quanto os quindins.
Alice Quindins: Rua Cônego Eugênio Leite, 1040 , Pinheiros
Tel: 3815-1069 e 3183-1213 – http://www.alicequindins.com.br/
O Meaípe é um restaurante que deve seu sucesso a um só prato. E isso é um elogio.
A especialidade por lá é a moqueca capixaba, prato exclusivo na unidade mais legal, a da rua Cristiano Viana. O preço é cobrado por pessoa: moqueca de peixe por R$ 14 de segunda a sexta e R$ 17 nos fins de semana e feriados; e moqueca de peixe com camarão por R$ 24 ou R$ 27, também de acordo com o dia da semana. O preço é bom e a comida, deliciosa.

Por esses dois motivos é preciso relevar o excesso de informalidade nas instalações e no atendimento. A “equipe” se resume a uma pessoa na cozinha e a simpática Regina – dona do restaurante – no atendimento, sem dispensar um bom papo com a clientela. Nos dias de movimento tranqüilo, dá pra ouvir algumas histórias engraçadíssimas.
Há alguns quarteirões dali fica a unidade da rua Fradique Coutinho, cujo cardápio inclui alguns outros pratos. Quem comanda é o capixaba Paulo, marido da Regina e fundador do Meaípe. Por lá o espaço é bem maior, o que talvez explique (mas não justifique) um atendimento bem mais bagunçado.
Sugestão do chef: Não espere alguém perguntar se já escolheu a bebida. O procedimento normal no restaurante é o cliente ir até a geladeira, abrir a garrafa e levar até a mesa.
Meaípe: Rua Cristiano Viana, 506 – Jardim América – São Paulo – SP – Tel:(11) 3081-5945, e mais três endereços – www.moquecapixaba.com.br
Se você pertence ao grupo de pessoas que pensam que comida vegetariana é sinônimo de um prato repleto de folhas verdes com acompanhamentos sem gosto, certamente precisa conhecer o Gaia Gourmet Vegetariano.
Em um salão com decoração um tanto esquisita, a princípio você vai pensar que está no restaurante preferido do conde Drácula ou da família Adams. Mas fique tranqüilo que risoto de morcego e sopa de aranha não fazem parte do cardápio, afinal, estamos escrevendo sobre um restaurante vegetariano.


Por R$ 15 de segunda a sexta e R$ 17 aos sábados, domingos e feriados é possível se deliciar com sopa, salada e ainda escolher entre duas opções de prato principal, suco e sobremesa, que variam conforme o dia da semana. A comida é boa e os pratos chegam à mesa montados no bom estilo gourmet. Se achar a porção pequena, não se preocupe pois é possível repetir o prato ou escolher a segunda opção do dia sem nenhum custo extra.
O chef do local usa e abusa dos temperos, molhos e especiarias para deixar a refeição sempre “exquisita”, que traduzindo do espanhol para o português quer dizer gostosa ou saborosa. Arroz marroquino, polpetone de soja com tomate seco e mussarela de búfala, penne ao molho de quatro queijos e risoto de quinua com abobrinha são algumas das opções encontradas no Gaia. Sucos exóticos como melancia com laranja, uva com goiaba e tangerina com gengibre também aparecem com freqüência. As sobremesas não costumam ser nenhum espetáculo, porém nada a ponto de comprometer a qualidade do restaurante.

A casa é freqüentada por um público diversificado, mas o pessoalzinho descolado e alternativo da região de Pinheiros prevalece.
Sugestão do chefe: Quarta-feira é o único dia com três pratos principais para escolher, já que a feijoada vegetariana é o carro-chefe do dia e por esse motivo é fixa no cardápio.
Gaia Gourmet Vegetariano: Rua Cônego Eugênio Leite, 1152 – Pinheiros – São Paulo – SP.
Telefone: 3031-0680 Site: http://www.gaiavegetariano.com.br/