As massas caseiras do Lo Spaghetto

E eis que nos juntamos à família Luz para jantar no Tatuapé. Surpreendentemente, naquele sábado à noite as ruas principais do bairro estavam lotadas, fato que nos obrigou a alterar a programação incial duas vezes até encontrarmos um restaurante cuja fila de espera fosse inferior a uma hora e meia. Foi assim que chegamos até a cantina Lo Spaghetto.
A entrada principal dá acesso a um misto de rotisserie e empório que, além de molhos e antepastos, comercializa algumas opções de pratos prontos e, principalmente, massas caseiras de fabricação própria.
Enquanto aguardávamos uma mesa, o garçom logo trouxe os antepastos: pão italiano, bons queijos, frios, sardela e ácidas azeitonas pretas (R$ 25).

A conversa estava tão animada que a espera, estimada em uma hora, nem nos pareceu tão longa. Já na mesa, o vinho tinto chileno Grand Tarapacá Carmenère (R$ 59) acompanhou muito bem as azeitonas verdes, a beringela em conserva e a sardela do couvert (R$ 7 por pessoa).

No cardápio há algumas opções de carnes, frutos do mar e risotos, mas as massas predonimam e a nossa escolha por elas foi unânime (e a aprovação também!).
Mezza Luna de Alcachofra ao molho Vicino (branco, ao sugo e gorgonzola) para o Fernando e Luna Piena de Catupiry e Manjericão ao molho de camarão para mim. Ambas excelentes, com consistência al dente e molhos muito bem executados. A família Luz foi de Fusilli, Fettuccine e Luna Piena de Catupiry e Manjericão. Todas as massas custam R$ 35, independentemente do molho escolhido.

A lista de sobremesas não empolgou muito e todos já foram pedindo o café (R$ 3,20) , mas uma pessoa fissurada por açúcar como eu não podia deixar de provar algum doce.

Escolhi a Panna Cotta (R$ 12) e não me arrependi. Muito leve e de sabor suave, combinou bem com a calda de frutas vermelhas.

E assim, como acontece no final de cada post no Da Cachaça para o Vinho, um brinde ao nosso ótimo jantar e à ótima companhia!


Sugestão do chef: para que mora na região do Tatuapé, o Lo Spaghetto disponibiliza serviço de delivery de terça a sexta das 18h às 23h, aos sábados das 11:30 às 16h e das 18h às 23h e aos domingos e feriados das 11h às 16h.

Lo Spaghetto: Rua Emílio Mallet, 883 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2942-8674/Delivery (11) 2942 8674



A Lapinha: o melhor boteco de São Paulo 

A Lapinha, nosso boteco preferido em São Paulo, fica numa rua sossegada do bairro da Vila Romana – região da Lapa –, e bem longe de qualquer badalação.
O local é simples e pequeno mas vive lotado aos finais de semana, provavelmente pela boa combinação do chopp Brahma bem tirado (R$ 4,40) com ótimos petiscos.

Em cada nova visita ao bar nós até tentamos variar os pedidos e experimentar algo diferente, mas não conseguimos resistir ao que, para nós, são as melhores opções do cardápio: os escondidinhos.
Pelo fato de serem preparados na hora, sempre demoram um pouco a chegar, por isso é válido tratar de ir logo forrando o estômago com alguma porção. Costumamos pedir os Pastéis da Horta (R$ 10), recheados com couve refogada e queijo gorgonzola, que são muito saborosos e totalmente diferentes das versões triviais.

As combinações de sabores dos escondidinhos são realmente muito boas. O preferido do Fernando é o de Frango com Milho (R$ 12,50), feito com frango defumado, milho verde, presunto, uva-passa e purê de aipim. Tem sabor de comidinha feita em casa.

Eu fico com o imbatível Camarão com Abóbora (R$ 18). O creme de camarão é muito bem temperado e traz pedaços consideráveis desse fruto do mar. Sem falar no purê de abóbora, perfeito para incrementar o sabor do prato.

No quesito doce, o Brigadeiro de Colher (R$ 3) ainda é o que mais nos atrai, porém nas últimas visitas saímos com a certeza de que a sobremesa já foi melhor.

A Lapinha ainda é um dos poucos bares da capital paulista a unir preço é acessível a qualidade elevada da comida. Mais um motivo que faz deste o nosso boteco preferido!

Sugestão do chef: nos dias frios – e eles estão chegando – sem dúvida o que mais sai da cozinha é o Carioquinha (R$ 7), um caldinho de feijão pra lá de gostoso, servido com salsa e torresmo.


A Lapinha: Rua Coriolano, 336 – Vila Romana – São Paulo – SP – Tel.: 3672-7191



Waffles belgas na Vila Madalena

Dizem que a cidade de São Paulo vive em transformação. No cenário gastronômico, alguns lugares comprovam a tese (ou o clichê?). Um deles é a Vila Madalena. Pode reparar: basta ficar um tempo longe do bairro da zona oeste para notar o surgimento de novos lugares e, claro, a interrupção das atividades de outros tantos. Um moto contínuo cujo saldo nem sempre é positivo. Com olhar atento, porém, novidades bacanas aparecem. Bom exemplo é a Opakee Belgian Waffles, inaugurada há cerca de três meses. Em uma casinha simpática, um belga nascido na cidade de Antuérpia comercializa waffles típicos da sua terra natal.

A versão tradicional, coberta com açúcar, custa R$ 9,50. Nós dividimos uma opção incrementada com morango e banana, além de calda de chocolate belga e chantily, ambos servidos à parte. Sai por R$ 16,50 e é ideal para dois apetites ávidos por sobremesa – a foto mostra só metade do waffle!

O cardápio inclui mais umas três ou quatro combinações, a maioria tendo como ingrediente comum a calda belga, feita com chocolate bem amargo. Seja qual for a escolha, é provável que você saia de lá elogiando a massa, realmente muito bem-feita. Para quem dispensa o café – feito em uma simples cafeteira expressa –, algumas cervejas belgas surgem como alternativa, a exemplo de Leffe e Chimay. Mas se a ideia é bebericar algo mais “em conta”, o jeito é pedir uma Stella Artois, aquela que a Ambev produz por aqui mesmo. Em uma livre adaptação ao gosto tupiniquim, a casa serve ainda “pizzas” de waflle. A massa recebe coberturas salgadas e passa um tempo num forninho elétrico. Ficamos curiosos, mas não provamos dessa vez.

Sugestão do chef: como opção rápida, a Opakee utiliza um balcão voltado para a calçada para servir waflles pequenos, pelo valor de R$ 5. Presunto e requeijão são os sabores salgados. Se o interesse for pelos doces, escolha entre doce de leite, strudell e Nutella.

Opakee Belgian Waffles: Rua Wisard, 396 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2539-7944



SPRW – Chez Fabrice

Lá na Vila Madalena tem um bistrô que já paqueramos muitas vezes. Mas o affair nunca se consumou. Até que em um dos últimos dias desta São Paulo Restaurant Week finalmente fomos ao Chez Fabrice, em funcionamento num pequeno imóvel da movimentada rua Mourato Coelho.

O atendimento ao telefone, no momento da reserva, foi excelente. Uma simpática funcionária fez questão, inclusive, de lembrar da feira que acontece na rua aos sábados e de explicar o melhor caminho para acessar o local sem dar de cara com algum quarteirão interditado. Muito bacana.
Pegamos uma das quatro mesas do agradável jardim e logo nos serviram o couvert opcional, com patê de ervas, manteiga, berinjela com pimentão, além da cesta de pães fresquinhos, como brioches e massa choux. Tudo muito bom. Sem dúvida, valeu os R$ 7 por pessoa.

Para beber a escolha foi o vinho chileno El Descanso, patrocinador do evento. O Sauvignon Blanc (R$ 12 a taça) foi uma boa surpresa: leve, frutado e bem gostoso.
Alguns minutos depois chegaram as entradas. Com acidez além da conta, o gaspacho (de tomate e pepino) passou longe de empolgar. Sem contar que o garçom quase derrubou o prato na hora de servir! Por isso, na foto abaixo, a sopa invade a borda do prato.

Diferente da Terrine de patê de campagne, muito bem temperada e com sabor predominante da carne de porco (pelo menos foi essa a percepção). Terrines, aliás, agradam nosso paladar desde uma viagem sobre a qual temos muito o que postar.

Os pratos principais demoraram um pouco a chegar, mas nada que incomodasse. Destaque para o Gnocchi de rúcula com Ratatouille. Foi servido, é bem verdade, com quantidade de sal inferior àquela que nós, brasileiros, estamos acostumados. Pra gente, porém, não foi problema.

Muito bom também o Saint Peter com batata rosti, molho de manteiga e alecrim com tomates confitados. Menção especial para o molho – nada como o sabor da manteiga! Pelo que vimos, esse prato faz parte do cardápio regular.

Entre as sobremesas, se deu bem quem optou pelo básico. Leia-se um delicioso Crepe Suzette, cuja calda deixou saudades. Também integra a carta regular de sobremesas.

Já os ovos nevados fizeram um belo efeito visual. O problema é que o sentido mais importante na ocasião era, claro, o paladar. E, nesse quesito, nada de tão relevante foi notado.

Terminados os doces, concoradamos ter sido um almoço muito bom. Aí foi só chamar o garçom e pedir para ele encerrar nossa curta participação nesta Restaurant Week, resumida a duas casas francesas: “l’addition, s’il vous plaît.”

Sugestão do chef: no almoço de segunda a sexta, o Chez Fabrice serve menu executivo pelos mesmos R$ 29,90 da semana promocional. Dá direito a entrada, prato principal e sobremesa. Nas noites de sábado, a combinação de pratos (formule) é mais elaborada e sai por R$ 50.

Chez Fabrice: Rua Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – São Paulo – Tel.: (11) 3032 4227.



SPRW – Casinha de Monet

Não é uma regra, mas temos o costume de aproveitar as edições da São Paulo Restaurant Week para visitar restaurantes em que nunca estivemos antes. Há quem se incomode com essa tática, sob o argumento de que o período promocional não é dos mais propícios para registrar as primeiras impressões sobre esses lugares. Na tese de quem pensa assim, movimento acima da média pode revelar um atendimento mais confuso do que o habitual, e o cardápio restrito talvez não demonstre o real potencial dos chefs/cozinheiros. Discordamos convictamente! Afinal, quem não consegue mostrar um bom trabalho durante duas semanas para as quais é possível se preparar com muita antecedência, dificilmente o fará em outras épocas. Pelo menos essa é a nossa opinião.
Ao bistrô Casinha de Monet, queríamos ir desde os tempos em que o local ficava, realmente, em uma casinha – há alguns meses se mudou para um imóvel bem maior, no mesmo bairro de Pinheiros. O térreo concentra as mesas mais aconchegantes. Quando chegamos para o almoço, porém, todas estavam ocupadas e foi preciso subir a escada para garantir nossas lugares. O mezanino se revelou um ambiente mais simples, porém também agradável, exceção feita à acústica ruim: quando a casa lotou, o barulho chegou a incomodar.

Depois de pedir dois sucos de limão siciliano – ácidos até no preço (R$ 6 cada) –, usamos a consagrada tática de pedir uma opção de cada do menu do festival, para provar de tudo.

Assim, a Débora foi servida de Salada de folhas verdes com harumaki de cogumelos, e comentou que, apesar do bom sabor, a massa – um tanto murcha – aparentava ter sido frita bem antes do nosso pedido.

A minha versão da salada verde veio com bacalhau desfiado com azeite, acompanhado de tapenade de azeitonas pretas (pasta típica da região da Provence) e um outro molho à base de tomate. Tão delicioso que lamentei a ausência de maior quantidade do peixe naquele prato repleto de folhas frescas.

O lamento se trasformaria em elogios minutos depois, com a chegada dos principais. Para a Dé, uma perfeita Anchova com purê de wasabi e molho de gergelim torrado. Nota dez para o criativo purê, vítima de algumas garfadas minhas, é claro.

Mas a iguaria que verdadeiramente aguçou meu paladar naquela tarde foi o Confit de pato ao mel de especiarias com trigo bulgur e legumes. Coxa e sobrecoxa com sabor marcante, preparadas no ponto exato e com deliciosos acompanhamentos. Um deleite!

Fechamos com uma bem apresentada Pêra ao zabaione, com forte sabor de vinho branco e especiarias.

Tão boa quanto os Profiteroles entrelaçados com sorvete de creme e calda de chocolate. Não dava nada por esse doce, mas confesso que adorei a leveza da massa, bem diferente de outras versões degustadas por aí.


Sugestão do chef: Claude Monet não inspirou apenas o nome do restaurante. Na decoração, os traços do impressionista francês aparecem com destaque em dezenas de quadros.

Casinha de Monet: Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros – São Paulo – Tel.: (11) 3032-7403
Horário de funcionamento: Segunda a Quinta das 12 às 15hs e das 19 às 23hs; Sexta e Sábado das 12 às 17hs e das 19 às 23h30; Domingo das 12 às 17hs e das 19 às 23hs.



SPRW 21/03/11

São Paulo Restaurant Week: 8ª edição

Como quase todos já sabem, na segunda-feira (21/03) começa a 8ª edição da São Paulo Restaurant Week. A novidade é que dessa vez o número de cidades participantes é recorde (12). O release preparado pela assessoria de imprensa – e reproduzido por alguns portais – fala que o festival chega a “todo o estado”, mas na prática entraram as cidades de Barueri, Campinas, Cotia, Embu, Santo André, São Bernardo do Campo, São Sebastião, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Santos e Guarujá, além, é claro, da capital.
Nos cardápios servidos até o dia 3 de abril, entrada, prato principal e sobremesa custam R$ 29,90 no almoço e R$ 39,90 no jantar.
Informações sobre os restaurantes que aderiram e o que cada um deles irá servir podem ser consultadas no site oficial.
É um bom momento para conhecer aqueles lugares em que você ainda não esteve por conta dos altos preços praticados. Para evitar longas esperas, tente reservar a mesa com antecedência – nem todas as casas aceitam reservas, o que é lamentável.
Muita atenção também ao menu. Gosto é gosto, mas talvez não seja o caso de rumar para restaurantes onde será servido salada verde, spaghetti ao sugo e sorvete de creme! Radicalizamos um pouco no exemplo, mas vale ficar atento pois não são poucas as roubadas desse tipo.
Para ajudá-lo na escolha, relembramos algumas boas experiências vividas por nós em edições anteriores da SPRW.
As três casas abaixo continuam presentes na edição atual, porém com outros cardápios.

Fillipa

Gostamos de saber que durante o almoço promocional as opções servidas eram as mesmas do cardápio trivial. Os pratos foram generosos e muito saborosos. Nota dez para o serviço.

Govinda
Apesar do atendimento lento, aprovamos a inclusão do couvert tradicional da casa, que custava R$ 16,00 na época, como a opção de entrada. Ponto positivo também para os pratos bem servidos.

La Marie
O bistrot francês apresentou menu simples em relação ao fixo, mas tudo estava caprichado. Entrada, prato principal e sobremesa bem executados e feitos com ingredientes de excelente qualidade.



A cozinha-arte do Maní

Datas especiais merecem lugares especiais. Pelo menos é isso o que acontece em todas as nossas celebrações.
Chegamos ao Maní por volta das 13h de um domingo e não ficamos nem dez minutos na fila de espera. Mas demos sorte. Pouco tempo depois o simpático corredor com vista para a cozinha estava lotado.

Por trás da data especial que envolvia a nossa comemoração, havia uma enorme expectativa em relação ao trabalho executado pela “pareja” de chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo.
A decoração de extremo bom gosto mescla itens rústicos, despojados, finos e retrôs. O ambiente é muito agradável e acolhedor, certamente preparado para os visitantes sentirem vontade de ficar horas por lá.
Queijo de cabra com pimenta rosa, coalhada seca, manteiga com flor de sal e ótimos pães quentinhos foram a nossa primeira boa impressão em relação à comida do local. Mas o melhor do couvert (R$ 12 por pessoa) foi a placa de biscoito de polvilho, uma espécie de gostinho “casa da vó” para adultos.

O drink sem álcool Zero Zero – abacaxi, limão, hortelã e soda (R$ 15) – não empolgou tanto quanto a combinação simples de espumante e frutas vermelhas do Kir Maní (R$ 21).

E eis que chegaram os pratos principais, ou melhor, as obras de arte em forma de comida. Que apresentação linda!
O Peixe do dia a baixa temperatura no Tucupi com Banana da terra e migalhas do Maní (R$ 61), trazia ingredientes brasileiros apresentados de forma única e criativa. Gostamos muito de provar o tucupi servido como uma espuma no estilo Ferran Adrià. Conseguimos sentir claramente o sabor de cada ingrediente, mesmo dos mais delicados.

Aprovado também foi o Atum levemente grelhado com Quinua, Chutney de Amoras, Espuma de Gengibre e Shissô (R$ 66). Peixe cozido no ponto certo, quinua soltinha, espuma de gengibre saborosa, cremosa e consistente. E o que dizer do chutney de amoras? Espetacular!

Foi bem difícil escolher a sobremesa pois todas as propostas são muito interessantes. Inclusive, precisamos voltar ao Maní apenas para experimentar todas as opções doces do cardápio.
Decidimos conhecer a versão elaborada para o tradicional Açaí, que no Maní é feita com banana nanica, gelatina de guaraná, farofa de aveia, marshmallow de açúcar mascavo, raspadinha de morango e sorvete de açaí (R$ 18). Sobremesa original, colorida, leve e bem exótica.

Ficamos curiosos para saber como seria um doce cujo nome é “O Ovo” (R$ 18). Resultado: gostamos muito do sorvete de gemada com espuma de coco e coquinhos crocantes.

Para finalizar nosso almoço artístico, cafezinho Nespresso (R$ 5,80) e a conta.

Claro que a experiência não saiu barata, mas o custo-benefício foi muito positivo. Comida caprichada, saborosa e visualmente atrativa, ingredientes de alta qualidade, atendimento gentil e eficiente. Aliás, não deve ser nada barato manter toda aquela quantidade de garçons.
O Maní não é um restaurante que podemos frequentar em intervalos curtos, mas afirmamos que ele está na lista dos lugares especiais para voltarmos quando a vida nos presentear com boas e grandiosas surpresas.

Sugestão do chef: o Manioca é o espaço para eventos do Maní, em funcionamento ao lado do restaurante. Apesar de pequeno, o ambiente é lindo e tem uma agradável área ao ar livre.

Maní: Rua Joaquim Antunes, 210 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3085-4148



Gastronomia 07/02/11

*Post patrocinado pela Vivo


Durante os últimos meses de 2010 vocês viram aqui 10 dicas nossas para o Blog Vivo On. Além de nós, outros 99 blogs também contribuíram com sugestões imperdíveis.
Agora a Vivo preparou outra novidade para você. Adicione o vivoondicas@hotmail.com
no seu msn, e converse com ele para saber o que melhor acontece na web e na sua cidade.
São milhares de dicas sobre artes, esportes, música, humor, baladas e muito mais.



Martin Fierro, clássico da Vila Madalena

Personagem criado pelo escritor José Hernandez, o anti-herói dos pampas – ícone nacional na Argentina – empresta seu nome a um dos restaurantes clássicos da Vila Madalena, fundado há 31 anos. Sempre lotado nos finais de semana, o pequenino mas arejado Martin Fierro é um dos destinos para quem deseja provar carnes de qualidade em São Paulo.
Vale começar por uma empanada, saborosa da massa ao tempero que dá um toque especial à carne cortada na ponta da faca (R$ 5).

Outra boa pedida é escolher uma das entradas do dia. Aos sábados, costuma aparecer como opção um pão caseiro coberto com chorizo especial (lingüiça) e queijo rockefort (R$ 12). Simples e sensacional!
Entre os principais, as massas aparecem como alternativa à grelha. Com jeitão de artesanal, o ravióli de zuca (R$ 20) – abóbora – com molho de manteiga e sálvia passou no teste.

Mas o forte mesmo são as carnes. Com gordura entrelaçada, o bife noix (ancho) é um corte macio e com ótimo sabor (300g por R$ 55 ou 450g por R$ 75). As carnes são acompanhadas por salada.

Para finalizar, o creme de limão siciliano (R$ 9) agrada quem pretende evitar sobremesas mais doces.

Se pensar diferente, não há problemas, basta pedir a clássica panqueca de doce de leite (R$ 9). Carece da companhia de uma bola de sorvete, mas é garantia de acerto.

E como o almoço era de comemoração, o vinho rosé chileno Terra Andina (R$ 42) foi eleito para o brinde. Bom, porém mais encorpado do que prevíamos.


Sugestão do chef: durante a semana, a casa oferece duas opções de prato executivo por dia. Os preços são, em média, um pouco mais baixos.

Matin Fierro: Rua Aspicuelta, 683 – Vila Madalena – São Paulo – SP– Tel.: (11) 3814-6747 / 3031-5891



Ótimos bombons na Cau Chocolates

É cada vez mais raro comprarmos chocolates produzidos em escala industrial no Brasil. O exagero no açúcar, a baixa quantidade de cacau e a vertiginosa queda na qualidade de marcas tradicionais como a Nestlé (o que fizeram com o Alpino?!) nos obrigam a procurar alternativas. Como os bons produtos custam muito mais, acabamos por diminuir o consumo, o que não é exatamente um problema.
Dia desses, andávamos pelo shopping Pátio Higienópolis e paramos para conhecer a bonita loja da Cau Chocolates. O menu degustação com seis bombons custa R$ 16 e inclui duas unidades da linha especial, composta por itens como marzipã e chocolates feitos com cacau de diferentes origens.

Saímos de lá com um exótico bombom de gianduia e cardamomo, outro recheado por um creme de framboesa na consistência certa, além de uma unidade de chocolate com fartura de doce de leite no recheio.
Do lado “especial” da vitrine, vieram marzipã coberto com fina camada de chocolate meio amargo e um bombom no formato de cacau com 66% de concentração do fruto oriundo de Madagascar.
Nosso pacote continha também um chocolate recheado de caipirinha e decorado com as cores verde e amarela. Achamos que viria com aquele gosto de álcool, presente em muitos bombons com recheios desse tipo, mas a boa surpresa foi identificar, realmente, o sabor do drinque brasileiro.
Quando o pratinho dos doces esvaziou, nos perguntamos como demoramos tanto para conhecer a Cau Chocolates. As produções da marca são extremamente saborosas e superam, de longe, muitos concorrentes mais badalados pela mídia.

Sugestão do chef: por apenas R$ 10 é possível levar pra casa o menu degustação com quatro variedades de chocolate. O preço unitário é um pouco mais baixo do que a opção com seis, mas é porque a versão menor dá direito a apenas um bombom da linha especial, cujo preço individual é R$ 4.

Cau Chocolates: Shopping Pátio Higienópolis, loja 322 – Piso Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3823-2972 e Rua Peixoto Gomide, 1.740 – Jardim Paulista – (11) 3081-9820



Sorvetes 100% brasileiros na Frutos do Cerrado

O verão em terras paulistanas ainda não engrenou. A semana passada foi marcada por fortes chuvas e dias nublados, mas quem mora nessa cidade sabe que, cedo ou tarde, as altas temperaturas irão aparecer.
Uma ótima opção para espantar o calor quando os dias quentes chegarem é a Frutos do Cerrado.

A sorveteria foi fundada há 15 anos no estado de Goiás. Recentemente chegou a São Paulo e já conta com seis lojas na capital e outras treze espalhadas pelo litoral e interior.
Muitos dos 56 sabores de picolés e dos 34 cremosos são feitos com frutas típicas dos seis biomas brasileiros: Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Pampas, Caatinga e Pantanal. Melhor que isso é saber que todos eles são isentos de gordura trans.
Diante de tantas delícias exóticas, definir qual experimentar não é fácil. E para não nos limitarmos a um único sabor, abrimos mão dos picolés e dos potes individuais e ficamos com a opção de pagar de acordo com o peso consumido (R$ 29,90 o quilo).
Provamos sorvetes de açaí, mangaba, gengibre, tamarindo, cupuaçu e cajá. Eles não são tão cremosos, mas o sabor é muito bom, com o gosto das frutas sempre bem pronunciado.

Além de oferecer uma trégua no calor, a Frutos do Cerrado nos permite conhecer melhor os sabores e aromas de outras regiões do Brasil, algo não tão comum nas sorveterias aqui de São Paulo.

Sugestão do chef: a variedade de sorvetes é grande, principalmente dos picolés. Vale a pena carregar uma bolsa térmica e levar alguns pra casa.

Frutos do cerrado: Rua dos Pinheiros, 320 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 30361-0241. Mais cinco endereços na capital.



Fondue a preço de ouro no Era uma Vez um Chalezinho

Aproveitamos a promoção de um clube de compras coletivas para conhecer o Era Uma Vez um Chalezinho, restaurante famoso pela boa carta de fondues com preços pouco convidativos.

O cupom deveria ser usado para duas pessoas e dava direito a uma fondue salgada e outra doce.
A variedade de sabores salgados e doces é, realmente, relevante. Demoramos um pouco para fazer o pedido e, enquanto isso, o garçom nos ofereceu como entrada a Burrata Italiana (R$ 26,90), queijo italiano cremoso, cujo gosto remete ao da mussarela de búfala, servido com pães suecos.

Finalmente nos decidimos pela Fondue Original (R$ 98 para duas pessoas), blend de queijos Emental e Gruyere fundidos com vinho branco seco e Kirsch, opção que era apresentada no cardápio como a preferida na Europa.

Esta fondue salgada é sem dúvida bem diferente de todas que já provamos. A mistura de queijos fortes com o vinho branco e o destilado à base de cerejas negras resultou em um sabor marcante, levemente azedo e um pouco enjoativo. É injusto afirmar que estava ruim, mesmo porque conseguimos identificar a boa procedência dos ingredientes, mas, para o nosso paladar, não agradou tanto.
A escolha doce também não foi uma tarefa fácil, mas ficamos com a Fondue Amarula (69,20 para duas pessoas), que leva chocolate meio amargo, chocolate branco e uma dose generosa do licor. Frutas, tubetes, biscoitos champagne e wafer foram servidos como acompanhamento.

Gostamos bastante desta fondue, porém, pelo fato de ser mais doce do que imaginávamos, preferíamos que os biscoitos dessem lugar a mais frutas.
Era Uma Vez Um Chalezinho possui atendimento impecável, está localizado num espaço bonito e agradável e oferece ingredientes de qualidade. Mas, ainda assim, não consideramos o custo/benefício compensador.

Sugestão do chef: quem não pretende elevar ainda mais o valor da conta deve tomar cuidado com os garçons. De tempos em tempos eles passam pelas mesas oferecendo alguns extras, como espumantes.

Era Uma Vez Um Chalezinho: Rua Itapimirum, 11 – Morumbi – São Paulo – SP – Tel.: 3501-9322



4o Prêmio Brincnado de Chef: Os melhores de 2010

Com a chegada do final do ano, é comum para muita gente relembrar o que aconteceu de melhor durante os doze meses que se passaram.
O blog também é adepto dessa retrospectiva e, desde o seu início, destaca os momentos mais bacanas do ano. É a forma que encontramos para parabenizar os locais que nos proporcionaram experiências gastronômicas especiais em todos os lugares por onde passamos. Mas como nem tudo é perfeito, quem não foi tão bom quanto esperávamos também não pode deixar de ser citado.
O 4o Prêmio Brincando de Chef tem oito categorias. Nossas escolhas, vale lembrar, são feitas com base apenas no dia em que visitamos o estabelecimento.
Confira o resultado:

Bom e barato: Mocotó (São Paulo – SP)
Carnes: Punta Brasas (Buenos Aires – Argentina)
Sorveteria: Mil Frutas (São Paulo – SP)
Sobremesa: Sorvete de rapadura do Mocotó (São Paulo – SP)
Restaurante: Fillipa (São Paulo – SP)
Descoberta do ano: Banana Verde (São Paulo – SP)
Melhor do ano: Lelé de Troya (Buenos Aires – Argentina)
Decepção do ano: Coeur Douce (Curitiba – PR)

Nos despedimos de 2010 com muita alegria, já que este ano foi bastante produtivo para o blog. Conseguimos aumentar a frequência das postagens, ganhamos alguns parceiros e os acessos cresceram.
Agradecemos imensamente a todos vocês que nos acompanharam ao longo desses 365 dias. Como forma de agradecimento a cada um dos nossos leitores, queremos que o Brincando de Chef fique cada vez melhor e, para isso, já estamos planejando algumas mudanças em 2011. Aguardem!
Saúde, felicidade, trabalho, sucesso, paz, amor, harmonia, fartura, sabores e muitos passeios são os nossos votos para o novo ano que virá.

Feliz 2011!



Diversos Eventos 21/12/10

Feliz Natal!





Diversos Eventos 17/12/10

Última chance do ano!

*Post patrocinado

Dezembro é o mês oficial de traçar objetivos e resoluções para o novo ano que vai chegar. Alguns pretendem trocar de carro ou comprar um imóvel. Outros almejam começar uma dieta, praticar atividade física, investir na carreira profissional ou simplesmente ter mais tempo livre para conciliar todas essas atividades.
Para contribuir com as suas metas, a Universidade Anhembi Morumbi criou a graduação on-line em Tecnologia em Gastronomia, perfeita para você que busca aperfeiçoar ou adquirir novos conhecimentos no ramo de alimentos e bebidas e, com isso, alavancar sua carreira profissional em 2011.
Por não ser presencial, o curso tem como grande vantagem a possibilidade de você estudar onde estiver e no horário mais cômodo. Assim, fica muito mais fácil administrar o tempo e ainda conseguir assumir outros compromissos. E tudo isso com a grade curricular baseada na graduação presencial de gastronomia da Anhembi Morumbi, considerada referência em todo o País.
Pense em seu futuro e aproveite o finalzinho deste ano para tomar uma decisão importante e mudar o rumo da sua vida.
Você tem apenas algumas horas para dar esse passo! Nada de perder tempo ou deixar para depois. Clique aqui agora mesmo com a certeza de ter tomado a melhor decisão.



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