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Depois de conhecer a sede do restaurante Emprestado, ficamos curiosos pra saber se a boa gastronomia também estaria presente na nova filial no centro histórico de Santana de Parnaíba. Então, juntamos alguns amigos e pegamos a estrada.
Já falamos um pouco sobre a charmosa cidadezinha aqui. E se daquela vez não tivemos tanta sorte com a comida, agora a história é bem diferente, já que a única coincidência está no fato de o Emprestado funcionar no mesmo local do antigo Vila Mônaco.

Atendidos por um garçom divertidíssimo, fomos pedindo uns petiscos pra forrar o estômago: batata palito coberta com bacon e cheddar (R$ 19,50) e pastel de feijoada (R$ 13,90 porção com oito unidades). Precisamos dizer que o pastel é delicioso! Apesar da proposta ter parecido estranha para a maioria, a aprovação foi unânime. O recheio farto tem feijão, carne seca e couve e, como disse um de nossos amigos, ótima ideia para comer feijoada na frente da TV!
Conversa vai, conversa vem e eis que chegaram os pratos. Eu fui de crocante de camarão com risoto de brie, cuja combinação trazia camarões graúdos em crosta de quinua e ervas, molho de frutas vermelhas e risoto de brie com abobrinha e damasco (R$ 59). Prato muito bem executado, delicioso e de apresentação impecável.

O Fernando ficou com o Beijumanga (R$ 42), filé de peixe grelhado com gergelim e suco de fruta, servido com arroz de coco, farofa de gengibre e banana caramelada. Ótima mistura de sabores e peixe no ponto certo.
Nossos amigos optaram pelo Trem Bão (mexidão mineiro que traz arroz com calabresa, paio, carne seca, feijão tropeiro, ovo, pimenta biquinho e queijo coalho – R$ 35,90 para duas pessoas), Marmotinha (iscas de filé mignon com molho de gorgonzola, acompanhado de tagliatelle com tomate seco e castanha do Pará – R$ 33,90), Picadinho à moda do Emprestado (filé mignon picado na ponta da faca, abacaxi glaceado, farofa, croquete de banana e arroz – R$ 27,90) e Dandá de camarão (versão de bobó mais leve, com camarões, leite de coco, maturi e um toque de dendê – R$ 64 para duas pessoas). Todos gostaram muito das suas respectivas escolhas e ficaram animados em provar as sobremesas.
A mousse de quentão com calda de cachaça (R$ 10,90) foi a preferida pela maioria, mas o Fernando achou a mousse de cupuaçu com calda de chocolate e castanhas de baru carameladas (R$ 13,90) o destaque dos itens açucarados. Como não é segredo pra ninguém, eu aprecio os doces com bastante acúcar, então não tive como deixar de experimentar a goiabada frita com o sorvete de queijo (R$ 13,90). Aprovada com louvor, em especial pelo saboroso sorvete de queijo.

E depois de algumas horas por ali, percebemos que as luzes da área externa estavam acesas, sinalizando o cair da noite. E quem disse que é preciso viajar pra bem longe para dar trégua no agito da cidade grande e deixar o cansaço de lado? Reunir amigos em um belo lugar junto com boa comida, muitas vezes, é a melhor escolha para renovar as energias.
Sugestão do chef: passear por Santa de Parnaíba é muito agradável. O patrimônio histórico está bastante conservado e é possível fazer uma rápida viagem ao passado. Chegue cedo pois o comércio estará aberto e você conseguirá ter uma ideia de como é a rotina das pessoas que vivem nessa cidade bucólica.

Emprestado – unidade de Santana de Parnaíba: Largo São Bento, 50 – Santada de Parnaíba – SP – Tel.: (11) 4154-4702. Horário de funcionamento: De segunda à quarta das 12h às 15h. Quinta-feira das 12h à meia-noite. Sexta e sábado das 12 às 2h. Domingo das 12h às 17h.
No início do ano, passamos rapidamente pela cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na única noite que teríamos por lá, um casal de amigos disse que precisávamos conhecer o Canteiros e Temperos.
O local é realmente bastante agradável e tem proposta muito bacana. O restaurante funciona em uma simpática casa rodeada por diversos canteiros de ervas, que garantem delicioso aroma na parte externa da casa.

Crepes doces e salgados são os principais pratos do cardápio, que também traz algumas poucas opções de lanches e quiches.
Para beber, as combinações de sucos são criativas, porém é a carta de chás que impressiona pela variedade. Excelente pedida para o friozinho que está chegando!
Capim manga – manga com capim limão (R$ 5,50) e Dalai Lama – maracujá, manjericão, leite condensado e água (R$ 5,50) foram os sucos que provamos. Pena que estavam mais aguados do que esperávamos.
Já os crepes estavam ótimos! O Montpellier é recheado com frango ao curry, passas, catupiry e maçã (R$ 21,50) e o Lyon traz provolone, catupiry, presunto e maçã. Todos os crepes são servidos com salada.
Ficamos tão satisfeitos que não conseguimos experimentar nenhum crepe doce, mas nem por isso dispensamos a sobremesa. Uma fatia do básico Bolo Húngaro (R$ 5,30), com chocolate e castanha do Pará e o ótimo Moulin Rouge (R$ 8,40) – sorvete de manjericão com calda de morango e vinho do Porto – finalizaram muito bem a nossa estada em São José dos Campos.


Sugestão do chef: junto ao restaurante funciona um empório. Destaque para as geléias artesanais e orgânicas de sabores inusitados como a de alfazema e também para os diversos chás.
Canteiros e Temperos: Rua Madre Paula de São José, 297 – casa 4 – São José dos Campos – São Paulo – Tel.: (12) 3943-5386
*Post patrocinado pela Vivo
Para mais dicas imperdíveis como essa, acesse o Blog Vivo On.

Pertinho da capital paulista, na cidade de Itupeva, funciona o
Outlet Premium, shopping de descontos a céu aberto que reúne as melhores grifes nacionais e internacionais. São mais de 95 lojas que comercializam produtos de 130 marcas.
O foco principal é a venda de roupas, mas é possível comprar acessórios, calçados, games, objetos para casa e decoração.
Sem dúvida é um programa imperdível para quem precisa renovar o guarda-roupa, garantir os presentes de Natal ou apenas fazer um passeio diferente com a família e com os amigos, pois o local é bonito, espaçoso e arejado.
A área reservada para a alimentação não é muito grande mas traz boas opções. Sempre que passamos por lá, geralmente quando voltamos do interior paulista, escolhemos o
Applebee’s para fazer a nossa refeição.

O restaurante é uma filial da rede americana e segue a mesma ambientação das demais unidades que ficam em São Paulo.
O cardápio traz lanches, carnes, aves, peixes, massas e porções, todas com algum tipo de tempero específico da casa, incluindo opções bem apimentadas. No quesito bebidas, quem escolhe refrigerante ou limonada (R$ 5,90) tem direito ao refil individual e pode tomar quantas canecas aguentar, sendo que a primeira limonada pode ser misturada a xaropes saborizados. O de framboesa é o nosso preferido.
Os pratos são generosos e as carnes, muito saborosas. Para os amantes de alho, o Sizzlin Ribeye traz contrafilé grelhado, purê de batas com bastante alho, cebola e cogumelo sauté (R$ 39,90).
Não muito diferente, porém sem alho e com pimenta do reino, o Bourbon Street Steak é servido com cebola, cogumelo sauté e batata (R$ 34,90). Ambos são bem gostosos e a carne realmente é imperdível.
Mas, imperdível mesmo é a Sizzling Apple Pie (R$ 17,90), uma torta de finas camadas de maçã sobre uma massa leve, coberta com nozes e acompanhada de sorvete de creme e calda de caramelo. Tudo isso é servido em um recepiente bem quente, o que faz com que a calda ferva e se espalhe por toda a torta. Simplesmente uma delícia!
Se eu fosse você, começava a programar agora mesmo esse passeio e curtir bastante essa dica imperdível!
Outlet Premium: Rodovia dos Bandeirantes, km 72. Acesso pela entrada do Shopping Serra Azul, Hopi Hari e Wet’n Wild. Diariamente das 9h às 21h.
Applebee’s (unidade Outlet Premium): Rodovia dos Bandeirantes, km 72. Tel.: (11) 4496-7100. Segunda à domingo, das 12h às 21h. Mais quatro endereços na capital.
Sempre que viajamos tentamos visitar alguns lugares mais afastados do eixo comercial da região. Nessa última visita à Serra Negra nos programamos para conhecer o restaurante das pousadas Shangri-lá e Oca Bianca.
Começamos jantando na Shangri-lá, pousada super charmosa localizada no alto da montanha, há uns dez minutos de carro do centro a cidade. Pena que durante à noite não conseguimos fotografar o lugar pois a iluminação era mínima, mas vale dar uma passada no site pra conferir.
Nossa intenção incial era a de comer fondue, mas gostamos bastante do menu fechado (R$ 35 por pessoa) e mudamos de ideia.
O vinho argentino Trivento 2009 merlot e malbec (R$ 40) – bem forte e alcoólico – chegou à mesa junto com o creme de cebola, sopa caprichada com sabor caseiro e suave.


Segunda opção do menu, a casquinha de siri nos supreendeu positivamente. Saborosa e muito bem executada, foi o destaque do jantar, apesar da porção pequena.

O salmão ao molho de frutos do mar, servido com batatas ao vapor e arroz branco, estava gostoso e veio em porção generosa.

Já estávamos satisfeitos, mas ainda provamos os doces caseiros do buffet de sobremesas. Pena que não conseguimos experimentar um pouco de cada opção, afinal, todas nos pareceram ótimas e a variedade era considerável. Ficamos apenas com manjar, pudim de leite condensado com coco e mousse maracujá.

Nossa impressão do jantar não poderia ter sido melhor: uma noite meio comfort food.
No dia seguinte, depois de uma manhã de compras, fomos almoçar no restaurante Mamma Fernanda, que funciona dentro da Pousada Oca Bianca, também há uns dez minutos de carro do centro da cidade, porém, para o lado oposto ao sentido da Pousada Shangrilá.
O trajeto é bastante agradável, com vista para montanhas e áreas verdes.

A pousada fica num espaço tranquilo e plano. Tem quadra de tênis, lago e um pier com uma vista linda. O restaurante funciona em um salão na área da piscina.



Chegamos com bastante fome e, antes mesmo de olharmos o cardápio, aceitamos o couvert (R$ 6) que trazia bruschetta de tomate e canapés com cream cheese temperado e morango.

Especializado em pratos das culinárias italiana e suiça, o Mamma Fernanda apresenta um menu simples e interessante.
A Lasagna all italiana (R$ 22) foi a melhor escolha. Recheada com molho bolonhesa, bechamel e bastante parmesão, estava muito boa e leve, com sabor de massa caseira.

A apresentação do Filetto al Brie (R$ 28), filé mingon servido com arroz e lentilha, era um pouco grosseira, mas a carne estava muito boa, no ponto certo e combinou bem com o queijo gratinado. A lentilha também estava gostosa, mas junto com a carne deixou o prato um pouco pesado.

Finalizamos o almoço com duas sobremesas que agradaram bastante. O Mini Apfel Strudel (R$ 10), torta de massa folhada recheada com maçã, amêndoa ralada e uva passa, servido com creme quente de baunilha e canela. Estava excelente, com sabor de doce feito em casa.

Apesar do jeitão de industrializada, a Torta de Trufas (R$ 7) também estava gostosa. Trazia creme holandês com chocolate ao leite e pasta de avelã coberta com chocolate em pó.

Fizemos mais duas boas descobertas nessa cidade do inteior de São Paulo e torcemos para que novas propostas gastronômicas apareçam nos próximos anos.
Sugestão do chef: é necessário fazer reserva para conhecer esses reataurantes. Também é preciso consultar o horário de funcionamento, pois varia de acordo com a época do ano.
Shangri-lá Hotel e Pousada: Estrada das Tabaranas, km 4 (final da Av. Juca Preto) – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3892-5690 / 3892-3765
Mamma Fernanda (Pousada Occa Bianca): Rua 9, 280 – Belvedere do Lago – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3842-1447/(19) 8147-5700
Depois de três anos, voltamos para Serra Negra neste último feriado. O frio combina muito bem com essa cidadezinha que está cada vez mais cheia nos meses de outono e inverno.
Pegamos um pouco de congestionamento no final da serra e conseguimos prestar atenção em um restaurante bem bonito, localizado do outro da lado da pista, que, de longe, chamou a nossa atenção.

O La Terraza é especializado em pratos italianos. Massas, polentas e risotos dividem o cardápio com algumas opções de carnes e peixes. Tudo isso com uma carta de vinhos razoável.
A escolha do vinho rosè Duetto, da Casa Valduga (R$ 37), agradou no quesito custo X benefício.
Elaborado com uvas sangiovese e barbera, a bebida leve e de sabor suave combinou com todos os pratos.
Pela primeira vez o Fernando experimentou carne de pato. Sua escolha foi Pato com Polenta (R$ 39,80), cuja carne consistente e de sabor marcante veio coberta por um substancioso molho à base de vinho branco e ervas. Para acompanhar, polenta cremosa e radiccio.

Antes havia chegado à mesa uma ótima entrada que acompanha prato: Polenta Brustolada com queijo frescal.
As fatias assadas na grelha são deliciosas! Entendemos o porquê das polentas serem considerdas especialidade da casa por lá.
Eu fui de Raviole com Parma (R$ 39,80), massa fresca feita com espinafre, recheada de presunto parma e coberta com queijo mascarpone e muito manjericão.

Apesar de bastante espessa e de um certo excesso de manjericão, a massa estava equilibrada. Nossa impressão positiva em relação à comida se manteve quando provamos as sobresas, todas artesanais e caprichadas.
A Panna Cotta com calda de frutas vermelhas (R$ 9,90) estava bem feita. Mas como preferimos doces com mais acúcar, todos os elogios foram dirigidos ao Tiramisu (R$ 9,90).


Ficamos felizes por mais uma boa descoberta gastronômica em Serra Negra. Um ótimo começo para aquele nosso feriado prolongado.
Sugestão do chef: o restaurante funciona apenas de sexta a domingo e abre também aos feriados.
La Terraza: Rua Nelson Bruschini, 60 – Serra Negra – SP. Acesso pela Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (em média 5 km do centro da cidade). Tel.: (19) 3892-2945.
“Tá parecendo restaurante por quilo”, comentou o senhor da mesa ao lado. “Xiii, vamos ter de esperar a reposição daquele peixe”, constatou uma moça com expressão de desânimo na fila do buffet. A participação do Porto Rubayat gerou, sem dúvida nenhuma, as maiores polêmicas da última SP Restaurant Week.
Houve quem escrevesse no Twitter que as imensas filas de espera e os problemas na reposição do buffet colocaram em xeque a reputação do restaurante. Nós ainda não conhecíamos a casa, portanto não conseguimos estabelecer comparações. Percebemos, é claro, que um número enorme de pessoas pensou exatamente como nós: consideraram aquela uma ótima oportunidade para almoçar em um restaurante conceituado pagando apenas R$ 27,50 pelo buffet de entradas, pratos quentes e sobremesas. Nem todas, no entanto, seguiram nossas recomendações de reservar mesa previamente. Resultado, a fila no último domingo do evento chegava à calçada e, acreditamos, houve quem não almoçasse antes das 17 horas.


Devidamente instalados no lugar que havíamos garantido, partimos para a fila do buffet. Nosso maior interesse era, claro, pelos pratos com frutos do mar, por isso não exageramos na parte fria. Escolhemos poucas saladas e alguns queijos – um deles muito bom e cuja variedade dois funcionários não souberam informar.

De volta à fila, que exigia paciência, era hora dos pratos quentes. Comemos ótimas lulas, uma paella que carecia de maior quantidade de frutos do mar, assim como as massas. Alguns peixes eram bem interessantes. Uma pena que não estavam identificados e com o movimento frenético dos clientes ficou difícil confirmarmos um por um.




Encerramos colocando no pratinho quase tudo o que aparecia na mesa de doces. Menção honrosa para bolo brownie, pudim de leite e mil folhas cheio de doce de leite.




Apesar da confusão gerada pelo grande fluxo de clientes – o que não deveria ser um problema para nenhum estabelecimento –, é muito bom que restaurantes consagrados participem do evento, abrindo espaço para que pessoas de diferentes perfis conheçam a casa.
Sugestão do chef: não se compara ao preço da Restaurant Week, mas o buffet completo, que já custou R$ 65, agora sai por R$ 49 no almoço executivo (segunda a sexta). No horário do jantar e finais de semana, o preço sobe para R$ 59.
Porto Rubayat: Rua Leopoldo Couto de Magalhães Junior, 1.142 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3077-1111. De 2ª a 5ª, das 12h às 15:30 e das 19h à 0h. Sextas até 0h30. Sábados e feriados sem intervalo até 0h30. Domingos somente almoço até 18h.
Nos últimos meses a nossa vida anda bem corrida. Menos tempo livre, poucas atualizações no blog e quase nada de descanso. A agitação é grande, mas temos muitos bons motivos para festejar. Por conta da falta de tempo, decidimos comemorar a boa maré de uma só vez, em um lugar sossegado e charmoso que tivesse comida gostosa, é claro. Nos dirigimos, então, para Santana de Parnaíba, cidadezinha simpática a 40 km de São Paulo.

O centro histórico é pequeno e seu conjunto arquitetônico colonial está bem preservado. Tanto que boa parte das casas, construídas entre os séculos XVII e XVIII, foram tombadas pelo Patrimônio Histórico.



A igreja da Matriz pode ser vista de vários pontos da cidade e é linda em todos os ângulos.


Demos uma volta na praça e nas ruas principais em busca de um lugar legal para o nosso almoço.
A cidade traz poucas, porém interessantes opções gastronômicas, a maioria delas concentrada ao redor da praça, pertinho da igreja da Matriz.

Primeiro entramos num restaurante português que estava meio vazio e não empolgou. Depois vimos um outro, também com comida portuguesa, mas achamos caro. O que servia comida mineira de fazenda era uma gracinha, mas não resistimos ao charme do Villa Monaco, que mais parecia um bistrô.
Estávamos nos acomodando em uma das mesas da entrada quando nos perguntaram se não preferíamos ficar no quintal. Aceitamos a sugestão e nos surpreendemos com um belo e espaçoso jardim.


O sucinto cardápio traz pratos baseados na culinária italiana.
Como se tratava de uma comemoração, brindamos com o espumante Aurora Brut (R$ 38), suave e frutado.
Durante a escolha do prato principal, soubemos que o Villa Monaco tinha sido inaugurado há duas semanas. Talvez isso justifique o serviço bastante atrapalhado.
Como entrada, escolhemos a cremosa e saborosa Polenta con Salsiccia al Vino Rosso (polenta italiana servida com molho de linguiça toscana e vinho tinto – R$ 17).
Para o prato principal, o Fernando pediu Scallopini alla Romana (escalopinhos de filet mignon ao molho rôti de cogumelos Paris acompanhado de risoto de queijo parmesão – R$ 28) mas erroneamente foi servido de Picatta al Limone (bifinhos de mignon ao molho de limão rosa acompanhado por purê de batatas – R$ 26).
Pelo fato de o prato estar apetitoso, ele não quis trocar, apenas pediu o risoto – que por sinal chegou mais rápido do que imaginávamos.
A carne estava macia e ficou ótima com o suave molho de limão. O risoto também veio caprichado.
Minha escolha foi o Salmone Grigliatto alla Erbe (salmão grelhado ao molho de ervas servido com massa ao creme com parmesão – R$ 27).
Peixe no ponto certo e bem temperado. Já a massa, que eu pensava ser caseira, era industrializada. E no lugar do molho de parmesão, também por engano, veio molho ao sugo.
Crespelle con macedônia di frutta (crepe na calda de manga, banana e morangos frescos com sorvete – R$ 12) foi a sobremesa que finalizou muito bem nosso almoço.
Dessa vez deixamos passar a sequência de falhas do serviço, afinal, naquela tarde nossa única preocupação era conversar sobre coisas boas.
Sugestão do chef: Santana de Parnaíba conta com um extenso calendário de eventos culturais e festas católicas. A de Corpus Christi é tradicional pelo belo e colorido tapete de serragem de 800 metros, sobre o qual passa uma procissão.
Villa Monaco: Rua Suzana Dias, 50 (Largo São Bento) – Santana de Parnaíba – SP – Tel.: (11) 4154-4702. Abre às quintas e sextas para o jantar, aos sábados o dia todo e aos domingos para o almoço.
Nós gostamos tanto do Ora Pois! que já o elegemos o melhor entre os restaurantes “bons e baratos” visitados pelo blog em 2007.
Recentemente estivemos por lá almoçando e, depois de beliscar os pãezinhos do couvert (azeitonas pretas, pão e manteiga – R$ 3,50), provamos o Bacalhau à Brás, um prato que traz bacalhau desfiado, cebolas e batatas fritas, tudo misturado com ovos e acompanhado de arroz (R$ 34 para dois).

A novidade é que, ao sair de lá, decidimos reservar o final de semana seguinte para conhecer a unidade da Serra da Cantareira.
Em um belo e verde espaço, a casa serve bacalhaus com a mesma qualidade da matriz na Vila Madalena.


Outra boa notícia é que os preços de ambos endereços não sofreram reajustes, mesmo com a alta na inflação dos alimentos registrada no ano passado. Exemplo disso são os R$ 35 cobrados pelo Bacalhau à Espanhola. Nenhuma diferença em relação ao preço que costumamos pagar (há pelo menos dois anos) na outra unidade. O prato, para duas pessoas, é servido com uma porção de arroz e inclui lascas de bacalhau com batata, cebola, pimentão e grão de bico.

Claro que antes de prová-lo, dividimos meia porção dos sempre ótimos bolinhos de bacalhau (R$ 8).

O almoço terminou com o Leite de Creme (R$ 5), doce português que se assemelha ao creme brullé e é feito com uma mistura à base de leite e gemas de ovos, coberta com açúcar queimado. Um cálice do aromático licor Beirão (R$ 7,50) caiu bem com a sobremesa.

Na saída, visitamos o pequeno empório de bons produtos portugueses como porcelanas, vinhos, azeites, doces e licores. Fica ao lado do salão principal do restaurante.

Sugestão do chef: no caminho para a unidade da Serra da Cantareira está localizado o Núcleo Águas Claras, do Parque Estadual da Cantareira. A entrada custa R$ 3 por pessoa e o parque traz trilhas em meio à natureza, todas agradáveis e bem sinalizadas.




Ora Pois!: Unidade Vila Madalena – Rua Fidalga, 408 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Telefone: (11) 3815-8224 / Unidade Serra da Cantareira – Estrada das Roseiras, 7880 – Mairiporã – SP – (11) 4485-0245
Núcleo Águas Claras: Av. José Ermírio de Moraes, 96 (divisa São Paulo/Mairiporã) – Telefone: (11) 4485-1079. Funcionamento: sábados, domingos e feriados das 8h30 às 17h (exceto em dias de chuva).
O último dia da viagem foi dedicado às compras. Entramos em algumas lojas de malhas e de artesanatos. Depois, passamos por empórios e, claro, por várias lojas de chocolates artesanais.
O Matterhorn, um dos empórios que visitamos, chamou a nossa atenção por também funcionar como restaurante no andar superior e servir menu especial para o almoço.
Pelo preço fixo de R$ 35 por pessoa estavam inclusos salada, prato principal e sobremesa.
Gostamos do cardápio e decidimos que antes de pegar a estrada e voltar para São Paulo, faríamos ali a nossa última refeição na cidade.
O local é um pouco escuro devido às paredes de madeira, mas perto da janela conseguimos uma mesa clara e com vista para a praça.

Logo fomos servidos de salada verde com queijo brie e molho do bosque. Era bem simples e veio com pouquíssimo queijo. Mas o molho de frutas vermelhas estava caprichado e deu um toque especial.
Como prato principal, truta ao limoni. O filé do peixe estava muito bom, grelhado no ponto certo. O molho de limão, que o acompanhava, sem dúvida fez toda a diferença por ser suave, pouco ácido e bastante aromático.
A bem-servida banana flambada com sorvete de creme finalizou nosso almoço.
E assim nos despedimos da charmosa e romântica Campos de Jordão, onde passamos dias muito agradáveis.
Sugestão do chef: no jantar, racletes e fondues são os principais destaques do cardápio. O interior do restaurante tem pouca luz e bastante madeira, o que ajuda a criar um ambiente apropriado para o friozinho da serra.
Matterhorn Restaurante, Empório e Tabacaria: Praça do Capivari – Rua Djalma Forjaz, 93, loja 20 – Vila Capivari – Campos do Jordão – SP. Tel.: (12) 3663-1841.
O local escolhido para o jantar naquela noite fria em Campos do Jordão não poderia ter nome mais sugestivo: Festival Della Pasta.

Comandado por um chef italiano, o restaurante tem como principal atração uma degustação de sete receitas de diferentes regiões da Itália, a R$ 38,90 por pessoa. Elas são servidas em porções reduzidas e o cardápio muda a cada dia.
Sabíamos que o jantar seria farto, mas nem por isso recusamos o couvert (R$ 7,90) com berinjela e azeitona, cenoura, tomate seco e um pão caseiro que desmancha na boca.
O festival começou com nhoque de tomate fresco e rúcula, uma receita bem leve, originária da região de Marche.
Em seguida fomos servidos de lasanha de couve-flor e bacalhau, típica de Moglise, no sul da Itália. Essa não empolgou.
Para compensar, um delicioso Strozzapreti com ossobuco. Essa massa parecida com o fusilli, pelo que soubemos, é originária da região de Lazio. Foi a preferida da Débora.
Um intervalo nas massas para provar o bom risoto de alho poró e provolone, trazido do Vêneto.
Já estávamos quase satisfeitos quando chegou à mesa o Casoncelli. Prato mais exótico da noite, consiste em uma saborosa massa de batata e beterraba com canela. Nasceu no Piemonte e nos surpreendeu pela aparência e sabor diferentes de quase tudo o que conhecíamos da culinária italiana.
Na seqüência fomos servidos de uma excelente berinjela recheada de fetuccine e molho rosé, receita da Lombardia.
Já tínhamos perdido a conta de quantos pratos havíamos provado quando foi anunciado o último deles. Direto da Calábria, o Farfalle com molho de nozes foi, na minha opinião, o melhor da noite. E olha que a concorrência era forte!

Sugestão do chef: é possível levar para preparar em casa algumas massas produzidas artesanalmente no restaurante. Estão disponíveis ravióli, fettuccine, strozzapreti, nhoque e lasanha.
Festival Della Pasta: Rua José Manoel Gonçalves, 160 (Vila di Siena) – Vila Capivari – Campos do Jordão – SP – Tel.: (12) 3663-7300
Campos do Jordão é uma cidade acolhedora. Por lá é possível relaxar em meio ao verde da natureza, curtir o clima frio, passear pelas ruas estreitas repletas de lojas de malhas e artesanato. É também um bom lugar para se deliciar com a variedade de chocolates e, especialmente para nós, se esbaldar com as excelentes opções gastronômicas.



Sempre que vamos para Campos nos hospedamos no centro de Capivari, região com grande oferta de lojas, entretenimento, hotéis, pousadas e, claro, bares e restaurantes. Mas mesmo com toda essa variedade, existe um lugar que é parada obrigatória: o restaurante e confeitaria Bia Kaffee.
Localizado numa ruazinha bem estreita, o Bia Kaffee se destaca por funcionar numa casa de madeira que bem parece uma casinha de bonecas. Seu interior tem pouca iluminação e a decoração é rústica e charmosa.

O local serve pratos da culinária alemã e apresenta boa carta de cervejas nacionais e importadas.
Para nosso almoço, optamos pelas trutas, um dos pratos mais tradicionais em boa parte dos restaurantes da cidade.
O Fernando ficou com a Truta da Kris (R$ 29,80) – truta gratinada, molho de shitaki, shimeji e champignon ao vinho, arroz com amêndoas e cenoura caramelizada. A combinação do molho de cogumelos com o vinho ficou muito boa e o prato estava delicioso.
Apesar do frio daquela tarde, eu fui de Truta Tropical (R$ 26,40) – filé de truta assada com molho de mandioquinha, manga gratinada e arroz. Prato leve e tão bom quanto o do Fernando.
A escolha da sobremesa não foi uma tarefa rápida. A fama da confeitaria do Bia Kaffee corre pela cidade. Na estreita (e escondida) vitrine estão algumas opções das caprichadas tortas feitas no local, boa parte delas com baixa concentração de açúcar.


Depois de muito pensar, dividimos a torta de noz pecã com açúcar mascavo e a torta mousse de chocolate, ambas a R$ 7.

A torta mousse era mais doce e úmida, já a de noz pecã, além de menos açucarada, estava bem mais seca. Servidas em pedaços generosos, finalizaram muito bem nossa refeição.
Depois de alguns passeios pela cidade, retornamos ao Bia Kaffee para tomar um cafezinho acompanhado por um pedaço do saboroso e bem recheado Apfelstrudel (R$ 7,50).

Nossa missão, depois dali, seria começar a pensar no jantar…
Sugestão do chef: o Bia Kaffee é uma ótima opção para um café durante a tarde. Além das tortas e bolos, apresenta extensa carta de chás com mais de cinqüenta sabores da bebida.
Bia Kaffee: Rua Isola Orsi, 33 – Capivari – Campos do Jordão – São Paulo – SP. Tel: (12) 3663-1507
Há tempos planejávamos conhecer o templo budista Zu Lai, o maior da América Latina.
Localizado no município de Cotia, pertinho da capital, o local chama atenção pela grandiosidade de sua construção.
Além de admirar o belo jardim e aproveitar a tranqülidade do espaço para uma caminhada, aproveitamos o passeio para experimentar o almoço vegetariano.

Por R$ 12 cada pessoa pode se servir à vontade de saladas, pratos quentes, sopa, chá e uma opção de fruta (no dia, tinha melancia).
As verduras e os legumes estavam ótimos e bem frescos. Já dos pratos quentes não dá pra dizer o mesmo. Quase todas as opções do dia eram fritas. Do que restou cozido ou grelhado, provamos o guioza, que infelizmente não entrou para a relação dos melhores que já comemos.
Mas para compensar, o missoshiru estava tão bom que repetimos mais de uma vez. E o chá de jasmin serviu como um bom digestivo no final da nossa refeição.

Sugestão do chef: o lugar é ótimo para passar algumas horas longe da correria do dia-a-dia, ficar mais próximo da natureza, ler um livro e caminhar. Mas é bom não esquecer de que se trata de ambiente religioso. Além do cuidado com os trajes, é proibido fazer piquenique, fumar e entrar com animais, bebidas alcoólicas e carne ou seus derivados.
Templo Zu Lai: Estrada Municipal Fernando Nobre, 1.461 – Cotia – SP – Tel: (11) 4612-2895. Funcionamento: Terça feira à sexta feira, das 12h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h. Não abre às segundas.
Quando saímos do Restaurante e Bar Buenos Aires, passeamos bastante pelo centro histórico de Embu das Artes e vimos alguns outros lugares que também nos pareceram boas opções gastronômicas. De todos eles, o que mais chamou nossa atenção foi um restaurante localizado numa viela com aparência européia, sem dúvida a mais charmosa da cidade.


Coincidentemente se tratava do Empório São Pedro Antiquário e Cozinha, recomendado por uma leitora do blog.

O restaurante funciona dentro de um belo antiquário e boa parte das peças está à venda.

Preferimos sentar ao ar livre para aproveitar melhor o último entardecer antes do inverno, enquanto esperávamos pelos nossos pratos.

O cardápio, de influência franco-italiana, é enxuto, mas com opções bem elaboradas. O Fernando escolheu o Pappardelle integral com aspargos frescos e limão siciliano (R$ 40), que estava excelente e entrou para a lista das massas caseiras memoráveis.
Eu fui de Risoto de figos grelhados e roquefort com rúcula e castanhas (R$ 35). Tão saboroso e caprichado quanto a massa do Fernando.
E diante desse cenário, claro que não poderíamos sair de lá sem provar as sobremesas.
De cara o Fernando decidiu pelo Crème Brûlée de chocolate amargo em teias de laranja confit (R$ 13).
Estava muito bom mas não superou o sabor exótico e marcante do Souflê gelado de licor Grandmarnier com laranja confit e canela (R$ 15).
Apesar da laranja confit aparecer em ambos doces, seus sabores e texturas eram distintos.
Fomos embora bastante satisfeitos porque o lugar é lindo, a comida é ótima e o bom gosto é visto até nos talheres.
A única exceção são alguns itens específicos da decoração…
E aqui fica uma observação importante: cartões de débito e de crédito não são aceitos, portanto, não esqueça de quebrar o cofrinho antes de sair de casa.
Sugestão do chef: caso deseje conhecer o local no horário do jantar, ligue antes pois à noite o empório só funciona com reserva.
Empório São Pedro Antiquário e Cozinha: Rua Siqueira Campos – Viela das Lavadeiras, casas 28 e 75 – Embu das Artes – São Paulo – SP. Tel. (11) 4781-2797.
Embu das Artes, distante 27 Km de São Paulo, é um lugar famoso pela grande oferta de artesanatos nos fins-de-semana e nos feriados.



O pequeno município, no entanto, reserva boas opções gastronômicas. Uma delas é o Restaurante Bar Buenos Aires, localizado no charmoso centro-histórico.

A agradável casa fica ao lado de uma viela simpática e é comandada por pessoas que claramente adoram o que fazem.


Começamos provando caipirinha de limão (R$9) e empanadas de carne e queijo com cebola, provavelmente as melhores que já experimentamos (R$ 4,20 cada).


Como prato principal, a Débora preferiu testar a habilidade argentina no preparo das massas. Pediu ravioli de queijo brie com molho de champanhe e geléia de pimenta.

Não se arrependeu, pois a massa artesanal estava muito saborosa e a geléia de pimenta deu um toque todo especial. Vale os R$ 31,50 cobrados.
Eu já cheguei com a certeza de que pediria uma das especialidades preparadas na parrilla pelo simpático chef argentino Hugo Ibarzábal. Optei por meia picanha argentina (tapa de cuadril).

Custa R$ 29,70 e chega acompanhada de salada, cebola curtida e um excelente chimi-churri.

Sem dúvida nenhuma é uma carne do nível das melhores que já provei.
Para a sobremesa, quem acompanha o blog há mais tempo já imagina que não resistimos à panqueca de doce de leite (R$ 14).

A massa estava um pouco mais consistente do que gostaríamos, mas o farto recheio de doce de leite argentino compensou.
Sugestão do chef: o restaurante vende temperos caseiros, como o molho chimi-churri e alguns vinagres feitos com polpa de fruta. Provamos o de goiaba e recomendamos.
Restaurante Bar Buenos Aires: Rua da Matriz, 62 – Embu das Artes – São Paulo – SP – Tel.: (11) 4781-1346
Recentemente tivemos um compromisso na cidade de Itatiba e na busca por um lugar para almoçar, encontramos o Casarão 1859. Soubemos dele por indicação de alguns moradores que nos contaram existir na praça da cidade um restaurante que funcionava em um casarão antigo e servia comida simples, mas muito gostosa.
Quando chegamos ao endereço e vimos o local, não tivemos dúvida de que realmente seria uma boa opção. A porta enorme e as janelonas logo nos encantaram.


O interior é amplo, iluminado e arejado. A decoração é rústica, porém bastante simpática.

Os lustres chamaram nossa atenção, e olha que o teto é bem alto.

Não pretendíamos escrever sobre ele, por se tratar de um restaurante que funciona no sistema de comida por quilo, em que se paga conforme a quantidade colocada no prato. Restaurantes assim, normalmente, não apresentam grandes atrativos e nem costumam mudar muito de uma região para outra. Mas quando vimos o capricho e a variedade dos pratos, mudamos de idéia. Boa parte deles era bem diferente da comida trivial que costuma aparecer nesse tipo de restaurante. Vale destacar o risoto de camarão com alho-poró, o lombo com abacaxi, o tambaqui com champignon e ervas finas e o suflê de palmito. Todos bem executados e saborosos.


A parte boa dos restaurantes por quilo é poder experimentar um pouco de tudo sem pagar muito. O valor cobrado no Casarão 1859 é R$ 24,90 por quilo. Cada um de nós pagou em torno de R$ 14.
Sugestão do chef: à noite o restaurante serve pratos à la carte e também funciona como bar. A parte externa é a mais bacana pra bebericar um chope.

Casarão 1859: Rua Florêncio Pupo, 306 – Centro – Itatiba – São Paulo – SP. Tel. (011) 4524-7506