Sem muita sorte no Happening de Puerto Madero

Depois do nosso almoço frustrado no Siga La Vaca, decidimos voltar a Puerto Madero. Como uma das noites estava reservada para visitar o cassino que funciona dentro de um barco ancorado no porto, achamos que antes deste passeio, jantar em algum restaurante próximo seria uma boa pedida.
Andamos um pouco e logo fomos atraídos pelo estilo clássico do Happening.

Ficar no deck com vista para o porto iluminado certamente seria bastante agradável, mas o vento gelado fez com que preferíssemos o espaçoso e elegante salão interno.

Pães, manteiga, patê e vinagrete foram trazidos à nossa mesa. Para os padrões de Buenos Aires, este foi um couvert caprichado – a maioria dos restaurantes serve apenas pão.

O friozinho daquela noite pedia um vinho. A carta não era muito grande, mas tinha certa variedade. Optamos pelo Alamos de Mendoza Reserve Malbec (73 pesos).

Não foi a melhor escolha. O vinho era um pouco forte, sem equilíbrio e com acidez bem marcante. Aliás, não demos muita sorte com os vinhos nessa viagem.
No enxuto cardápio do Happening, as carnes predominam. Frango e peixes também aparecem, mas em pouquíssimas variações.
Na tentativa de uma refeição mais leve, o Fernando foi de Lenguado en salsa de Atún, Zucchine y Berenjenas (53 pesos).

O peixe estava no ponto certo, mas não empolgou muito. O molho de atum foi o destaque do prato, já que a abobrinha e a beringela estavam sem graça (e sem tempero!).
Eu fiquei com o Ojo de bife en reducción de Malbec, con Panceta ahumada y Papas Dauphine (54 pesos).

O miolo do contra filé é uma carne alta, mas, mesmo assim, foi servida bem macia e cozida ao ponto. O molho de Malbec me agradou, porém, no geral, a combinacão com o bacon deixou o prato pesado e um pouco enjoativo. Não deu para comer tudo.
Em relação à variedade dos pratos principais, a oferta de sobremesas era interessante. Resisti bravamente à panqueca de doce de leite e pedi Crema Catalana (19 pesos). Boa, apenas.

Já o Fernando, apaixonado pelo doce de leite argentino, não podia deixar de provar a Mousse de Dulce de Leche (19 pesos).

Pena que, assim como o peixe, o doce também não empolgou muito. E, acreditem, o sabor do doce de leite quase não foi notado.
Realmente não acertamos nas escolhas em Puerto Madero. E, com tanta falta de sorte, melhor não arriscar nenhuma prata no cassino.

Sugestão do chef: para quem tiver algumas horas (e pesos) para gastar na região, vale conhecer o Cassino Puerto Madero.

A atração funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Na parte interna, conta com um bar que serve bebidas no balcão. O problema é aguentar o forte cheiro de cigarro.

Happening: Alicia Moreau de Justo, 310 – Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4319-8712
Cassino Puerto Madero: Elvira Rawson de Dellepiane, s/nº, Dársena Sur, Puerto de Buenos Aires – Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4636-3100.



O clássico Cafe Tortoni

Nunca gostei de ler em reportagens de turismo que um local é “parada obrigatória” para quem vai a determinado destino. Acho pretensioso demais pensar que uma opinião pessoal deve ser seguida por leitores de diferentes perfis. É o que acontece com o Café Tortoni, apontado como obrigação de turista em Buenos Aires.

A fama do café, fundado em 1858 e outrora frequentado por gente da competência literária de Jorge Luis Borges e do talento musical de Carlos Gardel, é muito bem aproveitada pelos proprietários. Ninguém consegue sequer dar uma espiadinha sem consumir algo: um funcionário mantém a porta fechada aos olhares curiosos. Fila de espera? Na calçada.

Fomos lá em uma tarde de quarta-feira e conseguimos uma mesa em menos de 10 minutos, algo raro segundo os relatos que ouvimos. O café, pelo qual paguei 7 pesos, é tão fraquinho quanto os outros que provamos na cidade. Já o chocolate com 3 churros (19 pesos), que dividi com a Débora, estava ótimo. O leite vem separado, para ser acrescentado na quantidade desejada. Os churros estavam sequinhos e bem saborosos. Pedimos ainda uma porção de doce de leite para acompanhá-los (3 pesos), um pedido que, na Argentina, não tem como dar errado.

Haviam nos alertado para o atendimento complicado, mas não foi essa a nossa percepção. Do cardápio à conta, tudo chegou rápido à mesa. Não tínhamos obrigação de ir até lá, mas fomos e gostamos.

Sugestão do chef: as conhecidas apresentações de tango no Tortoni acontecem todos os dias. O local também é procurado por quem pretende almoçar ou jantar, mas os preços são pouco convidativos se comparados a locais que servem cardápio semelhante na cidade.


Café Tortoni: Av. de Mayo, 829 – Centro – Buenos Aires – Argentina- Tel.: (54 11) 4342-4328



Vale a pena ir no Siga La Vaca?

Durante o planejamento da viagem para Buenos Aires, deparamos com muitos comentários – positivos e negativos – sobre a casa de parrilla Siga la Vaca.
Lendo tais críticas, ficamos com vontade de conhecer o local, mas, ao mesmo tempo, não estávamos certos se seria a melhor decisão. Principalmente porque a filial mais conhecida fica em Puerto Madero, região cheia de outros bares e restaurantes estilosos. E talvez fosse melhor chegar lá sem um local pré-definido.

Escolhemos fazer uma caminhada diurna por alguns trechos do porto, e, por fim, fomos matar nossa curiosidade.
De fora já achamos as instalações do Siga la Vaca muito bonitas, assim como a dos demais estabelecimentos na região.

A primeira surpresa foi notar que, em plena quarta-feira, um restaurante daquele tamanho estava bem cheio durante o almoço. Entramos para ver o que atraía tanta gente e logo descobrimos: o preço.

A casa funciona no sistema all inclusive. De segunda a sexta-feira o almoço custa 45 pesos por pessoa, o equivalente a uns 23 reais. Aos finais de semana e feriados, bem como nos jantares, o preço por pessoa é de 69 pesos. Nesse valor estão inclusos buffet de saladas e pratos frios, carnes e seus acompanhamentos e uma sobremesa, além da bebida, que pode ser água, cerveja, refrigerante ou mesmo garrafa de vinho, mas sem direito a escolha do rótulo – uma carta de vinhos está à disposição de quem topar pagar à parte.
Optamos pelo vinho tinto incluso na conta e nos foi servido o Pont L’évêque Malbec 2009, bem inferior, como já prevíamos: tinha gosto de álcool! Certamente uma cerveja teria caído muito melhor.

Vinagrete, chimichuri e batatas fritas foram colocados em nossa mesa enquanto nos servíamos no buffet de saladas, que não empolgou muito.

Diferentemente do rodízio da maior parte das churrascarias brasileiras, as carnes não são trazidas à mesa. As pessoas é que se dirigem até a parrilla e por lá se servem. Em caso de dúvida, os parrilleros explicam de que se trata cada corte – também em português, já que os brasileiros parecem ser os maiores frequentadores do local.

A variedade de carnes é boa. Provamos frango, bife de chorizo, vacio (fraldinha), chorizo (lingüiça), tapa de cuadril (picanha) e morcella. São servidos ainda cortes de carne de porco e diversos miúdos.

De sobremesa, a Mousse de Chocolate estava gostosa, mas o Vulcán de Chocolate com Helado – igual ao petit-gateau – trazia fortes indícios de ser industrializado.

O custo-benefício do local é incontestável, porém, em se tratando de Buenos Aires, as carnes deixam muito a desejar. Podemos compará-las com as servidas nas churrascarias intermediárias paulistanas, e que nem de longe se parecem com qualquer outra carne que provamos na capital argentina. E olha que não foram poucas!

Sugestão do chef: além da unidade em Puerto Madero, o Siga La Vaca conta com mais 5 endereços na Argentina, dois deles são destinados a lanches e comida rápida.

Siga la Vaca: Alicia Moreau de Justo 1714, Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina – Tel: (54 11) 4315-6801 / (54 11) 4315-6802



O bife de chorizo do La Chacrita

No segundo dia na capital argentina, o tempo ensolarado nos deu ânimo para pegar o Buenos Aires Bus e conhecer alguns dos mais visitados locais da cidade.

O ônibus turístico custa 50 pesos por pessoa, traz explicações em 10 idiomas e permite visitar 12 pontos, reembarcando quantas vezes desejar. É boa alternativa para ter uma visão geral de Buenos Aires e passar por lugares que merecem ser vistos mas que talvez não justifiquem uma parada, como a Torre Monumental (conhecida como Torre dos Ingleses) na praça Fuerza Aérea Argentina.

Já passava um pouco do horário do almoço quando paramos em La Boca para visitar o Caminito. Rua minúscula é igual a passeio rápido, portanto, logo estávamos livres para almoçar.

Acontece que desanimamos totalmente com as opções de bares e restaurantes daquele pedaço, principalmente porque quase todos colocam alguém pra caçar os turistas na rua garantindo ter “la mejor cerveza”, entre outras coisas maravilhosas. Apelativo (e irritante) demais.
Por isso, mesmo com a barriga vazia decidimos seguir para o estádio La Bombonera, casa do Boca Juniors. Fica a apenas algumas quadras de onde estávamos, mas fomos aconselhados por um artista local a seguir de táxi, já que as ruas no miolo do bairro não são lá muito seguras – assim como boa parte daquela região na parte sul de Buenos Aires.
Por 35 pesos visitamos o Museo de la Pasión Boquense, do qual os cronistas esportivos brasileiros costumam falar maravilhas. Mas pelo jeito eles não devem ser assíduos frequentadores de museus, caso contrário não se impressionariam tanto. O espaço apresenta alguns dos troféus conquistados, fotos de todos os jogadores que já atuaram pela equipe azul e amarela, objetos históricos como uma camisa usada por Diego Maradona e um ótimo acervo digital com lances de partidas históricas. Bacana, mas nada além disso.
A melhor parte é a visita ao estádio. Mesmo vazio, dá pra ter uma ideia da pressão que deve ser jogar em um gramado bem mais colado às arquibancadas do que a maioria dos campos brasileiros.

Com o tour, o tempo passou rápido. Já eram quase 4 da tarde e nossa fome estava desesperadora. Pra piorar, os restaurantes mais próximos, como o Don Carlos, já tinham fechado as portas. Por sorte, conseguimos um táxi pilotado por um senhor bem simpático que nos deu a dica de que encontraríamos vários restaurantes abertos na Recoleta. Cruzamos a cidade até lá e achamos o La Chacrita.

E que ótimo achado! Ambos optamos pelo menu executivo (52 pesos cada) que contava com quatro opções de entrada, prato principal e sobremesa. Também incluía uma taça do bom Norton Malbec.

Pedimos exatamente tudo igual: meia provoleta con chorizo (linguiça), bife de chorizo, e ainda fomos surpreendidos pelas cortesias: pães, caprichadas empanadas de carne, salada e purê de batatas.

Apesar de nossas escolhas terem sido simples, a carne estava absolutamente saborosa, uma das melhores parrillas da viagem.
Flan e salada de frutas encerraram nosso tardio, mas ótimo almoço.


Sugestão do chef: menus executivos como esse do La Chacrita são muito comuns em Buenos Aires. Em geral, são ótimos para comer bem, pagando pouco: custam em torno de 50 pesos (mais ou menos 25 reais) e costumam ter como prato principal algumas das especialidades argentinas, como os cortes típicos de carne.

La Chacrita: Junín, 1721 – Recoleta – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54 11) 4803-9791/(54 11) 4809-0351



Cerveceria Antares: Buenos Aires além do vinho

Claro que os vinhos entrariam no nosso cardápio em Buenos Aires, mas não precisaria ser no primeiro dia. Antes de sair para jantar, disse pra Débora que tinha só uma preferência em relação ao cardápio: cervejas artesanais de produção local. Então, nos dirigimos para as agradáveis ruas de Palermo, bairro em que ficamos hospedados, e fomos parar em uma das franquias da Cerveceria Antares, a mais famosa produtora de versões especiais da bebida na Argentina, nascida em 1998 na cidade de Mar del Plata.
O ambiente por lá é moderno (e escuro também) como toda aquela parte de Palermo. Há algumas mesas na calçada, música pop argentina no som ambiente e um bar bem imponente.

Por 20 pesos (em torno de R$ 10), é possível degustar os sete estilos produzidos o ano todo, além de uma edição limitada. Tudo em copos pequenos pra ninguém sair de lá tropeçando em uma das descoladas garçonetes.

Uma cesta com pães variados ajudou a limpar o paladar entre uma cerveja e outra.

Segui a orientação de iniciar pelas cervejas claras e logo provei a levíssima Kolsh, estilo criado na cidade alemã de Colônia. Na sequencia, Honey Beer, cujo mel adicionado dá um toque bem diferente e um pouco doce. Amargor mesmo só comecei a perceber com a Scotch. Mas estava curioso era pra provar a Doppelbock, a tal da edição limitada que passa por um processo de maturação de 30 dias acondicionada sob baixas temperaturas. Tudo para equilibrar os sabores. O resultado é uma cerveja bem encorpada, mas com um leve sabor adocicado. Bem diferente.
A essa hora já não sabia mais qual era minha preferida. E ainda faltava degustar três estilos. A Cream Stout, com aroma e sabor de chocolate arrancou elogios da Débora. Já a Porter e a Imperial Stout, ambas com gosto de malte torrado, só foram elogiadas por mim.
O que agradou a ambos, sem restrições, foram os pratos. A Cazuela de Lomo (32 pesos) impressionou com a bela apresentação. É algo como um picadinho de filet mignon cozido na cerveja Porter e coberto de batata em pedaços. Muito saboroso e com a medida certa de condimentos.

Minha escolha foi Pechuga Rellena (37 pesos), um peito de frango assado e recheado com mussarella, queijo gruyere e tomate seco, acompanhado de alface frisée, batatas rústicas e um molho delicioso. Sabor sensacional, e olha que tínhamos ido só pra beber cerveja.


Sugestão do Chef: a Antares mantém bares espalhados por diversas regiões da Argentina. Além de Buenos Aires e Mar del Plata, é possível provar as ótimas cervejas artesanais em lugares como Bariloche, Mendoza e Rosário.

Cerveceria Antares: Armenia, 1447 – Palermo – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54 11) 4833-9611



Um domingo em San Telmo

Nosso primeiro dia em Buenos Aires foi um domingo, por isso já tínhamos definido o tradicional bairro de San Telmo como destino do passeio inaugural pela cidade.


É que esta é a data da tradicional feira que acontece por lá, um ótimo momento para conhecer melhor a cultura local, ouvir as apresentações ao ar livre de grupos musicais e, claro, comprar um pouco de tudo.

O endereço original é a Plaza Dorrego, onde a feira de San Telmo se originou com a venda de antiguidades. Hoje é bem mais do que isso e se estende por toda a Calle Defensa, rua que começa ao lado da Plaza de Mayo. Por essa razão, quem vai à feira pode aproveitar para conhecer a Casa Rosada. Foi exatamente o que fizemos, uma pena o museu que funciona no local estar fechado, em reforma para os 200 anos da Revolução de Maio – assim como o Teatro Colón e alguns outros prédios públicos.

Ao sair da sede do governo argentino, começamos a percorrer a rua Defensa e, ainda satisfeitos com as “medialunas com dulce de leche” do café da manhã, resistimos à tentação de entrar na fila do churipan (o pão com lingüiça deles).

Depois de muito olhar a infinidade de objetos expostos, encontramos uma simpática moça que vendia tortas e bolos feitos com massa integral. Escolhemos na hora uma torta de abóbora com queijo e semente de girassol. Deliciosa!

Era o que precisávamos para seguir com energia por mais algumas das muitas quadras ocupadas pela feir…(ona!). No trajeto, em meio aos expositores e às lojas de antiguidades, fomos avistando diversos restaurantes e bares bem interessantes. Nossa paixão à primeira vista por San Telmo só se confirmava… Até que entramos no meio de uma bagunça deliciosa! Era uma legião de portenhos pulando ao som de uma certa banda de rock, turistas de várias partes perguntando o preço dos produtos nas barracas, casais vestidos com trajes de época posando para fotos… bastou olhar para a placa e confirmar: finalmente estávamos na Plaza Dorrego. Ali, sim, são comercializados quase que exclusivamente objetos antigos.

É engraçado de ver, dá uma certa sensação de que voltamos no tempo. Pode ter sido o começo de tudo, mas, na nossa opinião, está longe de ser o trecho mais interessante da feira dominical.

O fato é que já tínhamos visto tudo, mas ainda não estávamos com uma fome que justificasse encarar pratos mais consistentes, apesar da grande oferta de menus executivos a preços atraentes. Por essa razão, não pensamos duas vezes quando vimos a possibilidade de petiscar alguma coisa acompanhada de cervejas artesanais argentinas. Garantimos logo uma mesa no Patio Cervecero.

Com apenas dois garçons tendo que dar conta de todo o movimentado salão, quase foi preciso implorar pelo cardápio. Quando chegou, logo decidimos que as empanadas seriam a estrela principal do nosso primeiro almoço em Buenos Aires. A Débora pediu um combo com duas de carne suave mais chope Quilmes por 16 pesos (em torno de 8 reais).
Eu resolvi provar empanadas típicas de três diferentes regiões. Cada uma custa 4 pesos e traz diferenças sutis na receita.

A Jujeña leva carne picada, cebolinha, pimenta Ají, tomate e ovo cozido. Já a Salteña é feita com carne cortada na ponta da faca, batata, azeitona, cebolinha, ovo cozido e pimenta Ají. E, por último, a Mendoncina, com carne picada, cebola, ovo, azeitonas pretas e cebolinha. As três, assim como as de carne suave, estavam bem oleosas, o que não é uma regra na Argentina, como veríamos mais tarde. No entanto, precisamos confessar que o sabor estava sensacional!
A Débora já bebericava sua refrescante e sempre boa Quilmes enquanto eu ainda tentava escolher uma cerveja desconhecida. A demora tem pouca relação com o número de opções do cardápio e muita com o fato de algumas estarem em falta naquele dia. Terminei por escolher a Otro Mundo do tipo strong red ale, feita em Santa Fé pela San Carlos Brewery. Frutada e com o sabor adocicado do malte bem perceptível, estava excelente! Valeu, de longe, os 16 pesos. Para o começo da viagem, não poderia ter sido melhor.

Sugestão do chef: além de empanadas e opções para petiscar, o Patio Cervecero apresenta boa variedade de pratos, incluindo alguns da cozinha mexicana. Assim como diversos outros restaurantes em Buenos Aires, também serve pizza na pedra desde a hora do almoço.

Patio Cervecero: Defensa, 1084 – San Telmo – Buenos Aires – Argentina. Mais dois endereços. Tel.: (54 11) 4307-2211/ (54 11) 4307-2384


Tour por Buenos Aires, San Isidro e Colonia del Sacramento

Aproveitamos o recesso do final do ano para viajar e curtir o sol em belas praias.
Agora, 2010 começou de verdade para nós. Nos próximos posts, finalmente descreveremos a nossa viagem pela Argentina, mas enquanto os textos não ficam prontos, deixamos um vídeo como um aperitivo do que virá.



Prêmio Brincando de Chef: os melhores de 2009

Como acontece todo final de ano, o blog destaca o que passou de melhor pelos posts dos últimos doze meses – e lembra também aquele local que ficou bem abaixo das nossas expectativas. É uma eleição despretensiosa, baseada nas impressões que tivemos no dia da visita. Dessa vez, dividimos a votação em sete categorias. Confira:

Sobremesa: Finestra da Forneria Melograno
Couvert: Sabores do Marrocos do Restaurante Agadir
Bom e barato: Massa Chinesa Rong He
Descoberta do ano: Prema Vegetariano
Restaurante: Espaço Tambiú
Melhor do ano: Brasil a Gosto
Decepção do ano: La Cabaña

Aproveitamos este último post do ano para agradecer a todos que não deixaram de passar por aqui, apesar do menor número de atualizações. Já nos programamos para aumentar a frequência de novas postagens em 2010, a começar por nossas experiências gastronômicas na Argentina, que começam a ir ao ar nos próximos dias.
Desejamos que o novo ano seja marcado por alegrias, realizações e, claro, uma infinidade de ótimos sabores e aromas!



Diversos Eventos 24/12/09

Boas festas!

Desejamos um Natal repleto de paz e alegria a todos os nossos leitores. Que 2010 seja um ano marcado por realizações.



Concurso Santo Quitute

Um dos bons acontecimentos de 2009 para nós foi o convite para integrarmos o júri de um concurso gastronômico. Aconteceu no Santo Quitute, evento promovido pela tradicional padaria Santa Tereza, instalada no centro de São Paulo e famosa, entre outros fatores, pela sua coxa creme e por oferecer panetone durante o ano todo.

A padaria mais antiga da cidade – inaugurada em 1872 – resolveu estimular a interação com seu público promovendo um concurso de receitas entre os clientes. A vencedora teve a honra de ver seu prato incluído no cardápio.
Eram três os finalistas. A primeira receita que provamos foi uma bruscheta tradicional. Bem-feita, sem dúvida, mas aquém das outras duas concorrentes.

O segundo prato foi um bacalhau com natas na cumbuca – foi apresentado na cumbuca e transferido em seguida para o prato. Receita das mais interessantes, com uma boa mistura de ingredientes. Chegou com um certo excesso de sal, é verdade, mas nada grave. Recebeu a maioria dos votos do júri popular, formado por pessoas que acompanharam o evento.

Por último, fomos servidos da Porção do Amor Perfeito, feita à base de carne seca bem temperada e acompanhada por mandioca, que por um probleminha precisou ser substituída por polenta. Ótima na apresentação e no sabor, foi eleita com cinco dos seis votos do júri, incluindo os nossos.

A autora da receita, dona Meire Eliana Ferrari de Mello, levou pra casa um trófeu, uma cesta de produtos da padaria, além de um avental de chef.

Foi uma tarde das mais agradáveis para nós e só temos a agradecer aos organizadores pelo convite.

Sugestão do chef: quem passa à frente da padaria Santa Tereza talvez não faça ideia de que além do ambiente simples do piso térreo, o espaço conta com um restaurante muito bem ambientado no andar superior. O cardápio inclui boa variedade de pratos à base de carne, frango e peixe. Bom local para uma refeição tranquila em meio ao burburinho da região da Sé.

Padaria Santa Tereza: Praça Dr. João Mendes, 150 – Centro – São Paulo – SP – tel.: (11) 3101-5667



Diversos Eventos 12/11/09

Blog em lua de mel

Quem costuma passar sempre por aqui notou que as atualizações do blog foram bem menos frequentes neste ano. Boa parte do nosso tempo livre foi tomada pelos preparativos do nosso casamento e também para escolher e colocar em ordem o apartamento.
Em breve subiremos ao altar e, logo depois, tiraremos nossas merecidas férias. Com isso, ficaremos um tempo longe, sem novos posts.
Mas prometemos voltar assim que tudo estiver em ordem, trazendo dicas gastronômicas da viagem e do novo bairro em que iremos morar.



SPRW – Porto Rubayat

“Tá parecendo restaurante por quilo”, comentou o senhor da mesa ao lado. “Xiii, vamos ter de esperar a reposição daquele peixe”, constatou uma moça com expressão de desânimo na fila do buffet. A participação do Porto Rubayat gerou, sem dúvida nenhuma, as maiores polêmicas da última SP Restaurant Week.
Houve quem escrevesse no Twitter que as imensas filas de espera e os problemas na reposição do buffet colocaram em xeque a reputação do restaurante. Nós ainda não conhecíamos a casa, portanto não conseguimos estabelecer comparações. Percebemos, é claro, que um número enorme de pessoas pensou exatamente como nós: consideraram aquela uma ótima oportunidade para almoçar em um restaurante conceituado pagando apenas R$ 27,50 pelo buffet de entradas, pratos quentes e sobremesas. Nem todas, no entanto, seguiram nossas recomendações de reservar mesa previamente. Resultado, a fila no último domingo do evento chegava à calçada e, acreditamos, houve quem não almoçasse antes das 17 horas.

Devidamente instalados no lugar que havíamos garantido, partimos para a fila do buffet. Nosso maior interesse era, claro, pelos pratos com frutos do mar, por isso não exageramos na parte fria. Escolhemos poucas saladas e alguns queijos – um deles muito bom e cuja variedade dois funcionários não souberam informar.

De volta à fila, que exigia paciência, era hora dos pratos quentes. Comemos ótimas lulas, uma paella que carecia de maior quantidade de frutos do mar, assim como as massas. Alguns peixes eram bem interessantes. Uma pena que não estavam identificados e com o movimento frenético dos clientes ficou difícil confirmarmos um por um.

Encerramos colocando no pratinho quase tudo o que aparecia na mesa de doces. Menção honrosa para bolo brownie, pudim de leite e mil folhas cheio de doce de leite.

Apesar da confusão gerada pelo grande fluxo de clientes – o que não deveria ser um problema para nenhum estabelecimento –, é muito bom que restaurantes consagrados participem do evento, abrindo espaço para que pessoas de diferentes perfis conheçam a casa.

Sugestão do chef: não se compara ao preço da Restaurant Week, mas o buffet completo, que já custou R$ 65, agora sai por R$ 49 no almoço executivo (segunda a sexta). No horário do jantar e finais de semana, o preço sobe para R$ 59.

Porto Rubayat: Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior, 1.142 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3077-1111. De 2ª a 5ª, das 12h às 15:30 e das 19h à 0h. Sextas até 0h30. Sábados e feriados sem intervalo até 0h30. Domingos somente almoço até 18h.



SPRW: AK Delicatessen

Depois de algumas semanas sem tempo de escrever, vamos retomar a última edição da SPRW.
Antes, preciso dizer que este post será uma exceção aos costumes do blog. Quem é leitor sabe que eu e o Fernando visitamos juntos os estabelecimentos que aparecem por aqui. Mas, dessa vez, como tenho a sorte de trabalhar bem pertinho do AK Delicatessen, aproveitei o evento para almoçar lá com alguns colegas do escritório, já que o Fernando não conseguiu conciliar sua agenda.
Reservamos a mesa com mais de uma semana de antecedência e um dia antes recebemos uma ligação para confirmar a reserva.
Fomos os primeiros a chegar e, em pouco tempo, o salão principal estava cheio e a fila de espera, bem longa.

A escolha das entradas não foi das mais rápidas, pois todas as combinações pareciam muito apetitosas. Eu fiquei com as Berinjelas Singelas (berinjelas chamuscadas servidas com tahine, tomates, hortelã, raspas de limão e mel de romã) – de singelas não tinham nada! A porção foi generosas e a combinação com o mel de romã deixou o prato muito interessante.

O restante do pessoal se dividiu entre Gravlax de Salmão (fatias de salmão marinado, salada de batata especial e folhas verdes) e Consomê com Kreplach de Carne (caldo de frango e carne com capeletti judaico).

A demora para definir a entrada foi compensada com o unânime pedido do prato principal: Bourguignon de Cordeiro com Sptzel, Coalhada e Cebolas fritas (cordeiro cozido lentamente em vinho, servido com típico nhoque, coalhada caseira e cebolas fritas).

A carne estava macia e perfumada, e o azedinho da coalhada ressaltou ainda mais seu sabor.
Das sobremesas, achei o Crepe de Nutella com creme de chocolate e crocante de nozes gostoso, mas um pouco modesto comparado ao Merengue de morango com chantilly, suspiro e calda de frutas vermelhas.

Parabéns à chef Andrea Kaufmann por levar tão a sério a SPRW e proporcionar aos clientes pratos elaborados e bem-servidos. Não foi por acaso que o AK Delicatessen ganhou o prêmio Brincando de Chef como o melhor de 2008.
E por tudo isso, ultrapassamos nosso horário de almoço. Mas como saímos satisfeitos e felizes, relevamos a bronca.

Sugestão do chef: durante toda a SPRW, no período do almoço, o local montou um cardápio de bebidas alcoólicas com preços mais atrativos.

AK Delicatessen: Rua Mato Grosso, 450 – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3231-4497



250 anos de Guinness

Em 1759, os irlandeses já bebiam Guinness. Passados dois séculos e meio, a lendária marca de cerveja é encontrada em 155 países de todos os continentes, sendo, inclusive, líder de mercado em locais improváveis como a Nigéria. Feitos dignos do Guiness Book, que, aliás, surgiu em 1951 por ideia de um diretor da cervejaria.
Estivemos em um dos eventos em comemoração ao aniversário da marca, na última segunda-feira no sempre agradável Drake’s Bar & Deck. Fomos a convite da assessoria de imprensa da Boxer do Brasil, importadora de cervejas do tipo ale e uma das distribuidoras do chope Guinness.

Com apresentação do cervejólogo e blogueiro Edu Passarelli, foram servidas à imprensa as três integrantes do portfólio da cervejaria de Dublin.
De início, saboreamos alguns bons tarteletes de queijo de cabra com tomate confitado.

Até que nossos copos foram preenchidos com a Harp, uma lager leve, refrescante e com boa formação de espuma que, curiosamente, ficou concentrada no fundo do copo.

Foi acompanhada de salmão defumado com ovo de codorna e purê de maçã. Com a comida, o leve amargor do lúpulo ficou um pouco mais acentuado.

A noite seguiu com a Kilkenny, uma deliciosa irish red ale sabor e aroma frutados e maior presença de amargor.

A coloração avermelhada garantiu um belo visual, além de ter harmonizado bem com as samosas (pastéis indianos) de frango com legumes e curry, servidas com chutney. Foi a melhor iguaria da noite!

Faltava, claro, a dona da festa. A stout mais famosa do planeta chegou acompanhada de um cozido de carne com ostras e a própria cerveja. Um prato de sabor bem intenso, desenvolvido pelo chef Greigor Caisley, do Drake’s – responsável por todos os comes da noite.

Mesmo conhecendo a bebida há tempos, acho sempre interessante observar uma pint com aquele líquido escuro contrastando com a espuma clara. Em termos de sabor, é difícil ficar indiferente a essa cerveja tão emblemática. A Débora ainda torce o nariz. Eu gosto muito mesmo, apesar de reconhecer que não é exatamente a cerveja que se espera beber em um dia de calor, principalmente por causa do amargor intenso. Ela é para os dias em que se está a fim de beber uma… Guinness. E, quando isso acontece, dificilmente outra bebida agradará.
Antes de voltar pra casa ainda repetimos algumas vezes o sorvete de Guinness, presente no cardápio regular do Drake’s.

Foi, sem dúvida, uma ótima maneira de começar a semana. E também uma boa ocasião para desejar vida (ainda mais) longa a uma bebida tão peculiar.

Sugestão do chef: Guiness é tradicionalmente servida nas pints de 568 ml. O cervejólogo Edu Passarelli explica que a melhor forma de tirar o chope é inclinar a 45 graus um copo totalmente seco e servir até o líquido ficar um pouco acima da marca da cerveja, estampada nos copos oficiais. Um minutos depois, complete com o creme para formar a famosa cascata de espuma. Já a versão em lata, vendida em empórios e supermercados, traz uma cápsula de nitrogênio responsável por liberar o gás no momento da abertura. Na hora de servir, a dica é virar de uma vez no copo, para um visual mais parecido com o do chope.


Drake’s Bar & Deck: Rua Tucambira, 163 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-3320



Culinária Paulista no Parque da Água Branca

De hoje até o próximo dia 20 o Parque da Água Branca recebe a 13ª edição do Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Além do artesanato e de diversas manifestações artísticas, o evento sempre traz ótimas opções da gastronomia típica do interior do Estado. Assim como fizemos no ano passado, estaremos lá para conferir.

Revelando São Paulo: Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, São Paulo – SP (Parque da Água Branca), de 11/09 a 20/09 das 9 às 21 horas.



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