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O último dia de nossa curta passagem pelo Rio foi uma segunda-feira. Bom para subir ao Pão de Açúcar sem enfrentar as filas do fim de semana.
No Morro da Urca – a primeira parada do bondinho –, a vista já é espetacular. Fica fácil entender o porquê de a capital carioca ser considerada uma das cidades mais lindas do mundo. Passamos um tempão observando do alto as ruas, os prédios pequenos e árvores daquele bairro que, segundo moradores, é um dos mais tranquilos do Rio. Nos divertimos também prestando atenção na habilidade dos pilotos durante os pousos na estreita pista do Santos Dumont, que parece terminar no mar. Impossível não se impressionar também com a incrível obra de engenharia que é a Ponte Rio-Niterói.

Antes de pegar o outro trecho do teleférico e finalmente chegar ao Pão de Açúcar, paramos para comer uma ótima salada de frutas no República das Frutas. É só escolher o tamanho e selecionar suas preferidas entre umas 20 variedades de frutas frescas.

No topo do “Sugar Loaf”, a 396 metros do chão, são tantos os atrativos da visão panorâmica que fica difícil definir onde fixar o olhar: baía de Guanabara, Copacabana, Morro do Corcovado e outras belezas. As fotos explicam melhor o que é ver a cidade daquele ponto.
Falta uma boa opção gastronômica lá em cima, e me refiro a algo simples mesmo. Até há uma lanchonete, mas serve salgados de aparência desanimadora.

Depois de descer, paramos na Sorvete Brasil, localizada ao lado da entrada da estação do bondinho, onde provamos sorvetes deliciosos de nozes com baba-de-moça, chocolate branco com cookies, amora e chocolate com passas ao vinho do Porto. Cada copinho com duas bolas custou R$ 10,50. Além dessa unidade, a ótima sorveteria mantém lojas em locais como Ipanema, Barra da Tijuca e Niterói.

Bondinho do Pão de Açúcar: Av. Pasteur, 520 (Praia Vermelha) – Urca – Rio de Janeiro – RJ. Tel.: (21) 2546-8400. Horário de funcionamento: viagens a cada 20 minutos, das 8:10 hs às 20:40 hs. A bilheteria funciona das 8 hs às 19:50 hs. Preços: adultos pagam R$ 53 e crianças de 6 a 12 anos, R$ 23. Crianças com até cinco anos não pagam.
Sorvete Brasil: Av. Pasteur, 520 – Estação do Bondinho do Pão de Açúcar – Urca – Rio de Janeiro – RJ. Tel.: (21) 2543-3615.
A segunda manhã no Rio de Janeiro começou na Estação do Cosme Velho, ponto de partida do Trem do Corcovado, cujo destino é o topo do morro onde fica o monumento do Cristo Redentor.

Chegamos à bilheteria por volta das 9:30hs, porém o próximo ingresso disponível era para embarque apenas às 11:30. Aproveitamos o intervalo e caminhamos alguns quarteirões para visitar os casarões em estilo neocolonial do pitoresco Largo do Boticário.
Algumas casas do largo estão abandonadas e foram tomadas por sem-tetos. Outras ficam em uma parte fechada e mais reservada, sendo que em uma delas funciona um hotel boutique.

De volta à Estação do Cosme Velho, embarcamos no trem. O percurso pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado dura em torno de 20 minutos. Pela janela, os passageiros apreciam a vegetação da mata atlântica do Parque Nacional da Tijuca. Se você for um turista de sorte, pode ser que um grupo de sambistas anime o seu vagão!
No final do trajeto estávamos aos pés do Redentor. Ver a estátua do Cristo tão de perto foi emocionante! E a vista lá do alto é incrível, sem dúvida a mais linda que já contemplamos até hoje. Tudo foi perfeito e inesquecível, mesmo com o calor de quarenta graus e com a multidão de turistas.

Nossa programação para o almoço era explorar o boêmio bairro de Santa Teresa e encontrar um lugar bacana por lá. Pena que pelo fato do passeio no Cristo ter atrasado muito, não sobrou tempo para andar com calma, pois participaríamos de um evento no final da tarde.

Escolhemos o Santa Arte, restaurante de comida brasileira com cardápio enxuto. Não foi o nosso preferido, mas era o único sem fila de espera.
O Fernando pediu Filé de Peixe ao Camarão com arroz de Alho Poró (R$ 29). A comida estava saborosa, mas achamos a porção pequena, com mais arroz que peixe.
Eu fui de Moqueca de Filé de Peixe com Camarão (R$ 29). O peixe estava praticamente idêntico ao pedido pelo Fernando, ganhando apenas um pouco de caldo e o acompanhamento de pirão. Estava bom, mas longe de ser uma moqueca de verdade.

Pertinho do Santa Arte encontramos um café super simpático, dentro de um casarão. É o Cafecito, onde entramos para provar o sorvete da marca carioca Sorvete Brasil. Aprovamos com louvor os dois sabores que escolhemos: figo com nozes e tangerina (2 bolas R$ 10,50).

Nos despedimos de Santa Teresa com a promessa de voltar em breve sem ter hora para ir embora.
Trem do Corcovado: Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2558-1329. Horário de funcionamento: Segunda a Domingo, das 8:30h às 19:00h, saídas a cada meia hora. Ingressos: R$ 43 para adulto e R$ 21 para crianças entre 6 e 12 anos. É possível comprar o ingresso pela internet.
Restaurante Santa Arte: Rua Paschoal Carlos Magno, 103 – B – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2242-9366
Cafecito: Rua Paschoal Carlos Magno, 121 – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2221-9439. Horario de funcionamento: Domingo a quinta: 10h às 20h. Sextas e Sábados: 10h às 23h. Fecha quarta-feira
Bife de chorizo na parrilla e meia esquerda no futebol os argentinos sabem fazer bem demais, não há como discutir. Mas o talento dos nossos vizinhos aparece sob diversas outras formas. Na produção de sorvetes, por exemplo. A Freddo, marca mais famosa por lá, começou sua história como um pequeno negócio familiar. A primeira loja surgiu em 1969 no Barrio Norte de Buenos Aires. Aos poucos a qualidade dos helados artesanales, sobretudo os de doce de leite, garantiu fama para a sorveteria e, a partir da década de 80, a Freddo passa a contar com pontos de venda espalhados por toda a capital e também por diversas outras cidades argentinas.
Reverenciada pelos hermanos, também é adorada pelos brasileiros de passagem pelas calles porteñas. Por essa razão, a chegada da empresa ao Brasil parecia só uma questão de tempo. Aconteceu no final do ano passado, com a inauguração de uma loja no Shopping Iguatemi de Brasília. Quatro meses depois a marca se instalou em São Paulo, em uma das belas casas da agradável rua Normandia, em Moema.
Desde então, qualquer compromisso agendado naquela região serve de pretexto para uma escapada até lá. O raciocínio vale também para os momentos em que precisamos ir às proximidades de Alphaville, já que também tem Freddo no recém-inaugurado Iguatemi daquelas bandas.

A Débora raramente dispensa a versão Doce de Leite Tentação, que mistura o doce em pasta ao sorvete do mesmo sabor. Mas nas últimas visitas ela tem pedido também uma ótima opção de Mousse de Mirtilos, com sabor bem concentrado das blueberries.
Meu preferido é o de Doce de Leite com Brownie. Costumo pedir também Chocolate Amargo pra rebater o excesso de açúcar, já que todos os sorvetes com doce de leite não são muito doces mesmo. Se isso não for problema pra você, outra opção interessante é o sabor Banana Split.
Todos os sorvetes da Freddo continuam sendo produzidos de forma artesanal. Para garantir a padronização, tudo é feito na Argentina. Os esforços logísticos para trazer os sorvetes prontos até aqui talvez ajudem a explicar os altos preços: o copinho menor com 2 sabores sai por R$ 14.
Além dos gelados, os pontos de venda servem café e alguns salgados. Em uma tentativa de adaptação ao paladar brasileiro, a Freddo também vende por aqui brigadeiros. Algo totalmente desnecessário, ou dá pra imaginar alguém indo a uma sorveteria argentina só pra comer um docinho brasileiro?
Sugestão do chef: quer saber mais sobre as sorveterias argentinas? Então clique aqui para ver o post que fizemos sobre a visita a quatro delas em Buenos Aires.
Freddo: Rua Normandia, 22 – Moema – São Paulo – SP – (11) 3562-1654. Horário: de 2ª a 5ª das 10hs às 20hs, 6ª e sábado das 10hs às 23hs e domingo das 12hs às 22hs. Lojas também no Shopping Iguatemi de Brasília e Alphaville (SP).
O verão em terras paulistanas ainda não engrenou. A semana passada foi marcada por fortes chuvas e dias nublados, mas quem mora nessa cidade sabe que, cedo ou tarde, as altas temperaturas irão aparecer.
Uma ótima opção para espantar o calor quando os dias quentes chegarem é a Frutos do Cerrado.
A sorveteria foi fundada há 15 anos no estado de Goiás. Recentemente chegou a São Paulo e já conta com seis lojas na capital e outras treze espalhadas pelo litoral e interior.
Muitos dos 56 sabores de picolés e dos 34 cremosos são feitos com frutas típicas dos seis biomas brasileiros: Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Pampas, Caatinga e Pantanal. Melhor que isso é saber que todos eles são isentos de gordura trans.
Diante de tantas delícias exóticas, definir qual experimentar não é fácil. E para não nos limitarmos a um único sabor, abrimos mão dos picolés e dos potes individuais e ficamos com a opção de pagar de acordo com o peso consumido (R$ 29,90 o quilo).
Provamos sorvetes de açaí, mangaba, gengibre, tamarindo, cupuaçu e cajá. Eles não são tão cremosos, mas o sabor é muito bom, com o gosto das frutas sempre bem pronunciado.
Além de oferecer uma trégua no calor, a Frutos do Cerrado nos permite conhecer melhor os sabores e aromas de outras regiões do Brasil, algo não tão comum nas sorveterias aqui de São Paulo.
Sugestão do chef: a variedade de sorvetes é grande, principalmente dos picolés. Vale a pena carregar uma bolsa térmica e levar alguns pra casa.
Frutos do cerrado: Rua dos Pinheiros, 320 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 30361-0241. Mais cinco endereços na capital.
Finalmente provamos os gelados da Mil Frutas, sorveteria tradicional no Rio de Janeiro e com duas unidades em São Paulo. Toda a produção é livre de gordura trans, corantes e conservantes. O resultado é um sorvete muito saboroso e que preserva o sabor das frutas, o que acontece, por exemplo, na versão azedinha de pitanga.
A combinação de chocolate branco com framboesa também é das mais interessantes, mas não supera a deliciosa mistura de nozes com ovos moles, incomum aqui na capital paulista.
Como chocolate não pode faltar, provamos também a variedade elaborada com a versão amarga. Vale conhecer, mas há pedidos melhores a fazer – as opções são muitas e nem todas ficam disponíveis todos os dias.
Ponto fraco é o modo escolhido para apresentar os sorvetes. Ou melhor, para escondê-los! Todos ficam em potes brancos fechados, o que força as atendentes a revirar a geladeira atrás do sabor desejado pelo cliente. Experiência de compra, zero!
Uma bola sai por R$ 8, enquanto para degustar dois sabores são precisos R$ 14. Não é coincidência, portanto, o fato de a Mil Frutas ter escolhido por aqui os shoppings Cidade Jardim e Iguatemi.
Sugestão do chef: No Rio de Janeiro, a sorveteria oferece serviço de entrega. Basta encomendar previamente e receber em até 24 horas durante a semana e 48 horas nos finais de semana.
Mil Frutas: Em São Paulo, nos shopping Iguatemi e Cidade Jardim. No Rio de Janeiro, são cinco lojas na capital, além de unidades em Búzios e Angra dos Reis.
Um dos desejos que levamos na bagagem era o de comprovar a boa fama dos sorvetes argentinos.
Já no primeiro dia, enquanto passeávamos por San Telmo, vimos uma filial da Freddo e resolvemos entrar. Claro que a nossa estréia no universo dos gelados deveria ser regada com o espetacular doce de leite daquela terra. Cada um de nós optou pelo copo de dois sabores (15 pesos). Doce de Leite Clásico, Doce de Leite Tentação – com o sorvete misturado a pedaços do doce bem cremoso –, Creme de Frutos do Bosque e Canela foram nossos pedidos. Todas as opções tinham sabores bem definidos, mas o Doce de Leite Tentação foi, de longe, o que preferimos. Simplesmente maravilhoso.

Em uma outra tarde, passeávamos pelo bairo da Recoleta e paramos na Un’Altra Volta. De ótimo custo-benefício, a casquinha pequena, que serve dois sabores, custa 11 pesos. Dessa vez ficamos interessados em experimentar alguma versão feita com frutas. Gostamos bastante do Sorbet de Manga com Laranja. O de Limão também estava saboroso, mas foi servido em grande quantidade e quase não sobrou espaço na casquinha para o ótimo Doce de Leite com Brownie. Achamos excelente também o Chocolate Tentação, especialmente por estar mais cremoso que os outros.


Fazia muito calor no dia em que visitamos San Isidro e Tigre, duas cidades próximas a Buenos Aires. O jeito (é claro) foi procurar alguma sorveteria para nos refrescarmos. A Gaudí, localizada bem perto da catedral de San Isidro, também serve alguns doces além dos sorvetes artesanais – alvo de nosso interesse. O recepiente menor, que comporta dois sabores, sai por 9 pesos. O de Framboesa estava muito bom. Já o de Chocolate com Amêndoas, apenas razoável.


No Tigre, enquanto esperávamos começar o passeio de catamarã, aproveitamos para tomar mais um “helado” na Antonio Helados & Café, sorveteria pequena com atendimento atencioso. O preço foi bem atrativo: três sabores por 9 pesos. Provamos o de Doce de Leite, o de Kinotos ao Whisky e a versão Ferrero Rocher. Todos eram menos cremosos que os sorvetes de Buenos Aires. Aprovamos o Ferrero Rocher, porém esperávamos mais dos outros dois.

Finalizamos nosso roteiro (realizado em diferentes dias, obviamente) tomando um gelado na Persicco, onde a casquinha com dois sabores é vendida por 15 pesos. A primeira impressão não foi das melhores, pois a quantidade servida foi bem diferente em cada uma das casquinhas. Mas, para nossa alegria, esse foi o único escorregão da Persicco. O sorvete de Doce de Leite Granizado superou o de Doce de Leite Caseiro, também muito bom. Banana e Mousse de Limão foram outras ótimas opções.

Sugestão do chef: não chegamos a uma conclusão exata sobre qual das sorveterias foi a nossa preferida. A Freddo levou uma pequena vantagem, mas a Un’Altra Volta e a Persicco aparecem logo atrás em um empate técnico.
Antonio Helados & Café: Estación Fluvial Tigre, local 8 – Tigre – Argentina – Tel.: (54 11) 4731-6578.
Freddo: Defensa, 901 – San Telmo – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54 11). Outras unidades no site.
Gaudí: Av. del Libertador con 9 de Julio – San Isidro – Argentina – Tel.: (54 11) 4747-4597
Persicco: Salguero con Cabello – Palermo – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54 11) 0810-333-7377. Mais três unidades.
Un’Altra Volta: Quintana con Ayacucho – Recoleta – Buenos Aires – Argentina – Tel.: (54 11) 4783-4048.
Depois do almoço caprichado, a programação era pegar o bondinho do Monte Serrat e avistar a cidade lá de cima, mas os salgados R$ 15 cobrados por pessoa fizeram com que desistíssemos do passeio.

Como plano B, decidimos dar uma volta pela orla e aproveitar a caminhada para procurar alguma sorveteria, já que o calor continuava forte.
Santos é uma cidade bonita, mas infelizmente a poluição da praia não passou despercebida. Vimos muita sujeira, um mar cinza e uma areia escura.


O jeito era mesmo focar na busca pelo sorvete.
Encontramos a sorveteria Lip’s, que nos pareceu espaçosa e agradável.

Ela funciona no sistema self-service, em que o preço é cobrado por quilo (R$ 29,90).
Gostamos da variedade de sabores, todos de fabricação própria. Foi difícil decidir o que provar.


Ficamos com os cremosos abacaxi ao vinho, floresta negra e creme com frutas cristalizadas. Dos sorbets, escolhemos o de amora e o de manga, nossos preferidos.

Os sorvetes estavam muito bons e com textura firme, nenhum apresentou sabor artificial. Os de frutas, inclusive, lembravam suco congelado!
Deixamos a sorveteria e fomos ao Orquidário Municipal de Santos (R$ 1 o ingresso), um pequeno parque que abriga diversas espécies de animais e plantas.

O espaço é tranqüilo e muito arborizado. Passamos momentos deliciosos em meio à natureza e aos bichos e, de quebra, fugimos um pouco do calor.

Sugestão do chef: além dos sorvetes de massa vendidos por quilo, a Lip’s oferece boa variedade de picolés e também açaí expresso, mas esses ficarão para a próxima visita.

Lip’s sorvetes: Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº (entre as ruas Imperatriz Leopoldina e Dr. Isidoro J. R. de Campos) – Ponta da Praia – Santos – SP.
Orquidário Municipal de Santos: Praça Washington, s/nº – José Menino – Santos – SP. Tel.: (13) 3237-6970/(13) 3225-1353.
Até o começo do ano, tratávamos a sorveteria Stuppendo com um certo desprezo. Não adiantava dizer pra gente que os sorvetes de lá são ótimos, que o lugar é agradável, movimentado… nem dávamos bola.
Era uma questão de escolha: preferíamos a vizinha Art Gelatti e seus deliciosos gelados com doce de leite argentino. Acontece que há uns oito meses ficamos órfãos da nossa sorveteria preferida, que baixou as portas sem qualquer aviso. O jeito seria matar a vontade com os famosos sorvetes do chef/apresentador Eduardo Guedes.

E numa dessas tardes de calor, chegamos à Stuppendo. Depois de provarmos uns 15 sabores, definimos como ficaria nossa taça com três bolas (R$ 13). Cajá e tangerina foram as escolhas mais fáceis, dois sorvetes refrescantes com gosto natural de fruta. A fila aumentava e, antes que a atendente se irritasse, completamos a taça com uma bola de milho verde. Também excelente.
A sorveteria oferece taças com até sete sabores, mas quem acha tudo isso um exagero pode optar por apenas dois, servidos em copinhos a R$ 7 e R$ 9, dependendo do tamanho.
Para os chocólatras, além de boas opções de sorvete com o doce, a Stuppendo oferece uma ótima trufa de chocolate artesanal (R$ 3), feita com alta concentração de cacau. Tão interessante quanto o bolo de chocolate com sorvete, vendido por R$ 9.
E assim a Stuppendo se tornou nossa preferida. Mas se o casal de argentinos retomar a produção de sorvetes, é bem provável que a gente precise reescrever essa história.
Sugestão do chef: dois sorvetes que experimentamos em outras visitas também merecem nossa recomendação. O primeiro é o sabor caju, com gosto idêntico aos melhores sucos naturais desta fruta. O outro é o África, uma cremosa mistura de chocolate, castanha-do-Pará e passas ao rum.
Stuppendo: Rua Canário, 1321 – Moema – São Paulo – SP – tel.: (11) 5093-2967
Genuinamente brasileira, a Taperebá traz a proposta de oferecer sorvetes feitos de frutas típicas da Amazônia e isentos de gordura (dois sabores por R$ 7).
São 16 sabores expostos no balcão da pequena sorveteria, entre eles os ótimos açaí, cupuaçu e a fruta que dá nome à casa, que tem por característica o sabor azedinho e também é conhecida como cajá.
Ponto fraco é o sorvete de castanha-do-Pará, excessivamente oleoso.
Sugestão do chef: Os sorvetes são mais refrescantes que consistentes, por isso passe por lá em dias de forte calor.
Taperebá: Av. Macuco, 703 – Moema – São Paulo – SP
Tel.: (11) 5052-0330 – Site: www.tapereba.com.br
Então se a melhor sorveteria da capital paulista não se chama Häagen Dazs, qual é o nome dela? A resposta é: Art Gelatti.
Inaugurada há cerca de dois anos por um casal de argentinos no bairro de Moema, mesmo cercada por concorrentes de respeito como Stupendo, Taperebá e Ofner, conquistou clientes cativos na região.
Era mesmo de se esperar, já que o estabelecimento alterna 48 variedades de sorvetes artesanais consistentes e de sabor refinado. Destaque para as versões com doce de leite argentino, iguaria com fama justificada. Algumas delas são: doce de leite com nozes, tradicional e doce de leite com chocolate.
Por falar em chocolate, o sorvete em que o doce aparece misturado à Nutella é um dos melhores. Não faltam também opções mais refrescantes como menta branca, mousse de maracujá, kinotos ao whisky, piña colada e mousse de framboesa, que podem ser apreciados em porções generosas de dois sabores pelo valor de R$ 6.
Decorada com releituras bem-humoradas de pinturas famosas – entre as quais a Monalisa segurando um copo de sorvete –, a casa oferece ainda panquecas doces, churros e drinks com sorvete. Por lá também é possível adquirir os famosos alfajores Itati, sobre os quais dedicaremos espaço em breve.
Art Gelatti: R. Gaivota, 523 – Moema – São Paulo – SP — Telefone: (11) 5051-2907 (Local fehado)
É só surgir uma eleição para os melhores de São Paulo que a Häagen-Dazs vai lá e ganha na categoria sorveteria. No guia da Veja, só pra exemplificar, ganhou nada menos que nos últimos seis anos. Para tirar a história a limpo, fomos numa tarde típica de verão até a principal unidade da rede americana na cidade, situada na rua Oscar Freire.
De frente para o balcão tivemos a nítida sensação de que o melhor a fazer era escolher rápido para não corrermos o risco de sermos atropelados pela fila que não parava de aumentar. Saímos com chocolate belga e sorbet de amora. Ambos nos pareceram doces demais (e olha que para a Débora dizer que algo está doce precisa ter muito, mais muito açúcar mesmo!), fato estranho pois qualquer belga costuma dizer que um bom chocolate é composto por alta concentração de cacau e pouco açúcar.
Mais refrescante, o sorbet combinou melhor com o forte calor. O tempo quente deve ter alterado a consistência dos sorvetes, exageradamente cremosos. Outra decepção, talvez a maior delas, tivemos ao ver a quantidade servida, irrisória pelo preço cobrado.
Quanto ao público freqüentador, o perfil é o mesmo que se vê nas famosas grifes de roupas vizinhas à sorveteria: mulheres da elite paulistana desfilando as tendências do mundo fashion, geralmente acompanhadas por homens que não dispensam uma camisa social mesmo em fins de semana de calor escaldante.
Longe de ser desprezível, porém mais longe ainda de ter o melhor sorvete de São Paulo.
Häagen-Dazs: R. Oscar Freire, 900 – Jardins – São Paulo – SP Telefone: (11) 3062-1099 – Site: www.haagendazs.com.br