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Tangerine Cozinha Original: para sair do lugar-comum

Um restaurante familiar, cuja proposta é servir cozinha original, e que só abre a cada duas semanas tem todos os requisitos daqueles lugares que a gente adora conhecer. Por isso, nos perguntamos como só fomos saber do Tangerine quando a Priscila, proprietária da casa, mandou um e-mail nos convidando para ir até lá conhecer a proposta!

A Priscila é produtora de TV, por isso só encontra tempo (não sabemos onde) para abrir o restaurante aos sábados e domingos a cada 15 dias. O local? A parte da frente de uma casa em área totalmente residencial na região da Lapa, zona oeste de São Paulo. Um espaço pequeno, mas super aconchegante e com decoração retrô de muito bom gosto. Aliás, assim que começamos a notar todos os detalhes do espaço, imediatamente nos transportamos para a infância na casa das nossas avós. Tem varal com pano de prato pendurado, jogo americano feito com retalhos e um pinguim em cima da geladeira vermelha! Pura nostalgia.

No Tangerine toda a família coloca a mão na massa. A cozinha, de onde saem petiscos e pratos caprichados, é comandada pela própria Priscila e pelo irmão dela.

O pai se encarrega de elaborar o delicioso suco de uva natural e também alguns vinhos caseiros, uma tradição da família italiana retomada alguns anos atrás.

Como tudo é feito artesanalmente, claro que o cardápio é enxuto. Ao passar os olhos nas opções da seção “Para beliscar”, já fica claro que o termo “cozinha original” não é empregado por acaso. Um dos petiscos é um hamburguinho com cheedar e cebola roxa (R$ 18 a porção). Seria algo convencional não fosse um detalhe que faz toda a diferença: um delicioso pão de queijo faz as vezes do pão de hambúrguer! É daquelas sacadas que fazem a gente se perguntar: “como nunca pensei nisso antes?”

Outra ótima ideia resultou em uma repaginada no tradicional sanduíche de pernil. Na versão do Tangerine, a carne desfiada recebe a companhia de queijo brie e recheia uma tapioca que desmancha na boca (R$ 15). Chega à mesa na companhia de chutney de manga. Simplesmente sensacional!

Provamos também coxinhas nas versões Tradicional e Thai, essa última recheada com pedacinhos de frango ao curry (R$ 15 a porção).

Comemos tanto que quase não aguentamos chegar no prato principal – a casa disponibiliza duas ou três opções que variam, dependendo da semana. A solução foi dividir um Bobó de Camarão bem gostoso (R$ 20). Da próxima vez, porém, pretendemos provar o spaghetti à carbonara com abobrinha, feito com massa caseira.

Na hora da sobremesa, ficamos curiosos para provar o Brigadeiro de Chocolate Branco com limão siciliano, mas, infelizmente, já tinha acabado (por que será, né?!). Então, fomos de Brigadeiro Clássico (R$ 5) acompanhado de um Nespresso.

Se você gosta da ideia de fugir do tradicional e quer aproveitar uma refeição criativa, com sabor de comida caseira, em clima de encontro de amigos, certamente vai adorar esse verdadeiro achado numa cidade onde proliferam restaurantes pretensiosos e sem alma – exatamente o oposto do Tangerine.

Sugestão do chef: para a Páscoa, o Tangerine montou um kit com quatro bombons recheados. Cada chocolate é embalado em uma trouxinha de tecido e todos são acomodados dentro de uma lata de marmita!

Tangerina Cozinha Original: Praça Jesuino Bandeira, 97 – Vila Romana (uma travessa da Rua Aurélia) – São Paulo – SP. Não aceita cartão de crédito ou débito, apenas cheque e dinheiro. Para ser incluído no mailing do Tangerine e ficar sabendo sobre as datas em que o local abrirá, é só escrever para: tangerineoriginal@gmail.com



Canvas: o restaurante-arte do Hotel Hilton São Paulo

Quando recebemos convite da assessoria de imprensa para conhecer o Canvas, logo pensamos, com um certo preconceito: “é um restaurante de hotel”. Claro que não é uma regra, mas, pra nós, restaurantes de hotel costumam ter uma atmosfera fria, sem alma. Ao chegarmos no 1º andar do Hilton São Paulo Morumbi, percebemos que seria diferente.

Com projeto arquitetônico do argentino Daniel Piana, o ambiente do Canvas não tem nada de sisudo, pelo contrário, é muito agradável! Piso vazado na área superior e belos quadros distribuídos pelo salão (à venda, inclusive) dão um certo clima de galeria de arte. E é essa a temática transferida para um menu artístico inspirado no pintor francês Henri Matisse, servido no jantar de segunda a sexta. Por R$ 75, dá direito a entrada, prato principal e sobremesa, tudo preparado sob o comando do talentoso chef ítalo-holandês Jan Erik Fois, que atuou em conceituados restaurantes de Londres antes de iniciar, há 10 anos, sua carreira no Hilton, primeiro em unidades da Austrália.

Ainda olhávamos o cardápio promocional quando chegou à mesa o couvert (R$ 12). Trata-se de uma ótima seleção de pães artesanais, manteiga caseira e tartar de salmão, de filet mignon e de tomate.

Como gostamos de tudo do cardápio promocional, implantamos novamente a consagrada técnica de escolher uma opção para cada um de nós, já que o menu artístico oferece duas alternativas de escolha para cada etapa de refeição.

A entrada escolhida pela Débora foi o Carpaccio de Peixe Prego com frutas. É um prato bem leve e muito saboroso.

Eu fui na opção mais consistente: Terrine de Costela de Boi. Gosto de costela, mas não como tão frequentemente por considerar um prato muito gorduroso. Essa apresentação em forma de terrine, porém, é a medida perfeita para saborear aquela carne muito bem temperada desmanchando na boca.

Na sequência, a Débora foi servida de Namorado à Provençal. Novamente gostou bastante, e elogiou os legumes do acompanhamento, sobretudo o tomate confitado.

Para mim, mais um prato com carne: Ossobuco com Risoto. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que adoro comida italiana, por isso não desperdicei a oportunidade de provar esses dois clássicos em uma mesmo prato. Gostei demais da combinação!

Como cortesia do chef, experimentamos também outra de suas criações: o Ravioli de Rabada, que não faz parte do menu artístico mas integra o cardápio regular. Sem medo de errar, podemos dizer que foi uma das massas mais gostosas que provamos nos últimos anos.

E por falar em cardápio principal, o design dele foi feito por um colaborador do Canvas. E mais legal que isso é saber que ele também é um jogo super bacana!

De volta ao menu que homenageia Matisse, chegava a hora da sobremesa. Fiquei com a Delícia de Chocolate, uma espécie de torta mousse com ótima textura, servida com calda e um figo in natura.

Já a Débora escolheu Mini Bolo de Abacaxi com sorvete de coco e finalizou sua refeição com um gostinho de festa de aniversário.

Para quem não dispensa um bom vinho, o Canvas conta com uma boa carta de rótulos que permanecem acondicionados na lindíssima adega climatizada. Mas o que chamou nossa atenção foi a ampla variedade de drinks, com destaque para as combinações entre espumante e frutas e de vodca Ciroc (aquela feita à base de uvas) com uma série de ingredientes.

Provamos uma mistura de espumante com purê de maçã-verde (R$ 30), e também um drink mais forte, o Sand Dunes (R$ 42), que combina vodka Ciroc, geleia de pimenta e cherry brand.

Saímos com uma impressão bastante positiva também do atendimento prestado pela equipe do Canvas. Isso não apenas na nossas mesa – já que éramos convidados – mas pelo que percebemos em todo o salão, bastante movimentado naquela noite de segunda-feira. Boa parte do público do hotel é formada por estrangeiros que visitam São Paulo a negócios, e o atendimento em inglês, por parte dos garçons, funciona muito bem.

Na saída, inspirada pela noite dedicada às artes (plásticas e gastronômicas), a Débora ainda brincou um pouco com a tinta guache na tela de pintura, disponível para os clientes desenharem ou deixarem recados.

Sugestão do chef: O Canvas participa, no jantar, da edição 2012 da SP Restaurant Week, de 5/3 a 18/3. O cardápio (R$ 43,90) é diferente, com exceção das sobremesas.

Canvas Bar & Restaurante: Hotel Hilton São Paulo Morumbi – Avenida das Nações Unidas, 12.901 (Centro Empresarial Nações Unidas) – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2845-0055



Almoço no Mercado Municipal de São Paulo

Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!

Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.

Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365



Rodízio gaúcho do Gallo i Vino

A chance de provar, em plena capital paulista, uma refeição típica da região da Serra Gaúcha é motivo mais do que suficiente para ir ao Gallo i Vino. Principalmente porque os dois endereços do restaurante são garantia de comida farta e deliciosa, além de ótimo atendimento.

Por um valor fixo, que varia de R$ 23,90 no almoço de segunda a sexta a R$ 44,90 aos fins de semana, chegam à mesa três etapas de iguarias simples e muito bem feitas. Tudo começa com pão caseiro, salada de folhas, berinjela e uma dupla que merece atenção especial: tulipas de frango crocantes e tiras de polenta frita.

Antes de terminar a diversão inicial, os garçons já tratam de deixar à mesa um trio de massas com jeitão caseiro. Duas delas costumam variar, mas, por sorte, a melhor está sempre no cardápio. Trata-se do excelente torteli de abóbora. Sempre que vamos lá acabamos repetindo!

Mas nada de ficar satisfeito pois tem ainda maionese, radicci com bacon, deliciosas almofadinhas de queijo, costelinha de porco (dispensável) e, claro, a estrela principal do cardápio: o galeto, que chega à mesa sempre divinamente temperado.

Comida simples, ótima e na quantidade que você desejar, já que todos os pratos servidos podem ser repetidos.

A unidade da avenida Paulista é de fácil acesso, mas o ambiente mais bacana fica no Itaim. A parede repleta de garrafas de vinho dá um charme especial ao local.

Sugestão do chef: A mesa é farta, mas não deixe de reservar espaço para os doces, pois a casa conta ainda com um bom cardápio de sobremesas. Típica do Rio Grande do Sul, a cuca é bem saborosa e chega na companhia de doce de leite. Pena que há um tempo deixou de ser servida com sorvete de queijo – agora o gelado é de creme. No melhor estilo “homemade”, o sagu com vinho e creme de baunilha é sensacional.

Gallo i Vino: Rua João Cachoeira, 278 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3078-6268 e Shopping Center 3: Av. Paulista, 2064 – Tel: (11) 3251-1349



SPRW: Blú Bistrô

Dessa vez não conseguimos aproveitar a SPRW pois viajamos por praticamente todo o período do evento. Mas felizmente conseguimos visitar pelo menos um restaurante, e o escolhido foi o Blú Bistrô.

Numa casinha simpática do bairro de Perdizes com interior à meia-luz, o bistrô serve pratos focados na cozinha francesa. Para o menu promocional do almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 31,90 por pessoa), nossos pedidos foram os mesmos, com exceção da sobremesa.

O Creme de Feijão Branco com Cogumelos estava delicioso! Com certeza vamos tentar reproduzir a receita em casa.

Para o prato principal optamos pelo Peito de Frango à Kiev, cuja ave empanada e recheada com queijo gouda foi servida com molho de champagne e risoto de espinafre. Gostamos da combinação, mas a refeição foi um pouco pesada.

E no quesito sobremesa, a Mousse de Chocolate em Coulis de Figo e Cardamono parecia mais um pudim cremoso e bem gelado feito com chocolate Alpino. Não estava ruim, porém, não era uma mousse.

Já o Tartar de Morangos trazia a fruta picada com cobertura de chocolate derretido e um pouquinho de pimenta. Para apreciadores de morango, uma combinação perfeita.

Sugestão do chef: vale a pena consultar a programação musical no site do bistrô, já que alguns dias da semana o espaço oferece música ao vivo no jantar.

Blú Bistrô: Rua Monte Alegre, 591 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3871-9296. Funcionamento: Terça a sábado – almoço das 12h às 15h e jantar das 19h às 24h. Domingo apenas almoço das 12h às 16h.

 



Mexicaníssimo

Na última sexta-feira nos reunimos com o pessoal do Kekanto em mais um evento super bacana promovido pelo portal.

Regado a Tequila, o encontro aconteceu no Mexicaníssimo.

Ao contrário de boa parte dos restaurantes mexicanos da cidade, o Mexicaníssimo não adere à culinária Tex-Mex. A maioria das opções do cardápio é tradicional, porém, adaptada ao paladar brasileiro no que diz respeito à quantidade de pimenta.

O rodízio é o carro-chefe da casa. Apesar da aparência de alguns pratos se assemelhar com os principais itens de outros rodízios que seguem a linha Tex-Mex, o sabor é totalmente diferente, lembrando comida caseira.

Burrito de frango, Taco Sinaloense (com carne bovina, cebola rocha, queijo e champignon), Tostadas (tortillas com pasta de feijão), Flautas de frango, Enchiladas de frango cobertas com molho verde de pimenta jalapeño e Nachos acompanhados de Guacamole e Chili Beans foram servidas ao longo da noite. Tudo estava muito gostoso e superou as nossas expectativas.

Mas o melhor do jantar foi o Molcajete. Em uma pedra vulcânica, tiras de frango e carne bovina grelhadas com cebola, pimentão, champignon e queijo, arrancaram elogios de todos os presentes.

Ao som de um Mariachi, a noite terminou ainda mais animada!

Sugestão do chef: O rodízio completo custa R$ 32,90 por pessoa e é servido aos sábados, domingos e feriados no almoço e no jantar.

Mexicaníssimo: R. Ribeirão Claro, 192 – Vila Olímpia – São Paulo – SP – Tel: (11) 3045-1512. Funcionamento: Almoço: Segunda a Domingo das 12h às 15h. Jantar: Domingo a Quinta das 18h as 23:30 e Sexta e Sabado das 18h a 1h.



Quintal dos Orgânicos

Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.

Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.

Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.

Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.



A cozinha deliciosa e sem frescura do Sinhá

Nem sempre a gente consegue escrever logo sobre os locais visitados. Excesso de trabalho, cansaço, preguiça, tudo isso faz com que os posts às vezes se acumulem. Pra resumir a história, um dos lugares que há tempos figura em nossa lista de pendências é o Sinhá.

Nossa relação com o restaurante começou bem antes de irmos até lá. Faz muito tempo que somos leitores do blog Boteco do JB, de autoria do chef Julinho, fundador do Sinhá. No site – se é que alguém não sabe – ele expõe tudo o que pensa sobre o cenário da gastronomia. Combate com acidez nada moderada os vícios da crítica especializada, as afetações gastronômicas, os chefs midiáticos… Nem sempre concordamos com tudo, é óbvio, mas é impossível não perceber nos textos reflexões lúcidas e pra lá de necessárias.

Éramos leitores assíduos do blog do dono do Sinhá, mas ainda não tínhamos frequentado o restaurante. Pra falar a verdade, havia certa dúvida, com ares de desconfiança: conseguiria o chef servir, em seu restaurante, comida digna das avaliações rigorosas feitas sobre o trabalho de outras casas? Só tiramos a prova meses atrás, quando fomos lá pela primeira vez, na companhia de um casal de amigos frequentadores. Em alguns minutos percebemos que sim, é possível. O Sinhá é totalmente fiel à proposta de oferecer comida boa e sem frescura, exatamente como prega o JB.

Tudo é servido em sistema de buffet livre, com a possibilidade de se servir quantas vezes quiser pagando R$ 27,50 de segunda a sábado e R$ 34 aos domingos, preços módicos em uma cidade de gastronomia inflacionada como São Paulo.

Em nosso debute no Sinhá – e também nas outras três vezes em que almoçamos lá – iniciamos a refeição pelo pão de tapioca. Leve, saboroso e ainda melhor na companhia do chutney de tomate. Um começo muito melhor do que diversos couverts com preços exorbitantes servidos por aí em restaurantes à la carte.

Na mesa ao lado ficam as saladas, um dos pontos altos do Sinhá. Há um tempo o JB chegou a divulgar no Twitter o contato do fornecedor de hortifrútis, segundo ele o mais competente encontrado desde que ingressou no segmento. Elogio dos mais justos, posso garantir. Almoço quase todos os dias em restaurantes com sistema de buffet e raramente encontro verduras e legumes tão frescos. Entre as opções, destaque para marinada de legumes, quinua e vagem com gorgonzola.

Antes de chegar com tudo nos pratos quentes, vale uma pausa para petiscar uns chips de abobrinha. Pra mim, é nos detalhes que um restaurante deixa de ser “correto” pra se tornar um local onde quero voltar. E o chips é bom exemplo disso, afinal, nada mais é do que o legume cortado bem fininho, frito e revestido por uma camada de sal. O detalhe aqui é transformar algo simples assim em um petisco sempre crocante e delicioso! Prefiro aos disputados torresmos, outra boa pedida.

Os pratos variam de acordo com o dia da semana e uma dica é consultar o site do Sinhá para conhecer o cardápio. Aos sábados, uma das opções é a ótima feijoada.

A galinhada com mandioquinha também é muito bem feita, assim como o tomate assado com gema de ovo, a banana-da-terra com bacon, o nhoque de mandioquinha, e por aí vai. Em todas as visitas provamos comida deliciosa e esperamos que continue assim. Digo isso porque na semana passada o JB anunciou a venda do Sinhá. Pelo que escreveu, vai dar um tempo, passar por aquele processo que costumam chamar de “não fazer nada”, algo que costuma dar mais certo do que muita coisa que a vida nos força a fazer por obrigação. A boa notícia para os clientes é que a Talitha, nova proprietária, já comanda a cozinha do restaurante. A qualidade, portanto, tem tudo para ser mantida.

Como clientes eventuais, o principal desejo da Débora e meu é que a casa continue com o cuidado habitual na confecção das sobremesas. O Tiramissú de Rapadura (R$ 6), por exemplo, é muito, muito bom. Mas a razão desse comentário é a irresistível mousse de chocolate (R$ 6)! Tenho uma relação antiga com essa sobremesa que quase todo mundo pensa saber fazer. Provo mousse de chocolate por aí desde criança e, hoje, raramente me empolgo com alguma versão do doce, já que a maioria tem gosto de ovo, textura estranha ou – mais comumente – é feita com chocolate ruim. A do Sinhá é absolutamente perfeita. Tanto que, quando estivemos em Paris – viagem sobre a qual postaremos em breve –, provei umas cinco versões da sobremesa clássica. Dava duas colheradas e a Débora já me olhava perguntando: “e aí, melhor do que o do Julinho?”. Encontrei só dois no mesmo nível. Nada além disso.

Sugestão do chef: O ambiente é simples, a comida não tem frescura, a cerveja é servida em copo americano e a refeição não termina com Nespresso, mas com um excelente Fazenda Pessegueiro. Assim é o Sinhá, um restaurante tratado sem a devida deferência pelos guias e publicações especializados, que deixam de informar seus leitores sobre uma das casas onde o dinheiro de quem gosta de sair pra comer é mais valorizado nesta cidade.

Sinhá: Rua Antônio Bicudo, 25, esquina com a Rua dos Pinheiros – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3083-6849. De segunda a sábado das 11:30hs às 15hs e aos domingos das 12hs às 17hs. Não abre no jantar.



Bardot: o botecobistrô do Itaim Bibi

O Itaim Bibi reúne uma infinidade de bares e restaurantes. Se estiver pela região em busca de um bom lugar para comer, dirija-se ao Bardot.

Misto de bar e restaurante, o local apresenta a interessante proposta de servir petiscos inspirados em pratos e ingredientes da culinária francesa.

A carta de drinks tem boas opções. Gostamos bastante das combinações cuja base traz Espumante Mumm. O Fernando ficou com o La Luise – Mumm, Gran Marnier, suco de abacaxi e creme de pêssego (R$ 21), de sabor suave e levemente ácido. Claro que eu não deixaria de experimentar o Pink Pool – Mumm Rose Chamboard, purê de morango e suco de lichia (R$ 21), docinho e totalmente apropriado para o público feminino.

Continuamos empolgados com as bebidas e iniciamos a segunda rodada com Mojito de Maracujá (R$ 18) e o não-alcóolico Red Bubbles (R$ 14), mistura de framboesa fresca, limonada e Citrus.

Para petiscar, o excelente Croquete Bourguignonne – carne ao vinho tinto (R$ 16), sem dúvida foi a melhor opção do jantar.

Apesar de diferente, o Bolinho de Arroz Preto recheado com Roquefort (R$ 17) não empolgou tanto quanto imaginávamos.

A noite estava tão fria que o melhor a fazer era providenciar algo substancioso. O Fernando escolheu o Fetuccine Pimenta Preta (R$ 36), com ragú de pato, champignons e um leve toque de pimenta. Porção generosa, pato no ponto certo e tempero equilibrado.

Eu fiquei com a Sopa Dourada (R$ 19), um creme de cebola espetacular, perfeito para aquela noite gelada.

Estávamos satisfeitos, mas as boas opções de comida nos animaram a conhecer as sobremesas produzidas pela casa.

E assim encaramos a Taça Brasil-França – camadas intercaladas de creme de cupuaçu e de chocolate amargo (R$ 12,50) –, além do Creme Caramelo, uma espécie de creme brullée com sabor de laranja (R$ 12,50).

O Bardot foi uma excelente descoberta, afinal, unir boa gastronomia com porções de boteco é mesmo genial.

Sugestão do chef: Quem deseja um jantar tranquilo e atendimento prioritário precisa chegar cedo. Após às 21h o local fica muito cheio, barulhento e com fila de espera.

Bardot: Rua Clodomiro Amazonas, 260 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3168-9988. Horário de Funcionamento: Segunda á Sexta-feira, das  17h até o último cliente. Sábado, Domingo e Feriados, das 12h até o último cliente.



Al Mahachi: comida rápida com tempero árabe

Quem procura um almoço ou jantar rápido na zona leste, pode dar um pulinho no Al Mahachi.

O Restaurante funciona no bairro da Mooca e serve comida árabe adaptada ao gosto dos brasileiros.

Pra começar a refeição, a melhor pedida sãs as pastas. As meias porções de Homus, Babaganuj e Coalhada Seca são ótimas e chegam à mesa junto com uma cesta quentinha de pão sírio.

Na sequência provamos Miniquibe recheado de Coalhada (R$ 13,50 – 6 unidades). Bem executado e com recheio farto, superou as nossas expectativas.

A essa altura já estávamos satisfeitos, mas ficamos curiosos para experimentar as esfihas. Além da tradicional de carne, a casa oferece outras quinze opções de sabores (isso mesmo!), como calabresa com catupiry, queijo temperado, berinjela com mussarela e escarola. Todas podem ser fechadas ou abertas.

Nós ficamos com uma aberta de queijo temperado (R$ 2,80) e outra fechada de carne (R$ 3,20). Ambas grandes e com bastante recheio, foram aprovadas.

Para finalizar o almoço, esfiha doce de chocolate (R$ 4) e de goiabada com queijo (R$ 4). Assim como as salgadas são bem servidas e generosamente recheadas.

Sugestão do chef: De segunda a domingo, após as 18h, o Al Mahachi oferece serviço de entrega na região.

Al Mahachi: Rua do Oratório, 111 – Mooca – São Paulo – SP – Tel: 2601-0082/2601-1833. Domingo a Quinta-feira das 17h às 23h. Sexta e Sábado das 12h às 23h.



Jantar agradável no Santa Gula

A convite dos proprietários, fomos na semana passada pela primeira vez ao Santa Gula Arte & Gastronomia, restaurante encravado desde 1998 no quarteirão mais movimentado da rua Fidalga, na Vila Madalena. Para ter acesso é preciso percorrer um corredor repleto de bananeiras, belíssimo cartão de visitas. Era noite e, lá dentro, as luzes que predominavam vinham das velas nas mesas, tudo bem agradável e aconchegante.

Pra beber, pedimos suco de frutas vermelhas e a Eisenbahn Pale Ale, uma das opções da carta de cervejas, composta pelas três marcas especiais de propriedade da Schincariol: Baden Baden, Devassa, além da marca de Blumenau.

Gostamos bastante do couvert (R$ 11 por pessoa), composto por pães fresquinhos – entre os quais um pão de queijo bem gostoso –, manteiga com ervas, uma espécie de chutney de tomate e outro molho com um sabor interessante de pimenta rosa, pelo que identificamos.

De entrada, nossa escolha foi a porção de Guioza picante de frango com geléia de ameixa preta. Combinação deliciosa, mas foi pura gulodice, pois os pratos principais são muito bem servidos.

Por falar neles, um dos pedidos foi o Peito de frango em crosta de gergelim recheado com presunto cru e queijo Gruyère ao molho de manjericão. Tudo isso ainda acompanhado de risoto milanês (R$ 39). É um prato saboroso e seria ainda melhor se o frango não estivesse um pouco ressecado, talvez por ter ficado pronto antes do risoto.

Mas o destaque do jantar foi o Sfogliati de brie com molho de tomates frescos (R$ 42). Massa “al dente”, recheio farto e um molho muito bem feito!

Ainda é preciso destacar que o cliente pode alterar o prato e até criar novas combinações, sempre tendo como base os ingredientes que compõem as opções da casa. Essa preciosa dica não consta no cardápio, mas deveria, afinal pouquíssimos restaurantes possibilitam tais intervenções.

Encerramos com um Creme brulée de pistache (R$ 18) bem saboroso e com textura perfeita.

Tão bom quanto a Surpresa de berries (R$ 20), sobremesa servida numa taça com frutas vermelhas cobertas por merengue.

Agradecemos o convite para conhecer o Santa Gula. Tivemos um jantar caprichado que superou positivamente as nossas expectativas, já que boa parte dos restaurantes contemporâneos não apresenta refeições com porções tão generosas. Vai ver esse é um dos motivos que faz o estabelecimento, já lotado, ainda receber novos clientes por volta das dez da noite de uma quinta-feira.

Sugestão do chef: Além de restaurante, o Santa Gula também funciona como antiquário. Isso quer dizer que todos os objetos da decoração e utensílios estão à venda.

Santa Gula: Rua Fidalga, 340 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3812-7815. Horário: das 12hs às 16hs e das 20hs às 00:45hs. Domingo só almoço e segunda só jantar.



Bistrô e doceria Condimento

O Tatuapé vê surgir endereços gastronômicos o tempo todo. Mas poucos valem tanto uma visita quanto o Condimento, um misto de bistrô, doceria e café, inaugurado há uns três meses no bairro. Você pode ir até lá almoçar, tomar um chá, ou então comer ótimos doces americanos. Nós fizemos as três coisas!

Para matar a fome, há todos os dias dois ou três pratos executivos. Fomos no sábado e eu escolhi Risoto Milanês com Filé e manteiga de ervas (R$ 28,60). Recomendo, pois o risoto é muito bem feito e a carne, além de servida no ponto certo, veio perfeitamente temperada.

A Débora escolheu Camarão Creole com Capellini na manteiga (R$ 29,80). Bem saboroso, sobretudo para quem gosta de um molho mais picante e com o sabor do pimentão vermelho realçado. Lembra um pouco uma sardela, só que mais leve e, claro, sem aliche. Vale provar.

Além de fartos, todos os pratos são precedidos por uma saladinha acompanhada de deliciosos pães caseiros e manteiga Aviação. Restaurantes com esse cuidado costumam ganhar bons pontos em nossas avaliações!

A lista de bebidas inclui os sucos da marca Joy (R$ 4,50), aqueles com um conceito interessante: menos açúcar, frutas naturais… Pedi um de maçã, mas achei só razoável. Melhor mesmo estava o suco de uva verde coreano que a Débora escolheu.

Na aguardada hora da sobremesa, pedimos logo Blueberry Crumble com sorvete de creme (R$ 9). Simplesmente deliciosa da massa – cheia de manteiga – ao recheio lotado de blueberries.

Nosso lado chocólatra foi bem atendido pelo Brownie de Alpino com ganache e sorvete (R$ 8,50), um bolinho mais macio do que os brownies que costumamos encontrar, e com muito recheio. Sensacional!

Antes de fechar a refeição, passamos uns bons minutos consultando a carta de chás orgânicos da Gourmet Tea. Até escolher duas opções da linha inspirada na Ayurveda, a medicina milenar indiana: o Detox e o Revitalising (R$ 5 cada). São deliciosos e nos fizeram muito bem, assim como todo aquele almoço.

Sugestão do chef: as mesas do térreo são as mais concorridas, mas vale esperar pois o ambiente é o mais agradável, principalmente para as mulheres, que vão adorar a decoração em estilo parisiense. O andar de cima não tem, nem de longe, o mesmo charme. E para quem se interessa por aulas de culinária, a casa promete cursos em breve.

Condimento: Rua Itapura, 1525 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3554-1525. Horário: de segunda a sexta das 10hs às 19hs e aos sábados das 9hs às 19hs.



Sopa de cebola no Ceagesp

Sopa de cebola foi uma clássico da madrugada no antigo Ceasa. Pelas histórias que já ouvimos, começou sendo servida em meados da década de 60 pro pessoal que trabalhava no entreposto durante o turno da noite. Pelo jeito era tão boa que logo passou a atrair gente de fora. O tempo passou, mas até 27 de agosto deste ano é possível ir ao atual Ceagesp pra provar a tal iguaria.

Disponível nas versões simples e gratinada, a sopa de cebola é o ponto alto do rodízio servido no antigo prédio da Nossa Caixa, com acesso pelo Portão 3. Os R$ 19 pagos por pessoa dão direito a provar à vontade também outros três sabores, diferentes a cada semana. Na noite em que estivemos lá, experimentamos creme de mandioquinha, capeletti in brodo e mandioquinha com bacalhau. Mas o destaque mesmo é o ótimo caldo de cebola, não espere nada de excepcional dos outros sabores.

No cardápio há um pequena lista de vinhos, a maioria bem simples. Pedimos o vinho verde português Gazela, mas não combinou nada com as sopas – talvez só com a opção que levava bacalhau, mesmo assim com muita boa vontade!

Administrado por um buffet da região do ABC, o “Festival de Sopas Ceagesp 2011″ acontece às quartas e quintas das 18 horas até a meia noite e às sextas e sábados com horário estendido até 3 da manhã. Para não enfrentar filas da entrada aos momentos de se servir, prefira os dois primeiros dias. No fins de semana, chegue cedo ou tenha paciência, sobretudo nas noites de muito frio.

Para quem não conhece o local, nada de criar expectativas com um ambiente romântico ou algum outro clichê de inverno. Tudo lá é muuuito simples… em uma das poucas tentativas de arranjar uma decoraração, alguém resolveu abusar do mau gosto com uma bizarra sinalização do banheiro! Mas pode ir tranquilo ao Ceagesp que a sopa de cebola compensa.

Sugestão de chef: além das sopas, há a opção de se servir em uma mesa de queijos e antepastos. O preço por quilo é R$ 39.

Festival de Sopas Ceagesp: Portão 3 do Ceagesp, no antigo prédio da Nossa Caixa – Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP. De quinta a sábado, até o dia 27 de agosto. Estacionamento gratuito.



Rodízio de comida mexicana no Don Miguel

A primeira coisa a ser dita é que se você está de regime não deve prosseguir com essa leitura. Para quem ficou, informamos que o post é sobre rodízio de comida mexicana. Na verdade, um desses no estilo Tex-Mex, bem popular aqui em São Paulo. O local em questão é o Don Miguel, um bar/restaurante com fachada imponente no miolo do Tatuapé.

Atrás do bar, posicionado logo na entrada, a casa revela um ambiente bem agradável, frequentado por grupos de amigos e famílias inteiras. Na maior parte, gente da região.

No almoço dos sábados, domingos e feriados, o rodízio custa R$ 38,90 por pessoa. No jantar a escolha fica R$ 3 mais cara, já de segunda a sexta os preços são um pouco mais baixos.

A história começa com um prato de nachos cobertos com queijo, frijoles e chilli. Simultaneamente chega à mesa uma cumbuca com boa mistura de frijoles, carne moída e um molho com pimenta. Pena os nachos estarem encharcados de óleo!

A festa da trash food prossegue com canoas de batata cobertas com cheddar, requeijão e, como se não bastasse, raspas de bacon. Pesadíssimas, mas bem gostosas.

Tacos, quesadillas, enchiladas e afins complementam a comilança. Os recheios apresentam pequenas variações, como filet mignon com queijo, carne desfiada, frango com queijo e por aí vai. Exceção feita ao ótimo taquito de carne moída, nada empolgou muito. Foi uma refeição pesada – o que já imaginávamos – mas nem tão saborosa. Decepcionante, principalmente porque tínhamos ido lá duas outras vezes e a qualidade nos pareceu bem melhor do que a atual.

O fato é que, mesmo com proposta bem menos pretensiosa, o melhor mexicano do Tatuapé fica na mesma rua, um quarteirão acima.

Sugestão do chef: caso você aguente, pode acrescentar R$ 3,90 ao valor do rodízio para ser servido de uma bola de sorvete Hagen-Daz na sobremesa.

Don Miguel Mexican Bar: Rua Itapura, 757 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2097-6383 e Rua Sampainho, 164 – Cambuí – Campinas – SP – Tel: (19) 3254-1461


As massas caseiras do Lo Spaghetto

E eis que nos juntamos à família Luz para jantar no Tatuapé. Surpreendentemente, naquele sábado à noite as ruas principais do bairro estavam lotadas, fato que nos obrigou a alterar a programação incial duas vezes até encontrarmos um restaurante cuja fila de espera fosse inferior a uma hora e meia. Foi assim que chegamos até a cantina Lo Spaghetto.
A entrada principal dá acesso a um misto de rotisserie e empório que, além de molhos e antepastos, comercializa algumas opções de pratos prontos e, principalmente, massas caseiras de fabricação própria.
Enquanto aguardávamos uma mesa, o garçom logo trouxe os antepastos: pão italiano, bons queijos, frios, sardela e ácidas azeitonas pretas (R$ 25).

A conversa estava tão animada que a espera, estimada em uma hora, nem nos pareceu tão longa. Já na mesa, o vinho tinto chileno Grand Tarapacá Carmenère (R$ 59) acompanhou muito bem as azeitonas verdes, a beringela em conserva e a sardela do couvert (R$ 7 por pessoa).

No cardápio há algumas opções de carnes, frutos do mar e risotos, mas as massas predonimam e a nossa escolha por elas foi unânime (e a aprovação também!).
Mezza Luna de Alcachofra ao molho Vicino (branco, ao sugo e gorgonzola) para o Fernando e Luna Piena de Catupiry e Manjericão ao molho de camarão para mim. Ambas excelentes, com consistência al dente e molhos muito bem executados. A família Luz foi de Fusilli, Fettuccine e Luna Piena de Catupiry e Manjericão. Todas as massas custam R$ 35, independentemente do molho escolhido.

A lista de sobremesas não empolgou muito e todos já foram pedindo o café (R$ 3,20) , mas uma pessoa fissurada por açúcar como eu não podia deixar de provar algum doce.

Escolhi a Panna Cotta (R$ 12) e não me arrependi. Muito leve e de sabor suave, combinou bem com a calda de frutas vermelhas.

E assim, como acontece no final de cada post no Da Cachaça para o Vinho, um brinde ao nosso ótimo jantar e à ótima companhia!


Sugestão do chef: para que mora na região do Tatuapé, o Lo Spaghetto disponibiliza serviço de delivery de terça a sexta das 18h às 23h, aos sábados das 11:30 às 16h e das 18h às 23h e aos domingos e feriados das 11h às 16h.

Lo Spaghetto: Rua Emílio Mallet, 883 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2942-8674/Delivery (11) 2942 8674



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