Visita à cervejaria Baden Baden

Um opção bem interessante para quem está em Campos do Jordão é conhecer a fábrica da cervejaria Baden Baden.

Apesar de ter sido comprada pela Schincariol, todas as cervejas da marca continuam sendo elaboradas na mesma fábrica, em processo artesanal. Uma das funcionárias comanda a visita, no entanto o mestre cervejeiro está sempre por lá para responder às curiosidades dos visitantes.
Impressiona, de cara, descobrir que uma cerveja com portfólio tão amplo e uma ótima distribuição (pelo menos em São Paulo) é produzida em um espaço tão pequeno!


A visita é uma boa oportunidade para entender melhor os detalhes da produção de cervejas. Há explicações, por exemplo, sobre a função de cada ingrediente e sobre o que difere uma cerveja puro malte das outras.

Entre as curiosidades, você saberá que a Baden Baden do estilo Bock recebe adição de açúcar mascavo.
Com duração aproximada de 30 minutos, a visita termina com degustação de dois estilos de chopp: pilsen e bock.

E o melhor é que tudo isso é de graça, basta ligar e agendar um horário.

Sugestão do chef: A fábrica da Baden Baden conta com uma lojinha que vende todas as cervejas da marca e ainda uma enorme variedade de copos e camisetas estilizados.

Fábrica da Baden Baden: Av. Mateus da Costa Pinto, 1653 Vila Santa Cruz – Campos do Jordão – SP – Tel.: (12) 3664-2004. Horário de funcionamento: diariamente das 10:00 às 17:00.



Bebidas Cervejas 03/11/08

Pilsen de verdade

Fomos presenteados pelo Edu Passarelli com uma amostra da Tcheca, cerveja artesanal de produção limitada, feita para resgatar as características originais do estilo pilsen, há tempos descaracterizado por aqui.
Com receita do cervejeiro caseiro Leonardo Botto, a Tcheca foi elaborada na cervejaria Bamberg, em Votorantim (SP).
A produção contou com a participação do próprio Edu, gastrônomo e especialista em cervejas.
Outro integrante da equipe realizadora é o André Clemente, editor de arte da revista Prazeres da Mesa, a quem coube realizar a arte do rótulo.
Feitas as apresentações, vamos à cerveja:

Ela apresenta cor dourada, 5% de álcool e um aroma que destaca o amargor do lúpulo. No paladar, nos pareceu uma cerveja bem mais encorpada que as pilsen vendidas por aqui. Outra grande diferença no sabor é, novamente, a boa presença de lúpulo, o que garante um amargor persistente.
Realmente é uma cerveja excelente, pena que a pequena produção se esgotou rapidamente.

Sugestão do chef: para quem aprecia a bebida e é apaixonado por gastronomia, recomendamos uma visita ao blog do Edu Passarelli. Por lá, tem sempre sugestões bem interessantes para harmonizar comida e cervejas.



Cervejas artesanais em novo endereço

O Bar Anhanguera trocou a Vila Romana por um ambiente mais espaçoso na Vila Madalena.

Levou o bom gosto da decoração e, claro, a excelente carta de cervejas brasileiras, sua marca registrada.

Estivemos lá no dia da inauguração, semana passada. Os clientes do endereço antigo ganharam dois chopes como cortesia naquela noite. Começamos pelo Eisenbahn Pilsen, que estava bem acima da média. Explico: as cervejas engarrafadas são deliciosas, mas nunca fui fã do chope da marca.

Melhor ainda estava o chope München da micro-cervejaria Bamberg, da cidade de Votorantin. Encorpado e com um leve amargor. Excelente.

Para matar a fome, dividimos um sanduíche Arcabuz (R$ 15,70), que sempre pedíamos no endereço antigo.

E novamente a baguete recheada de hambúrguer de picanha, maionese, queijo derretido, rúcula e tomate seco estava ótima.

Também provamos tapiocas em três versões de recheio: queijo coalho com carne seca, catupiry com mussarela e queijo coalho com coco. O nome da porção é Domingos Barbosa e sai por R$ 21. Não se compara ao sanduíche, mas estava muito boa.

Ficamos um bom tempo por lá olhando o movimento do quarteirão mais agitado da Vila Madalena – e que em breve se transformará em um boulevard. Ainda dividimos uma Colorado Indica (R$ 16,50), uma das preferidas da Débora.
Fechamos com a sobremesa Tietê: banana flambada com cachaça, calda de rapadura e sorvete de creme (R$ 11,30). É deliciosa, mas naquela noite foi pura gulodice nossa.

Sugestão do chef: é quase impossível ir ao Anhanguera e não provar pelo menos uma cerveja. E como o bafômetro anda a solta pelas ruas do bairro, o jeito é encarar um táxi. Pelo menos o ponto fica bem em frente ao bar. Agora, bem que as corridas de táxi em São Paulo poderiam sair mais em conta…

Bar Anhanguera:
Rua Aspicuelta, 595 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 3031-2888



Bebidas Cervejas 01/06/07

Créditos à Bruge Cervejaria

Quem acompanha o blog sabe que gostamos e valorizamos as cervejas artesanais produzidas por microcervejarias. E quem leu o post sobre o Frangó, publicado há uns dois meses, sabe também que naquele dia experimentamos pela primeira vez a cerveja Bruge Ale, produzida em Águas de Lindóia. Na ocasião estranhamos a cor da cerveja e não gostamos do sabor.

Pois bem, o pessoal da Bruge entrou em contato com o blog para explicar que a cervejaria teve um problema com um malte enviado, o que ocasionou alteração na aparência e no sabor de um dos lotes produzidos – justamente o que provamos, e que já está fora do mercado. Gentilmente a cervejaria nos enviou uma nova garrafa, junto de um copo estilizado, sugerindo que provássemos a Bruge Ale em suas características originais.

Pela troca de e-mails, ficamos com a certeza de que a Bruge está atenta à qualidade de seus produtos e que gosta de ter um feedback de seus consumidores. Um ponto que chamou nossa atenção foi que a reavaliação foi sugerida com total consciência de que passaríamos novamente nossas fiéis impressões, sejam elas quais forem! Portanto, créditos à microcervejaria de Águas de Lindóia e vamos à avaliação da Bruge Ale como ela realmente é:
De cara percebemos diferença na cor, mais forte, puxando levemente para o dourado e com aspecto um pouco turvo (nem sombra da aparência de suco de caju). Notamos pouca espuma e um agradável aroma adocicado. O sabor é bem suave e adocicado, mas nada exagerado ou enjoativo. Quem só gosta de cervejas amargas pode até reclamar do levíssimo amargor, mas isso é característica de uma bebida elaborada com lúpulos aromáticos.

A Bruge utiliza o processo de refermentação na própria garrafa, sem injeção de CO2. A cerveja não é filtrada, fato pelo qual apresenta no final os sedimentos e leveduras que ficaram depositados no fundo da garrafa, dando um aspecto interessante à bebida. Pra resumir, a verdadeira Bruge Ale é uma bebida totalmente diferente daquela que provamos no Frangó. Foi aprovada e ganhou dois novos consumidores.
A cervejaria conta ainda com uma versão Stout e, pelo que ficamos sabendo, pretende lançar nos próximos meses uma Bitter Ale, sobre a qual postaremos assim que tivermos novidades.

Bruge Cervejaria: http://www.bruge.com.br



Bebidas Cervejas 03/05/07

Mistura Clássica: carioca puro malte

Já conhecida dos bebedores do Rio, a cerveja Mistura Clássica começa aparecer discretamente aqui em São Paulo, com seus cinco tipos elaborados de acordo com a Lei de Pureza na cidade fluminense de Volta Redonda.

A Amber é uma ale com 6% de teor alcoólico. Apresenta cor escura, puxando para o vermelho, e bastante espuma. Não é das mais encorpadas e possui só um leve amargor.
Já a pilsen Extra é bem levinha mesmo. Tem 4,5% de álcool, pouca espuma, gosto de água mineral no começo e um sabor levemente adocicado no final.
Das três degustadas, a Mistura Clássica Premium é, sem dúvida, a melhor. Apresenta cor dourada, espuma densa – porém pouco duradoura – e um amargor mais resistente. Com sabor marcante, é bem mais encorpada que as suas “irmãs”.
A cervejaria conta ainda com as versões Stout e Pilsen tradicional.

Mistura Clássica: http://www.misturaclassica.com.br/

Onde encontrar: http://www.sabordosulvinhos.com.br/