Finalmente provamos os gelados da Mil Frutas, sorveteria tradicional no Rio de Janeiro e com duas unidades em São Paulo. Toda a produção é livre de gordura trans, corantes e conservantes. O resultado é um sorvete muito saboroso e que preserva o sabor das frutas, o que acontece, por exemplo, na versão azedinha de pitanga.
A combinação de chocolate branco com framboesa também é das mais interessantes, mas não supera a deliciosa mistura de nozes com ovos moles, incomum aqui na capital paulista.
Como chocolate não pode faltar, provamos também a variedade elaborada com a versão amarga. Vale conhecer, mas há pedidos melhores a fazer – as opções são muitas e nem todas ficam disponíveis todos os dias.
Ponto fraco é o modo escolhido para apresentar os sorvetes. Ou melhor, para escondê-los! Todos ficam em potes brancos fechados, o que força as atendentes a revirar a geladeira atrás do sabor desejado pelo cliente. Experiência de compra, zero!
Uma bola sai por R$ 8, enquanto para degustar dois sabores são precisos R$ 14. Não é coincidência, portanto, o fato de a Mil Frutas ter escolhido por aqui os shoppings Cidade Jardim e Iguatemi.
Sugestão do chef: No Rio de Janeiro, a sorveteria oferece serviço de entrega. Basta encomendar previamente e receber em até 24 horas durante a semana e 48 horas nos finais de semana.
Mil Frutas: Em São Paulo, nos shopping Iguatemi e Cidade Jardim. No Rio de Janeiro, são cinco lojas na capital, além de unidades em Búzios e Angra dos Reis.
Uma das principais fabricantes de chocolate da Bélgica, com 1.400 pontos de vendas em todo o mundo, desembarcou no Brasil em agosto. A Leônidas – Fresh Belgian Chocolates conta com uma loja no bairro paulistano dos Jardins, além de quiosques nos shoppings Eldorado e ABC (em Santo André). O próximo passo será expandir a atuação das lojas exclusivas por meio de franquias. Já estão previstas unidades nos shoppings Paulista e Pátio Higienópolis, em São Paulo, e RioSul, no Rio de Janeiro.
Na semana passada aceitamos o convite para uma degustação e fomos conhecer alguns dos mais de 40 bombons vendidos por aqui – em breve serão mais de 80 variedades. De excelente qualidade, todos os chocolates são produzidos na Bélgica e importados diretamente para cá. Mesmo assim os preços – apesar de não serem baratos – são inferiores aos cobrados pelos compatriotas de outras marcas vendidas aqui. Cada 100 gramas de bombom sai por R$ 25. A mesma quantidade de opções com marzipã custa R$ 27. Trufas e orangettes – aquelas ótimas tiras de laranja cristalizada cobertas com chocolate – ficam um pouco mais caras: R$ 36 por cada 100 gramas.

Difícil dizer qual foi a melhor das opções provadas na loja dos Jardins, que também serve um bem tirado café espresso Orfeu! A Débora elogiou muita a suavidade do bombom de chocolate branco com mousse de capuccino e avelã, carro-chefe da marca. Para mim, a maior surpresa foi o Bergamote, recheado com um creme de frutas cítricas cuja acidez faz um excelente contraste com o sabor doce do chocolate.

Além das trufas, já incluídas na lista das melhores degustadas por nós, vale provar também o marzipã e perceber que o doce não precisa ser excessivamente açucarado como a maior parte das produções brasileiras.
Bombons gelados com recheios inusitados, como mojito e piña colada, são algumas das novidades previstas que aguçaram nossa curiosidade, mas que ainda não estavam disponíveis no dia da visita.
Outra boa notícia é que a operação brasileira da Leonidas já começou a desenvolver uma linha de sorvetes a serem vendidos apenas no País e sob outra marca, ainda em definição. Entre os testes bem-sucedidos, aparecem sabores diferentes do tradicional, como manga com curry, caramelo com flor de sal, maracujá com chocolate branco e até caipirinha (limão com cachaça). Cerca de 17 sabores devem estar à disposição do público já em janeiro.
Sugestão do chef: Como opção de presente, a Leonidas disponibiliza belas caixas para embalar os chocolates. Alguns modelos reproduzem casas típicas da Bélgica.
Leonidas: Alameda Itu, 513 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 4305-2453 – horário de funcionamento: segunda a sexta das 10 horas às 19 horas e aos sábados das 10 às 16 horas.
Nossa segunda participação na SPRW também foi em clima francês. O Le Poème Bistrô possui ambiente e cardápio totalmente inspirados na cidade luz.
No menu de almoço preparado para o evento, entradas e sobremesas um tanto básicas. A casa estava cheia e o serviço não deu conta de atender tanta gente, o que resultou em informações confusas e longo (bem longo) tempo de espera entre um prato e outro.
Como entrada, cada um de nós ficou com uma das duas opções. A Salada de Brie (mix de alfaces, queijo Brie, presunto Parma e molho de mel) estava mais interessante que a Salada de Avocado (mix de folhas verdes, abacate, manga e molho citron). Esta última foi servida com manga e abacate verdes demais, deixando tudo sem gosto.

Nossa escolha para o prato principal foi a mesma. O Portfolio Crocante consiste em filé mignon recheado com fondue de queijo Roquefort e crosta de pão caseiro, servido com risoto de pêra.
A carne estava muito boa e ficamos surpresos ao notar que, apesar de muito crocante, não havia sido frita depois de empanada, e sim levada ao forno. A técnica deixou o prato mais leve do que imaginávamos.
Esta é uma opção que pode ser provada fora do evento, pois faz parte do menu fixo (custa R$ 42).
Ficamos decepcionados quando ao final do almoço nos informaram que o Creme Brulée tinha acabado. Só nos restou a Delícia de Chocolate (torta mousse de chocolate com sorvete de creme), que já era a segunda sugestão do evento, e também aceitar o substituto Tiramissú de morango, que, assim como a outra sobremesa, também não estava lá tudo isso.


Sugestão do chef: o couvert não está incluso no menu promocional e custa R$ 10 por pessoa. Achamos o valor um pouco alto levando em conta a simplicidade do que nos foi servido.
Le Poème Bistrô: Joaquim Antunes, 98 – Pinheiros – São Paulo – SP. Tel.: (011) 3061-9102
Nos despedimos desta edição da São Paulo Restaurant Week com um almoço no clássico restaurante francês Marcel, localizado no térreo de um flat nos Jardins. A casa, infelizmente, optou por não fazer reservas para o almoço de domingo, o que nos obrigou a encarar uma espera de pouco mais de uma hora.
Quando foram servidas as entradas, concluímos que valeu a pena esperar. Estava ótima a Sopa Fria de Abobrinha e Alho Poró.
Melhor ainda a salada de folhas com lascas de parmesão de alta qualidade e um delicioso vinagrete de mel de engenho.
A carta de bebidas privilegia os drinks e carece de variedade de cervejas – só tinha Bohemia e Heineken. Entre os vinhos em garrafa, poucas opções para o nosso bolso… minha solução foi pedir uma taça do chileno Terra Andina Pinot Noir (R$ 13,90), enquanto a Débora ficou no suco de laranja (R$ 4,90).
Eram três as opções de pratos principais, por essa razão (e só por ela) descartamos a Truta ao Pesto de Rúcula e Castanha-do-Pará com Legumes à provençal. Ficamos com o Suflê, prato clássico do restaurante, apresentado em uma versão com batatas confitadas, linguiça e cebola roxa, que não consta do cardápio regular. Muito bom e com excelente custo-benefício, já que no menu habitual nenhum suflê custa menos do que R$ 31.
Pedimos também Medalhão de Filet Mignon ao Molho de Mostarda Escura com Batatas Rústicas, e entendemos a razão deste ter sido, de longe, o prato mais pedido entre os frequentadores: estava absolutamente excelente!
Os sorvetes artesanais de tapioca e chocolate, servidos como opção única de sobremesa, até caíram bem naquela tarde de forte calor, mas sentimos falta de doces mais elaboradas.

Sugestão do chef: parte de nossa decepção com as sobremesas do menu SPRW tem a ver com o fato de o restaurante contar, no cardápio regular, com suflês doces como os de cupuaçu, frutas silvestres e goiabada. Adoraríamos poder provar, mesmo que fosse uma versão “mini”.
Marcel: Rua da Consolação, 3555 – Jardins – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3064-3089
Ainda na última São Paulo Restaurant Week, fomos conhecer o Boa Bistrô. O ambiente é bem agradável, principalmente a parte aberta – pena que não conseguimos uma mesa lá. Já a área interna não tem muita iluminação.
Decidimos provar menus diferentes naquele almoço de domingo (R$ 25 + R$ 1). A Débora começou com Salada de mamão verde, pepino, cenoura, abacate e castanha-do-Pará. Combinação leve, bem adequada para o clima da estação.
Minha entrada foi o ótimo Escondidinho de fumeiro, feito com purê de mandioquinha.
Para o prato principal, a Débora fez a melhor escolha: Tainha grelhada, sauté de pupunha com nirá, tarê chinês e arroz de coco (servido à parte). Tudo muito saboroso.
Para mim, Picadinho de filé, arroz, farofa de banana, couve e ovo estrelado. Receita básica, com resultado apenas razoável, pois a carne passou um pouco do ponto e a farofa de banana era sem graça demais.

Na hora da sobremesa, não me lembro quem pediu Canudinho de doce de leite com sorvete de limão e quem preferiu Sopa de frutas com caviar de baunilha.

O que não esqueço é que ambas estavam muito saborosas.
Sugestão do chef: O bistrô inclui no cardápio alguns sucos bem criativos (R$ 8,10 a jarra com 500 ml). Gostamos especialmente da combinação de abacaxi, capim-santo e manga.
Boa Bistrô: Rua Padre João Manuel, 950 – Cerqueira César – São Paulo – SP –
Tel.: (11) 3082-5709
O restaurante Obá freqüentou por muito tempo nossa imensa lista de locais para conhecer, até que finalmente na noite do sábado de uma semana especial, corremos para lá.
Num ambiente lindo e aconchegante, o restaurante apresenta uma boa mistura de culinária brasileira, mexicana, italiana e tailandesa.
Começamos pelo México com as Chimichangas: burritos dourados e recheados de pernil ao chili, com salsa de abacaxi (R$ 17). Ótimo no sabor, porém imaginamos que a porção seria um pouco mais generosa.
A cozinha brasileira inspirou a escolha da Débora para o prato principal. Ela pediu Peixe Caju (R$ 47), um bom filet de peixe em crosta de castanha de caju servido com purê de cará e molho de frutas. Simplesmente delicioso.
Eu, que ando mais viciado em curry do que o normal, fiquei logo de olho nos pratos de inspiração tailandesa. Fui de Gueng Garri Gai (R$ 34,50), um curry de frango com batata doce, arroz jasmim e relish de pepino. Estava bom, mas confesso que esperava um pouco mais.
Para a sobremesa, optamos pela degustação que dá direito a escolher quatro opções de doces, uma de cada país que inspira o cardápio do restaurante (R$ 29,50).
Em sentido horário, o Buñuelo, massa crocante mexicana com melado de rapadura, sorvete de creme e farofinha de milho estava só razoável. Um pouco melhor era a Torta do Luiz, feita com mousse de chocolate, um toque de cachaça, castanha-do-Pará e calda de maracujá. Surpreendente mesmo foi a excelente combinação do Fragole all’aceto (morangos com aceto balsâmico e creme de mascarpone). Em contrapartida, o Kao Niau, arroz doce tailandês ao leite de coco e manga, do qual tanto esperávamos, deixou a desejar.
Sugestão do chef: Entre as bebidas, uma opção bem criativa é a Caipirinha Abstêmia de frutas vermelhas (R$ 8,50). É um suco, porém com pedaços inteiros das frutas e servido em copo de caipirinha. Muito bom.
Obá: R. Melo Alves, 205 – Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3086-4774
Depois da decepção com o Eñe, refizemos a programação para a São Paulo Restaurant Week e começamos o tour gastronômico com um almoço no Chakras.

Ao entrar no restaurante é impossível não se impressionar com o bom gosto da decoração, de característica oriental. O lugar é lindo!


Prontamente os garçons, todos muito atenciosos, nos trouxeram o cardápio. E não foi fácil selecionar apenas uma das quatro combinações criadas especialmente para a SPRW.
Como entrada escolhemos Tartine de avocado com queijo brie e aroma de especiarias. A quantidade de queijo foi generosa e como ele estava levemente gratinado, ficou com a textura ainda mais interessante.
Para o prato principal o Fernando foi de Trittico di Gnocchi, uma degustação de três tipos de gnocchi (abóbora com molho de tomate, espinafre com molho de noz moscada e batata ao molho de queijo). Todos muito diferentes, leves e saborosos.
Eu preferi Confit de galinha da Índia ao molho poivre e risoto de lentilha. O prato estava excelente, a combinação do risoto apimentado com a carne de galinha foi perfeita.
Na hora das sobremesas nos dividimos novamente. O Fernando gostou da Torta Mousse aos três chocolates. Um doce bem leve que destacou com clareza o sabor de cada tipo de chocolate (branco, ao leite e amargo).
Eu resolvi arriscar uma sobremesa que, para agradar de verdade, precisa ser bem executada: Mille Foglie (mil folhas) com recheio de creme de baunilha e fricassé de morangos.
Não me decepcionei. Estava muito bem feita, assim como tudo o que provamos por lá.
Pelos R$ 25 cobrados por pessoa para o menu do almoço (entrada, prato principal e sobremesa), o Chakras ainda incluiu o couvert, que trazia irresistíveis lascas de pão temperado e molho chutney.
Sem dúvida escolhemos muito bem o primeiro restaurante para o aproveitar a SPRW. E depois da gastronomia apresentada no Chakras, superamos completamente a decepção com a “meia participação” do Eñe no evento.
Sugestão do chef: pra quem gostou do local e quer ter uma idéia dos pratos fixos do Chakras, no site do restaurante é possível ver o cardápio completo já com os preços.
Chakras: Rua Melo Alves, 294 – Jardins – São Paulo – SP. Tel. (11) 3062-8813
O Hotel Renaissance convidou blogueiros e jornalistas para apresentar as novidades de sua área gastronômica em uma degustação itinerante, com pratos harmonizados com vinhos da importadora Expand.

Começamos pelo Lobby Sushi, um espaço recém-criado com a expectativa de atrair hóspedes e pessoas que freqüentam a região após as 18 horas.
Para a ocasião, o chef Paulo Uehara montou um combinado com sushi de salmão e ovas de peixe, sushi de mini-polvo e sushi de enguia, acompanhados pelo chirashizushi, uma tigela de arroz coberta com sashimi de atum e de salmão, pepino, nabo, shitake e camarão.
O frescor de todos ingredientes estava evidente e a Débora, que é muito mais fã de comida japonesa – aliás, ela é fã, eu não – achou tudo delicioso. Eu preferi voltar a minha atenção para o Faìve Rosé Brut (R$ 78), bem leve e doce no final.

Demos uma olhada no cardápio e vimos que os temakis têm preço variando entre R$ 13 e R$ 17,50. Não experimentamos, mas achamos interessante o suporte que o acomodava.
Já o Chefs Signature’s, combinado de sashimi, nigiri e rolls, sai por R$ 52 o individual e R$ 98, para duas pessoas.
Deixamos o sushi-bar em direção ao Terraço Jardins, o (sóbrio) espaço de alta gastronomia do Renaissance, que agora passa a ter uma área reservada ao chá da tarde.


O chef Gayber Silveira, eleito o melhor da rede no mundo, preparou um prato com carré de cordeiro e carré de javali com aspargos, espuma de hortelã e uma maravilhosa polenta recheada com queijo de cabra. Estava excelente. Nunca tínhamos comido javali e gostamos muito, a carne é macia e tem sabor suave.
O vinho foi o Brunello de Montalcino (R$ 298), sem dúvida o melhor da noite.
Antes do próximo prato chegar, limpamos o paladar com o sorbet de capim santo.
Em seguida fomos servidos de filet mignon grelhado com foie gras e palmito pupunha. Carne no ponto e com um tempero primoroso. A pupunha foi o destaque e superou o sabor do foie gras – inclusive nos certificamos de que podemos viver sem ele.
Para harmonizar, fomos servidos do chileno Terrunyo Carménère Peumo Valley 2005, da Concha Y Toro. Percebemos uma acidez maior que a do vinho anterior, mas também gostamos (R$ 148).
Espiamos o cardápio e vimos que os preços de pratos com carne variam entre R$ 48 e R$ 62. Já os peixes saem por algo entre R$ 54 e R$ 68.
E foi no último espaço que eu me senti mais à vontade – e a Débora disse o mesmo. Localizado entre a piscina e a academia, o Bytes é a área de alimentação rápida do hotel. Estações de computador e algumas mesas altas tornam o clima mais informal.

O cardápio, escrito em lousas enormes, traz sanduíches e saladas, algumas com ingredientes orgânicos e preços mais “encaráveis”: entre R$ 19 e R$ 23. Foi lá que nos serviram as mini-sobremesas: espuma de chocolate, creme bruleé de pistache (meu preferido), torrone com chocolate e pistache, além de um doce bem leve à base de iogurte e blueberry.
Os doces foram harmonizados com um Jerez, o Lustau Solera Reserva Península Palo Cortado (R$ 135). Um vinho do Porto teria agradado mais ao nosso paladar.
Sugestão do chef: ao contrário dos locais que costumamos visitar, em geral com preços bem mais acessíveis, os restaurantes do Renaissance e os vinhos que degustamos não são opções para o dia-a-dia – pelo menos não para o nosso. Porém, a ótima gastronomia do Terraço Jardins e do Lobby Sushi tornam esses espaços opções interessantes para uma comemoração ou um momento especial. Já os preços cobrados no Bytes não diferem tanto das boas casas de alimentação rápida e este pode ser o ponto de partida para quem se interessou em conhecer a gastronomia do hotel.
Hotel Renaissance: Al. Santos, 2.233, Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3069-2233
Comida farta e preços justos são os motivos que nos levam ao Athenas Café boa parte das vezes que passamos pela região da Av. Paulista.
Apesar do nome, as influências gregas são mínimas. Elas aparecem apenas em um ou outro item do cardápio, no azeite e na lousa atrás do balcão que tem parte do cardápio escrito em grego.
O local é arejado e recebe todo tipo de público. No menu há boas (e generosas) opções de saladas, sanduíches, porções, massas, aves, peixes e carnes. Todos os pratos vêm acompanhados de mini salada verde com tomate cereja e lascas de parmesão.
Quem escolhe carne, ave ou peixe ainda tem direito a uma cumbuca de feijão e mais dois acompanhamentos.
Em nossa primeira visita resolvemos provar alguma especialidade grega e fomos de Moussaká (gratinado de berinjela, carne moída e batata coberto com molho bechamel) e Moussaká Vegetariana (gratinado de berinjela, abobrinha e batata, intercalado com vagem, brócolis e cenoura ao molho branco salpicado com parmesão), ambas R$ 15,90.
A vegetariana é um pouco sem graça, mas a tradicional é boa e bem aromática pois a carne é temperada com bastante cravo-da-índia, o que deixou o sabor bem diferente das outras moussakás que havíamos provado.
Os pratos, apesar de individuais, são generosos. A moussaká, por exemplo, pode servir duas pessoas. Na primeira vez não fizemos isso e desperdiçamos muita comida.
Em outra visita, preferimos experimentar o Frango Athenas (cubos de frango marinados com laranja e tomilho) acompanhado de arroz e legumes cozidos (R$ 16,90). A laranja deu um toque suave ao prato.
Strogonoff de filé com arroz e batata frita (18,50) é outra caprichada opção que nos agradou bastante.
E no quesito dos doces não dá pra sair de lá sem nos deliciarmos com a Pêra Ubrica acompanhada de sorvete de creme (R$ 5,90).
É uma sobremesa simples, mas deliciosa. O sabor acentuado do vinho e das especiarias é tão bom que deixa sem graça o Creme de Papaya com Cassis (R$ 5).

Sugestão do chef: a primeira coisa que fazemos quando chegamos ao Athenas é pedir o Fredo, uma bebida gelada à base de café espresso (R$ 3,40). Ela é levinha, adocicada e bastante refrescante.

Athenas Café: Rua Augusta, 1.449 – Consolação – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3262-1945.
O Bardo Batata foi o primeiro lugar em que comemos batata suíça aqui em São Paulo. Sempre gostamos muito de lá pelo ambiente agradável e pela boa comida.
Na última visita, porém, saímos um pouco decepcionados.
Primeiro porque escolhemos uma mesa no fundo, perto da pequena adega. Um lugar gostoso e reservado, o problema é que fomos esquecidos pelos garçons! Demoramos um bom tempo para conseguir fazer o pedido, e quando nossas batatas chegaram à mesa, percebemos que elas estavam oleosas.
A de camarão rosa, catupiry e ervas finas (R$ 24,50 a pequena e R$ 31 a média), que sempre achamos deliciosa, estava menos temperada que o habitual.
Já a batata recheada de estrogonofe de carne (R$ 20 a pequena e R$ 25 a média), cujo nome homenageia o escritor russo Dostoievski, estava boa, mas por ambas estarem encharcadas de óleo, tivemos uma refeição pesada.
O jeito é torcer para que tenha sido apenas um dia ruim e que o Bardo Batata volte a oferecer a boa qualidade que apreciamos em todas as outras visitas.
Sugestão do chef: em tempos de lei seca, os restaurantes precisam começar a oferecer boas bebidas não-alcoólicas aos freqüentadores que voltarão para casa dirigindo. No Bardo Batata, uma dessas opções é um ótimo suco de uva integral do Vale dos Vinhedos/RS (R$ 3,90).
Bardo Batata: R. Bela Cintra, 1.333 – Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3068-9852
Em dezembro de 2006 a primeira loja da Starbucks Coffee foi inaugurada no Shopping Morumbi, aqui em São Paulo. Logo na primeira semana fomos conhecer o café da marca tão famosa, mas a fila quase quilométrica nos desanimou. Espera aí, fila numa cafeteria? Será que essa era a tal adaptação feita ao gosto dos brasileiros? Bom, seja lá como for, aí estava mais um motivo para conferir o sucesso da Starbucks.
Em meados de 2007, já com as filas um pouco menores, voltamos para conhecer a loja. Achamos curioso o funcionamento do estabelecimento, bem diferente das cafeterias brasileiras. Primeiro porque não existe garçom e nem cardápio impresso. O pedido é feito direto no balcão, mais ou menos como se estivéssemos em alguma lanchonete fast food.
Pelo fato de não conhecermos os produtos, sentimos dificuldade na hora de escolher rapidamente o que queríamos beber, já que as opções ficam escritas em letras pequenas atrás do balcão. Como a fila aumentava, resolvemos não pensar muito e fomos de café do dia (R$ 3,80 o tamanho pequeno), pensando que se tratasse de um espresso tradicional. Para acompanhar, brownie de café espresso (R$ 5) e blueberry muffin (R$ 6), os doces que mais chamaram nossa atenção entre os expostos na vitrine.
Depois de pagar, ficamos ao lado do caixa até que um atendente gritou o nome do Fernando, que foi retirar a bandeja com o nosso pedido. Aí estava a segunda diferença: o tamanho do copo – e não da xícara – de café.
Sabíamos que em alguns lugares fora do Brasil é assim, mas achávamos que aqui os copos grandes seriam mantidos apenas para as bebidas geladas.
O café do dia era feito com grãos de origem mexicana e me agradou bastante por ser leve e fraco, do jeito que eu prefiro. Essa característica é resultado do preparo no estilo americano, no qual o café espresso é misturado à água quente.
O Fernando também gostou muito do sabor, apesar de preferir cafés fortes e encorpados. Mas o que fez com que nos apaixonássemos pelo local foram as sobremesas, em especial o saboroso brownie.
Apesar de gostar de tudo, estávamos em dúvida se o Starbucks conseguiria manter o sucesso no Brasil, por ser bem diferente do modo como os brasileiros apreciam a bebida. A ambientação interna também nos pareceu um pouco fria, sem aquele clima aconchegante da maioria das cafeterias. Só que pelo visto a Starbucks veio pra ficar por aqui.
Hoje já são 9 lojas em São Paulo, sendo duas de rua e cinco dentro de shoppings, como a primeira das duas unidades inauguradas no Shopping Eldorado.

Sugestão do chef:
recentemente conhecemos a filial da Alamenda Santos, onde experimentados o tradicional espresso doppio (R$ 2,80), também pouco encorpado e até meio aguado.

Lá também provamos o delicioso brownie de chocolate com doce de leite (R$ 5,50).
De todas as lojas que visitamos, essa é a mais agradável e espaçosa.
Starbucks Coffe: Alamenda Santos, 1054 – Jardins – São Paulo – SP. Tel: (11) 3285-2553
Morumbi Shopping: Av. Roque Petroni Jr., 1.089 – Morumbi. Piso superior – 234b. Tel.: 11-5181-2630
Shopping Eldorado: Av. Rebouças, 3.970 – Pinheiros. Térreo (2197-7421) e 1º piso (Tel.: 11-2197-6077)
A Lanchonete da cidade é uma das inúmeras casas de hambúrguer da região dos Jardins. A decoração apresenta o tradicional balcão de fórmica – comum nas lanchonetes da década de 60 –, em meio a elementos que remetem à arquitetura modernista brasileira.


No fundo do salão, espaço para alguns brinquedos e LPs antigos. Tem até discão do Roberto Carlos exposto por lá. Pra quem gosta…
Com a fome que estávamos, logo deixamos os detalhes de lado para nos concentrar no cardápio. E vimos que a “especialidade da casa” é o hambúrguer Bombom, com 220 gramas de carne e molho de tomate, servido no pão francês em formato arredondado. Qualquer outro acompanhamento deve ser pedido à parte. Achamos “basicão” demais e fomos olhar as outras opções.
Enquanto isso, chegava à mesa nosso milk shake de doce de leite com sorvete de creme e Nutella (R$ 13,50). Muito bom, pena que só rendeu meio copo pra cada um.
Finalmente decidimos. Eu fui de Leblon: hambúrguer de carne, queijo camembert, tomate, alface frissé, ervas finas e bastante bacon (R$ 20, 50).

Bonzinho, muito inferior ao lanche 22, pedido pela Débora.
A mistura de hambúrguer com mussarela de búfala, rúcula, tomate fresco e pesto de aliche estava realmente deliciosa (R$ 20).
Os hambúrgueres são grelhados em brasa de carvão, o que dá à carne um gosto de churrasco, diferente de outras lanchonetes. O único senão fica por conta do atendimento. Os garçons são atenciosos, o problema é que cada mesa é atendida sempre pelo mesmo garçom. Com isso, toda vez que chamávamos outro atendente, ele percorria o salão até achar o “nosso” e avisá-lo que tínhamos um pedido a fazer. Burocrático demais pro nosso gosto!
Sugestão do chef: em alguns lanches, é possível escolher o tipo de pão preferido. Tem até pão preto e pão de miga integral.
Lanchonete da Cidade: Alameda Tietê, 110 – Jardim Paulista – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-3399
Nos últimos anos abriram muitas casas de parrilla na cidade de São Paulo. No entanto, a intensa proliferação dessas churrascarias argentinas foi insuficiente para ofuscar representantes do gênero estabelecidos há mais tempo na paulicéia.
Exemplo disso é o 348 Parrilla Porteña – também conhecido como Corrientes 348 – e sua longa fila de espera nos fins de semana. A casa foi aberta há 10 anos, no número 348 de uma rua da Vila Olímpia. Uma grande coincidência que remete à letra de “A media luz”, tango imortalizado por Carlos Gardel e que pode ser ouvido no site do restaurante.
O local é extremamente agradável, a começar pela florida e arborizada entrada, cujo belo visual minimiza o tédio da espera por uma mesa.
Assim que conseguimos um lugar, enganamos a fome com empanadas de carne com uva passa (R$ 4 cada), na companhia de ½ jarra de sangria (R$ 18). Sem dúvida, um bom começo.


Nas carnes, oferta dos cortes tradicionais argentinos. Nossa escolha foi ½ porção de ojo de bife, ao preço de R$ 42 (o inteiro custa R$ 76). Para acompanhar, ½ arroz parrillero com lingüiça picante, ovos e batata palha (R$ 9) e uma papa parrillera com manteca (batata grelhada com manteiga, por R$ 10).
Valeu a espera: a carne estava bem saborosa e chegou no ponto que pedimos.
Sugestão do chef: o cardápio de sobremesas é interessante e diversificado, mas olha só a foto e diga se dava pra escolher algo que não fosse essa panqueca de doce de leite (R$ 16).

348 Parrilla Porteña (Corrientes 348):
Rua Comendador Miguel Calfat, 348 – Vila Olímpia – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3849-5839
Mesas de madeira com bancos baixos, pratos e copos de metal, deuses indianos pintados nas paredes, pétalas de rosas espalhadas pela escada principal, perfume suave por todos os cantos. Assim é o Gopala Prasada, restaurante indiano lactovegetariano (utiliza leite e seus derivados) que segue os preceitos Hare Krishna.
O lugar é bem diferente de todos os vegetarianos e indianos que já fomos. A comida é extremamente aromática e temperada, mas há um bom equilíbrio entre todos os sabores e perfumes. Na mesa, nada de azeite, sal, pimenta ou vinagre. Quem quiser dar mais sabor à refeição precisa escolher entre molho de soja, gergelim torrado com sal e limão com ervas.

O cardápio do almoço muda a cada dia e sempre inclui salada, suco, sobremesa e duas opções de prato principal (R$ 16 durante a semana e R$ 20 aos sábados). Para quem ficar na dúvida, dá pra pedir um meio a meio e provar de tudo.
Eu já conhecia o restaurante e gostava muito de qualquer variação do dahl – cozido indiano com grãos e condimentos –, a ponto de achar que nada por lá seria tão bom quanto isso. Mas o Fernando sempre me dizia que eu precisava provar a lasanha de três queijos com molho de tomate porque era a melhor que ele já tinha comido. Claro que eu não acreditava e pensava que era a maior loucura que já tinha escutado! Como a melhor lasanha que ele comeu foi em um restaurante vegetariano que ainda por cima é especializado em comida indiana?
Pois bem, fomos até o Gopala em um dia em que o menu trazia suco de limão com água de rosas, arroz integral com passas e amendoim, mattar panir (ervilha e queijo fresco ao molho de tomate), pakôra recheada (fatias de berinjela recheadas com queijo magro e molho de tomate), espeto de legumes e a tal da lasanha três queijos.

Depois de me esbaldar com tanta coisa boa, pode até parecer conversa de gente doida, mas cheguei à conclusão que o Fernando estava certíssimo em relação à lasanha. Sem dúvida foi uma das melhores que eu comi até hoje. A massa é leve e o recheio muito cremoso e saboroso. Deixa pra trás algumas casas especializadas em comida italiana.
No final, nada poderia ser melhor que a divina torta mousse com xarope de rosas. Vai ver o segredo está mesmo com os deuses indianos.
Sugestão do chef: Não deixe de provar o aperitivo de gengibre, mel e limão e nem o tradicional e exótico tchai masala. Mas se achar essas opções muito fortes, o jeito é ficar com os chás, como o de uva roxa.
Vale ressaltar que o almoço é sempre concorrido nas duas unidades (que ficam na mesma calçada) e certamente você vai enfrentar uma fila de espera que não costuma demorar tanto. Também não se deixe levar pela seriedade das garçonetes. A qualidade da comida supera esses detalhes.
Gopala Prasada: Rua Antonio Carlos, 413 / 429 – São Paulo – SP
Tel: 3283-3867 / 3289-1911 – Site: http://www.gopalaprasada.com.br/
A diversidade gastronômica da cidade de São Paulo é realmente encantadora. Conhecer novas culturas por meio da comida é um privilégio de quem vive ou passeia pela capital paulista. E um dos lugares que conhecemos recentemente se encaixa perfeitamente nessa miscelânea. Restaurante informal que retrata as culinárias árabe, hebraica, persa, balcânica, caucasiana e (ufa!) asiática, o Kebab Salonu possui três ambientes, todos com moderna decoração inspirada em cores e formas do Oriente.


O carro-chefe do cardápio é o kebab, sanduíche comum em boa parte do Oriente Médio e região, cujo nome e recheios mudam de acordo com o país. No Kebab Salonu, ele é feito com pão lavosh preparado na hora e conta com 16 combinações de recheio, entre grelhados, pastas e verduras.

Depois de passarmos várias vezes por cada uma das opções, ficamos com o de Falafel (folhas variadas, bolinhos de grão-de-bico fritos, molho taratour de tahine, citronete de limão, tomate e cebola – R$ 14,50) e com o Indiano (folhas variadas, tiras de frango e cebola marinadas em iogurte e curry, chutney de banana, coalhada seca e gengibre – R$ 16). Ambos com uma mistura harmoniosa de sabores que aguçou nossos olfatos e paladares.


Pouco antes tínhamos pedido as bebidas, claro que com dificuldade semelhante à escolha dos kebabs. Resolvemos arriscar os sharbats (R$ 4,50), refrescos feitos de água com gás ou limonada misturados a xaropes variados. O Fernando ficou com o sharbat gasoso de damasco e eu com a limonada aromatizada com xarope de rosas.

E gostamos tanto da idéia de experimentar bebidas exóticas que decidimos trocar a sobremesa pelo frozen sharbat (R$ 6,50), parecido com uma raspadinha. O de mate com xarope de menta estava delicioso.

Já o de Tchai Massala (chá preto indiano, leite, cardamomo, gengibre e cravo) tinha um sabor muito bom, mas o excesso de gelo interferiu na textura e não conseguimos beber até o fim.

Antes de sair conversamos com o chef Rodrigo Libbos, que, além de detalhar alguns pratos do cardápio, nos deu uma breve aula sobre a cozinha do Oriente Médio e países próximos. Foi interessante aprender sobre as inusitadas variações da culinária de cada país daquele canto do mundo.
Pode parecer clichê, mas fizemos uma verdadeira viagem gastronômica. E o melhor de tudo é que na volta não foi preciso pousar em nenhuma pista escorregadia: desembarcamos em plena rua Augusta, de onde nem sequer tínhamos saído. Isso porque o restaurante fica no mesmo local em que funcionou o clássico Long Champ, antigo reduto de intelectuais na cidade.
Sugestão do chef: durante a semana o almoço executivo é temático e a cada dia inspirado em um país diferente, como Síria, Líbano, Índia, Paquistão, Irã e Marrocos. Custa R$ 20 e inclui salada, prato principal, bebida, doce libanês e um expresso Santo Grão.
Kebab Salonu: Rua Augusta, 1.416, Cerqueira César – São Paulo – SP – Tel: (11) 3283-0890 – site: http://www.kebabsalonu.com.br/