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Há uns meses a cidade de São Paulo ganhou outro local agradável para quem pretende beber ou comprar boas cervejas, o Armazém Cerveja Gourmet, onde estivemos, no mês passado, para uma degustação promovida pela casa.

Escolhemos uma mesa alta perto de uma prateleira cheia de garrafas do mundo todo e começamos com chope Bamberg Pilsen acompanhado de Bolinha de Queijo Crocante. Da bebida não é preciso falar muito, pois somos fãs de praticamente tudo o que produz a cervejaria de Votorantim (SP). A boa surpresa foi o petisco. É sempre ótimo provar uma versão realmente bem executada de algo comum, e é justamente o caso desse bolinho de queijo.

A degustação seguiu com outra velha conhecida, a Eisenbahn Weiss. Claro que foi a preferida da Débora, que adora o sabor leve e frutado das cervejas de trigo. Na harmonização, os Canapés de Linguiça Blumenau caíram muito bem.

A partir daí, o nível de amargor foi aumentando gradualmente. Primeiro com a versão IPA (Indian Pale Ale) da cervejaria Dama, servida com a melhor iguaria da noite: Sanduíche de Pernil. Ótima combinação, gostei tanto que repeti no final.

Na última etapa, degustamos uma novidade para nós, a Nostradamus Stout, produzida pela Cervejaria Dortmund, da cidade paulista de Serra Negra. Gostei demais! Impressionante como o cenário cervejeiro cresce no Brasil e revela a cada ano ótimas bebidas. Pretendemos tentar visitar a fábrica em breve. Essa stout chegou na companhia de Bolinho de Carne na Cerveja, uma espécie de almôndega muito bem temperada.

Antes de voltar pra casa, ainda provamos a boa mousse de banana com calda de maracujá.

Além de um ótimo local para beber cerveja de verdade, o Armazém Gourmet serve petiscos caprichados num ambiente simples e aconchegante. É só chegar, se acomodar no balcão ou em uma das poucas mesas e, se precisar, pedir ajuda de uma das bem-preparadas garçonetes para escolher a bebida que mais tem a ver com o seu paladar.
Sugestão do chef: Como o próprio nome indica, o local é também um armazém e vende grande variedade de cervejas nacionais e importadas de todos os lugares. Vale passar por lá e escolher alguns rótulos para abastecer a geladeira.

Armazém Cerveja Gourmet: Rua Tito, 400 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3675-0761. Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 17hs às 23hs. Aos sábados das 11hs às 20hs. Fecha aos domingos
O chá é uma bebida que ganha cada vez mais admiradores entre os brasileiros. Além do aumento no consumo, estão em alta profissionais e lojas especializados em desenvolver blends exclusivos, sobretudo na capital paulista.
Eu sempre fui apaixonada por chá e nunca liguei muito para café. Desde a adolescência comprava chás de sabores variados e consumia durante todo ano. Naquela época me limitava às poucas versões vendidas nos supermercados ou, no máximo, a contar com a sorte de ter alguém voltando do exterior, já que só lá fora existiam opções mais criativas. Para a minha alegria, hoje o cenário é bem diferente.
Dias atrás, o calor senegalês deu uma leve trégua e a temperatura caiu bem. Ótima desculpa para fazer uma pausa e ir até à Talchá, loja especializada em chás gourmet.

A carta é ampla e chega a ser difícil eleger apenas um. São diversas combinações e aromas, todos deliciosos!
O Fernando ficou com o Darjeeling Orgânico (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), chá preto plantado a dois mil metros de altitude e colhido no verão, para tornar o sabor mais pronunciado. De cor avermelhada e com aroma frutado, lembra o vinho muscat.
Eu escolhi o Jardim de Infância (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), uma mistura de pedaços de maçã, amêndoas, canela e beterraba. Totalmente aromático, apresenta sabor bem cítrico e um lindo tom amarelado.

Todos os chás da loja são vendidos em embalagens de 50g, 100g e 150g ou em latas para presente. Infusores, bules, xícaras e outras opções bacanas de acessórios também podem ser levados para casa.

Sugestão do chef: no site da Talchá funciona uma loja virtual, disponível para quem quiser adquirir online qualquer produto.
Talchá: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 (piso Pacaembu – loja 2012) – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3823-3744.
Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.
Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.
Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.
Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.
A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.



Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!
A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.
Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.
Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.
Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.
Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.
Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.
As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).
Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.
Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!
Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.
Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.

Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).
Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151
No início do ano, passamos rapidamente pela cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Na única noite que teríamos por lá, um casal de amigos disse que precisávamos conhecer o Canteiros e Temperos.
O local é realmente bastante agradável e tem proposta muito bacana. O restaurante funciona em uma simpática casa rodeada por diversos canteiros de ervas, que garantem delicioso aroma na parte externa da casa.

Crepes doces e salgados são os principais pratos do cardápio, que também traz algumas poucas opções de lanches e quiches.
Para beber, as combinações de sucos são criativas, porém é a carta de chás que impressiona pela variedade. Excelente pedida para o friozinho que está chegando!
Capim manga – manga com capim limão (R$ 5,50) e Dalai Lama – maracujá, manjericão, leite condensado e água (R$ 5,50) foram os sucos que provamos. Pena que estavam mais aguados do que esperávamos.
Já os crepes estavam ótimos! O Montpellier é recheado com frango ao curry, passas, catupiry e maçã (R$ 21,50) e o Lyon traz provolone, catupiry, presunto e maçã. Todos os crepes são servidos com salada.
Ficamos tão satisfeitos que não conseguimos experimentar nenhum crepe doce, mas nem por isso dispensamos a sobremesa. Uma fatia do básico Bolo Húngaro (R$ 5,30), com chocolate e castanha do Pará e o ótimo Moulin Rouge (R$ 8,40) – sorvete de manjericão com calda de morango e vinho do Porto – finalizaram muito bem a nossa estada em São José dos Campos.


Sugestão do chef: junto ao restaurante funciona um empório. Destaque para as geléias artesanais e orgânicas de sabores inusitados como a de alfazema e também para os diversos chás.
Canteiros e Temperos: Rua Madre Paula de São José, 297 – casa 4 – São José dos Campos – São Paulo – Tel.: (12) 3943-5386
A Feira de Artes e Artesanato do Largo da Ordem acontece todos os domingos das 9h às 14h, nas ruas do centro histório de Curitiba. Passeio que atrai uma multidão, especialmente turistas.

A feira é enorme, e como nosso dia seria cheio de atividades, só conseguimos visitar algumas barracas.De lá fomos para a Rua das Flores, que fica no centro da cidade. A principal atração da região é o Palácio Avenida, um dos mais importantes edifícios históricos de Curitiba. Ele é muito conhecido em todo o Brasil por sediar o espetáculo natalino em que um coral de crianças canta nas janelas.
A próxima parada aconteceu no belíssimo Jardim Botânico, local em que se destaca a linda arquitetura metálica do abrigo para a estufa de plantas.

De cima da estufa é possível observar o desenho do bem cuidado jardim geométrico.
Passeando pelo jardim, logo percebe-se que a grande quantidade de flores atrai borboletas das mais variadas cores. Impossível não dedicar um tempo do passeio para observá-las.
Já passava um pouco das 13 horas e achamos que uma boa pedida seria optar pelo almoço colonial, refeição bem tradicional em Curitiba. E então, nos dirigimos para a confeitaria Coeur Douce.
R$ 33 por pessoa é o valor do almoço com direito a consumir todos os itens do completo buffet, inclusive sucos e chocolate gelado.

Começamos pela salada e logo colocaram em nossa mesa excelentes salgadinhos.
Depois nos servimos de strogonoff de camarão com palmito, filé mignon com molho de funghi, quiche de legumes e de queijo. Tudo muito gostoso e bem feito.
Pena que não podemos dizer o mesmo dos doces. Muitos dos pães estavam secos. As tortinhas tinham (todas) a mesma massa, que achamos grosseira e gordurosa. Mousses, cremes e bolos recheados eram todos à base de muito chantily. Uma verdadeira decepção.
Pelo menos o pudim de leite condensado, o quindim e a salada de frutas foram aprovados.
O último passeio do dia foi no Museu Oscar Niemeyer, conhecido como “Museu do Olho”.

O complexo é o maior do Brasil destinado a exposições de obras de arte. A beleza da construção impressiona. Conta com café, loja de souvenirs, área para convivência e jardim.

O espaço é tão agradável que ficamos por lá até a noite chegar.
Como no dia seguinte acordaríamos muito cedo, substituímos o jantar pelo Mix de Salsichas (R$ 15,50) do Bar do Alemão, acompanhado de chopp Brahma (R$ 5,90 a caneca, R$ 5,30 o copo e R$ 5,50 o copo do chopp escuro). Bom fim de noite para um ótimo dia.

Sugestão do chef: quem pretende passear por toda Feira do Largo da Ordem deve se programar para chegar logo no início. Por volta das 11h já fica difícil caminhar, tamanha a quantidade de visitante.
Feira do Lardo da Ordem: Largo da Ordem, sem número – Centro Histórico – Curitiba – Paraná. Todos os domingos das 9h às 14h.
Jardim Botânico: Rua Engenheiro. Ostoja Roguski – Jardim Botânico – Curitiba – Paraná – Tel: (41) 3264-6994. Visitas: diariamente, das 6 h às 21 h (no verão) e das 7 h às 20 h (no inverno).
Museu Oscar Niemeyer: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3350-4400.
Confeitaria Coeur Douce: Rua Atílio Bório 539, esquina com Av. Souza Naves – Cristo Rei – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3262-5611. Almoço colonial das 11:30 às 15h.
Bar do Alemão: R. Dr. Claudino dos Santos, 63 – Centro Histórico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3223-2585.
Para muita gente comida vegetariana significa pratos cheios de legumes e verduras preparados com pouca criatividade e quase nehum sabor.
Se você também tem essa impressão, precisa conhecer o restaurante Banana Verde, localizado no miolo da Vila Madalena.
O espaço é pequeno mas muito agradável. Ao lado do salão funciona um empório de alimentos naturais que vende também alguns cosméticos, artesanato e até livros.
Pelo preço fixo de R$ 27,50 por pessoa, é possível escolher uma das duas opções de prato principal, se servir no buffet de saladas e sopa e ainda optar entre uma sobremesa do dia ou salada de frutas. Vale a ressalva de que o cardápio muda diariamente.
Os sucos naturais são cobrados à parte e algumas combinações, como a de maçã com gengibre e a de manga com hortelã, são bem refrescantes.
O buffet de salada é pequeno, mas repleto de alimentos frescos e caprichados.
A sopa de brócolis com ricota e quinua estava tão temperada e saborosa que não nos contentamos com apenas um prato.
As duas propostas de pratos principais nos agradaram. O Fernando ficou com o arrumadinho de mandioquinha recheado de milho, alho-poró, tomate e queijo.
Eu fui de queijo coalho assado ao molho de laranja com melaço, baião de dois (feito com arroz integral, feijão e couve), farofa de pimenta de cheiro com castanhas e purê de abóbora.
Ambos os pratos estavam espetaculares e chegaram à mesa com uma apresentação linda.
Com a sobremesa não foi diferente. A torta de pêra com nozes e iogurte estava impecável.
E depois desse post fica a prova de que comida vegetariana pode ter, além de cor, muito sabor e ainda proporcionar uma refeição bastante prazerosa.
Sugestão do chef: bem pertinho do Banana Verde fica o Beco do Batman, uma viela cujas paredes das casas são todas grafitadas. Passeio rápido e interessante.

Banana Verde: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3814-4828
Um dos caminhos para chegar até Serra Negra inclui passagem pela cidade de Morungaba, onde fica a fábrica da Companhia das Ervas, nossa marca nacional preferida no quesito temperos, condimentos, antepastos, pimentas e geleias.

A loja de fábrica funciona numa casinha rústica localizada em uma das ruas principais da cidade. Os preços por lá são um pouco mais acessíveis em relação aos praticados nos supermercados e empórios da capital.
Com tranquilidade, dá pra conhecer o portfólio completo de produtos da marca, que vai muito além dos temperos e geleias mais tradicionais.
Nós compramos geleias nos sabores cupuaçu, açaí, pimenta, canela e gengibre. Ainda não provamos todas, mas por enquanto, a única que não empolgou foi a de açaí. Trouxemos também um ótimo antepasto de berinjela e alguns temperos como páprica picante, açafrão e pimenta em conserva.
Sugestão do chef: a loja tem como diferencial alguns kits com produtos variados. São ótimas opções de presente gourmet.
Companhia das Ervas (loja de fábrica): Rua Araújo de Campos, 1.524 (em frente ao Doces David) – Morungaba – SP – Tel.: (11) 4014-7521
Na segunda-feira, momentos antes de nosso city-tour por Buenos Aires, fomos até a central da Buquebus e compramos as passagens de barco para Colonia del Sacramento, encantadora cidade do Uruguai tombada pelo patrimônio histórico da Unesco. A opção do buque rápido faz o trajeto em cinquenta minutos e custa 218 pesos por pessoa (ida e volta). O barco, além de grande e confortável, tem um ótimo free shop com boas promoções.


A beleza arquitetônica de Colonia torna o passeio rico mesmo quando o céu nublado e a chuva tentam atrapalhar.




Impossível não admirar as casas, o pier, a vista do rio De la Plata, a praça e as ruínas históricas.








As lojas de artigos em couro e o artesanato garantem aos turistas boas opções de compras. E as dezenas de restaurantes, a maioria especializada em carnes ou massas, aguçam o paladar de qualquer viajante.
Na cidade, praticamente todos os restaurantes disponibilizam o cardápio na entrada. Por isso, demos voltas e mais voltas para olhar diversas opções antes de escolher onde iríamos comer. Afinal, só tínhamos tempo para um almoço por lá… e nessas idas e vindas, nossa ideia inicial de provar o churrasco uruguaio foi abortada ao depararmos com o menu do Mesón de La Plaza.

Ficamos indecisos entre as massas e os pratos à base de cordeiro. Mas concordamos logo em relação à bebida: Clericó (165 pesos uruguaios), sangria feita com vinho branco reserva.

Petiscamos os pães do couvert com manteigas e maionese temperadas enquanto nos decidimos, finalmente, pelas massas.

Eu fui de Sorrentinos de Vino y Cordero (240 pesos uruguaios), com massa à base de vinho branco, recheado de cordeiro e servido com molho pomodoro. Mesmo com recheio farto, a massa estava muito leve e o frescor do tomate e do majericão colaboraram para o sucesso do prato.

O Fernando também se saiu muito bem com a sua escolha. Os Ravioles a la Príncipe de Nápoles estavam excelentes (180 pesos uruguaios). Massa caseira recheada de verdura e molho com creme de leite, champignon, presunto, molho inglês e de tomate. Tudo gratinado com um bom queijo Gruyere.

Depois de pratos ótimos, estávamos certos de que a sobremesa também seria muito boa, afinal, algo que leva o doce de leite daquela região não pode ser ruim, não é mesmo? Felizmente as Panqueques de Dulce de Leche não nos decepcionaram (65 pesos uruguaios).

Vale mencionar que a equivalência em reais do peso uruguaio é (bem) diferente do peso argentino. Nossa conta, incluindo água e o serviço, saiu por 755 pesos uruguaios, algo em torno de 151 pesos argentinos ou perto de 76 reais na época.
Com este post, encerramos nossos relatos da viagem por Buenos Aires, San Isidro, Tigre e Colônia del Sacramenro. A partir dos próximos dias, postaremos visitas a bares, restaurantes e afins em Santa Catarina e Paraná, estados por onde passamos nos últimos meses, além, é claro de São Paulo.
Sugestão do chef: no centro histórico de Colonia del Sacramento há uma loja da marca Punta Ballena, fabricante dos alfajores uruguaios bastante conhecidos no Brasil.

Mesón de La Plaza: Vasconcellos, 153 – Colonia del Sacramento – Uruguai – Tel.: (598) 52 24807.
Um dos bons acontecimentos de 2009 para nós foi o convite para integrarmos o júri de um concurso gastronômico. Aconteceu no Santo Quitute, evento promovido pela tradicional padaria Santa Tereza, instalada no centro de São Paulo e famosa, entre outros fatores, pela sua coxa creme e por oferecer panetone durante o ano todo.


A padaria mais antiga da cidade – inaugurada em 1872 – resolveu estimular a interação com seu público promovendo um concurso de receitas entre os clientes. A vencedora teve a honra de ver seu prato incluído no cardápio.
Eram três os finalistas. A primeira receita que provamos foi uma bruscheta tradicional. Bem-feita, sem dúvida, mas aquém das outras duas concorrentes.
O segundo prato foi um bacalhau com natas na cumbuca – foi apresentado na cumbuca e transferido em seguida para o prato. Receita das mais interessantes, com uma boa mistura de ingredientes. Chegou com um certo excesso de sal, é verdade, mas nada grave. Recebeu a maioria dos votos do júri popular, formado por pessoas que acompanharam o evento.
Por último, fomos servidos da Porção do Amor Perfeito, feita à base de carne seca bem temperada e acompanhada por mandioca, que por um probleminha precisou ser substituída por polenta. Ótima na apresentação e no sabor, foi eleita com cinco dos seis votos do júri, incluindo os nossos.
A autora da receita, dona Meire Eliana Ferrari de Mello, levou pra casa um trófeu, uma cesta de produtos da padaria, além de um avental de chef.

Foi uma tarde das mais agradáveis para nós e só temos a agradecer aos organizadores pelo convite.
Sugestão do chef: quem passa à frente da padaria Santa Tereza talvez não faça ideia de que além do ambiente simples do piso térreo, o espaço conta com um restaurante muito bem ambientado no andar superior. O cardápio inclui boa variedade de pratos à base de carne, frango e peixe. Bom local para uma refeição tranquila em meio ao burburinho da região da Sé.
Padaria Santa Tereza: Praça Dr. João Mendes, 150 – Centro – São Paulo – SP – tel.: (11) 3101-5667
Infelizmente não tivemos muito tempo para aproveitar a última edição da São Paulo Restaurant Week, mas conseguimos conhecer o Espaço Tambiú, que há tempos estava na nossa lista de pendências gastronômicas.
O restaurante funciona nos fundos de uma loja de artesanato, com decoração agradável e boa iluminação.
Para o almoço, o cardápio da promoção trazia apenas uma opção de menu (R$ 25 por pessoa).
Como entrada, porção de torresminhos de pacu servida com molho super-mega apimentado.
Os torresmos de peixe estavam crocantes e sequinhos, achamos bem interessantes.
Como prato principal, uma generosa porção de moqueca de pintado com arroz e pirão, feita com leite de coco e sem azeite de dendê.

Estava deliciosa e nos fez lembrar dos peixes bem frescos que comemos quando vamos à praia.
Panna Cotta de cupuaçu com calda de chocolate foi a boa sobremesa que finalizou nosso excelente almoço.
O sabor suave e azedinho do pudim caiu bem com a calda de chocolate.
O cardápio convencional traz, principalmente, pratos preparados com peixes de água doce e frutos do mar. Certamente voltaremos ao Espaço Tambiú para experimentar algum deles.
Sugestão do chef: de segunda a sexta o almoço executivo custa R$ 28 por pessoa e inclui entrada, prato principal (uma escolha entre três opções) e sobremesa.
Espaço Tambiú: Rua Diana, 381 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3872-8191/(11) 3801-2793
No final do ano passado a Vila Madalena ganhou mais um bom espaço gastronômico, a Melograno Forneria.
Em uma casa bem agradável, com direito a quintal com um pé de romã, o restaurante apresenta ótimos sanduíches preparados no forno à lenha e uma imensa variedade de cervejas nacionais e importadas. No cardápio, há indicação do estilo da bebida que melhor combina com cada prato.


Começamos nosso jantar com o ótimo pão de azeitonas (R$ 4 a porção com duas fatias).
Para escolher a bebida, claro, me debrucei sobre a carta de cervejas. Terminei por escolher a Wäls Pilsen, feita em Belo Horizonte (R$ 7). É uma cerveja bem encorpada e com bastante amargor de lúpulo. Na minha opinião, excelente.
A Débora dispensou as cervejas e optou pelo coquetel Melograno, feito com vodca, soda, limão e bastante xarope de romã.
O sanduíche escolhido foi o Giotto, uma combinação de shitake e cogumelos Paris com molho de tomate e mussarela de búfala (R$ 25). O sabor estava muito bom e conseguimos dividir sem sair de lá com fome.

Mas na hora da sobremesa, a dúvida era tão grande que acabamos pedindo duas. A minha foi mousse de chocolate com biscoito de café e calda de chocolate e café (R$ 12). O nome Demoiselle é uma alusão à cerveja do estilo porter produzida pela cervejaria Colorado e disponível na forneria na versão chopp.
Gostei, mas reconheço que não se compara ao pedido da Débora. A Finestra, uma mousse de chocolate branco ao perfume de romã (R$ 9), é daquelas sobremesas para saborear devagar, torcendo pra demorar pra chegar na última colherada.
E foi exatamente o que fizemos ao mesmo tempo em que degustávamos o licor de cerveja da Eisenbahn (R$ 5 a dose).

Sugestão do chef: As cervejas especiais podem ser levadas para casa, já que a Melograno também funciona como empório de cervejas.

Melograno Forneria e Empório de Cervejas: Rua Aspicuelta, 436 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-2921 – Horário de funcionamento: a partir das 18 horas.
O último dia da viagem foi dedicado às compras. Entramos em algumas lojas de malhas e de artesanatos. Depois, passamos por empórios e, claro, por várias lojas de chocolates artesanais.
O Matterhorn, um dos empórios que visitamos, chamou a nossa atenção por também funcionar como restaurante no andar superior e servir menu especial para o almoço.
Pelo preço fixo de R$ 35 por pessoa estavam inclusos salada, prato principal e sobremesa.
Gostamos do cardápio e decidimos que antes de pegar a estrada e voltar para São Paulo, faríamos ali a nossa última refeição na cidade.
O local é um pouco escuro devido às paredes de madeira, mas perto da janela conseguimos uma mesa clara e com vista para a praça.

Logo fomos servidos de salada verde com queijo brie e molho do bosque. Era bem simples e veio com pouquíssimo queijo. Mas o molho de frutas vermelhas estava caprichado e deu um toque especial.
Como prato principal, truta ao limoni. O filé do peixe estava muito bom, grelhado no ponto certo. O molho de limão, que o acompanhava, sem dúvida fez toda a diferença por ser suave, pouco ácido e bastante aromático.
A bem-servida banana flambada com sorvete de creme finalizou nosso almoço.
E assim nos despedimos da charmosa e romântica Campos de Jordão, onde passamos dias muito agradáveis.
Sugestão do chef: no jantar, racletes e fondues são os principais destaques do cardápio. O interior do restaurante tem pouca luz e bastante madeira, o que ajuda a criar um ambiente apropriado para o friozinho da serra.
Matterhorn Restaurante, Empório e Tabacaria: Praça do Capivari – Rua Djalma Forjaz, 93, loja 20 – Vila Capivari – Campos do Jordão – SP. Tel.: (12) 3663-1841.
Quem passa em frente ao Feira Moderna não imagina que nos fundos da loja de artesanato funciona um excelente restaurante de comida brasileira.

O local é simples mas charmoso. Impossível não ficar totalmente à vontade ao se sentar em uma das mesas que contornam o jardim. Dá até pra se sentir no quintal de casa.


No cardápio, alguns dos principais pratos típicos da cozinha brasileira, com destaque para os da região nordeste. Os sucos, doces e sobremesas também são todos bem brasileiros.
Na entrada, uma lousa informa os pratos do dia. Ali mesmo decidimos quais seriam nossos pedidos: Vatapá (R$ 25) e Bobó de Camarão (R$ 25).


Ambos deliciosos, com sabor de comida caseira. E as porções generosas nos agradaram bastante.
Para acompanhar um almoço tão caprichado, escolhemos os refrescantes – e azedinhos – sucos de cacau e de cajá (R$ 3,50 cada).
Entre as mais atrativas sobremesas do Feira Moderna estão os sorvetes paraenses da marca Cairú. E não foi nada fácil decidir entre os vinte e dois sabores, quase todos exóticos para nós aqui do Sudeste. Eu fui de Taperabá, servido com cajuí em calda, um tipo de compota feito com o mini-caju do cerrado (R$ 7,50).
O Fernando ficou com o de Mangaba (R$ 4,50 uma bola) e, na sequência, pediu um bombom de Cupuaçu (R$ 3,50) que estava tão bom quanto nossos sorvetes.

Ultimamente temos freqüentado bastante o Feira Moderna, pois, além de ficar num dos nossos bairros preferidos, é um restaurante que faz pratos excelentes, bem servidos e a preços justos.
Em uma das outras visitas provamos o ótimo Filé de Badejo ao molho de vinho branco com creme de leite, alcaparra, camarão, cogumelo, arroz branco e brócolis (R$ 26).
Sobre os doces, conhecemos o bolo de fubá cremoso (R$ 4), o bolo de rolo (R$ 4) e a mousse de cupuaçu com chocolate (R$ 4,50). Recomendamos todos.


Sem dúvida o Feira Moderna é uma boa opção para quem costuma receber estrangeiros e quer apresentar a eles um pouco do que há de melhor na nossa gastronomia, sem pagar uma conta exorbitante.


Sugestão do chef: além dos sucos exóticos, duas outras bebidas também chamaram a nossa atenção. O refrigerante de caju da marca São Geraldo, feito na cidade cearense de Juazeiro do Norte (R$ 2,80), e a Cajuína, suco integral de caju produzido artesanalmente lá no Piauí (R$ 4 o copo e R$ 8 a garrafa).

O refrigerante é levinho e quase não tem gás. A Cajuína é muito diferente do suco de caju que estamos acostumados a tomar. Eu gostei, mas o Fernando nem tanto.
Feira Moderna: Rua Fradique Coutinho, 1248 – Vila Madelena – São Paulo – SP – Tel. (11) 3032-2253