SPRW: Blú Bistrô

Dessa vez não conseguimos aproveitar a SPRW pois viajamos por praticamente todo o período do evento. Mas felizmente conseguimos visitar pelo menos um restaurante, e o escolhido foi o Blú Bistrô.

Numa casinha simpática do bairro de Perdizes com interior à meia-luz, o bistrô serve pratos focados na cozinha francesa. Para o menu promocional do almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 31,90 por pessoa), nossos pedidos foram os mesmos, com exceção da sobremesa.

O Creme de Feijão Branco com Cogumelos estava delicioso! Com certeza vamos tentar reproduzir a receita em casa.

Para o prato principal optamos pelo Peito de Frango à Kiev, cuja ave empanada e recheada com queijo gouda foi servida com molho de champagne e risoto de espinafre. Gostamos da combinação, mas a refeição foi um pouco pesada.

E no quesito sobremesa, a Mousse de Chocolate em Coulis de Figo e Cardamono parecia mais um pudim cremoso e bem gelado feito com chocolate Alpino. Não estava ruim, porém, não era uma mousse.

Já o Tartar de Morangos trazia a fruta picada com cobertura de chocolate derretido e um pouquinho de pimenta. Para apreciadores de morango, uma combinação perfeita.

Sugestão do chef: vale a pena consultar a programação musical no site do bistrô, já que alguns dias da semana o espaço oferece música ao vivo no jantar.

Blú Bistrô: Rua Monte Alegre, 591 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3871-9296. Funcionamento: Terça a sábado – almoço das 12h às 15h e jantar das 19h às 24h. Domingo apenas almoço das 12h às 16h.

 



Bardot: o botecobistrô do Itaim Bibi

O Itaim Bibi reúne uma infinidade de bares e restaurantes. Se estiver pela região em busca de um bom lugar para comer, dirija-se ao Bardot.

Misto de bar e restaurante, o local apresenta a interessante proposta de servir petiscos inspirados em pratos e ingredientes da culinária francesa.

A carta de drinks tem boas opções. Gostamos bastante das combinações cuja base traz Espumante Mumm. O Fernando ficou com o La Luise – Mumm, Gran Marnier, suco de abacaxi e creme de pêssego (R$ 21), de sabor suave e levemente ácido. Claro que eu não deixaria de experimentar o Pink Pool – Mumm Rose Chamboard, purê de morango e suco de lichia (R$ 21), docinho e totalmente apropriado para o público feminino.

Continuamos empolgados com as bebidas e iniciamos a segunda rodada com Mojito de Maracujá (R$ 18) e o não-alcóolico Red Bubbles (R$ 14), mistura de framboesa fresca, limonada e Citrus.

Para petiscar, o excelente Croquete Bourguignonne – carne ao vinho tinto (R$ 16), sem dúvida foi a melhor opção do jantar.

Apesar de diferente, o Bolinho de Arroz Preto recheado com Roquefort (R$ 17) não empolgou tanto quanto imaginávamos.

A noite estava tão fria que o melhor a fazer era providenciar algo substancioso. O Fernando escolheu o Fetuccine Pimenta Preta (R$ 36), com ragú de pato, champignons e um leve toque de pimenta. Porção generosa, pato no ponto certo e tempero equilibrado.

Eu fiquei com a Sopa Dourada (R$ 19), um creme de cebola espetacular, perfeito para aquela noite gelada.

Estávamos satisfeitos, mas as boas opções de comida nos animaram a conhecer as sobremesas produzidas pela casa.

E assim encaramos a Taça Brasil-França – camadas intercaladas de creme de cupuaçu e de chocolate amargo (R$ 12,50) –, além do Creme Caramelo, uma espécie de creme brullée com sabor de laranja (R$ 12,50).

O Bardot foi uma excelente descoberta, afinal, unir boa gastronomia com porções de boteco é mesmo genial.

Sugestão do chef: Quem deseja um jantar tranquilo e atendimento prioritário precisa chegar cedo. Após às 21h o local fica muito cheio, barulhento e com fila de espera.

Bardot: Rua Clodomiro Amazonas, 260 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3168-9988. Horário de Funcionamento: Segunda á Sexta-feira, das  17h até o último cliente. Sábado, Domingo e Feriados, das 12h até o último cliente.



SPRW – Chez Fabrice

Lá na Vila Madalena tem um bistrô que já paqueramos muitas vezes. Mas o affair nunca se consumou. Até que em um dos últimos dias desta São Paulo Restaurant Week finalmente fomos ao Chez Fabrice, em funcionamento num pequeno imóvel da movimentada rua Mourato Coelho.

O atendimento ao telefone, no momento da reserva, foi excelente. Uma simpática funcionária fez questão, inclusive, de lembrar da feira que acontece na rua aos sábados e de explicar o melhor caminho para acessar o local sem dar de cara com algum quarteirão interditado. Muito bacana.
Pegamos uma das quatro mesas do agradável jardim e logo nos serviram o couvert opcional, com patê de ervas, manteiga, berinjela com pimentão, além da cesta de pães fresquinhos, como brioches e massa choux. Tudo muito bom. Sem dúvida, valeu os R$ 7 por pessoa.

Para beber a escolha foi o vinho chileno El Descanso, patrocinador do evento. O Sauvignon Blanc (R$ 12 a taça) foi uma boa surpresa: leve, frutado e bem gostoso.
Alguns minutos depois chegaram as entradas. Com acidez além da conta, o gaspacho (de tomate e pepino) passou longe de empolgar. Sem contar que o garçom quase derrubou o prato na hora de servir! Por isso, na foto abaixo, a sopa invade a borda do prato.

Diferente da Terrine de patê de campagne, muito bem temperada e com sabor predominante da carne de porco (pelo menos foi essa a percepção). Terrines, aliás, agradam nosso paladar desde uma viagem sobre a qual temos muito o que postar.

Os pratos principais demoraram um pouco a chegar, mas nada que incomodasse. Destaque para o Gnocchi de rúcula com Ratatouille. Foi servido, é bem verdade, com quantidade de sal inferior àquela que nós, brasileiros, estamos acostumados. Pra gente, porém, não foi problema.

Muito bom também o Saint Peter com batata rosti, molho de manteiga e alecrim com tomates confitados. Menção especial para o molho – nada como o sabor da manteiga! Pelo que vimos, esse prato faz parte do cardápio regular.

Entre as sobremesas, se deu bem quem optou pelo básico. Leia-se um delicioso Crepe Suzette, cuja calda deixou saudades. Também integra a carta regular de sobremesas.

Já os ovos nevados fizeram um belo efeito visual. O problema é que o sentido mais importante na ocasião era, claro, o paladar. E, nesse quesito, nada de tão relevante foi notado.

Terminados os doces, concoradamos ter sido um almoço muito bom. Aí foi só chamar o garçom e pedir para ele encerrar nossa curta participação nesta Restaurant Week, resumida a duas casas francesas: “l’addition, s’il vous plaît.”

Sugestão do chef: no almoço de segunda a sexta, o Chez Fabrice serve menu executivo pelos mesmos R$ 29,90 da semana promocional. Dá direito a entrada, prato principal e sobremesa. Nas noites de sábado, a combinação de pratos (formule) é mais elaborada e sai por R$ 50.

Chez Fabrice: Rua Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – São Paulo – Tel.: (11) 3032 4227.



SPRW – Casinha de Monet

Não é uma regra, mas temos o costume de aproveitar as edições da São Paulo Restaurant Week para visitar restaurantes em que nunca estivemos antes. Há quem se incomode com essa tática, sob o argumento de que o período promocional não é dos mais propícios para registrar as primeiras impressões sobre esses lugares. Na tese de quem pensa assim, movimento acima da média pode revelar um atendimento mais confuso do que o habitual, e o cardápio restrito talvez não demonstre o real potencial dos chefs/cozinheiros. Discordamos convictamente! Afinal, quem não consegue mostrar um bom trabalho durante duas semanas para as quais é possível se preparar com muita antecedência, dificilmente o fará em outras épocas. Pelo menos essa é a nossa opinião.
Ao bistrô Casinha de Monet, queríamos ir desde os tempos em que o local ficava, realmente, em uma casinha – há alguns meses se mudou para um imóvel bem maior, no mesmo bairro de Pinheiros. O térreo concentra as mesas mais aconchegantes. Quando chegamos para o almoço, porém, todas estavam ocupadas e foi preciso subir a escada para garantir nossas lugares. O mezanino se revelou um ambiente mais simples, porém também agradável, exceção feita à acústica ruim: quando a casa lotou, o barulho chegou a incomodar.

Depois de pedir dois sucos de limão siciliano – ácidos até no preço (R$ 6 cada) –, usamos a consagrada tática de pedir uma opção de cada do menu do festival, para provar de tudo.

Assim, a Débora foi servida de Salada de folhas verdes com harumaki de cogumelos, e comentou que, apesar do bom sabor, a massa – um tanto murcha – aparentava ter sido frita bem antes do nosso pedido.

A minha versão da salada verde veio com bacalhau desfiado com azeite, acompanhado de tapenade de azeitonas pretas (pasta típica da região da Provence) e um outro molho à base de tomate. Tão delicioso que lamentei a ausência de maior quantidade do peixe naquele prato repleto de folhas frescas.

O lamento se trasformaria em elogios minutos depois, com a chegada dos principais. Para a Dé, uma perfeita Anchova com purê de wasabi e molho de gergelim torrado. Nota dez para o criativo purê, vítima de algumas garfadas minhas, é claro.

Mas a iguaria que verdadeiramente aguçou meu paladar naquela tarde foi o Confit de pato ao mel de especiarias com trigo bulgur e legumes. Coxa e sobrecoxa com sabor marcante, preparadas no ponto exato e com deliciosos acompanhamentos. Um deleite!

Fechamos com uma bem apresentada Pêra ao zabaione, com forte sabor de vinho branco e especiarias.

Tão boa quanto os Profiteroles entrelaçados com sorvete de creme e calda de chocolate. Não dava nada por esse doce, mas confesso que adorei a leveza da massa, bem diferente de outras versões degustadas por aí.


Sugestão do chef: Claude Monet não inspirou apenas o nome do restaurante. Na decoração, os traços do impressionista francês aparecem com destaque em dezenas de quadros.

Casinha de Monet: Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros – São Paulo – Tel.: (11) 3032-7403
Horário de funcionamento: Segunda a Quinta das 12 às 15hs e das 19 às 23hs; Sexta e Sábado das 12 às 17hs e das 19 às 23h30; Domingo das 12 às 17hs e das 19 às 23hs.



SPRW – Le Poème Bistrô

Nossa segunda participação na SPRW também foi em clima francês. O Le Poème Bistrô possui ambiente e cardápio totalmente inspirados na cidade luz.
No menu de almoço preparado para o evento, entradas e sobremesas um tanto básicas. A casa estava cheia e o serviço não deu conta de atender tanta gente, o que resultou em informações confusas e longo (bem longo) tempo de espera entre um prato e outro.
Como entrada, cada um de nós ficou com uma das duas opções. A Salada de Brie (mix de alfaces, queijo Brie, presunto Parma e molho de mel) estava mais interessante que a Salada de Avocado (mix de folhas verdes, abacate, manga e molho citron). Esta última foi servida com manga e abacate verdes demais, deixando tudo sem gosto.

Nossa escolha para o prato principal foi a mesma. O Portfolio Crocante consiste em filé mignon recheado com fondue de queijo Roquefort e crosta de pão caseiro, servido com risoto de pêra.

A carne estava muito boa e ficamos surpresos ao notar que, apesar de muito crocante, não havia sido frita depois de empanada, e sim levada ao forno. A técnica deixou o prato mais leve do que imaginávamos.
Esta é uma opção que pode ser provada fora do evento, pois faz parte do menu fixo (custa R$ 42).
Ficamos decepcionados quando ao final do almoço nos informaram que o Creme Brulée tinha acabado. Só nos restou a Delícia de Chocolate (torta mousse de chocolate com sorvete de creme), que já era a segunda sugestão do evento, e também aceitar o substituto Tiramissú de morango, que, assim como a outra sobremesa, também não estava lá tudo isso.


Sugestão do chef: o couvert não está incluso no menu promocional e custa R$ 10 por pessoa. Achamos o valor um pouco alto levando em conta a simplicidade do que nos foi servido.

Le Poème Bistrô: Joaquim Antunes, 98 – Pinheiros – São Paulo – SP. Tel.: (011) 3061-9102



SPRW – Marcel

Nos despedimos desta edição da São Paulo Restaurant Week com um almoço no clássico restaurante francês Marcel, localizado no térreo de um flat nos Jardins. A casa, infelizmente, optou por não fazer reservas para o almoço de domingo, o que nos obrigou a encarar uma espera de pouco mais de uma hora.
Quando foram servidas as entradas, concluímos que valeu a pena esperar. Estava ótima a Sopa Fria de Abobrinha e Alho Poró.

Melhor ainda a salada de folhas com lascas de parmesão de alta qualidade e um delicioso vinagrete de mel de engenho.

A carta de bebidas privilegia os drinks e carece de variedade de cervejas – só tinha Bohemia e Heineken. Entre os vinhos em garrafa, poucas opções para o nosso bolso… minha solução foi pedir uma taça do chileno Terra Andina Pinot Noir (R$ 13,90), enquanto a Débora ficou no suco de laranja (R$ 4,90).

Eram três as opções de pratos principais, por essa razão (e só por ela) descartamos a Truta ao Pesto de Rúcula e Castanha-do-Pará com Legumes à provençal. Ficamos com o Suflê, prato clássico do restaurante, apresentado em uma versão com batatas confitadas, linguiça e cebola roxa, que não consta do cardápio regular. Muito bom e com excelente custo-benefício, já que no menu habitual nenhum suflê custa menos do que R$ 31.

Pedimos também Medalhão de Filet Mignon ao Molho de Mostarda Escura com Batatas Rústicas, e entendemos a razão deste ter sido, de longe, o prato mais pedido entre os frequentadores: estava absolutamente excelente!

Os sorvetes artesanais de tapioca e chocolate, servidos como opção única de sobremesa, até caíram bem naquela tarde de forte calor, mas sentimos falta de doces mais elaboradas.


Sugestão do chef: parte de nossa decepção com as sobremesas do menu SPRW tem a ver com o fato de o restaurante contar, no cardápio regular, com suflês doces como os de cupuaçu, frutas silvestres e goiabada. Adoraríamos poder provar, mesmo que fosse uma versão “mini”.

Marcel: Rua da Consolação, 3555 – Jardins – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3064-3089



Evento francês com (des)organização brasileira

No dia 12 do mês passado o Parque da Água Branca foi palco do Dia da França em São Paulo. O evento contou com atividades culturais, de lazer e, claro, com a presença da gastronomia, representada por cinco barracas de restaurantes e chefs franceses.
Com a ampla divulgação na mídia, não era para surpreender o grande número de visitantes.

Não era, mas, na prática, não foi bem assim: em algumas barracas as filas estavam imensas, itens do cardápio acabaram bem antes da hora e houve muita demora na reposição.
Depois de uns 30 minutos de espera no quiosque do Orbacco Espaço Gastronômico, não conseguimos provar o couscous marroquino. O jeito foi pedir sopa de cebola com vinho tinto (R$ 9).

Estava ótima, pena que o vinho era brasileiro. Nada contra a Miolo, mas não seria o caso de servir uma opção com vinho francês, mesmo que fosse preciso elevar um pouco o preço?
De lá fomos espiar o cardápio do chef Laurent Suaudeau, mas desanimamos ao ver que os preços não eram nada populares como anunciado na divulgação do evento. Pelo mesmo motivo, também não nos empolgamos com os quiches e o cassoullet do Le Founil, do Sofitel.
Partimos para a barraca do Crepe de Paris, aquele quiosque com franquias em alguns shoppings e cujos sócios inauguraram há pouco tempo um bistrô nos Jardins.

A fila era a enorme, mas, talvez pelo costume de trabalhar em eventos, a boa organização agilizou o serviço. O crepe Valence, com calabresa, catupiry e orégano (R$ 7) matou a fome da Débora. Eu escolhi o Rennes, versão com peito de peru, queijo, tomate e orégano (R$ 8). Ainda dividimos um crepe de chocolate com avelã (R$ 7). Todos simples e muito gostosos.

Conseguimos uma mesa e, enquanto comíamos, vimos cenas desoladoras protagonizadas por alguns visitantes. As pessoas espalhavam lixo por todos os lugares, com uma certa preferência pelo chão do parque. Alguns se divertiam pisando nos talheres de plástico. É bem verdade que a organização do evento e os administradores do parque poderiam ter disponibilizado mais latas de lixo, mas nada que chegue perto de justificar essas atitudes. E olha que, pelo perfil do público, ninguém pode alegar falta de informação ou baixa escolaridade.
Antes de sair, tivemos a sorte de passar no quiosque da La Brasserie, sem dúvida nenhuma o melhor momento da nossa visita.

Provamos um excelente mousse de chocolate (R$ 6) e ainda compramos uma bela caixa com quatro macarrons (R$ 10), simplesmente os melhores que já provamos.

Ao nosso lado, o chef Erick Jacquin ajudava na limpeza da área próxima à barraca e esbanjava simpatia.

Sugestão do chef: entre os dias 11 e 20 de setembro, o mesmo Parque da Água Branca recebe a 13ª edição do Revelando São Paulo, evento que apresenta as tradições do interior paulista, com amplo espaço para a culinária.

Parque da Água Branca: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3865-4130



SPRW – Lola Bistrot

Depois do almoço no Chakras, o simpático Lola Bistrot foi o local escolhido para nossa segunda parada na São Paulo Restaurant Week.

Fizemos os pedidos e logo fui servido do creme de cogumelos com queijo gruyère. Excelente, com um toque picante que não consegui descobrir de qual ingrediente vinha.

A Débora preferiu salada verde com mini batata e creme de haddock. Interessante, principalmente pelas batatinhas “al dente”.

Um Boeuf Bougnon com a carne desmanchando na boca deu seqüência ao meu almoço. Dava pra sentir direitinho o gosto suave do vinho tinto. Muito bom mesmo.

Enquanto isso a Débora comentava sobre o sabor leve do Penne com Salmão ao molho de Dill.

Nossa vontade de provar um pouco de cada opção dos dois menus disponíveis para o evento prosseguiu durante a sobremesa. Para a Débora, Timballe de Frutas e Farofa de Frutos Secos. Combinação exótica e diferente de qualquer creme de frutas que já provamos.

Eu fui de mousse de chocolate e café com ganache de queijo.

Ótimo, com o queijo dando um toque todo diferente. Pena que demorou quase 20 minutos e ainda chegou sem a apresentação impecável que tínhamos visto em outras mesas.

Sugestão do chef: sem dúvida vale a pena reservar uma mesa para conhecer o Lola Bistrot em um desses últimos dias de SPRW. Principalmente porque o cardápio regular é bem interessante, porém muito mais caro que os R$ 25 pagos pelo menu completo.

Lola Bistrot: Rua Purpurina, 38 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3812-3009



Um almoço em Buenos Aires na Brasserie Pétanque

Nossa amiga Emília, a turista acidental, esteve recentemente em Buenos Aires e lembrou do blog em um de seus almoços portenhos. Abaixo está o relato caprichado que ela preparou para dividir com os leitores do Brincando de Chef. Valeu, Emília!

Quando decidimos ir para Buenos Aires, começamos a anotar as dicas dadas pelo pessoal que entende do negócio e, na nossa listinha de restaurantes que deveriam ser conferidos, estava uma indicação do Ricardo Freire: a Brasserie Pétanque, numa tranqüila esquina de San Telmo. O nome do restaurante vem de um jogo muito popular na Provence, parecido com a bocha.

Chegamos lá depois de bater perna a manhã inteira. Estávamos famintos e com vontade de descansar em um lugar agradável. E nisso fomos plenamente atendidos…
O ambiente é amplo, com móveis claros e muita luz entrando pelas janelas que circundam o salão principal. É bastante acolhedor, com um estilo antigo. Tudo muito simples e elegante.

Depois de pedir um bom vinho rosé para ajudar a refrescar do dia quente e provar um pouco do couvert (pães quentinhos e patês), fizemos os nossos pedidos: para mim, ‘Emincés de magret a la naranja’…

…e o Marc foi de ‘Lomo a la bearnaise con hojaldrado de papas’.

Difícil saber qual dos dois estava melhor…eu adoro pato e o magret estava bem macio, o que é difícil encontrar. Só poderia estar um pouquinho só mais tostado na parte externa. O acompanhamento, uma combinação de leve batata rösti e cogumelos fazia par perfeito com a carne e seu molho de laranjas.
O filé também estava super macio e suculento, como era de se esperar e a torta de batatas, muito leve e saborosa.
Para sobremesa pedi um dos meus favoritos, a clássica Tarte Tatin. Estava linda e o sabor não ficava atrás, mas…nos esquecemos de fotografar e acabamos com ela primeiro (risos).
Depois dela, só o cafezinho e a conta, que fechou em aproximadamente 150 pesos ou cerca de R$ 80,00…acredito que uma refeição do mesmo porte aqui em São Paulo sairia o dobro. Que pena ter que ir embora…
É muito fácil chegar na Brasserie: ela fica na esquina da Defensa, uma das principais ruas de San Telmo, com a México, no trecho que sobe da praça Dorrego para o centro da cidade.


Sugestão do chef: Foi mesmo um belo almoço. E que bom termos chegado cedo, pois o salão lotou facilmente. Lá é assim em qualquer lugar: ou se reserva ou chega cedo, bem diferente do que estamos acostumados aqui.

Brasserie Pétanque: Defensa, 596 (esq. México) – San Telmo – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54-11) 4342-7930