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Nosso último dia em Curitiba foi curto. A melhor opção para aproveitar ao máximo o tempo era caminhar pelos arredores do hotel. Resolvemos passear novamente no centro histórico e, como não era dia da feira de artesanato, conseguimos observar a beleza das construções e perceber como tudo está bem conservado por lá.


Andávamos pela região do Largo da Ordem quando vimos um restaurante que chamou a nossa atenção por servir comida típica paranaense. Ainda era cedo, mas esperamos um pouco e fomos os primeiros clientes.
O Restaurante Estrela da Terra fica em um lindo casarão de 1919 tombado pelo Patrimônio Histórico.
Durante a semana o local funciona como self-service por quilo, servindo poucas opções de pratos triviais. Também é possível pedir algo tradicional à la carte, em porções para duas pessoas. O destaque fica para o bufê servido aos finais de semana e feriados. O preço é de R$ 29,90 por pessoa e dá direito a salada, pratos quentes e sobremesas.
Nos esbaldamos provando risoto de cordeiro com pinhão, creme de moranga com carne seca e catupiry, carne ao molho de cerveja com pinhão, frango ensopado, purê de mandioca, quirera (angu de milho) e, claro, um excelente barreado, cheio de condimentos e com a carne desmanchando.
Depois de tantas delícias, ainda encaramos as sobremesas: sagu ao vinho, pudim de leite condensado, doce de maracujá, de leite, de mamão e de banana.
Ainda bem que depois do almoço conseguimos queimar algumas calorias ingeridas fazendo uma boa caminhada. Fomos até o Bosque do Papa, onde está instalado o Memorial da Imigração Polonesa, uma espécie de museu aberto que retrata o modo de vida dos primeiros imigrantes vindos da Polônia para Curitiba.
As casas construídas com troncos de pinheiro são encantadoras. Uma delas abriga uma loja que vende artesanato e produtos típicos. O bosque foi inaugurado depois que o papa João Paulo II visitou a cidade.
Foi nesse belo cenário que nos despedimos da arborizada Curitiba. No rápido vôo de volta, tivemos tempo apenas para começar a programar nossa próxima viagem.
Sugestão de chef: durante o mês de junho o restaurante Estrela da Terra promove o festival do pinhão. Boa oportunidade para experimentar pratos feitos com esse ingrediente regional fresquinho. Em outras épocas é utilizado pinhão congelado.
Restaurante Estrela da Terra: Av. Jaime Reis, 176 (Largo da Ordem) – São Francisco – Curitiba – PR – Tel.: (41) 3222-5007 Bosque do Papa: Rua Mateus Leme – Centro Cívico – Curitiba – PR – Tel: (41) 3313-7194. Visitas: Bosque – diariamente, das 6h às 20h. Memorial – terça a domingo, das 9h às 18h30.
De volta a Curitiba após o passeio por Morretes, só queríamos saber de descansar um pouco no hotel. Depois de acordar bem cedo para pegar o trem turístico e encarar forte calor durante todo o dia, estávamos exaustos! Mas nem nos preocupamos com horário pois já estava decidido que jantaríamos no Babilônia Gastronomia, local que funciona 24 horas no bairro do Batel e é um misto de bistrô, cafeteria, padaria, restaurante japonês e tailandês.

Garantimos uma mesa no espaço dedicado à culinária oriental, chamado de Miss Saigon Asian Cuisine. A Débora, ainda satisfeita com o farto barreado do almoço, escolheu um dos combos de sushi (R$ 27,50). O combinado trazia 20 boas variedade, entre as quais tekkamakis, uramakis e nigiris.

Eu fui de filet mignon à moda de Bangkok. Por R$ 29,90, os medalhões com molho cremoso de pasta de curry vermelho, leite de coco e abacaxi vieram bem condimentados, mas com menos pimenta do que eu imaginava.
De qualquer forma, é um prato bem saboroso e que chega acompanhado de anéis de cebola e de um ótimo arroz com cenoura e castanha de caju. Caiu muito bem com o chope Heineken (R$ 5,90).
Pela nossa rápida passagem, não dá pra garantir que o espaço acerta em todas as diferentes opções que serve. A julgar pelos pratos pedidos, porém, dá pra dizer que vale a visita.
Sugestão do chef: Às sextas, sábados, domingos e feriados, o Babilônia serve Buffet de café da manhã.
Babilônia: Alameda Dom Pedro II, 541, Batel – Curitiba – PR – Tel.: (41) 3566-6464
Depois da maratona pelos parques curitibanos, ficamos famintos. Na hora do jantar não pensamos duas vezes e fomos conhecer o bairro da Santa Felicidade, onde se concentra boa parte dos mais visitados restaurantes da cidade. Comida por lá costuma ser sinônimo de fartura e preços razoáveis (não é regra).
Demos uma volta, olhamos o cardápio de alguns lugares e optamos por conhecer o rodízio italiano do Velho Madalosso (R$ 25 por pessoa), restaurante tradicional e bem mais intimista do que a nova unidade instalada na calçada da frente, que, de tão grande, se confunde com um condomínio.

O rodízio começa com salada, “risoto”, maionese e uma excelente porção de tulipa de frango servida com alho frito que ninguém conseguia parar de comer. Tudo é colocado à mesa de uma só vez. Certamente foi a comilança inicial que nos fez esquecer das fotos dos outros pratos.



Logo os garçons começaram a passar nas mesas servindo lasanha na manteiga, nhoque ao sugo e com tomate seco, espaguete ao alho e óleo e ao sugo, conchiglione recheado com quatro queijos e figo, rondelli, fraldinha, tender agridoce e lingüiça.
Um pouco seca, a lasanha na manteiga foi a única massa da qual não gostamos muito. Nenhuma da outras chega a integrar a lista das melhores que já provamos, mas, sem dúvida, estavam bem boas.
Acompanhamento do nosso farto jantar, o vinho chileno Arboleda Carmenère (R$ 79) agradou a todos.

Comemos muito bem e, mesmo satisfeitos, ainda encaramos um Creme de papaia com licor de Cassis (R$ 7,50) e uma Torta de Chocolate meio amargo com sorvete de creme (R$ 9).

O creme de papaia até não se saiu mal, mas as sobremesas não estão entre as melhores pedidas do Velho Madalosso, restaurante que, de uma modo geral, pode ser considerado de ótimo custo/benefício.
Sugestão do chef: o restaurante funciona no almoço e no jantar, mas não abre às segundas-feiras.
Velho Madalosso: Av. Manoel Ribas, 5.852 – Santa Felicidade – Curitiba –Paraná – Tel.: (41) 3273-1014