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Em nossa próxima visita à Santiago, uma coisa é certa: vamos nos hospedar na Providência. Foi o bairro com o qual mais nos identificamos, provavelmente porque reúne bares, restaurantes, áreas verdes e boa oferta de serviços, tudo isso sem a muvuca do Centro, mas com fácil acesso a outras regiões da cidade.
Uma de nossas descobertas por lá foi o Del Cocinero, agradável bistrô comandado pelo Cristián, um chileno que trocou a vida de executivo em uma companhia de aviação pelo seu verdadeiro projeto de vida, esse pequeno restaurante que serve pratos muito bem elaborados.
Quando chegamos tocava música brasileira no som ambiente, e não era só para agradar os muitos brasileiros que circulavam pela cidade. Tem a ver, na verdade, com o gosto musical do proprietário, que morou no Rio de Janeiro e fala muito bem o português.

Vendo o cardápio – disponível em espanhol, português e inglês –, logo decidimos começar pelo Ceviche del Cocinero, um ceviche de salmão com cebola roxa, abacate e fundos de alcachofra cozidos no limão, azeite e pimenta preta (4.800 pesos, algo como R$ 18). Por ser feita com salmão, essa versão foi a menos convencional que provamos do prato peruano adotado pelos chilenos. Estava excelente!
Provamos na companhia do Viña Sutil Limited Release Carmenére, do qual tínhamos uma boa expectativa não totalmente confirmada (11.500 pesos chilenos, em torno de R$ 43,50).

Na hora dos principais, a Débora escolheu aquele que seria o destaque da noite: Charlotte d’Agneu aux Aubergines (7.850 pesos/R$ 30). Trata-se de uma perna de cordeiro cozida e temperada com mel, manjericão e outras especiarias, servida com lâminas de berinjela, pimentão, abobrinha e cebola. Absolutamente sensacional, vale ir até lá só pra provar esse prato.
Eu pedi Pollo Relleno (6.800 pesos/R$ 25,70), um ótimo frango recheado de aspargos e amêndoas, servido com risoto.

Outro destaque do Del Cocinero é a carta de sobremesas. Tanto que acabamos pedindo três! Primeiro, a Débora foi de Crème Brulée con Arandános (blueberry) – 2.600 pesos/R$ 10. Estava bom, mas esperávamos um sabor mais acentuado de blueberry. Eu fui numa receita mais básica e gostei bastante: Flan de leche casero (2.200 pesos/R$ 8,50). Antes de pedir a conta, ainda dividimos um Helado de arroz con leche (2.600/R$ 10), um sorvete que, sem dúvida nenhuma, foi a sobremesa da noite.

Sugestão do chef: O restaurante fica em uma rua bem extensa, cuja numeração é um pouco confusa – tanto que o taxista se confundiu quando nos levou até lá. Para evitar problemas no trajeto, sugerimos imprimir o pequeno mapa disponível na seção “como llegar” do site do Del Cocinero.
Del Cocinero Bistro: Pedro de Valdivia, 041 – Providencia – Santiago – Chile – Tel.: (02) 233-9727. E-mail: delcocinero@gmail.com
Um restaurante familiar, cuja proposta é servir cozinha original, e que só abre a cada duas semanas tem todos os requisitos daqueles lugares que a gente adora conhecer. Por isso, nos perguntamos como só fomos saber do Tangerine quando a Priscila, proprietária da casa, mandou um e-mail nos convidando para ir até lá conhecer a proposta!
A Priscila é produtora de TV, por isso só encontra tempo (não sabemos onde) para abrir o restaurante aos sábados e domingos a cada 15 dias. O local? A parte da frente de uma casa em área totalmente residencial na região da Lapa, zona oeste de São Paulo. Um espaço pequeno, mas super aconchegante e com decoração retrô de muito bom gosto. Aliás, assim que começamos a notar todos os detalhes do espaço, imediatamente nos transportamos para a infância na casa das nossas avós. Tem varal com pano de prato pendurado, jogo americano feito com retalhos e um pinguim em cima da geladeira vermelha! Pura nostalgia.

No Tangerine toda a família coloca a mão na massa. A cozinha, de onde saem petiscos e pratos caprichados, é comandada pela própria Priscila e pelo irmão dela.
O pai se encarrega de elaborar o delicioso suco de uva natural e também alguns vinhos caseiros, uma tradição da família italiana retomada alguns anos atrás.

Como tudo é feito artesanalmente, claro que o cardápio é enxuto. Ao passar os olhos nas opções da seção “Para beliscar”, já fica claro que o termo “cozinha original” não é empregado por acaso. Um dos petiscos é um hamburguinho com cheedar e cebola roxa (R$ 18 a porção). Seria algo convencional não fosse um detalhe que faz toda a diferença: um delicioso pão de queijo faz as vezes do pão de hambúrguer! É daquelas sacadas que fazem a gente se perguntar: “como nunca pensei nisso antes?”
Outra ótima ideia resultou em uma repaginada no tradicional sanduíche de pernil. Na versão do Tangerine, a carne desfiada recebe a companhia de queijo brie e recheia uma tapioca que desmancha na boca (R$ 15). Chega à mesa na companhia de chutney de manga. Simplesmente sensacional!
Provamos também coxinhas nas versões Tradicional e Thai, essa última recheada com pedacinhos de frango ao curry (R$ 15 a porção).

Comemos tanto que quase não aguentamos chegar no prato principal – a casa disponibiliza duas ou três opções que variam, dependendo da semana. A solução foi dividir um Bobó de Camarão bem gostoso (R$ 20). Da próxima vez, porém, pretendemos provar o spaghetti à carbonara com abobrinha, feito com massa caseira.

Na hora da sobremesa, ficamos curiosos para provar o Brigadeiro de Chocolate Branco com limão siciliano, mas, infelizmente, já tinha acabado (por que será, né?!). Então, fomos de Brigadeiro Clássico (R$ 5) acompanhado de um Nespresso.

Se você gosta da ideia de fugir do tradicional e quer aproveitar uma refeição criativa, com sabor de comida caseira, em clima de encontro de amigos, certamente vai adorar esse verdadeiro achado numa cidade onde proliferam restaurantes pretensiosos e sem alma – exatamente o oposto do Tangerine.
Sugestão do chef: para a Páscoa, o Tangerine montou um kit com quatro bombons recheados. Cada chocolate é embalado em uma trouxinha de tecido e todos são acomodados dentro de uma lata de marmita!
Tangerina Cozinha Original: Praça Jesuino Bandeira, 97 – Vila Romana (uma travessa da Rua Aurélia) – São Paulo – SP. Não aceita cartão de crédito ou débito, apenas cheque e dinheiro. Para ser incluído no mailing do Tangerine e ficar sabendo sobre as datas em que o local abrirá, é só escrever para: tangerineoriginal@gmail.com
Quando recebemos convite da assessoria de imprensa para conhecer o Canvas, logo pensamos, com um certo preconceito: “é um restaurante de hotel”. Claro que não é uma regra, mas, pra nós, restaurantes de hotel costumam ter uma atmosfera fria, sem alma. Ao chegarmos no 1º andar do Hilton São Paulo Morumbi, percebemos que seria diferente.
Com projeto arquitetônico do argentino Daniel Piana, o ambiente do Canvas não tem nada de sisudo, pelo contrário, é muito agradável! Piso vazado na área superior e belos quadros distribuídos pelo salão (à venda, inclusive) dão um certo clima de galeria de arte. E é essa a temática transferida para um menu artístico inspirado no pintor francês Henri Matisse, servido no jantar de segunda a sexta. Por R$ 75, dá direito a entrada, prato principal e sobremesa, tudo preparado sob o comando do talentoso chef ítalo-holandês Jan Erik Fois, que atuou em conceituados restaurantes de Londres antes de iniciar, há 10 anos, sua carreira no Hilton, primeiro em unidades da Austrália.

Ainda olhávamos o cardápio promocional quando chegou à mesa o couvert (R$ 12). Trata-se de uma ótima seleção de pães artesanais, manteiga caseira e tartar de salmão, de filet mignon e de tomate.
Como gostamos de tudo do cardápio promocional, implantamos novamente a consagrada técnica de escolher uma opção para cada um de nós, já que o menu artístico oferece duas alternativas de escolha para cada etapa de refeição.
A entrada escolhida pela Débora foi o Carpaccio de Peixe Prego com frutas. É um prato bem leve e muito saboroso.
Eu fui na opção mais consistente: Terrine de Costela de Boi. Gosto de costela, mas não como tão frequentemente por considerar um prato muito gorduroso. Essa apresentação em forma de terrine, porém, é a medida perfeita para saborear aquela carne muito bem temperada desmanchando na boca.

Na sequência, a Débora foi servida de Namorado à Provençal. Novamente gostou bastante, e elogiou os legumes do acompanhamento, sobretudo o tomate confitado.
Para mim, mais um prato com carne: Ossobuco com Risoto. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que adoro comida italiana, por isso não desperdicei a oportunidade de provar esses dois clássicos em uma mesmo prato. Gostei demais da combinação!
Como cortesia do chef, experimentamos também outra de suas criações: o Ravioli de Rabada, que não faz parte do menu artístico mas integra o cardápio regular. Sem medo de errar, podemos dizer que foi uma das massas mais gostosas que provamos nos últimos anos.

E por falar em cardápio principal, o design dele foi feito por um colaborador do Canvas. E mais legal que isso é saber que ele também é um jogo super bacana!

De volta ao menu que homenageia Matisse, chegava a hora da sobremesa. Fiquei com a Delícia de Chocolate, uma espécie de torta mousse com ótima textura, servida com calda e um figo in natura.
Já a Débora escolheu Mini Bolo de Abacaxi com sorvete de coco e finalizou sua refeição com um gostinho de festa de aniversário.
Para quem não dispensa um bom vinho, o Canvas conta com uma boa carta de rótulos que permanecem acondicionados na lindíssima adega climatizada. Mas o que chamou nossa atenção foi a ampla variedade de drinks, com destaque para as combinações entre espumante e frutas e de vodca Ciroc (aquela feita à base de uvas) com uma série de ingredientes.
Provamos uma mistura de espumante com purê de maçã-verde (R$ 30), e também um drink mais forte, o Sand Dunes (R$ 42), que combina vodka Ciroc, geleia de pimenta e cherry brand.
Saímos com uma impressão bastante positiva também do atendimento prestado pela equipe do Canvas. Isso não apenas na nossas mesa – já que éramos convidados – mas pelo que percebemos em todo o salão, bastante movimentado naquela noite de segunda-feira. Boa parte do público do hotel é formada por estrangeiros que visitam São Paulo a negócios, e o atendimento em inglês, por parte dos garçons, funciona muito bem.
Na saída, inspirada pela noite dedicada às artes (plásticas e gastronômicas), a Débora ainda brincou um pouco com a tinta guache na tela de pintura, disponível para os clientes desenharem ou deixarem recados.

Sugestão do chef: O Canvas participa, no jantar, da edição 2012 da SP Restaurant Week, de 5/3 a 18/3. O cardápio (R$ 43,90) é diferente, com exceção das sobremesas.
Canvas Bar & Restaurante: Hotel Hilton São Paulo Morumbi – Avenida das Nações Unidas, 12.901 (Centro Empresarial Nações Unidas) – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2845-0055
Neste post fizemos um resumo de todas as dicas de bares e restaurantes que visitamos em Montevidéu.
Vale ressaltar que a cidade não tem uma rua ou região de total concentração gastronômica, porém os bairros de Pocitos, Punta Carretas e Ciudad Vieja concentram a maioria dos lugares. Quem procura uma refeição rápida e bastante tradicional, pode provar Chivito em todos os cantos da cidade.
Região Central:
Tannat – Boa carta de vinhos e cardápio variado com opções que vão desde risotos, massas, carnes, aves, frutos do mar e comida japonesa. De tudo o que provamos, gostamos mais do risoto do que da carne.
El Palenque (dentro do Mercado do Porto) – Especializado em carnes na parrila, mas também serve alguns peixes. Vale ressaltar que nele provamos a melhor carne da viagem.
Roldós – O lugar é muito famoso por ter criado a bebida mais conhecida de Montevidéu: o Médio y Médio. Também fica no Mercado do Porto.
Pocitos:
Fellini – Restaurante italiano com massas caseiras e algumas carnes.
Bar 62 – Perfeito para petiscar, almoçar ou jantar, já que o menu é bem diversificado e possui ótimo ambiente. Comida e atendimento excelentes.
Área rural:
Bodega Bouza – Excelente opção para passear e almoçar em um local muito bonito com comida saborosa. Os preços, porém, são altos.
Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
Conhecer a Bodega Bouza é, sem dúvida, um dos melhores passeios em Montevidéu (se não for o melhor!).
A jovem vinícola tem menos de dez anos e está localizada a uns 20 minutos de carro do centro da cidade. Como nós não alugamos um automóvel, contratamos o serviço de remise para ida e volta do hotel em que estávamos hospedados. Foi bem caro (1.000 pesos no total/ R$ 100), mas por se tratar de um domingo, achamos a melhor opção, já que a cidade fica muito vazia e com poucos táxis rodando.
Chegamos à bodega por volta das 10:30h e nos impressionamos com o local. Tudo muito bonito, agradável e organizado.

É necessário ter reserva para a visita guiada e também para a degustação. Fizemos isso por e-mail bem antes da viagem. Para quem pretende só almoçar por lá, a reserva não é obrigatória.
O valor da Visita Guiada é de 200 pesos/R$ 20 por pessoa. Quem opta pela Degustação Clássica paga 500 pesos/R$ 50 e neste preço está inclusa a visita guiada, experimentação de quatro tipos de vinho da linha média e uma tábua com pães, queijos e frios. O mesmo acontece na Degustação Top, porém, os quatro vinhos são da linha mais nobre e o preço sobe para 900 pesos por pessoa/R$ 90.
O tour, coordenado por uma moça simpática e atenciosa, começou pelos vinhedos. Ela nos explicou sobre todo o processo de cultivo das uvas, em especial da Tannat, a principal casta do Uruguai.
Em outubro já pudemos ver alguns cachos crescendo. A colheita é feita sempre entre os meses de dezembro e março.

A próxima etapa foi conhecer o espaço destinado à produção dos vinhos. É um local bem pequeno, possui apenas uma máquina para receber as uvas recém-colhidas e alguns tonéis de fermentação.

Um pouco maior é a adega climatizada. Nela alguns vinhos descansam por meses – e até anos – dentro dos tonéis de carvalho.
O mais interessante da adega é que em seu subsolo existe uma espécie de biblioteca da vinícola, onde são guardados exemplares de todas as safras.

Para finalizar o tour, visitamos a coleção de carros e motos antigas da família Bouza.

De lá nos dirigimos ao restaurante para a degustação clássica. Foram servidos quatro vinhos: branco Chardonnay, rosé Tempranillo, tintos Merlot/Tannat e Tannat da safra 2009.
Eu gostei bastante do branco e do Merlot/Tannat, pois são mais leves. O Fernando é fã dos vinhos mais encorpados e preferiu o Tannat.

Mas se tem algo que achamos melhor que os vinhos foi a torrada servida com cebola ao vinho Tannat. Depois desse aperitivo, não tivemos dúvida de que o almoço iria nos surpreender.
Bouza Baby Beef em redução de Tannat com batatas gratinadas, bacon e tomates confitados (410 pesos/R$ 41) foi o prato do Fernando. “Excelente” era a única palavra que ele repetia o tempo todo enquanto comia!
Eu também fui muito feliz na escolha. O Ravioli de Mussarela, tomate e manjericão (380 pesos/R$ 38) estava delicioso! Massa e molhos muito frescos, tudo perfeito.
Só não afirmamos que esta foi a melhor refeição da viagem pois também provamos carnes espetaculares no El Palenque.

Para finalizar o almoço incrível, só mesmo duas sobremesas memoráveis como o Cremoso de Chocolate recheado com Pistache (260 pesos/R$ 26) e o clássico Creme Brulée (220 pesos/R$ 22).

E foi com este dia maravilhoso que a nossa estada em Montevidéu chegou ao fim. Aliás, finalmente tivemos um dia maravilhoso em Montevidéu.
Sugestão do chef: ao lado do restaurante funciona uma loja que comercializa os vinhos da bodega, alguns acessórios e roupas confeccionadas em lã e couro. Os preços, porém, não são nada atrativos.
Bodega Bouza: Cno. de la Redención 7658 bis – Montevideo – Uruguay – Tel.: (598) 2323 7491/Tel.: (598) 2323 3872. De segunda a domingo. Visitas guiadas às 11h/13h/16h
Restaurante da Bodega Bouza: Tel: (598)2323 4030. Aberto todos os dias das 11h30 às 15h.
Próximo ao hotel em que nos hospedamos em Montevidéu, um restaurante chamou a nossa atenção. Chegamos mais perto, achamos o cardápio interessante e decidimos entrar.
O Tannat Restaurante e Wine Bar apresenta uma carta bastante variada, passando por carne, massa, risoto, marisco, frutos do mar e até sushi! Não costumamos arriscar em um restaurante onde da cozinha sai de tudo, mas já estávamos na capital uruguaia tempo suficiente para entender que essa mistura é comum em boa parte dos lugares.
Rapidamente nos serviram o couvert: algumas torradas, chips de batata doce, maionese e patê à base de cenoura. Petiscamos tudo enquanto nossos pedidos eram preparados.

Da parrilla saiu o Vacío com Papa Dulce (380 pesos/R$ 38) pedido pelo Fernando. A carne pouco saborosa não agradou nada.
Eu tive mais sorte com o Risoto de Hongos (370 pesos/R$ 37). O prato estava bem feito, porém, prefiro o ponto do arroz um pouco mais cozido.

E por falar em sorte, não contamos com ela no momento da escolha do vinho. A carta era boa, mas com poucas opções da bebida servida em taça. Escolhemos o De Lucca 2009 – Tannat (85 pesos/R$ 8,50) e tanto no rosé quanto no tinto o gosto do álcool predominava. Bem ruim mesmo.
O ponto alto da nossa refeição foi a sobremesa. O Helado Tannat con frutos del Bosque (185 pesos/R$ 18,50) estava delicioso e nos surpreendeu positivamente. Gostamos tanto que saímos de lá com a promessa de tentar reproduzir a receita em casa.

Sugestão do chef: De segunda a sexta-feira no almoço o Tannat oferece menu executivo a preço fixo com com entrada, prato principal e sobremesa.
O movimento é grande e a promessa é de oferecer as melhores massas de Montevidéu. Desse jeito, não é culpa nossa ter chegado ao Fellini com grandes expectativas. Era noite de sexta e esquecemos de fazer reserva. Não esperamos porque ainda era cedo, mas nos colocaram numa das piores mesas, com toda a movimentação de um ponto de ônibus do outro lado do vidro…
Por volta das 20:30 a casa começou a encher e um violonista passou a animar o ambiente com boa música. Bebíamos uma Zillertal, nossa preferida entre as cervejas uruguaias (110 pesos/R$ 11) enquanto escolhíamos o que pedir. Logo chegaram uns pães acompanhados de um patê bem sem-graça. Começo discreto para um restaurante italiano, locais em que o couvert costuma ser ótimo.

Um dos pratos escolhidos foi o Agnolotti Zuca com molho Pomodoro e Basílico (250 pesos/R$ 25). Estava só razoável, nada além disso.
Do outro pedido, Lasagna de Carne y Hongos, gostamos mais (275 pesos/ R$ 27,50). É bem recheada e servida com um bom molho e muitos cogumelos. De qualquer forma, passa longe de ser uma massa memorável. Bem longe mesmo.

O ponto alto da refeição veio no final, quando chegou à mesa a Muerte por el Chocolat, uma sobremesa com espeto de frutas, sorvete de chocolate, brownie e fondue de chocolate ao leite e amargo. Um deleite para chocólatras como nós. Isso é que dolce vita.

Sugestão do chef: Caso não aguente uma sobremesa inteira, mas ainda assim quiser um docinho, peça um café! Isso mesmo, no Fellini o espresso chega na companhia de raspas de chocolate, chantily, canela e açúcar cristal.

Fellini: Jose Marti, 3408, esquina com Benito Blanco – Pocitos – Montevidéu – Uruguai
Em um ambiente dos mais agradáveis, decorado em estilo rústico, funciona o Bar 62, ótima opção para a noite no bairro de Pocitos. Fica na esquina de onde partia a primeira linha de bonde a circular por Montevidéu, a “línea 62″. O cardápio conta com diversas opções de drinks, vinhos e algumas cervejas locais, mas a casa funciona também como restaurante – e dos mais ecléticos –, servindo carnes uruguaias, comida japonesa e outros pratos inspirados na cozinha internacional. O melhor de tudo é que essa “bagunça” dá muito certo, e da cozinha saem preparações bem saborosas.
Tínhamos lido no Comidinhas elogios ao clericot preparado por lá, mas nos surpreendemos ao não encontrar no cardápio a versão com vinho branco da sangria, comum no Uruguai. Perguntamos ao garçom e ele disse que realmente não consta da carta, mas que, se quiséssemos, pediria para preparar. A pró-atividade dele foi só um exemplo do atendimento perfeito que a casa oferece. Claro que aceitamos a gentileza, porém imaginando que o pedido sairia bem caro. Errado! A excelente jarra de vinho branco com maçã-verde, morango, banana e pêssego em calda não custou mais do que 240 pesos uruguaios, ou R$ 24.

Para começar a matar a fome, pedimos duas entradas. A Débora foi de Ceviche Mixto de Lenguado y Camarones (290 pesos/ R$ 29), um prato delicioso, feito com peixe bem fresco, como deve ser.
Eu não sairia de lá sem provar uma carne, por isso pedi Chorizo. Custa 75 pesos (R$ 7,50) e é uma linguiças mais saborosa que as servidas nos churrascos brasileiros.

Na hora dos principais, escolhemos explorar a diversidade do cardápio. A “chica” pediu um menu japonês com 12 itens: 4 makis, 4 nigiris e 4 sashimis. Achou tudo bem-executado, no mesmo nível dos bons restaurantes japoneses daqui. O preço do combinado, vale dizer, não é barato, já que sai por 410 pesos, algo em torno de R$ 41. Aliás, não espere restaurantes muito baratos em Montevidéu.
Eu já tinha matado a vontade de comer carne, então pedi um prato vegetariano: Strudel de Hongos y Puerros con verdes (330 pesos/R$ 33). É uma criação sensacional! A massa desmancha na boca, os cogumelos frescos formam um ótimo recheio e o alho-poró dá um toque especial. Voltaríamos a Montevidéu só pra ir de novo ao Bar 62.

Sugestão do chef: Para nós, é um lugar para ir à noite, mas também abre no almoço. Só não programe comer lá em um domingo, pois encontrará as portas fechadas.
Bar 62: Miguel Barreiro, 3301, esquina com Chucarro – Pocitos – Montevidéu – Uruguai
Passamos 5 dias em Montevidéu no mês de outubro e, de um modo geral, foi decepcionante. Entre outras razões, porque deveríamos seguir as recomendações de dedicar apenas dois ou três dias à capital uruguaia, já que sobra pouco para fazer por lá depois disso. Percebemos isso logo de cara, quando saímos para conhecer a região central, onde concentra-se boa parte dos pontos turísticos.
Com um calçado confortável e disposição para caminhar, é possível conhecer a pé toda essa parte da cidade. A Plaza Independência é a principal. Na esquina dela com a avenida 18 de Julio, a mais importante via comercial de Montevidéu, está o Palácio Salvo, um prédio altão projetado pelo arquiteto italiano Mario Palanti, o mesmo que assina o parecido (porém mais conservado) Edifício Barolo, em Buenos Aires. A construção chama a atenção pela altura – são 95 metros –, mas não pela beleza. Carece de uns bons retoques e várias de suas unidades estão à venda.
Na mesma região estão o Palácio Estevez, um casarão já utilizado como sede do governo uruguaio, e uma construção moderna que é o atual edifício presidencial. No centro da praça, há uma grande estátua do herói nacional, aquele que expulsou os espanhóis em 1811, o general José Artigas em seu cavalo.

Atrás da escultura, a Puerta de la Ciudadela relembra a época em que Montevidéu era cercada por uma muralha. Com restauração concluída em 2009, o portal marca o começo da região conhecida como Ciudad Vieja. Olhando para a esquerda, o visitante verá o Teatro Solís, principal palco das artes cênicas uruguaias, que visitaríamos mais tarde.
Essa caminhada de reconhecimento da área central de Montevidéu foi desapontadora. Sem exageros, não nos encantamos por absolutamente nenhuma das construções históricas. Vimos um centro muito parecido com o da nossa cidade, São Paulo, o que lamentamos dizer que não é exatamente um elogio. Percebemos por lá os mesmos problemas sociais e urbanísticos, mas sem a visão reconfortante de preciosidades arquitetônicas como o Copan, o Municipal, o Martinelli, o viaduto Santa Ifigênia…
É isso, achamos o centro de Montevidéu feio e não tão seguro como prevíamos. No percurso a partir do hotel, no Barrio Sur – poucas quadras distante – fomos abordados duas vezes por gente pedindo dinheiro com cara de poucos amigos, vimos muitos moradores de rua e não nos sentimos tão à vontade para usar a câmera – a Débora fez várias fotos sob olhar fixo de gente mal encarada, sobretudo nas partes menos movimentadas. Turistas eram poucos e concentravam-se nos pontos mais óbvios, os mesmos onde havia presença policial – com exceção do domingo, dia em que vimos bem mais polícia na rua.
Mas não desistimos, e já na Ciudad Vieja seguimos pelo calçadão da rua Sarandi, cheio de lojas e com alguns cafés, museus e sorveterias. Nosso destino, claro, era o Mercado del Puerto, a antiga estação de trem trasformada em centro gastronômico, cuja grande atração é o churrasco uruguaio, preparado com lenha na parrilla.
Nesse programa turístico, não houve decepção! Escolhemos comer no famoso El Palenque, sem desanimar com a lotação total do espaço reservado às mesas em plena quinta-feira. Ficamos no balcão mesmo e lá experimentamos uma das melhores refeições da viagem.

A Débora adorou seu Petit Lomo (400 pesos, cerca de R$ 40) e eu comi uma picanha sensacional, servida exatamente no ponto pedido e com quantidade perfeita de sal (440 pesos ou R$ 44). Tudo acompanhado de Papas Fritas e de uma Papa a la Parrilla com Roquefort pedida à parte (120 pesos/R$ 12). Era tanta comida que nem precisaríamos ter pedido de entrada um provolone com jamón e azeitonas, bom só que muito salgado (180 pesos/R$ 18).

Finalizado o almoço, paramos em outro clássico, o Roldós. Para tomar medio y medio, é claro! Dizem que a mistura de vinho com espumante deixa muita gente bêbada rapidinho, mas com o estômago cheio não sentimos esse efeito. A versão tradicional (60 pesos/R$ 6) leva vinho branco, tem gosto de Sidra Cereser e é feita, nitidamente, com vinho ruim. Mesmo assim, é melhor do que as versões com vinho rosé e tinto, ambas criadas mais recentemente.

Quando pegávamos o caminho de volta, um garotinho chegou pedindo dinheiro. Conversamos um pouco e ele disse pra gente que era obrigado a conseguir o equivalente a 20 reais por dia com os turistas brasileiros. Triste demais.
Nesse clima chegamos ao Teatro Solís pontualmente às 16 horas, quando começa uma das visitas guiadas. Para ouvir as explicações em português, o preço é de 40 pesos uruguaios por pessoa (cerca de 4 reais). Com a guia falando espanhol, sai pela metade do preço. A visita dura uns 40 minutos e o destaque, claro, é a sala principal, que não é enorme mas é bem bonita. Nada além dela nos impressionou, e olha que estava rolando uma exposição de fotos e outra de roupas cênicas, mas ambas bem fracas.

No final, paramos no café do teatro para comer uma ótima Torta Rogel acompanhada de um espresso (tudo por 180 pesos/R$ 18). Esse café da tarde nos deu energia para uma caminhada mais longa, até o Palácio Legislativo.

Situada na avenida Libertador, a sede do congresso uruguaio é o prédio mais bonito entre as construções históricas vistas nesse dia, mas fica já fora da região central e isolada das outras atrações turísticas.

El Palenque: Perez Castellano, 1579, dentro do Mercado del Puerto – Montevidéu – Uruguai. Tel.: +598 29170190
Teatro Solís: Reconquista esquina com Bartolomé Mitre – Montevidéu – Uruguai. Visitas guiadas: terças e quintas às 16 horas; quartas, sextas e domingos às 11hs, 12hs e 16hs e sábados às 11hs, 12hs, 13hs e 16hs. Às quartas há visitas grátis em espanhol.
A Confeitaria Colombo é um daqueles lugares que encantam mais pela sua história e beleza da construção no estilo Art Nouveau do que pelos produtos que oferece. É mais ponto turístico do que café/confeitaria. Pelo menos foi essa nossa impressão ao visitarmos o histórico endereço no centro do Rio de Janeiro.
Cristaleiras, enormes espelhos, mesas e balcões de mármore compõem uma ambientação que transmite uma certa sensação de “túnel do tempo”.
Em seus 117 anos, a Colombo acumulou entre os frequentadores uma verdadeira seleção de personagens históricos da nossa cultura e política, entre os quais o escritor Machado de Assis, o poeta e jornalista Olavo Bilac e o ex-presidente Getúlio Vargas, só para citar alguns nomes.

Em nossa visita, demos uma boa volta pelo imponente salão, reparamos nos detalhes e tiramos muitas fotos. Talvez seja realmente isso o melhor a fazer na Colombo, porque a comida deixa muito a desejar. Recusamos o almoço no andar de cima por considerar o preço muito alto. Petiscamos, então, Empada de camarão (R$ 5), Quiche de ricota com espinafre (R$ 7,80) e Bolinho de aipim com carne (R$ 4,20). Nada de mais, comemos salgados muito melhores em lugares simplezinhos por aí.
Estava com mais fome do que a Débora e por isso pedi também Omelete com salada e, ao provar, percebi que da cozinha de casa já saíram produções mais caprichadas…
Ainda provamos tartelete de frutas frescas (R$ 5,50) que, assim como a Colombo, atrai pelo visual, mas não pelo sabor.
Sugestão do chef: Caso, ao visitar a Colombo, você sair desapontado com a sobremesa (como a gente), reforce a dose de glicose com o delicioso Apfelstrudel do Deli 43 – Pavelka, um café simpático localizado bem em frente.

Confeitaria Colombo: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2505-1500. Filial no Forte de Copacabana.
Deli 43: Rua Gonçalves Dias, 43 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2222-1163. Tem filial no Leblon.
A segunda manhã no Rio de Janeiro começou na Estação do Cosme Velho, ponto de partida do Trem do Corcovado, cujo destino é o topo do morro onde fica o monumento do Cristo Redentor.

Chegamos à bilheteria por volta das 9:30hs, porém o próximo ingresso disponível era para embarque apenas às 11:30. Aproveitamos o intervalo e caminhamos alguns quarteirões para visitar os casarões em estilo neocolonial do pitoresco Largo do Boticário.
Algumas casas do largo estão abandonadas e foram tomadas por sem-tetos. Outras ficam em uma parte fechada e mais reservada, sendo que em uma delas funciona um hotel boutique.

De volta à Estação do Cosme Velho, embarcamos no trem. O percurso pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado dura em torno de 20 minutos. Pela janela, os passageiros apreciam a vegetação da mata atlântica do Parque Nacional da Tijuca. Se você for um turista de sorte, pode ser que um grupo de sambistas anime o seu vagão!
No final do trajeto estávamos aos pés do Redentor. Ver a estátua do Cristo tão de perto foi emocionante! E a vista lá do alto é incrível, sem dúvida a mais linda que já contemplamos até hoje. Tudo foi perfeito e inesquecível, mesmo com o calor de quarenta graus e com a multidão de turistas.

Nossa programação para o almoço era explorar o boêmio bairro de Santa Teresa e encontrar um lugar bacana por lá. Pena que pelo fato do passeio no Cristo ter atrasado muito, não sobrou tempo para andar com calma, pois participaríamos de um evento no final da tarde.

Escolhemos o Santa Arte, restaurante de comida brasileira com cardápio enxuto. Não foi o nosso preferido, mas era o único sem fila de espera.
O Fernando pediu Filé de Peixe ao Camarão com arroz de Alho Poró (R$ 29). A comida estava saborosa, mas achamos a porção pequena, com mais arroz que peixe.
Eu fui de Moqueca de Filé de Peixe com Camarão (R$ 29). O peixe estava praticamente idêntico ao pedido pelo Fernando, ganhando apenas um pouco de caldo e o acompanhamento de pirão. Estava bom, mas longe de ser uma moqueca de verdade.

Pertinho do Santa Arte encontramos um café super simpático, dentro de um casarão. É o Cafecito, onde entramos para provar o sorvete da marca carioca Sorvete Brasil. Aprovamos com louvor os dois sabores que escolhemos: figo com nozes e tangerina (2 bolas R$ 10,50).

Nos despedimos de Santa Teresa com a promessa de voltar em breve sem ter hora para ir embora.
Trem do Corcovado: Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2558-1329. Horário de funcionamento: Segunda a Domingo, das 8:30h às 19:00h, saídas a cada meia hora. Ingressos: R$ 43 para adulto e R$ 21 para crianças entre 6 e 12 anos. É possível comprar o ingresso pela internet.
Restaurante Santa Arte: Rua Paschoal Carlos Magno, 103 – B – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2242-9366
Cafecito: Rua Paschoal Carlos Magno, 121 – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2221-9439. Horario de funcionamento: Domingo a quinta: 10h às 20h. Sextas e Sábados: 10h às 23h. Fecha quarta-feira
A chance de provar, em plena capital paulista, uma refeição típica da região da Serra Gaúcha é motivo mais do que suficiente para ir ao Gallo i Vino. Principalmente porque os dois endereços do restaurante são garantia de comida farta e deliciosa, além de ótimo atendimento.
Por um valor fixo, que varia de R$ 23,90 no almoço de segunda a sexta a R$ 44,90 aos fins de semana, chegam à mesa três etapas de iguarias simples e muito bem feitas. Tudo começa com pão caseiro, salada de folhas, berinjela e uma dupla que merece atenção especial: tulipas de frango crocantes e tiras de polenta frita.
Antes de terminar a diversão inicial, os garçons já tratam de deixar à mesa um trio de massas com jeitão caseiro. Duas delas costumam variar, mas, por sorte, a melhor está sempre no cardápio. Trata-se do excelente torteli de abóbora. Sempre que vamos lá acabamos repetindo!
Mas nada de ficar satisfeito pois tem ainda maionese, radicci com bacon, deliciosas almofadinhas de queijo, costelinha de porco (dispensável) e, claro, a estrela principal do cardápio: o galeto, que chega à mesa sempre divinamente temperado.

Comida simples, ótima e na quantidade que você desejar, já que todos os pratos servidos podem ser repetidos.
A unidade da avenida Paulista é de fácil acesso, mas o ambiente mais bacana fica no Itaim. A parede repleta de garrafas de vinho dá um charme especial ao local.
Sugestão do chef: A mesa é farta, mas não deixe de reservar espaço para os doces, pois a casa conta ainda com um bom cardápio de sobremesas. Típica do Rio Grande do Sul, a cuca é bem saborosa e chega na companhia de doce de leite. Pena que há um tempo deixou de ser servida com sorvete de queijo – agora o gelado é de creme. No melhor estilo “homemade”, o sagu com vinho e creme de baunilha é sensacional.
Gallo i Vino: Rua João Cachoeira, 278 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3078-6268 e Shopping Center 3: Av. Paulista, 2064 – Tel: (11) 3251-1349
Dessa vez não conseguimos aproveitar a SPRW pois viajamos por praticamente todo o período do evento. Mas felizmente conseguimos visitar pelo menos um restaurante, e o escolhido foi o Blú Bistrô.
Numa casinha simpática do bairro de Perdizes com interior à meia-luz, o bistrô serve pratos focados na cozinha francesa. Para o menu promocional do almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 31,90 por pessoa), nossos pedidos foram os mesmos, com exceção da sobremesa.

O Creme de Feijão Branco com Cogumelos estava delicioso! Com certeza vamos tentar reproduzir a receita em casa.
Para o prato principal optamos pelo Peito de Frango à Kiev, cuja ave empanada e recheada com queijo gouda foi servida com molho de champagne e risoto de espinafre. Gostamos da combinação, mas a refeição foi um pouco pesada.
E no quesito sobremesa, a Mousse de Chocolate em Coulis de Figo e Cardamono parecia mais um pudim cremoso e bem gelado feito com chocolate Alpino. Não estava ruim, porém, não era uma mousse.
Já o Tartar de Morangos trazia a fruta picada com cobertura de chocolate derretido e um pouquinho de pimenta. Para apreciadores de morango, uma combinação perfeita.

Sugestão do chef: vale a pena consultar a programação musical no site do bistrô, já que alguns dias da semana o espaço oferece música ao vivo no jantar.
Blú Bistrô: Rua Monte Alegre, 591 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3871-9296. Funcionamento: Terça a sábado – almoço das 12h às 15h e jantar das 19h às 24h. Domingo apenas almoço das 12h às 16h.
Na última sexta-feira nos reunimos com o pessoal do Kekanto em mais um evento super bacana promovido pelo portal.
Regado a Tequila, o encontro aconteceu no Mexicaníssimo.

Ao contrário de boa parte dos restaurantes mexicanos da cidade, o Mexicaníssimo não adere à culinária Tex-Mex. A maioria das opções do cardápio é tradicional, porém, adaptada ao paladar brasileiro no que diz respeito à quantidade de pimenta.
O rodízio é o carro-chefe da casa. Apesar da aparência de alguns pratos se assemelhar com os principais itens de outros rodízios que seguem a linha Tex-Mex, o sabor é totalmente diferente, lembrando comida caseira.

Burrito de frango, Taco Sinaloense (com carne bovina, cebola rocha, queijo e champignon), Tostadas (tortillas com pasta de feijão), Flautas de frango, Enchiladas de frango cobertas com molho verde de pimenta jalapeño e Nachos acompanhados de Guacamole e Chili Beans foram servidas ao longo da noite. Tudo estava muito gostoso e superou as nossas expectativas.
Mas o melhor do jantar foi o Molcajete. Em uma pedra vulcânica, tiras de frango e carne bovina grelhadas com cebola, pimentão, champignon e queijo, arrancaram elogios de todos os presentes.

Ao som de um Mariachi, a noite terminou ainda mais animada!

Sugestão do chef: O rodízio completo custa R$ 32,90 por pessoa e é servido aos sábados, domingos e feriados no almoço e no jantar.
Mexicaníssimo: R. Ribeirão Claro, 192 – Vila Olímpia – São Paulo – SP – Tel: (11) 3045-1512. Funcionamento: Almoço: Segunda a Domingo das 12h às 15h. Jantar: Domingo a Quinta das 18h as 23:30 e Sexta e Sabado das 18h a 1h.
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