Canteiros e Temperos de São José dos Campos

No início do ano, passamos rapidamente pela cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na única noite que teríamos por lá, um casal de amigos disse que precisávamos conhecer o Canteiros e Temperos.

O local é realmente bastante agradável e tem proposta muito bacana. O restaurante funciona em uma simpática casa rodeada por diversos canteiros de ervas, que garantem delicioso aroma na parte externa da casa.

Crepes doces e salgados são os principais pratos do cardápio, que também traz algumas poucas opções de lanches e quiches.
Para beber, as combinações de sucos são criativas, porém é a carta de chás que impressiona pela variedade. Excelente pedida para o friozinho que está chegando!
Capim manga – manga com capim limão (R$ 5,50) e Dalai Lama – maracujá, manjericão, leite condensado e água (R$ 5,50) foram os sucos que provamos. Pena que estavam mais aguados do que esperávamos.

Já os crepes estavam ótimos! O Montpellier é recheado com frango ao curry, passas, catupiry e maçã (R$ 21,50) e o Lyon traz provolone, catupiry, presunto e maçã. Todos os crepes são servidos com salada.

Ficamos tão satisfeitos que não conseguimos experimentar nenhum crepe doce, mas nem por isso dispensamos a sobremesa. Uma fatia do básico Bolo Húngaro (R$ 5,30), com chocolate e castanha do Pará e o ótimo Moulin Rouge (R$ 8,40) – sorvete de manjericão com calda de morango e vinho do Porto – finalizaram muito bem a nossa estada em São José dos Campos.


Sugestão do chef: junto ao restaurante funciona um empório. Destaque para as geléias artesanais e orgânicas de sabores inusitados como a de alfazema e também para os diversos chás.

Canteiros e Temperos:
Rua Madre Paula de São José, 297 – casa 4 – São José dos Campos – São Paulo – Tel.: (12) 3943-5386



A cozinha-arte do Maní

Datas especiais merecem lugares especiais. Pelo menos é isso o que acontece em todas as nossas celebrações.
Chegamos ao Maní por volta das 13h de um domingo e não ficamos nem dez minutos na fila de espera. Mas demos sorte. Pouco tempo depois o simpático corredor com vista para a cozinha estava lotado.

Por trás da data especial que envolvia a nossa comemoração, havia uma enorme expectativa em relação ao trabalho executado pela “pareja” de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo.
A decoração de extremo bom gosto mescla itens rústicos, despojados, finos e retrôs. O ambiente é muito agradável e acolhedor, certamente preparado para os visitantes sentirem vontade de ficar horas por lá.
Queijo de cabra com pimenta rosa, coalhada seca, manteiga com flor de sal e ótimos pães quentinhos foram a nossa primeira boa impressão em relação à comida do local. Mas o melhor do couvert (R$ 12 por pessoa) foi a placa de biscoito de polvilho, uma espécie de gostinho “casa da vó” para adultos.

O drink sem álcool Zero Zero – abacaxi, limão, hortelã e soda (R$ 15) – não empolgou tanto quanto a combinação simples de espumante e frutas vermelhas do Kir Maní (R$ 21).

E eis que chegaram os pratos principais, ou melhor, as obras de arte em forma de comida. Que apresentação linda!
O Peixe do dia a baixa temperatura no Tucupi com Banana da terra e migalhas do Maní (R$ 61), trazia ingredientes brasileiros apresentados de forma única e criativa. Gostamos muito de provar o tucupi servido como uma espuma no estilo Ferran Adrià. Conseguimos sentir claramente o sabor de cada ingrediente, mesmo dos mais delicados.

Aprovado também foi o Atum levemente grelhado com Quinua, Chutney de Amoras, Espuma de Gengibre e Shissô (R$ 66). Peixe cozido no ponto certo, quinua soltinha, espuma de gengibre saborosa, cremosa e consistente. E o que dizer do chutney de amoras? Espetacular!

Foi bem difícil escolher a sobremesa pois todas as propostas são muito interessantes. Inclusive, precisamos voltar ao Maní apenas para experimentar todas as opções doces do cardápio.
Decidimos conhecer a versão elaborada para o tradicional Açaí, que no Maní é feita com banana nanica, gelatina de guaraná, farofa de aveia, marshmallow de açúcar mascavo, raspadinha de morango e sorvete de açaí (R$ 18). Sobremesa original, colorida, leve e bem exótica.

Ficamos curiosos para saber como seria um doce cujo nome é “O Ovo” (R$ 18). Resultado: gostamos muito do sorvete de gemada com espuma de coco e coquinhos crocantes.

Para finalizar nosso almoço artístico, cafezinho Nespresso (R$ 5,80) e a conta.

Claro que a experiência não saiu barata, mas o custo-benefício foi muito positivo. Comida caprichada, saborosa e visualmente atrativa, ingredientes de alta qualidade, atendimento gentil e eficiente. Aliás, não deve ser nada barato manter toda aquela quantidade de garçons.
O Maní não é um restaurante que podemos frequentar em intervalos curtos, mas afirmamos que ele está na lista dos lugares especiais para voltarmos quando a vida nos presentear com boas e grandiosas surpresas.

Sugestão do chef: o Manioca é o espaço para eventos do Maní, em funcionamento ao lado do restaurante. Apesar de pequeno, o ambiente é lindo e tem uma agradável área ao ar livre.

Maní: Rua Joaquim Antunes, 210 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3085-4148



Pé no Parque: comida 100% natural

Quando lemos em alguma revista sobre o Pé no Parque, pensamos que se tratava de mais uma casa especializada em sucos e açaí. Resolvemos ir até lá num final de tarde qualquer, logo que o calor voltou a dar as caras.

O local é iluminado, aberto e extremamente agradável. O público é variado e reúne desde grupos de jovens até famílias inteiras.

Ao recebermos o cardápio, ficamos surpresos com a quantidade de itens. Esperávamos alguns sucos, cremes de fruta na tigela e sanduíches, mas encontramos um restaurante. E melhor, com conceito de cozinha saudável.
Os ingredientes são frescos e as verduras e legumes orgânicos têm preferência. Também é possível pedir carne e peixe orgânico. Para preparar os sucos, vitaminas, shakes, smoothies e cremes são usadas frutas in natura. Até as frituras são feitas com óleo de palma e isentas de gordura trans.
Nossa primeira visita foi rápida, só pedimos suco de açaí (R$ 3,90) e a exótica combinação de água de coco com suco de uva verde (R$ 4,50).

Mas voltamos na semana seguinte para almoçar.
Enquanto escolhíamos o que comer, repetimos a dose do suco de açaí e da água de coco, mas dessa vez substituímos o suco de uva verde pelo de abacaxi. Ficou mais refrescante. Pedimos também palitos de legumes (R$ 6,90) para acalmar a fome.

Como prato principal, o Fernando optou pelo filé de linguado ao molho de alcaparras e champignon Paris acompanhado de farofa de quinua e purê de mandioquinha (R$ 21,90).

Eu fiquei com filé de linguado ao creme de espinafre gratinado com parmesão. Para acompanhar, shitake na manteiga e salada orgânica (R$ 20,90).

Os pratos são bem servidos e o sabor é de comida fresquinha.
Para sobremesa experimentamos o creme de maracujá na fruta (R$ 8,10) e a banana crispy – creme de banana com açaí e flocos de arroz (R$ 8,20 o pequeno).


Em outras visitas, provamos o suco de cupuaçu com laranja (R$ 4,10), o smoothie Amazon (R$ 5,90) – que leva suco de açaí, banana e sorvete de morango – e a melhor tigela de açaí que conhecemos até o momento (500 ml por R$ 8).


O Pé no Parque foi, sem dúvida, nossa grande descoberta deste ano.

Sugestão do chef:o Pé no Parque fica a 400m do Parque do Ibirapuera, daí o nome e a temática do lugar. Por esse motivo, existe um mural dedicado aos eventos e festividades que rolam no Ibirapuera, bem como um estacionamento para bikes, já que é comum ciclistas aparecerem por lá. Dá até pra calibrar o pneu delas.

Pé no parque: Rua Inhambu, 240 (esquina com a Av. Helio Pellegrino) – Telefone: 5051-3376 – Moema – São Paulo – SP.



O conceito saudável do Wraps

Comida de shopping é sem graça e pouco nutritiva, certo? Nem sempre. Há exceções… que talvez confirmem a regra.
É raro irmos aos centros de compra para almoçar ou jantar, mas de vez em quando isso acontece. E em boa parte dessas ocasiões, o local escolhido é o Wraps.
A rede se define como especializada em comida saborosa e saudável. Uma definição marqueteira, mas nem por isso mentirosa. O cardápio exclui as frituras e os produtos orgânicos têm preferência. O conceito, aliado à ambientação moderna, faz do restaurante um lugar bem agradável.

Os clientes são recebidos com um copinho de suco de abacaxi batido com pimenta chili (sem as sementes) e finalizado com sementes de papoula. Dá vontade de beber 1 litro, mas nem pense em fazer isso! Guarde espaço para um dos refrescantes smoothies. Nosso preferido é Long Island (R$ 9,90), uma mistura de blueberry, amora, suco de pêssego e sorbet de limão.

Enquanto os wraps não chegam, a bebida disputa a atenção com o simples e criativo couvert: palitos de cenoura e pepino servidos num copo com sal grosso, na companhia de pães caseiros e de dois interessantes molhinhos. Saudável e saboroso.

Entre os wraps, há opções vegetarianas, de peixe, carne e aves. A escolha de qualquer um deles dá direito a uma saladinha de entrada. Eu costumo ir de salada Verde, que combina alface americana, agrião e alface roxa com granola salgada e molho à base de azeite, vinagre e limão. A Débora prefere a Oriental, com as mesmas folhas verdes, só que dessa vez acompanhadas de molho de gengibre, shoyu e gergelim. Ambas também podem ser pedidas à parte, pelo valor de R$ 4,90.

Na última visita, escolhemos os wraps Yankee e Cigano (R$ 21,90 cada). No primeiro, o pão folha é recheado com peito de peru, mussarela light, mussarela de búfala, tomates assados e manjericão. A combinação parecia boa, mas ficou com gosto de sanduichão convencional. Não era o que esperávamos.
Já do wrap Cigano não podemos reclamar. A mistura de cogumelos, cubos de frango marinados e mussarela light é, sem dúvida, um dos pontos altos do cardápio da rede.

Sugestão do chefe: todo cliente cadastrado no site da rede recebe, no mês do seu aniversário, um cupom que dá direito a um wrap e um smoothie grátis.

Wraps: Shopping Villa Lobos – Av. das Nações Unidas, 4.777 – 3º piso – Tel.: (11) 3024-3961 – e mais seis endereços em SP e outro no RJ.