Bar 62: comida ótima e atendimento impecável em Montevidéu

Em um ambiente dos mais agradáveis, decorado em estilo rústico, funciona o Bar 62, ótima opção para a noite no bairro de Pocitos. Fica na esquina de onde partia a primeira linha de bonde a circular por Montevidéu, a “línea 62″. O cardápio conta com diversas opções de drinks, vinhos e algumas cervejas locais, mas a casa funciona também como restaurante – e dos mais ecléticos –, servindo carnes uruguaias, comida japonesa e outros pratos inspirados na cozinha internacional. O melhor de tudo é que essa “bagunça” dá muito certo, e da cozinha saem preparações bem saborosas.

Tínhamos lido no Comidinhas elogios ao clericot preparado por lá, mas nos surpreendemos ao não encontrar no cardápio a versão com vinho branco da sangria, comum no Uruguai. Perguntamos ao garçom e ele disse que realmente não consta da carta, mas que, se quiséssemos, pediria para preparar. A pró-atividade dele foi só um exemplo do atendimento perfeito que a casa oferece. Claro que aceitamos a gentileza, porém imaginando que o pedido sairia bem caro. Errado! A excelente jarra de vinho branco com maçã-verde, morango, banana e pêssego em calda não custou mais do que 240 pesos uruguaios, ou R$ 24.

Para começar a matar a fome, pedimos duas entradas. A Débora foi de Ceviche Mixto de Lenguado y Camarones (290 pesos/ R$ 29), um prato delicioso, feito com peixe bem fresco, como deve ser.

Eu não sairia de lá sem provar uma carne, por isso pedi Chorizo. Custa 75 pesos (R$ 7,50) e é uma linguiças mais saborosa que as servidas nos churrascos brasileiros.

Na hora dos principais, escolhemos explorar a diversidade do cardápio. A “chica” pediu um menu japonês com 12 itens: 4 makis, 4 nigiris e 4 sashimis. Achou tudo bem-executado, no mesmo nível dos bons restaurantes japoneses daqui. O preço do combinado, vale dizer, não é barato, já que sai por 410 pesos, algo em torno de R$ 41. Aliás, não espere restaurantes muito baratos em Montevidéu.

Eu já tinha matado a vontade de comer carne, então pedi um prato vegetariano: Strudel de Hongos y Puerros con verdes (330 pesos/R$ 33). É uma criação sensacional! A massa desmancha na boca, os cogumelos frescos formam um ótimo recheio e o alho-poró dá um toque especial. Voltaríamos a Montevidéu só pra ir de novo ao Bar 62.

Sugestão do chef: Para nós, é um lugar para ir à noite, mas também abre no almoço. Só não programe comer lá em um domingo, pois encontrará as portas fechadas.

Bar 62: Miguel Barreiro, 3301, esquina com Chucarro – Pocitos – Montevidéu – Uruguai



Criatividade no menu vegetariano do Banana Verde

Para muita gente comida vegetariana significa pratos cheios de legumes e verduras preparados com pouca criatividade e quase nehum sabor.
Se você também tem essa impressão, precisa conhecer o restaurante Banana Verde, localizado no miolo da Vila Madalena.
O espaço é pequeno mas muito agradável. Ao lado do salão funciona um empório de alimentos naturais que vende também alguns cosméticos, artesanato e até livros.

Pelo preço fixo de R$ 27,50 por pessoa, é possível escolher uma das duas opções de prato principal, se servir no buffet de saladas e sopa e ainda optar entre uma sobremesa do dia ou salada de frutas. Vale a ressalva de que o cardápio muda diariamente.
Os sucos naturais são cobrados à parte e algumas combinações, como a de maçã com gengibre e a de manga com hortelã, são bem refrescantes.
O buffet de salada é pequeno, mas repleto de alimentos frescos e caprichados.

A sopa de brócolis com ricota e quinua estava tão temperada e saborosa que não nos contentamos com apenas um prato.

As duas propostas de pratos principais nos agradaram. O Fernando ficou com o arrumadinho de mandioquinha recheado de milho, alho-poró, tomate e queijo.

Eu fui de queijo coalho assado ao molho de laranja com melaço, baião de dois (feito com arroz integral, feijão e couve), farofa de pimenta de cheiro com castanhas e purê de abóbora.

Ambos os pratos estavam espetaculares e chegaram à mesa com uma apresentação linda.
Com a sobremesa não foi diferente. A torta de pêra com nozes e iogurte estava impecável.

E depois desse post fica a prova de que comida vegetariana pode ter, além de cor, muito sabor e ainda proporcionar uma refeição bastante prazerosa.

Sugestão do chef: bem pertinho do Banana Verde fica o Beco do Batman, uma viela cujas paredes das casas são todas grafitadas. Passeio rápido e interessante.

Banana Verde: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3814-4828



Prema: vegetariano com muito sabor

Devido a um baita congestionamento na Av. Rebouças, quase ao lado do shopping Eldorado, uma simpática casa situada numa ruazinha da região atraiu os nossos olhares. Trata-se do restaurante vegetariano Prema.
O espaço é simples, mas o toque sutil da decoração indiana já o torna charmoso e acolhedor.

O restaurante funciona aos sábados como buffet livre, e o preço, mesmo sem incluir bebida e sobremesa, é excelente: R$ 16 por pessoa. Excelente também é a qualidade e o sabor da comida.
Primeiro nos servimos dos pratos frios. Além das saladas bem frescas, gostamos da variedade de molhos – alguns condimentados – e do pepino com curry e coco ralado. Algumas opções de chutney também fizeram sucesso sobre as torradinhas.

A variedade de pratos quentes pareceu menor, mas tudo que comemos estava caprichado. Provamos risoles de queijo, torta de legumes, moqueca de caju com proteína vegetal texturizada e tortellini de legumes ao molho branco.

Fomos surpreendidos pelo bom sabor da moqueca de caju (eliminando a proteína vegetal texturizada que não nos agrada), mas o melhor daquele almoço, sem dúvida, foi a massa com recheio cremoso e molho bem suave.
Para beber, deixamos de lado os sucos naturais e experimentamos o Lassi (R$ 3,50), bebida indiana à base de iogurte e suco de frutas. Pedimos a versão batida com tangerina e majericão; estava tão boa que repetimos a dose.

Saímos de lá satisfeitos e com a missão de tentar encontrar outros restaurantes em São Paulo que nos proporcione refeições bem servidas por preços que não sejam muito altos.

Sugestão do chef: de segunda a sexta-feira o Prema funciona como restaurante a quilo. Bom local para quem trabalha na região.

Prema Vegetariano: Rua Diogo Moreira, 312 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: 3815-1448



Almoço no Templo Zu Lai

Há tempos planejávamos conhecer o templo budista Zu Lai, o maior da América Latina.

Localizado no município de Cotia, pertinho da capital, o local chama atenção pela grandiosidade de sua construção.

Além de admirar o belo jardim e aproveitar a tranqülidade do espaço para uma caminhada, aproveitamos o passeio para experimentar o almoço vegetariano.

Por R$ 12 cada pessoa pode se servir à vontade de saladas, pratos quentes, sopa, chá e uma opção de fruta (no dia, tinha melancia).
As verduras e os legumes estavam ótimos e bem frescos. Já dos pratos quentes não dá pra dizer o mesmo. Quase todas as opções do dia eram fritas. Do que restou cozido ou grelhado, provamos o guioza, que infelizmente não entrou para a relação dos melhores que já comemos.
Mas para compensar, o missoshiru estava tão bom que repetimos mais de uma vez. E o chá de jasmin serviu como um bom digestivo no final da nossa refeição.


Sugestão do chef: o lugar é ótimo para passar algumas horas longe da correria do dia-a-dia, ficar mais próximo da natureza, ler um livro e caminhar. Mas é bom não esquecer de que se trata de ambiente religioso. Além do cuidado com os trajes, é proibido fazer piquenique, fumar e entrar com animais, bebidas alcoólicas e carne ou seus derivados.

Templo Zu Lai: Estrada Municipal Fernando Nobre, 1.461 – Cotia – SP – Tel: (11) 4612-2895. Funcionamento: Terça feira à sexta feira, das 12h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h. Não abre às segundas.



Gopala Prasada: cozinha natural com sabor da Índia

Mesas de madeira com bancos baixos, pratos e copos de metal, deuses indianos pintados nas paredes, pétalas de rosas espalhadas pela escada principal, perfume suave por todos os cantos. Assim é o Gopala Prasada, restaurante indiano lactovegetariano (utiliza leite e seus derivados) que segue os preceitos Hare Krishna.

O lugar é bem diferente de todos os vegetarianos e indianos que já fomos. A comida é extremamente aromática e temperada, mas há um bom equilíbrio entre todos os sabores e perfumes. Na mesa, nada de azeite, sal, pimenta ou vinagre. Quem quiser dar mais sabor à refeição precisa escolher entre molho de soja, gergelim torrado com sal e limão com ervas.

O cardápio do almoço muda a cada dia e sempre inclui salada, suco, sobremesa e duas opções de prato principal (R$ 16 durante a semana e R$ 20 aos sábados). Para quem ficar na dúvida, dá pra pedir um meio a meio e provar de tudo.
Eu já conhecia o restaurante e gostava muito de qualquer variação do dahl – cozido indiano com grãos e condimentos –, a ponto de achar que nada por lá seria tão bom quanto isso. Mas o Fernando sempre me dizia que eu precisava provar a lasanha de três queijos com molho de tomate porque era a melhor que ele já tinha comido. Claro que eu não acreditava e pensava que era a maior loucura que já tinha escutado! Como a melhor lasanha que ele comeu foi em um restaurante vegetariano que ainda por cima é especializado em comida indiana?
Pois bem, fomos até o Gopala em um dia em que o menu trazia suco de limão com água de rosas, arroz integral com passas e amendoim, mattar panir (ervilha e queijo fresco ao molho de tomate), pakôra recheada (fatias de berinjela recheadas com queijo magro e molho de tomate), espeto de legumes e a tal da lasanha três queijos.

Depois de me esbaldar com tanta coisa boa, pode até parecer conversa de gente doida, mas cheguei à conclusão que o Fernando estava certíssimo em relação à lasanha. Sem dúvida foi uma das melhores que eu comi até hoje. A massa é leve e o recheio muito cremoso e saboroso. Deixa pra trás algumas casas especializadas em comida italiana.
No final, nada poderia ser melhor que a divina torta mousse com xarope de rosas. Vai ver o segredo está mesmo com os deuses indianos.

Sugestão do chef: Não deixe de provar o aperitivo de gengibre, mel e limão e nem o tradicional e exótico tchai masala. Mas se achar essas opções muito fortes, o jeito é ficar com os chás, como o de uva roxa.
Vale ressaltar que o almoço é sempre concorrido nas duas unidades (que ficam na mesma calçada) e certamente você vai enfrentar uma fila de espera que não costuma demorar tanto. Também não se deixe levar pela seriedade das garçonetes. A qualidade da comida supera esses detalhes.

Gopala Prasada: Rua Antonio Carlos, 413 / 429 – São Paulo – SP
Tel: 3283-3867 / 3289-1911 – Site:
http://www.gopalaprasada.com.br/