Al Mahachi: comida rápida com tempero árabe

Quem procura um almoço ou jantar rápido na zona leste, pode dar um pulinho no Al Mahachi.

O Restaurante funciona no bairro da Mooca e serve comida árabe adaptada ao gosto dos brasileiros.

Pra começar a refeição, a melhor pedida sãs as pastas. As meias porções de Homus, Babaganuj e Coalhada Seca são ótimas e chegam à mesa junto com uma cesta quentinha de pão sírio.

Na sequência provamos Miniquibe recheado de Coalhada (R$ 13,50 – 6 unidades). Bem executado e com recheio farto, superou as nossas expectativas.

A essa altura já estávamos satisfeitos, mas ficamos curiosos para experimentar as esfihas. Além da tradicional de carne, a casa oferece outras quinze opções de sabores (isso mesmo!), como calabresa com catupiry, queijo temperado, berinjela com mussarela e escarola. Todas podem ser fechadas ou abertas.

Nós ficamos com uma aberta de queijo temperado (R$ 2,80) e outra fechada de carne (R$ 3,20). Ambas grandes e com bastante recheio, foram aprovadas.

Para finalizar o almoço, esfiha doce de chocolate (R$ 4) e de goiabada com queijo (R$ 4). Assim como as salgadas são bem servidas e generosamente recheadas.

Sugestão do chef: De segunda a domingo, após as 18h, o Al Mahachi oferece serviço de entrega na região.

Al Mahachi: Rua do Oratório, 111 – Mooca – São Paulo – SP – Tel: 2601-0082/2601-1833. Domingo a Quinta-feira das 17h às 23h. Sexta e Sábado das 12h às 23h.



Iguarias árabes

Antes de chegarmos ao Almanara, fizemos algumas compras nos arredores da rua 25 de março, maior centro comercial a céu aberto da América Latina.
Nessa região a oferta de produtos é muito grande e diversificada, dá pra encontrar coisas que nem imaginamos existir! O problema é que o excesso de público – intensificado aos sábados – atrapalha o passeio.

Por isso já saímos das nossas casas com o roteiro traçado.
E já que o destino final era um almoço libanês, aproveitamos o ensejo e incluímos mais uma atração gastronômica ao nosso roteiro, o Empório Syrio.
A loja não é muito grande, mas chega a ser um paraíso para os amantes da culinária árabe.



Possui desde itens já incorporados ao gosto brasileiro, como as pastas de berinjela, grão de bico e gergelim, pão folha, doces árabes, sfihas, quibes, condimentos, água de rosas, molhos, pimenta síria, diversas castanhas e frutas desidratadas, até produtos menos conhecidos, por exemplo essa exótica geléia de rosas que não conseguimos deixar na prateleira.

Também trouxemos geléia de framboesa e de cassis (dinamarquesas) e bala de alcaçuz (suíça).


Como a caminhada até o restaurante não seria curta, carregar pouco peso era o melhor a fazer. Sendo assim, finalizamos nossa singela compra com um mix de docinhos árabes de gergelim, de figo e nougat – uma espécie de torrone.

Na hora de pagar a conta, não resistimos ao chicle de miski, outra iguaria feita a partir dessa erva que muito nos agradou.


Sugestão do chef: o atendimento da loja é ágil e os funcionários, além de atenciosos, estão preparados para dar informações sobre os produtos, inclusive os menos conhecidos. Em dias de menor movimento é possível conseguir com eles algumas sugestões interessantes.

Empório Syrio
Rua Comendador Abdo Schahin, 136 – Centro – São Paulo
Tel: (11) 3228-3640



Almanara: o árabe clássico

Desde o nascimento do blog temos vontade de fazer um especial sobre os restaurantes dignos de nota do Centro de São Paulo. Depois que conhecemos esse excelente blog onde o Tony escreve dicas turísticas sobre a cidade, nos empolgamos ainda mais com a idéia. Porém, apesar de parecer simples, concretizá-la não é tão fácil – pelo menos não em uma seqüência de posts –, pois é preciso tempo para dedicar nossos almejados finais de semana a esse roteiro. E dinheiro para gastar nos bons estabelecimentos, que nem sempre são baratos.
Por isso aproveitamos a última visita ao centro velho para dar um pulinho na unidade mais antiga do Almanara, tradicional restaurante árabe muito apreciado pelos paulistanos.
A filial do centro tem algumas diferenças. A primeira delas é que a decoração não é moderna como a das outras unidades, que ficam em alguns dos maiores shoppings da capital. O restaurante mantém os móveis e o estilo da época em que foi inaugurado, em 1950.


Impossível não sentir o efeito “túnel do tempo”. A outra diferença é que além dos pratos à la carte, existe a maravilhosa opção do rodízio: R$ 35,70 por pessoa e as melhores comidas da casa à vontade.
Pra começar, homus, baba ganoush, coalhada seca, pão sírio e uma simpática saladinha de folhas verdes.

Na seqüência, a apetitosa sfiha de carne.

Quibe cru, tabule e quibe frito deram continuidade ao nosso rodízio.

Depois foi a vez dos tradicionais charutinhos de folha de uva.

Nesse momento nossos estômagos sinalizavam que logo seria hora de parar de comer. Mas conseguimos prosseguir e provar a abobrinha recheada e a kafta no espeto.


Ambas ótimas e macias, cozidas no tempo certo.
O espetinho de frango seria a última delícia do almoço, mas esse nós recusamos para não ocupar o espaço previamente reservado para a sobremesa. Afinal, deixar pra trás um sorvete tão inusitado como o de miski (R$ 7,30) definitivamente não combina com a gente.

Sugestão do chef: dessa vez a dica vai ficar para o próximo post…

Almanara: Rua Basílio da Gama, 70 – Centro – São Paulo – SP
Tel.: 3257-7580



Kebab Salonu e os sabores do Oriente Médio

A diversidade gastronômica da cidade de São Paulo é realmente encantadora. Conhecer novas culturas por meio da comida é um privilégio de quem vive ou passeia pela capital paulista. E um dos lugares que conhecemos recentemente se encaixa perfeitamente nessa miscelânea. Restaurante informal que retrata as culinárias árabe, hebraica, persa, balcânica, caucasiana e (ufa!) asiática, o Kebab Salonu possui três ambientes, todos com moderna decoração inspirada em cores e formas do Oriente.

O carro-chefe do cardápio é o kebab, sanduíche comum em boa parte do Oriente Médio e região, cujo nome e recheios mudam de acordo com o país. No Kebab Salonu, ele é feito com pão lavosh preparado na hora e conta com 16 combinações de recheio, entre grelhados, pastas e verduras.

Depois de passarmos várias vezes por cada uma das opções, ficamos com o de Falafel (folhas variadas, bolinhos de grão-de-bico fritos, molho taratour de tahine, citronete de limão, tomate e cebola – R$ 14,50) e com o Indiano (folhas variadas, tiras de frango e cebola marinadas em iogurte e curry, chutney de banana, coalhada seca e gengibre – R$ 16). Ambos com uma mistura harmoniosa de sabores que aguçou nossos olfatos e paladares.

Pouco antes tínhamos pedido as bebidas, claro que com dificuldade semelhante à escolha dos kebabs. Resolvemos arriscar os sharbats (R$ 4,50), refrescos feitos de água com gás ou limonada misturados a xaropes variados. O Fernando ficou com o sharbat gasoso de damasco e eu com a limonada aromatizada com xarope de rosas.

E gostamos tanto da idéia de experimentar bebidas exóticas que decidimos trocar a sobremesa pelo frozen sharbat (R$ 6,50), parecido com uma raspadinha. O de mate com xarope de menta estava delicioso.

Já o de Tchai Massala (chá preto indiano, leite, cardamomo, gengibre e cravo) tinha um sabor muito bom, mas o excesso de gelo interferiu na textura e não conseguimos beber até o fim.

Antes de sair conversamos com o chef Rodrigo Libbos, que, além de detalhar alguns pratos do cardápio, nos deu uma breve aula sobre a cozinha do Oriente Médio e países próximos. Foi interessante aprender sobre as inusitadas variações da culinária de cada país daquele canto do mundo.
Pode parecer clichê, mas fizemos uma verdadeira viagem gastronômica. E o melhor de tudo é que na volta não foi preciso pousar em nenhuma pista escorregadia: desembarcamos em plena rua Augusta, de onde nem sequer tínhamos saído. Isso porque o restaurante fica no mesmo local em que funcionou o clássico Long Champ, antigo reduto de intelectuais na cidade.

Sugestão do chef: durante a semana o almoço executivo é temático e a cada dia inspirado em um país diferente, como Síria, Líbano, Índia, Paquistão, Irã e Marrocos. Custa R$ 20 e inclui salada, prato principal, bebida, doce libanês e um expresso Santo Grão.

Kebab Salonu: Rua Augusta, 1.416, Cerqueira César – São Paulo – SP – Tel: (11) 3283-0890 – site: http://www.kebabsalonu.com.br/



A gastronomoda do Espaço Árabe

Quem conhece a rua Oscar Freire sabe que ela é reduto da elite paulistana por concentrar inúmeras lojas de grife.
Passear pelo local aos sábados equivale a assistir um desfile do São Paulo Fashion Week.
Restaurantes, lanchonetes, cafés e docerias disputam a atenção em meio a esse cenário fashion. E na tentativa de encher nossas famintas barrigas sem precisar quebrar o cofrinho (ops, nada de duplo sentido pessoal!), nos deparamos com o Espaço Árabe, moderninho restaurante especializado em culinária libanesa.

O cardápio apresenta desde petiscos como esfiha fechada de carne (R$ 2,50) e porção de mini-esfiha (6 unidades por R$ 6,90) até os tradicionais Homus (R$ 12) e Babaghanuj (R$ 11). Pratos mais elaborados e consistentes também aparecem no menu. Destaque para o charutinho de folha de uva e o ragu de cordeiro com trigo inteiro, cebolinha e amêndoa. Além de ser a grande criação da casa, este último é o prato mais caro, em torno de R$ 30 por pessoa. No geral, os preços são bem atraentes e a comida gostosa.
Optamos por um almoço leve e comemos wrap (R$ 11,50), aquele enrolado de pão folha servido frio. O mediterrâneo tinha abobrinha, berinjela, tomate assado, queijo fresco, folhas verdes e amêndoas. A combinação ficou boa mas poderia ser menos seca.

Já o de frango estava no ponto certo. O recheio ainda levava creme cotage, hortelã, curry, cenoura, pepino e folhas verdes.

Como nem tudo é perfeito, o atendimento deixa a desejar. Achávamos que a bagunça e demora se justificava porque o lugar estava lotado. Mas da última vez em que estivemos lá havia pouca gente, e de novo, muita confusão.
E enquanto a comida não chegava aproveitei para observar melhor o interior do Espaço Árabe e, por conseqüência, o pessoal que ocupava – e disputava – as mesas do restaurante. Aí percebi ser a única “alienada” que não usava a blusa, a calça, o vestido, o sapato ou a bolsa da moda. Como não estava ali para desfilar e sim para almoçar, em momento algum me senti um peixe fora d´água, principalmente quando meus olhos foram atraídos pela vitrine repleta dos deliciosos docinhos árabes (R$ 2,50).
Na hora de pedir a conta, a falta de agilidade no atendimento prevaleceu outra vez.
Assim sendo, vai uma boa dica: escolha um dia tranqüilo onde você esteja paciente e bem-humorado, caso contrário, pode se estressar um pouco.

Sugestão do chef: Experimente o exótico Shake batido com sorvete de creme e um toque de águas de rosas (R$ 8,50).

Espaço árabe: Rua Oscar Freire, 168 – Jardins Tel: 3081-1824 e 3083-4977
Site:
http://www.espacoaraberestaurante.com.br/