Abruzzo Trattoria: o bom e barato de Moema

Em nossas andanças pelo bairro de Moema, notamos um restaurante sempre lotado nos almoços de fim-de-semana, o Abruzzo Trattoria.

Num sábado resolvemos aparecer por lá bem mais cedo do que de costume, na tentativa de não ficar muito tempo esperando por uma mesa. E deu certo.
Pra nossa surpresa descobrimos que o restaurante não tem relação direta com a culinária italiana. A comida é simples, mas muito saborosa. Funciona no sistema de buffet, em que cada um se serve à vontade pelo preço de R$ 15.
O valor é bem barato e deve ser um dos responsáveis pelas longas filas de espera. Principalmente se levarmos em consideração a média de preço das refeições no bairro, em geral bem superior.
Começamos pela boa variedade dos pratos frios, com destaque para as saladas bem frescas e para o caprichado carpaccio.

As opções de pratos quentes não são muito variadas, mas atendem a todos os paladares. Primeiro, provamos arroz com carne seca e um excelente bacalhau fresco grelhado, que ficou ainda melhor com um pouco do molho de maracujá.

Depois, partimos para as massas e experimentamos o raviole de carne com molho ao sugo e o espaguete ao molho pesto, todos bem executados. Tivemos que passar mais uma vez pela mesa dos pratos quentes!

Além do peixe e das massas, o buffet trazia ainda feijoada, frango e carne.

Sugestão do chef: pelos R$ 15 também estão inclusas algumas frutas (mamão e abacaxi) e sorvete de creme como sobremesa. Escolhemos uma fatia de mamão junto com uma bola de sorvete.


Abruzzo Tratoria: Rua Gaivota, 678 – Moema – São Paulo – SP – Tel. (11) 5055-2081



O fondue do Hannover

A primavera chegou mas o frio ainda não nos abandonou de vez. Clima apropriado para saborear as ótimas fondues do Hannover. Há 21 anos o restaurante abre suas portas apenas entre abril e outubro, e o cardápio é exclusivamente dedicado ao prato suíço em diferentes versões.

Em um ambiente aconchegante, com bastante madeira e luz de velas, a noite começa com um gigantesco couvert (R$ 6,90 por pessoa).

Azeitonas, tomate seco, filé de anchova, patês de presunto e de atum são algumas das iguarias servidas como entrada. Mas convém evitar exageros, porque você ainda terá uma difícil escolha pela frente: são seis tipos de fondue salgados, além de três versões doces (doce de leite, chocolate branco e ao leite).
Pra nós seria mesmo muito difícil ficar com uma só, por isso concentramos nossa escolha em uma das três versões de rodízio. Optamos pelo mais completo deles, o rodízio Hannover (R$ 68,80 por pessoa), com direito a filet mignon, frango, picanha, fondue de queijo e mais uma fondue doce – escolhemos chocolate ao leite.



As carnes vieram acompanhadas de alguns molhos à base de maionese. A fondue de queijo foi servida com pão, goiabada e batatinhas.
E a de chocolate chegou com boa variedade de frutas da estação e marshmellow.
Pelas fotos deu pra notar que, em vez do óleo, preferimos preparar as fondues de carne na pedra. Só que nem mesmo esse preparo mais “light” nos livrou de uma certa culpa por termos comido tanto.

Sugestão do chef: às quartas e aos domingos o rodízio é grátis para as mulheres, desde que cada uma delas esteja acompanhada de um homem pagante. Em alguns dias da semana também tem música ao vivo. Quando isso acontece é cobrado R$ 8,90 pelo couvert artístico.

Hannover:
Av. Cotovia, 445 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5561-5411



O super hambúrguer do The Fifties

O The Fifties é uma lanchonete que freqüentamos há bastante tempo. A unidade que consideramos mais bacana é a de Moema (sim, nosso bairro preferido!).

O local é muito bonito e espaçoso, mesmo assim é comum a fila de espera nos finais de semana à noite.

Sempre que vamos ao The Fifties precisamos estar famintos pois os sanduíches são muito grandes. Existem algumas combinações prontas e também a opção de montar o próprio lanche, o que nós costumamos fazer.
Na última visita, o Fernando escolheu hambúrguer de picanha, catupiry e salada (R$ 17,70).

A combinação agradou e ele, que adora catupiry em lanches, e ficou feliz quando viu a quantidade bem generosa do queijo.
Eu fui de hambúrguer de frango, molho especial de tomate pelato italiano, creme de queijos e salada (R$ 17,60).

Não estava ruim, mas a carne parecia mais um filé de frango. Sem falar que exagerei no tomate.
Para acompanhar nossos lanches, dessa vez substituímos a tradicional batata frita pela porção de Onion Rings (R$ 10,50). Ficamos arrependidos pela troca pois as cebolas chegaram bem oleosas e esfareladas.

Para superar a decepcão com os farelos de cebola empanada, pedimos o Milk Shake Fifties (R$ 18 com 700ml e R$ 13,50 com 350ml) – milk shake de chocolate com licor de cacau, coberto com creme chantilly, chocolate granulado e cereja.

Gostamos tanto desse milk shake que às vezes vamos ao Fifties só pra pedir um.

Sugestão do chef: as unidades de Moema (11 5532-0001) e da Vila Olímpia (11 3848-9800) ofercem serviço de entrega nessas regiões. No site da lanchonete é possível fazer o download do cardápio com os preços.

The Fifties: Alameda Jauaperi, 1.468 – Moema – São Paulo – SP. Tel.: (11) 5041-4662. Mais quatro endereços na capital.



O rodízio de guloseimas do As Noviças Café Colonial

Há 31 anos funciona em São Paulo As Noviças Café Colonial, lugar que costumamos freqüentar quando chega o frio.

A ambientação da casa remete a um convento, com direito a iluminação bem fraca, canto gregoriano e garçonetes vestidas de noviças.

Mas para conhecer o local é preciso deixar de lado o regime, já que são mais de 60 guloseimas – bem calóricas – servidas num rodízio (R$ 29,90 por pessoa).

Primeiro chega à mesa uma cesta com pães variados (frescos e quentinhos), pão de queijo, biscoitos, queijo fresco, manteiga, patê e três sabores de geléia. Para acompanhar, chocolate quente, café com leite ou chá, conforme a escolha do cliente. Nós sempre ficamos com o chocolate que é cremoso e docinho. Uma jarra de suco também é trazida posteriormente.

O rodízio tem início com tudo o que é uma delícia mas o seu médico vive dizendo pra você evitar: risoles de camarão e de queijo com presunto, quibe, croquete de carne, bolinho de bacalhau, mini-pizza, folhado de catupiry, empada de palmito, bolinho de queijo e coxinha.

Depois é a vez das tortas de palmito e de frango com catupiry, seguidas pelas quiches de alho poró e de espinafre com queijo, nossa preferida.

O excelente strudell de maçã é a primeira sobremesa a dar as caras.

Manjar branco com calda de ameixa, bolo Floresta Negra, pudim de leite condensado, quindim, torta de limão, torta holandesa, pavê capuccino, mousse de limão e de maracujá e bolo de flocos finalizam a comilança.

Sem dúvida voltamos pra casa com alguns quilos a mais e com um certo peso na consciência, mesmo sabendo que nesse convento a gula não é pecado.

Sugestão do chef: nas noites bem geladas a fila de espera costuma ser longa. O melhor é ligar antes de sair de casa e se informar sobre o movimento do estabelecimento.


As Noviças Café Colonial: Av. Cotovia, 611 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5561-3513



Café Donuts: tão bom quanto antes

Lembro que na minha adolescência havia unidades do Dunkin Donuts espalhadas por todos os lados: ruas comerciais, shoppings, cinemas, até em algumas estações de metrô. E como eu adorava aquilo! Na maioria das vezes pedia um donut de doce de leite. Sempre olhava no balcão aquele que parecia o mais cheio de açúcar e apontava para a atendente. Isso quando não resolvia comprar uma caixa de mini-donuts de vários sabores. Bons tempos.
Há alguns anos a marca deixou o Brasil, mas ainda é possível relembrar esses agradáveis sabores. É que no lugar do “antigo” Dunkin surgiu o Café Donuts, com a mesma qualidade e algumas lojas bem mais bacanas.

Uma delas é a unidade 24 horas lá de Moema, bairro raramente citado neste blog. A loja atrai muita gente que sofre de insônia ou precisa passar a noite trabalhando à frente do laptop. E mesmo aqueles que, como a Débora e eu, não padecem de falta de sono, vão gostar de provar algumas das saborosas opções do lugar.

A começar pelo bom espresso de marca própria (R$ 2), que recebe a companhia de um mini-donut do sabor preferido, além do copinho de água com gás.

É só um aperitivo, pois é claro que ninguém sairá de lá sem provar um donut no tamanho grande. São oito sabores vendidos por R$ 3,70 cada: framboesa, banana, creme bavarian, goiaba, maçã, morango, doce de leite e chocolate.
Há também três excelentes donuts com cobertura. O mais interessante é o Andino Leite, coberto com uma camada consistente de açúcar e recheado de doce de leite (R$ 4,10).

Hambúrgueres, salgados, bebidas quentes, milk shakes e taças de sorvete completam o bom cardápio.

Sugestão do chef: a loja 24 horas é uma das unidades que a rede define como “Cafés Bistrô”. São lojas de rua, mais espaçosas e com cardápio completo. A empresa mantém ainda pequenas cafeterias com sortimento reduzido em hipermercados e shoppings.

Café Donuts (24 horas): Alameda dos Arapanés, 539 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5054-0524



Frango do Peru

Frango assado ou grelhado é um prato cada vez mais popular no Brasil. Mas parece que entre os peruanos a coisa é ainda mais séria: o pollo a la brasa é considerado, por decreto, patrimônio cultural do país andino!
Um dos restaurantes peruanos dedicados à especialidade é o Roky’s, que abriu sua primeira filial brasileira há três meses e, claro, nós fomos até lá pra saber se a versão peruana tem algo diferente dos frangos nacionais.


O ambiente é simples e com boa freqüência de moradores dos prédios vizinhos. Logo na entrada já dá pra ver alguns frangos rodando na churrasqueira.

Quase escolhemos uma parrillada, mas decidimos mesmo pelo Galeto Clássico (R$ 22,90). O frango é bem temperado e chega acompanhado de um apimentado
(e ótimo) molho peruano.


Como estávamos na companhia dos nossos amigos viajantes Tony e Cecília, complementamos o almoço com 1/2 Galeto Desossado.

Esse, porém, ficou bem abaixo das expectativas: pequeno demais pelo preço cobrado (R$ 22,40, quase o mesmo que o galeto inteiro).
Cada grelhado dá direito ao buffet de saladas e um acompanhamento – escolhemos polenta e creme de milho.



O atendimento ainda precisa de ajustes, mesmo assim considero o Roky’s um digno representante da categoria bom e barato. Já a Débora e os nossos amigos ficaram meio decepcionados porque não perceberam diferença em relação aos frangos que encontramos aos montes por aí. E talvez eles tenham razão, é apenas mais um frango grelhado. Mas de vez em quando é só isso que eu quero.

Sugestão do chef: No almoço, de segunda a sexta, o restaurante oferece combinados a partir de R$ 8,50 com grelhado, uma guarnição e buffet de saladas.

Roky’s: Alameda Jauaperi, 484 – esquina com Av. Sabiá – Moema – São Paulo – SP – tel.: (11) 3477-5355



Benedetta: o bar do polpettone

Como já dissemos em outros textos, Moema é um dos nossos bairros preferido aqui em Sampa e isso se deve, principalmente, à grande variedade de pontos gourmets instalados na região.
Nossa última visita por lá foi para conhecer o Benedetta, que funciona como bar e restaurante.

A parte aberta é a mais agradável, com decoração tropical e clima praiano. Perfeito para os dias mais quentes.

Pedimos o couvert que trazia manteiga, sardela, pasta de azeitona e alguns pães quentinhos, o melhor deles era coberto com queijo e tomate (R$ 6,90).


De influência italiana, o cardápio apresenta massas, carnes e alguns peixes em pratos individuais. Mas antes mesmo de sair de casa nós já sabíamos que o nosso pedido seria o carro-chefe da casa: o polpettone.
Escolhemos o Polpettone Romana (R$ 26). Nessa versão o bolo de carne é recheado com presunto parma e mozzarella e coberto com molho de tomate e parmesão. A foto mostra apenas metade da porção.

Estava muito bom, consistente e com bastante recheio. Só poderia ter um tiquinho a menos de sal.
Para finalizar nosso almoço, não resistimos à descrição do Power Brigadeiro (R$ 9,50), um pão de ló de chocolate recheado com brigadeiro de chocolate belga e coberto com granulado.

Sobremesa que atendeu às nossas expectativas: pão de ló umedecido no ponto certo e chocolate com maior concentração de cacau, ou seja, mais amargo.

Sugestão do chef: Quando fizemos o pedido nos informaram que o polpettone servia duas pessoas, mas achamos um pouco pequeno. Da próxima vez um acompanhamento não será recusado.

Benedetta Bar & Polpetteria: Al. Gaivota, 491 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5056-0973



Los Chicanos: rodízio Tex-Mex

Sempre que andamos por Moema encontramos algum lugar novo que dá vontade de conhecer. Nossa mais recente descoberta por aquelas bandas foi o restaurante mexicano Los Chicanos, aberto há apenas dois meses no ponto que era do Bar Nacional.


O ambiente ganhou cores mais clean e um belíssimo painel que atrai os olhares de quem caminha pela calçada.

O cardápio engloba alguns pratos mexicanos mais tradicionais e diversas opções da cozinha tex-mex. Há ainda bons petiscos, mas como estávamos famintos – nós e nossos amigos – optamos pelo que de mais interessante a casa oferece: o rodízio (R$ 32).
Tudo começa com os totopos: tortilhas de milho crocantes cortadas em triângulos (nachos). Eles fazem o papel de “couvert” e chegam acompanhados de cinco molhinhos, entre eles guacamole, sour cream e uma ótima pasta de feijão.

Nada com pimenta em excesso, provavelmente para agradar ao paladar da maioria dos freqüentadores. Porém, antes de pedirmos, o garçom já veio com uma porção extra de pimenta (bem forte) para quem preferisse tornar a refeição ainda mais mexicana. Aliás, a iniciativa do garçom não foi exceção. Em poucos locais recém-inaugurados vimos um atendimento tão bem ajustado como no Los Chicanos.
O rodízio seguiu com Quesadilhas Tex-Mex com farto recheio de cubos de frango, champignon, cheddar e catupiry. Simplesmente deliciosas. Sem dúvida nenhuma a melhor iguaria da noite.

O banquete continuou com fatias de batata cobertas com cheddar e bacon (Las Papas Mexicanas).

A essa altura já comentávamos que tínhamos feito a escolha certa ao optar pelo rodízio. Impressão mantida quando chegaram à mesa as Frautas Mexicanas. Em outras palavras, tortilhas de cenoura com recheio de mussarela e carne desfiada. O sabor do recheio não era nada de mais, só que a massa de cenoura compensou.

A quarta etapa do desfile de comida mexicana foi dominada pelos Tacos Chicanos com recheio de frango, carne e uma opção light com peito de peru e queijo branco que agradou a ala feminina. A textura da massa lembra um pouco a de pastel e o recheio, novamente, é muito farto.

Ainda bem que a fome era grande, pois mal acabamos de experimentar os tacos e os tradicionais Burritos já estavam à nossa frente. Para o recheio pudemos escolher entre carne desfiada e frango com mussarela, já a massa é feita com trigo.

Pausa para bebericar uma Sol bem levinha (a versão mexicana, é claro).

Enquanto isso chegava o último prato do rodízio, que atendia pelo nome de Taquitos, ótimas tortilhas de milho recheadas com frango ou carne.

Depois delas, acreditem, ainda repetimos as quesadilhas de que tanto gostamos.

Só a Débora recusou, mas não sem uma boa justificativa: ela só conseguia pensar na sobremesa.
Sim, nós ainda comemos sobremesa. Duas, aliás! Papaya El Diablo (R$ 11) trazia fatias de mamão papaya caramelado, rodelas de abacaxi flambado na tequila, canela e calda de laranja, tudo na companhia de uma bola de sorvete de creme. Criativo e excelente.

Pra finalizar de vez, Quesadilha de Nutella com castanha de caju e sorvete.

E o pior é que depois de tanta comida, no dia seguinte lá estávamos nós em outra incursão gastronômica.

Sugestão do chef: Todos os clientes que visitam o restaurante pela primeira vez podem fazer um cartão fidelidade. Com ele, às segundas e terças o rodízio sai pela metade do preço (R$ 16).

Los Chicanos: Avenida Lavandisca, 457 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5051-6537



Post de Natal

Marcamos de encontrar o Tony e a Cecília mais uma vez antes do final do ano. Sugerimos um passeio por Moema, bairro que freqüentamos assiduamente. A idéia era tomar um café, bater papo e aproveitar para olhar a decoração da rua Normandia, um dos endereços mais conhecidos do Natal em São Paulo.


Encontramos nossos amigos no Pain et Chocolat, do qual já falamos aqui. Enquanto eles experimentavam bebidas à base de café, nós, que não tínhamos almoçado, resolvemos pedir uns lanches.

A Débora ficou com o sanduíche Arbex, um ótimo croissant recheado de presunto Parma, queijo brie, tomate confit e rúcula (R$ 13,40).

Para mim, o Vegetariano, que levava berinjela, cenoura e abobrinha grelhadas, cogumelos Paris salteados e mussarela de búfala dentro de uma ciabata integral (R$ 12,90).

Ambos são caprichados e valem por um almoço.
Também bebemos dois smoothies. O da Débora era feito com sorbet de framboesa Haagen Dazs e melão Cantaloup (R$ 9,80). O meu, o smoothie Cris, misturava pêssego, laranja e iogurte (R$ 7,80). Todos tão bons quanto os sanduíches.

Gentilmente, o Tony e a Cecília esperaram o fim do nosso almoço para escolhermos juntos alguns doces. Pena que o Tony se decepcionou com o mini-tiramissu. Mas pra compensar, a Cecília aprovou o docinho de chocolate amargo.

A Débora e eu dividimos um Dude de mousse de brigadeiro (R$ 6,50). Bem leve e saboroso, só que a mousse poderia ter mais gosto de brigadeiro.

Mas se aquele não era um bom dia para sobremesas, tudo bem, pelo menos para as mulheres. O que elas queriam mesmo era provar sapatos nas lojas do gênero espalhadas pela redondeza. Enquanto isso, o Tony e eu batíamos um bom papo.
Terminada a (longa) espera, tomamos um sorvete na Stuppendo e rumamos para a rua Normadia, charmosa mesmo fora do período natalino. Suas casas, todas comerciais, têm arquitetura européia e transformam a rua numa espécie de boulevard, que nesta época do ano vira passeio turístico e atrai gente de todas as idades e de várias partes de São Paulo.

A diversão para a criançada está nas simulações de neve, no papai-noel gigante e, claro, no bom velhinho de carne-e-osso que escuta com carinho cada pedido.

Já os adultos se encantam pelas luzes e pelas canções natalinas apresentadas por corais.
Pena que neste ano o Natal da Normandia estava bem fraquinho, sem grandes investimentos. Para piorar, a prefeitura sequer se deu ao trabalho de fechar a rua para os carros. Resultado: confusão, dificuldade de circular ou fotografar e crianças correndo sob os olhos bem preocupados dos pais. Inexplicável!
Antes de ir, passamos na Belgian Beer Paradise, uma loja bem bacana (e cara!) de cervejas importadas.

Terminamos o agradável dia em uma das mesas do Patagônia, bebendo cerveja e comendo empanadas.
E se o Natal da rua Normandia não é mais o mesmo, pelo menos as fotos que tiramos de lá servem de “deixa” para desejarmos a todos leitores um FELIZ NATAL*, repleto de paz, alegria e… comida!

Sugestão de chef: quando pedimos a conta no Pain et Chocolat, recebemos junto uma calculadora para facilitar a divisão dos valores. Achamos a idéia original, atenciosa e eficiente.

* Nossos votos de feliz Natal não significam nenhuma despedida porque o ano ainda não acabou para o blog. No próximo post divulgaremos os vencedores do I Prêmio Brincando de Chef. É só aguardar.

Belgian Beer Paradise: Rua Normandia, 52 – Moema – São Paulo – Tel: (11) 5044-3956
Pain et Chocolat: Rua Canário, 1301 – Moema. Tel.: (11) 5094–0550
Patagonia: Avenida Rouxinol, 953 – Moema – Tel.: (11) 5055–2341/7466.



Que Pankeka Pizza & Cia: a casa das panquecas

Uma coisa que nos alegra bastante é conhecer um restaurante simples que serve comida saborosa a preços justos. Mas aqui em São Paulo nem sempre dá pra se alegrar com isso. Às vezes a comida é boa, mas custa caro. Também acontece o oposto, do preço ser justo, mas a comida decepcionar. Ainda bem que esse não é o caso da Que Pankeka Pizza & Cia.
O lugar é bem simples e o cardápio segue a mesma linha.

As panquecas, encontradas em mais de cinqüenta versões, são o carro-chefe da casa. E com tantas opções achamos melhor acalmar a sede pedindo suco tropical (acerola, morango e melão) e suco de acerola com laranja, ambos a R$ 3,80.

A decisão não foi fácil, mas optamos pela panqueca bolognesa com catupiry, bacon e gratinada ao molho quatro queijos (R$ 17,90 a individual e R$ 24,40 a grande). Deliciosa e nada enjoativa. A foto abaixo mostra apenas metade da porção grande.

E pra quem achou o pedido um tanto calórico, melhor nem ver as sobremesas!
O Fernando não resistiu à panqueca de banana com chocolate, castanha de caju e sorvete de chocolate (R$ 8,50).

E eu fui seduzida pela panqueca de morangos flambados com calda de chocolate e sorvete de creme (R$ 10,40).

Fomos embora bastante satisfeitos e com pelo menos cinqüenta novos motivos pra voltar.

Sugestão do chef: além das panquecas o restaurante serve PFs, pizzas (frita e tradicional) e waffers. Também costuma fazer algumas promoções. Em uma delas, quem pede vinho quente ou chocolate quente com marshmallow nas noites de frio, ganha uma caneca.

Que Pankeka Pizza & Cia.: Rua Tuim, 1060 – Moema – São Paulo – SP. Tel.: 5532-0330/5543-7545. Mais dois endereços em São Paulo.



Os sorvetes artesanais da Stuppendo

Até o começo do ano, tratávamos a sorveteria Stuppendo com um certo desprezo. Não adiantava dizer pra gente que os sorvetes de lá são ótimos, que o lugar é agradável, movimentado… nem dávamos bola.

Era uma questão de escolha: preferíamos a vizinha Art Gelatti e seus deliciosos gelados com doce de leite argentino. Acontece que há uns oito meses ficamos órfãos da nossa sorveteria preferida, que baixou as portas sem qualquer aviso. O jeito seria matar a vontade com os famosos sorvetes do chef/apresentador Eduardo Guedes.


E numa dessas tardes de calor, chegamos à Stuppendo. Depois de provarmos uns 15 sabores, definimos como ficaria nossa taça com três bolas (R$ 13). Cajá e tangerina foram as escolhas mais fáceis, dois sorvetes refrescantes com gosto natural de fruta. A fila aumentava e, antes que a atendente se irritasse, completamos a taça com uma bola de milho verde. Também excelente.

A sorveteria oferece taças com até sete sabores, mas quem acha tudo isso um exagero pode optar por apenas dois, servidos em copinhos a R$ 7 e R$ 9, dependendo do tamanho.
Para os chocólatras, além de boas opções de sorvete com o doce, a Stuppendo oferece uma ótima trufa de chocolate artesanal (R$ 3), feita com alta concentração de cacau. Tão interessante quanto o bolo de chocolate com sorvete, vendido por R$ 9.
E assim a Stuppendo se tornou nossa preferida. Mas se o casal de argentinos retomar a produção de sorvetes, é bem provável que a gente precise reescrever essa história.

Sugestão do chef: dois sorvetes que experimentamos em outras visitas também merecem nossa recomendação. O primeiro é o sabor caju, com gosto idêntico aos melhores sucos naturais desta fruta. O outro é o África, uma cremosa mistura de chocolate, castanha-do-Pará e passas ao rum.

Stuppendo: Rua Canário, 1321 – Moema – São Paulo – SP – tel.: (11) 5093-2967



Giardino: boas massas, ótimo ambiente

Nas tardes e noites de calor, o movimento é intenso no restaurante Giardino. Fácil entender, pois o jardim que dá nome ao lugar é, na verdade, um antigo quintal que inclui até uma bela figueira. Local dos mais agradáveis.


Mas o ambiente é só um dos pontos altos. O serviço é muito atencioso e as massas, feitas com capricho.
O pedido da Débora foi o melhor: ravióli de cordeiro (R$ 23,80).

Feito com massa branca recheada de cordeiro e rúcula, com molho ao sugo misturado ao vinho Marsala e hortelã, é um prato leve, com recheio farto e um molho com sabor na medida.
Eu fui de lasanha acrobaleno (R$ 23,80), preparada com massa artesanal de espinafre e recheada de abobrinha, tomate, brócolis, berinjela e champignon, com molho branco e gratinada ao parmesão.

Também muito boa, porém mais pesada, apesar de vegetariana.
O calor era forte – e resultou em uma tempestade minutos depois –, por isso escolhemos bebidas refrescantes. A Débora ficou com um suco de tangerina feito na hora (R$ 3,90), enquanto eu optei por uma ótima caipirinha de morango e kiwi, preparada com saquê (R$ 8,60).

Esperamos a chuva diminuir experimentando a sobremesa Ilha Bela, um sorvete de creme com purê de manga, maracujá e avelã caramelizada (R$ 9,20). Aprovada na aparência e no sabor.

Sugestão do chef: além das massas, o cardápio inclui carnes e peixes. Opção também interessante são as batatas rösti. Elas são servidas com salada e os preços não passam dos R$ 20.

Giardino: Av. Lavandisca, 437 (esquina com R. Gaivota) – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5051-0918



Pé no Parque: comida 100% natural

Quando lemos em alguma revista sobre o Pé no Parque, pensamos que se tratava de mais uma casa especializada em sucos e açaí. Resolvemos ir até lá num final de tarde qualquer, logo que o calor voltou a dar as caras.

O local é iluminado, aberto e extremamente agradável. O público é variado e reúne desde grupos de jovens até famílias inteiras.

Ao recebermos o cardápio, ficamos surpresos com a quantidade de itens. Esperávamos alguns sucos, cremes de fruta na tigela e sanduíches, mas encontramos um restaurante. E melhor, com conceito de cozinha saudável.
Os ingredientes são frescos e as verduras e legumes orgânicos têm preferência. Também é possível pedir carne e peixe orgânico. Para preparar os sucos, vitaminas, shakes, smoothies e cremes são usadas frutas in natura. Até as frituras são feitas com óleo de palma e isentas de gordura trans.
Nossa primeira visita foi rápida, só pedimos suco de açaí (R$ 3,90) e a exótica combinação de água de coco com suco de uva verde (R$ 4,50).

Mas voltamos na semana seguinte para almoçar.
Enquanto escolhíamos o que comer, repetimos a dose do suco de açaí e da água de coco, mas dessa vez substituímos o suco de uva verde pelo de abacaxi. Ficou mais refrescante. Pedimos também palitos de legumes (R$ 6,90) para acalmar a fome.

Como prato principal, o Fernando optou pelo filé de linguado ao molho de alcaparras e champignon Paris acompanhado de farofa de quinua e purê de mandioquinha (R$ 21,90).

Eu fiquei com filé de linguado ao creme de espinafre gratinado com parmesão. Para acompanhar, shitake na manteiga e salada orgânica (R$ 20,90).

Os pratos são bem servidos e o sabor é de comida fresquinha.
Para sobremesa experimentamos o creme de maracujá na fruta (R$ 8,10) e a banana crispy – creme de banana com açaí e flocos de arroz (R$ 8,20 o pequeno).


Em outras visitas, provamos o suco de cupuaçu com laranja (R$ 4,10), o smoothie Amazon (R$ 5,90) – que leva suco de açaí, banana e sorvete de morango – e a melhor tigela de açaí que conhecemos até o momento (500 ml por R$ 8).


O Pé no Parque foi, sem dúvida, nossa grande descoberta deste ano.

Sugestão do chef:o Pé no Parque fica a 400m do Parque do Ibirapuera, daí o nome e a temática do lugar. Por esse motivo, existe um mural dedicado aos eventos e festividades que rolam no Ibirapuera, bem como um estacionamento para bikes, já que é comum ciclistas aparecerem por lá. Dá até pra calibrar o pneu delas.

Pé no parque: Rua Inhambu, 240 (esquina com a Av. Helio Pellegrino) – Telefone: 5051-3376 – Moema – São Paulo – SP.



Bráz: a melhor pizza de São Paulo

O último ato da nossa já citada comemoração gastronômica foi na melhor pizzaria que nós conhecemos: a Bráz.

Quem já foi sabe que do pão de calabresa até a borda do último pedaço de pizza, tudo o que é servido em qualquer uma das três unidades beira a perfeição.
Sempre que vamos lá saímos com a impressão de que nenhum ingrediente do molho, da massa ou da cobertura foi adicionado sem que existisse uma razão muito clara da sua função. Um verdadeiro show.

Para minimizar a dificuldade em definir o pedido, optamos logo por uma redonda de três sabores. Caprese, que é descrita como a mais premiada criação da pizzaria, foi a escolha mais simples. Ela traz, sobre uma base de mussarela, fatias de tomate caqui, rodelas de mussarela de búfala artesanal, folhas de manjericão gigante e um delicioso pesto de azeitonas pretas (R$ 38,50 a média e R$ 43 a grande).

A segunda escolha foi pela Provençal, que leva rodelas de tomate, berinjela e abobrinha marinadas em alho e azeite, sobre mussarela especial perfumada com tomilho fresco (R$ 33,50 a média e R$ 37,50 a grande).

A escolha do último terço não foi das mais fáceis, mas concordamos em experimentar a Affumicata, pizza que não leva molho de tomate. Consiste em mussarela especial, tomate caqui, mussarela de búfala defumada, azeitonas pretas e um toque especial de folhas frescas de sálvia e de alecrim (R$ 33,50 ou R$ 37,50, dependendo do tamanho). Saborosa e aromática.

O vinho em taça que escolhemos não se mostrou à altura das pizzas, deveríamos ter ficado no chopp tirado com a qualidade do bar Original, dos mesmos sócios. Mas depois da pizza, isso não passa de mero detalhe.

Sugestão do chef: quase tão delicioso quanto as pizzas é o livro “Bráz – Pizza Paulistana”, do crítico gastronômico Saul Galvão (132 págs., em torno de R$ 60). Com fotos tiradas em duas unidades da Bráz, a obra conta um pouco da história da pizza em São Paulo, com direito a algumas receitas.

Bráz Pizzaria:
Rua Sergipe, 406 – Higienópolis – Tel: (11) 3231-1554 (referência deste texto)
Rua Vupabussu, 271 – Pinheiros – Tel: (11) 3037-7975
Rua Graúna, 125 , Moema – Tel: (11) 5561-0905



O sóbrio Café Journal

Nossa semana comemorativa prosseguiu com uma visita ao Café Journal, um restaurante com ambiente elegante e tão sóbrio que passa a impressão de que clientes e garçons se esforçam para economizar gestos e não aumentar o tom de voz.

O destaque é a bela e completa adega, que armazena até rótulos do Líbano e Hungria. Como a idéia era comemorar sem negativar de vez nossas contas bancárias, resolvemos valorizar o produto nacional pedindo um Salton Talento safra 2002 (R$ 54). O vinho é um corte de 60% cabernet sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat e agradou apenas em parte à Débora, que prefere os vinhos jovens. Eu gostei bastante e ainda tive a sorte de ganhar mais um do pessoal do trabalho, esse da safra 2004.

Para matar a fome, pedimos um bife de tira aperitivo (R$ 29,50). O molho que o acompanhou prometia ser picante, o que infelizmente não se confirmou, e a carne também não nos agradou por completo.

O jeito foi pular para as sobremesas. E nessa parte nossos paladares foram muito bem atendidos pelo “mix de mini sobremesas da chefe”, que imaginamos que seja a chef. O mais criativo desfecho para uma refeição deste ano incluiu pequenas versões de pudim de leite, petit gateau de Nutella, petit gateau de Amarula, tiramissu, brownie e sorvete, tudo acompanhado por dois cálices de Aurora colheita tardia pelo preço de R$ 28,50.

Sugestão do chef: no próprio cardápio há indicações dos vinhos que melhor acompanham determinados pratos. Em alguns casos, há três sugestões de harmonização: clássica, moderna e ousada. É só escolher a de sua preferência.

Café Journal: Alameda dos Anapurus, 1.121 – Moema – São Paulo – SP
Tel.: (11) 5055-9454 – site: http://www.cafejournal.com.br/



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