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Os chás gourmet da Talchá

O chá é uma bebida que ganha cada vez mais admiradores entre os brasileiros. Além do aumento no consumo, estão em alta profissionais e lojas especializados em desenvolver blends exclusivos, sobretudo na capital paulista.

Eu sempre fui apaixonada por chá e nunca liguei muito para café. Desde a adolescência comprava chás de sabores variados e consumia durante todo ano. Naquela época me limitava às poucas versões vendidas nos supermercados ou, no máximo, a contar com a sorte de ter alguém voltando do exterior, já que só lá fora existiam opções mais criativas. Para a minha alegria, hoje o cenário é bem diferente.

Dias atrás, o calor senegalês deu uma leve trégua e a temperatura caiu bem. Ótima desculpa para fazer uma pausa e ir até à Talchá, loja especializada em chás gourmet.

A carta é ampla e chega a ser difícil eleger apenas um. São diversas combinações e aromas, todos deliciosos!

O Fernando ficou com o Darjeeling Orgânico (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), chá preto plantado a dois mil metros de altitude e colhido no verão, para tornar o sabor mais pronunciado. De cor avermelhada e com aroma frutado, lembra o vinho muscat.

Eu escolhi o Jardim de Infância (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), uma mistura de pedaços de maçã, amêndoas, canela e beterraba. Totalmente aromático, apresenta sabor bem cítrico e um lindo tom amarelado.

Todos os chás da loja são vendidos em embalagens de 50g, 100g e 150g ou em latas para presente. Infusores, bules, xícaras e outras opções bacanas de acessórios também podem ser levados para casa.

Sugestão do chef: no site da Talchá funciona uma loja virtual, disponível para quem quiser adquirir online qualquer produto.

Talchá: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 (piso Pacaembu – loja 2012) – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3823-3744.



Almoço no Mercado Municipal de São Paulo

Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!

Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.

Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365



Quintal dos Orgânicos

Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.

Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.

Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.

Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.



Degustação de cervejas no Bierboxx

A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.

Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!

A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.

Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.

Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.

Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.

Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.

Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.

As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).

Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.

Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!

Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.

Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.


Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).

Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151



Criatividade no menu vegetariano do Banana Verde

Para muita gente comida vegetariana significa pratos cheios de legumes e verduras preparados com pouca criatividade e quase nehum sabor.
Se você também tem essa impressão, precisa conhecer o restaurante Banana Verde, localizado no miolo da Vila Madalena.
O espaço é pequeno mas muito agradável. Ao lado do salão funciona um empório de alimentos naturais que vende também alguns cosméticos, artesanato e até livros.

Pelo preço fixo de R$ 27,50 por pessoa, é possível escolher uma das duas opções de prato principal, se servir no buffet de saladas e sopa e ainda optar entre uma sobremesa do dia ou salada de frutas. Vale a ressalva de que o cardápio muda diariamente.
Os sucos naturais são cobrados à parte e algumas combinações, como a de maçã com gengibre e a de manga com hortelã, são bem refrescantes.
O buffet de salada é pequeno, mas repleto de alimentos frescos e caprichados.

A sopa de brócolis com ricota e quinua estava tão temperada e saborosa que não nos contentamos com apenas um prato.

As duas propostas de pratos principais nos agradaram. O Fernando ficou com o arrumadinho de mandioquinha recheado de milho, alho-poró, tomate e queijo.

Eu fui de queijo coalho assado ao molho de laranja com melaço, baião de dois (feito com arroz integral, feijão e couve), farofa de pimenta de cheiro com castanhas e purê de abóbora.

Ambos os pratos estavam espetaculares e chegaram à mesa com uma apresentação linda.
Com a sobremesa não foi diferente. A torta de pêra com nozes e iogurte estava impecável.

E depois desse post fica a prova de que comida vegetariana pode ter, além de cor, muito sabor e ainda proporcionar uma refeição bastante prazerosa.

Sugestão do chef: bem pertinho do Banana Verde fica o Beco do Batman, uma viela cujas paredes das casas são todas grafitadas. Passeio rápido e interessante.

Banana Verde: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3814-4828



Concurso Santo Quitute

Um dos bons acontecimentos de 2009 para nós foi o convite para integrarmos o júri de um concurso gastronômico. Aconteceu no Santo Quitute, evento promovido pela tradicional padaria Santa Tereza, instalada no centro de São Paulo e famosa, entre outros fatores, pela sua coxa creme e por oferecer panetone durante o ano todo.

A padaria mais antiga da cidade – inaugurada em 1872 – resolveu estimular a interação com seu público promovendo um concurso de receitas entre os clientes. A vencedora teve a honra de ver seu prato incluído no cardápio.
Eram três os finalistas. A primeira receita que provamos foi uma bruscheta tradicional. Bem-feita, sem dúvida, mas aquém das outras duas concorrentes.

O segundo prato foi um bacalhau com natas na cumbuca – foi apresentado na cumbuca e transferido em seguida para o prato. Receita das mais interessantes, com uma boa mistura de ingredientes. Chegou com um certo excesso de sal, é verdade, mas nada grave. Recebeu a maioria dos votos do júri popular, formado por pessoas que acompanharam o evento.

Por último, fomos servidos da Porção do Amor Perfeito, feita à base de carne seca bem temperada e acompanhada por mandioca, que por um probleminha precisou ser substituída por polenta. Ótima na apresentação e no sabor, foi eleita com cinco dos seis votos do júri, incluindo os nossos.

A autora da receita, dona Meire Eliana Ferrari de Mello, levou pra casa um trófeu, uma cesta de produtos da padaria, além de um avental de chef.

Foi uma tarde das mais agradáveis para nós e só temos a agradecer aos organizadores pelo convite.

Sugestão do chef: quem passa à frente da padaria Santa Tereza talvez não faça ideia de que além do ambiente simples do piso térreo, o espaço conta com um restaurante muito bem ambientado no andar superior. O cardápio inclui boa variedade de pratos à base de carne, frango e peixe. Bom local para uma refeição tranquila em meio ao burburinho da região da Sé.

Padaria Santa Tereza: Praça Dr. João Mendes, 150 – Centro – São Paulo – SP – tel.: (11) 3101-5667



Os sanduíches no forno à lenha do Melograno

No final do ano passado a Vila Madalena ganhou mais um bom espaço gastronômico, a Melograno Forneria.

Em uma casa bem agradável, com direito a quintal com um pé de romã, o restaurante apresenta ótimos sanduíches preparados no forno à lenha e uma imensa variedade de cervejas nacionais e importadas. No cardápio, há indicação do estilo da bebida que melhor combina com cada prato.

Começamos nosso jantar com o ótimo pão de azeitonas (R$ 4 a porção com duas fatias).

Para escolher a bebida, claro, me debrucei sobre a carta de cervejas. Terminei por escolher a Wäls Pilsen, feita em Belo Horizonte (R$ 7). É uma cerveja bem encorpada e com bastante amargor de lúpulo. Na minha opinião, excelente.

A Débora dispensou as cervejas e optou pelo coquetel Melograno, feito com vodca, soda, limão e bastante xarope de romã.

O sanduíche escolhido foi o Giotto, uma combinação de shitake e cogumelos Paris com molho de tomate e mussarela de búfala (R$ 25). O sabor estava muito bom e conseguimos dividir sem sair de lá com fome.

Mas na hora da sobremesa, a dúvida era tão grande que acabamos pedindo duas. A minha foi mousse de chocolate com biscoito de café e calda de chocolate e café (R$ 12). O nome Demoiselle é uma alusão à cerveja do estilo porter produzida pela cervejaria Colorado e disponível na forneria na versão chopp.

Gostei, mas reconheço que não se compara ao pedido da Débora. A Finestra, uma mousse de chocolate branco ao perfume de romã (R$ 9), é daquelas sobremesas para saborear devagar, torcendo pra demorar pra chegar na última colherada.

E foi exatamente o que fizemos ao mesmo tempo em que degustávamos o licor de cerveja da Eisenbahn (R$ 5 a dose).


Sugestão do chef:
As cervejas especiais podem ser levadas para casa, já que a Melograno também funciona como empório de cervejas.


Melograno Forneria e Empório de Cervejas: Rua Aspicuelta, 436 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-2921 – Horário de funcionamento: a partir das 18 horas.



A culinária regional do Feira Moderna

Quem passa em frente ao Feira Moderna não imagina que nos fundos da loja de artesanato funciona um excelente restaurante de comida brasileira.

O local é simples mas charmoso. Impossível não ficar totalmente à vontade ao se sentar em uma das mesas que contornam o jardim. Dá até pra se sentir no quintal de casa.

No cardápio, alguns dos principais pratos típicos da cozinha brasileira, com destaque para os da região nordeste. Os sucos, doces e sobremesas também são todos bem brasileiros.
Na entrada, uma lousa informa os pratos do dia. Ali mesmo decidimos quais seriam nossos pedidos: Vatapá (R$ 25) e Bobó de Camarão (R$ 25).

Ambos deliciosos, com sabor de comida caseira. E as porções generosas nos agradaram bastante.
Para acompanhar um almoço tão caprichado, escolhemos os refrescantes – e azedinhos – sucos de cacau e de cajá (R$ 3,50 cada).

Entre as mais atrativas sobremesas do Feira Moderna estão os sorvetes paraenses da marca Cairú. E não foi nada fácil decidir entre os vinte e dois sabores, quase todos exóticos para nós aqui do Sudeste. Eu fui de Taperabá, servido com cajuí em calda, um tipo de compota feito com o mini-caju do cerrado (R$ 7,50).

O Fernando ficou com o de Mangaba (R$ 4,50 uma bola) e, na sequência, pediu um bombom de Cupuaçu (R$ 3,50) que estava tão bom quanto nossos sorvetes.

Ultimamente temos freqüentado bastante o Feira Moderna, pois, além de ficar num dos nossos bairros preferidos, é um restaurante que faz pratos excelentes, bem servidos e a preços justos.
Em uma das outras visitas provamos o ótimo Filé de Badejo ao molho de vinho branco com creme de leite, alcaparra, camarão, cogumelo, arroz branco e brócolis (R$ 26).

Sobre os doces, conhecemos o bolo de fubá cremoso (R$ 4), o bolo de rolo (R$ 4) e a mousse de cupuaçu com chocolate (R$ 4,50). Recomendamos todos.

Sem dúvida o Feira Moderna é uma boa opção para quem costuma receber estrangeiros e quer apresentar a eles um pouco do que há de melhor na nossa gastronomia, sem pagar uma conta exorbitante.


Sugestão do chef: além dos sucos exóticos, duas outras bebidas também chamaram a nossa atenção. O refrigerante de caju da marca São Geraldo, feito na cidade cearense de Juazeiro do Norte (R$ 2,80), e a Cajuína, suco integral de caju produzido artesanalmente lá no Piauí (R$ 4 o copo e R$ 8 a garrafa).

O refrigerante é levinho e quase não tem gás. A Cajuína é muito diferente do suco de caju que estamos acostumados a tomar. Eu gostei, mas o Fernando nem tanto.

Feira Moderna: Rua Fradique Coutinho, 1248 – Vila Madelena – São Paulo – SP – Tel. (11) 3032-2253



Buffet de sopas na Dona Deôla

O inverno começou com força total em São Paulo, época perfeita para aproveitar o buffet de sopas da padaria Dona Deôla. Em pouco menos de um mês, eu e o Fernando já passamos duas vezes por lá!

Pelo preço de 19,90 por pessoa é possível se servir à vontade e se deliciar com 8 tipos de sopa que variam conforme a noite. O buffet apresenta ainda boa variedade de pães, torradas, tortas salgadas, quiches, frios e até algumas saladas.

Frutas, doces caseiros, pães recheados e bolos compõem a ala doce.

Tudo muito fresquinho e feito com tanto capricho que é difícil parar de comer.
Mas como as sopas são as estrelas do buffet, aí vão algumas das nossas preferidas: canja, creme de queijos, caldo de legumes, creme de ervilha e caldo verde.

De vez em quando aparece também um ótimo abacaxi ao vinho, que ajuda a esquecer de vez o frio.

O buffet de sopas funciona diariamente após as 18h.

Sugestão do chef: vale a pena experimentar um pedaço do bolo bem-casado (tradicional ou de chocolate). Vendido por quilo, na minha opinião é a especialidade da casa.

Padaria Dona Deôla: Rua Pio XI, 1377 – Alto da Lapa – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3022-5640. Mais três endereços na capital.



Bebidas asiáticas

Como bem disse o Tony no comentário do post sobre a Liberdade, eu e o Fernando ficamos descontrolados dentro dos supermercados e mercearias do bairro oriental. Mas não é pra menos. Dá pra passar horas nesses lugares descobrindo novos sabores, produtos e curiosidades. Difícil é não sair comprando tudo que se vê pela frente.
Depois de olharmos bastante coisa, decidimos levar algumas bebidas, todas em média R$ 3.
Confira o nosso parecer – singelo e pouco aprofundado – sobre cada uma delas.

Bebida de batata d’água com cana e cenoura
Origem: China
Quando despejamos o conteúdo da latinha em um copo, tivemos uma surpresa: pedaços de cenoura, cana e batata d’água complementavam a bebida. Foi estranho.

A batata tinha textura de maçã e a cenoura perdeu seu gosto. O líquido lembra caldo de cana – inclusive no aroma – com menor concentração de açúcar e leve sabor de batata doce. No geral, não nos agradou. Não é parecido com nada que conhecemos aqui no Brasil.


Suco de Lichia
Origem: Malásia

Diferente dos sucos de lichia feitos por aqui a partir da fruta in natura, esse apresenta sabor marcante e refrescante, que se assemelha um pouco com o suco natural de pêssego. Uma delícia!

Suco de Lichia com pedaços de coco
Origem: Taiwan

O cheiro e o sabor da lichia prevalecem. Já o coco só foi notado nos pequenos pedaços, que, por sinal, ficaram tão hidratados que pareciam gelatina. Não é tão bom quanto o suco de Lichia citado anteriormente.

Grass Jelly Drink e Honey Herbal Jelly (bebidas com gelatina)
Origem: China
Estão mais para chá gelado do que para suco. Apresentam bastante espuma e têm gosto de chá mate com sutil sabor de caldo de cana no final. A cor é de refrigerante tipo cola e o aroma bem semelhante ao da bebida de batata d’água. Os pedaços de gelatina se concentram no fundo do copo.

Suco de abacaxi com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

De cara percebemos que não tem cheiro de abacaxi. Aliás, o aroma não é lá muito agradável. A bebida é ácida e o gosto de conservantes é acentuado.

Suco de uva verde com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

É o nosso suco preferido junto com o de lichia. O sabor se assemelha à polpa natural de uva verde. Não é muito doce e os pedaços da fruta são generosos.

De todas as bebidas, esta é a mais fácil de ser encontrada em diversos estabelecimentos. Pena que a embalagem é pequena.

Suco de aloe vera (babosa) e uva verde
Origem: Japão

Aroma e sabor marcantes de uva. Não se percebe o gosto de aloe vera – que não sabemos qual é – nem em seus finos e pequenos pedaços. É tão gostoso quanto o suco de uva verde – talvez por parecer muito com ele –, mas acreditamos ser diferente de outras bebidas de aloe. Da próxima vez vamos optar por um suco dessa planta sem qualquer mistura.

Tsingtao – Cerveja Pilsen
Origem: China

Pouco (ou nada) encorpada e quase sem espuma. O amargor é sutil e lembra, de longe, algumas pilsen nacionais de qualidade razoável. Não fez sucesso.


Sugestão do chef: além da Liberdade, esses produtos são encontrados em alguns empórios da região da 25 de Março e em outros pontos da cidade, como uma loja instalada no Conjunto Nacional, na Av. Paulista.



Uma tarde pela Liberade, bairro japonês de São Paulo

Estávamos apenas aguardando o Tony e a Cecília retornarem de viagem para nos conhecermos pessoalmente. O Tony é o autor do Blog de São Paulo e do De viaje a Brasil, ambos escritos em espanhol e destinados aos turistas. O primeiro é repleto de dicas e curiosidades sobre a cidade de São Paulo. Já o segundo traz informações sobre todo o Brasil. Recentemente ele criou um novo blog, com detalhes da viagem que fez com a Cecília pela Patagônia. Imperdível pela preciosidade do conteúdo e pelas lindas fotos dignas de cartão-postal.
Antes da partida deles para as terras argentinas, combinamos que nosso primeiro encontro não-virtual aconteceria em algum restaurante da Liberdade, tradicional bairro oriental do centro de São Paulo.

Eu gosto demais da culinária oriental – especialmente da japonesa – mesmo tendo conhecimento limitado sobre o assunto. O Fernando é novato nessa área, até gosta um pouco de comida chinesa, mas ainda não morre de amores. Por isso fiquei algum tempo sem freqüentar a Liberdade. Não achava graça comprar produtos orientais nas mercearias e lojinhas de presentes, sem me esbaldar nos restaurantes típicos.
Mas depois do agradável encontro com nossos novos amigos, parece que essa situação vai mudar. O Fernando voltou animado e quer visitar outro restaurante oriental em breve (tá certo que boa parte dessa animação é culpa da simpatia do Tony e da Cecília).
Quem chega à Liberdade percebe que a cultura japonesa não é a única que predomina no bairro. Influências chinesas e coreanas também se mostram presentes. E na culinária não é diferente.
Um pouco disso pode ser encontrado na Churrascaria Galvão Bueno, restaurante sugerido pelo Tony para o nosso almoço.

Com ambiente simples e bastante informal, a casa oferece exclusivamente o sistema de bufê, com especialidades das cozinhas japonesa, chinesa e coreana (R$ 24 por pessoa).

Há opções de pratos quentes e frios, desde os comuns para os brasileiros até os mais inusitados, como essa gelatina de soja (no recipiente do meio).

Legumes e vegetais apareciam na maioria dos pratos frios, com destaque para as versões condimentadas e em conserva.



A variedade de molhos e temperos não se limitava ao tradicional molho shoyu, acompanhamento obrigatório para o sashimi, que, por sinal, estava fresquíssimo e muito saboroso.


Até o Fernando, que não dá muita bola pra peixe cru, concordou.
E com os sushis não foi diferente, todos super caprichados.


O de salmão, kani e nabo era o mais interessante. Fatias de pepino e broto de nabo deixaram a combinação mais atraente e bonita.

Partimos para os pratos quentes começando pelo guioza, popular pastel chinês recheado de carne.

Queria ter provado o yakimeshi (arroz com ovos, legumes e cebolinha) e o tofu (queijo de soja) refogado em molho picante.

Mas esqueci e fui direto para o carro-chefe do restaurante: o bulgogui, churrasco coreano em que finas fatias cruas de carne bovina e suína recebem tempero especial e são grelhadas pelo próprio cliente nas chapas instaladas nas mesas.


A cena é curiosa, e um tanto quanto esfumaçada, mas o resultado foi dos melhores: carne macia e com ótimo sabor.

E para terminar o almoço, uma leve e aromática sopa de missô (pasta de soja).

Depois dela, deixamos o restaurante em direção à padaria mais badalada da região, mas no caminho paramos em uma mercearia para tomar algum dos sorvetes coreanos que invadiram o bairro e são o sucesso do momento por lá.


O sabor melão (R$ 3,20) é o mais gostoso, se bem que esse outro que parece uma fatia de melancia (R$ 3,90) não fica atrás.

E se achou diferente, saiba que há versões bem exóticas, como a de doce de feijão! Mas o que experimentamos de mais exótico mesmo foi o suco Pobá (R$ 7) da Bakery Itiriki, a tal padaria que citei há pouco (e que não permite fotos internas).

O gosto não é estranho como o nome. O que pedi se trata de um suco de frutas cítricas misturado com pedaços de gelatina e bolotas de sagu. Mais divertido que saboroso.
A Itiriki funciona no sistema self-service. Basta pegar uma bandeja e se servir das delícias que ficam expostas em uma gôndola no centro do salão. Depois é só passar no caixa e acertar a conta. Quem quiser algum doce ou salgado que necessite de refrigeração deve ir até o balcão e fazer o pedido.
A padaria costuma estar sempre cheia, e não é pra menos, pois as guloseimas são bem feitas.
Eu fiquei com a delicada mousse de matchá (R$ 5,90) – chá verde em pó –, de sabor bem suave.

O Fernando preferiu o muffin de chocolate (R$ 3,90).

Pelos mesmos R$ 3,90, o Tony escolheu sonho e a Cecília, donut de chocolate.


A essa altura já estava quase anoitecendo. Antes de nos despedirmos, ganhamos outros dois novos amigos.

Sugestão do chef: Fique atento ao horário de funcionamento da Churrascaria Galvão Bueno. De segunda a sexta das 12h às 14h30 e das 18h às 22h. Aos sábados, domingos e feriados das 12h às 15h e das 18h às 22h.

Churrascaria Galvão Bueno: Rua Galvão Bueno, 451, Liberdade – São Paulo – SP – Tel.: 3277 1970
Bakery Itiriki: Rua dos Estudantes, 24, Liberdade – São Paulo – SP. – Tel.: 3277-4939



Iguarias árabes

Antes de chegarmos ao Almanara, fizemos algumas compras nos arredores da rua 25 de março, maior centro comercial a céu aberto da América Latina.
Nessa região a oferta de produtos é muito grande e diversificada, dá pra encontrar coisas que nem imaginamos existir! O problema é que o excesso de público – intensificado aos sábados – atrapalha o passeio.

Por isso já saímos das nossas casas com o roteiro traçado.
E já que o destino final era um almoço libanês, aproveitamos o ensejo e incluímos mais uma atração gastronômica ao nosso roteiro, o Empório Syrio.
A loja não é muito grande, mas chega a ser um paraíso para os amantes da culinária árabe.



Possui desde itens já incorporados ao gosto brasileiro, como as pastas de berinjela, grão de bico e gergelim, pão folha, doces árabes, sfihas, quibes, condimentos, água de rosas, molhos, pimenta síria, diversas castanhas e frutas desidratadas, até produtos menos conhecidos, por exemplo essa exótica geléia de rosas que não conseguimos deixar na prateleira.

Também trouxemos geléia de framboesa e de cassis (dinamarquesas) e bala de alcaçuz (suíça).


Como a caminhada até o restaurante não seria curta, carregar pouco peso era o melhor a fazer. Sendo assim, finalizamos nossa singela compra com um mix de docinhos árabes de gergelim, de figo e nougat – uma espécie de torrone.

Na hora de pagar a conta, não resistimos ao chicle de miski, outra iguaria feita a partir dessa erva que muito nos agradou.


Sugestão do chef: o atendimento da loja é ágil e os funcionários, além de atenciosos, estão preparados para dar informações sobre os produtos, inclusive os menos conhecidos. Em dias de menor movimento é possível conseguir com eles algumas sugestões interessantes.

Empório Syrio
Rua Comendador Abdo Schahin, 136 – Centro – São Paulo
Tel: (11) 3228-3640



O sóbrio Café Journal

Nossa semana comemorativa prosseguiu com uma visita ao Café Journal, um restaurante com ambiente elegante e tão sóbrio que passa a impressão de que clientes e garçons se esforçam para economizar gestos e não aumentar o tom de voz.

O destaque é a bela e completa adega, que armazena até rótulos do Líbano e Hungria. Como a idéia era comemorar sem negativar de vez nossas contas bancárias, resolvemos valorizar o produto nacional pedindo um Salton Talento safra 2002 (R$ 54). O vinho é um corte de 60% cabernet sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat e agradou apenas em parte à Débora, que prefere os vinhos jovens. Eu gostei bastante e ainda tive a sorte de ganhar mais um do pessoal do trabalho, esse da safra 2004.

Para matar a fome, pedimos um bife de tira aperitivo (R$ 29,50). O molho que o acompanhou prometia ser picante, o que infelizmente não se confirmou, e a carne também não nos agradou por completo.

O jeito foi pular para as sobremesas. E nessa parte nossos paladares foram muito bem atendidos pelo “mix de mini sobremesas da chefe”, que imaginamos que seja a chef. O mais criativo desfecho para uma refeição deste ano incluiu pequenas versões de pudim de leite, petit gateau de Nutella, petit gateau de Amarula, tiramissu, brownie e sorvete, tudo acompanhado por dois cálices de Aurora colheita tardia pelo preço de R$ 28,50.

Sugestão do chef: no próprio cardápio há indicações dos vinhos que melhor acompanham determinados pratos. Em alguns casos, há três sugestões de harmonização: clássica, moderna e ousada. É só escolher a de sua preferência.

Café Journal: Alameda dos Anapurus, 1.121 – Moema – São Paulo – SP
Tel.: (11) 5055-9454 – site: http://www.cafejournal.com.br/



Alice Quindins, uma doce descoberta

– Olha, Débora, se eu trabalhasse onde você trabalha não sei como faria para resistir aos quindins da Alice. São os melhores que já experimentei.
– Nooooooooooossa, eu sou louca por quindim! Mas quem é Alice?
– Sei lá, deve ser o nome da dona da “Alice Quindins”. Pera aí, você trabalha há poucas quadras da fábrica e não conhece a “Alice Quindins”?
– Não conheço. Mas com essa propaganda amanhã mesmo vou passar por lá e provar um. Onde fica?
– Na Cônego, quase ao lado da floricultura. A porta é muito pequena e talvez por esse motivo você nunca tenha visto a lojinha. Tem um toldo amarelo na entrada.

E foi assim, conversando com uma amiga, que eu tive a sorte de conhecer essa confeitaria, se é que posso defini-la dessa maneira. Na verdade é uma loja de fábrica – minúscula – sem qualquer decoração que lembre uma doceria. Fica instalada numa espécie de viela e a porta é tão escondida que se não fosse o toldo amarelo e o cheiro inconfundível de quindim, teria passado despercebido mais uma vez.
Ao entrar, devo confessar que achei o lugar um pouco estranho. Os doces são expostos dentro de embalagens fechadas de papel Kraft. Estas, por sua vez, ficam um pouco amontoadas sobre uma mesa, mas nada que comprometa a qualidade. Nesse mesmo espaço funciona o escritório da empresa e, ao lado, a cozinha, de onde é possível espiar a produção das delícias e notar a ótima higiene do local.
Bom, apesar da linda aparência do quindim, decidi comprar só um (R$ 2,00) para me certificar de que seu sabor não era semelhante ao de gemada, já que isso é comum quando ele não é cuidadosamente preparado.

Como não havia mesas nem cadeiras por lá, o jeito foi deixar para comer mais tarde.
Nesse momento eu tive certeza de que o manjado provérbio popular “as aparências enganam” está coberto de razão, pelo menos nesse caso. O quindim era simplesmente delicioso! Deu para sentir nitidamente a massa de coco e o creme de ovos que sempre se separam quando a qualidade do doce é superior. No dia seguinte, eu estava lá de novo comprando uma caixa com onze unidades dos mini-quindins (R$ 11,00).

Depois de um tempo descobri que eles revendem as guloseimas para supermercados, empórios, docerias e restaurantes. A lojinha é só algo improvisado, um “quebra-galho” para os aficionados por doces, como eu. Daí a justificativa para tamanha informalidade.
E para minha sorte já é quase hora de almoçar e como estou no escritório, não preciso nem dizer onde vou comer minha sobremesa de hoje, não é mesmo?

Sugestão do chef: Além do o carro-chefe também são produzidos camafeus, trufas, brigadeiros e beijinhos. Tudo tão bom quanto os quindins.

Alice Quindins: Rua Cônego Eugênio Leite, 1040 , Pinheiros
Tel: 3815-1069 e 3183-1213 –
http://www.alicequindins.com.br/



Santa Gula no Mosteiro de São Bento

A esta altura você não deve agüentar mais assistir, ler e ouvir reportagens sobre os preparativos da visita do Papa Bento XVI. Provavelmente até decorou parte do cardápio que será servido ao Sumo Pontífice durante sua estada no Mosteiro de São Bento. O que falta ser dito é que o local mantém durante todo ano uma lojinha na qual vende geléias, bolos e pães feitos pelos próprios monges. Acondicionados em belas embalagens, são opções criativas para presentear.

Um dos melhores é o bolo dos monges (R$ 35), cuja receita – criada por monges brasileiros no fim do século XIX – inclui ameixa, vinho canônico, açúcar mascavo e damasco. Tipicamente suíço, o bolo Santa Escolástica mistura nozes, maçã e canela, e pode ser adquirido nos tamanhos grande ou mini (R$ 38 e R$ 5).

Por R$ 5 a unidade, o pão de mel recheado de geléia de morango faz sucesso entre os freqüentadores do Centro da cidade. Como opção salgada, a sugestão é o Pão São Bento (R$ 12), feito à base de mandioquinha.
Dá até pra levar um de cada, afinal de contas a gula é pecado, mas pelo menos o confessionário fica bem pertinho.

Sugestão do chef: Como recordação da visita do Papa, os monges desenvolveram um bolo comemorativo que leva mel, especiarias, castanhas e chocolate

Mosteiro de São Bento: Largo de São Bento, s/no. – Centro – São Paulo – SP – tel.: (11) 3328-8799 – www.mosteiro.org.br/gastronomia



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