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Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.
Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.
Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.
Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.
*Post patrocinado pela Vivo
Para mais dicas imperdíveis como essa, acesse o Blog Vivo On.

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Yokoyama é um dos nossos lugares preferidos em São Paulo para um lanche rápido e bem saboroso.
Originalmente, é uma pastelaria cujo cardápio oferece dos sabores tradicionais às combinações diferentes, como a versão Primavera, recheada com presunto picado, ovos, cebola, tomate, milho verde, salsa e cebolinha. Os preços da casa vão dos R$ 3 até R$ 7,70.
Porém, dos salgados preparados por lá, imperdível mesmo é a coxinha! Sempre frita na hora, é muito cremosa e com o frango temperado divinamente. O tamanho é grande, mas, mesmo assim, raramente conseguimos ficar em uma só.
Para acompanhar, nossa preferência é pelo suco de uva.
Não perca essa dica e reúna familiares e amigos para provar o salgado do Yokoyama.
Yokoyama: Av. Lins de Vasconcelos, 1.365 – Cambuci – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3207-9613 e outra unidade na Rua Luís Góis, 1.151 – Mirandópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3207-9613
Cozinha rápida não precisa ser sinônimo de comida descuidada. Um dos restaurantes que exemplificam isso é o mexicano La Buena Onda, na zona leste de São Paulo.
O sistema é rápido. Você chega, olha o cardápio na frente do caixa, paga e escolhe uma mesa para aguardar até o anúncio da sua senha. Enquanto isso, tudo é preparado na frente dos clientes.
Esse esquemão fast-food pode gerar uma certa desconfiança a respeito da qualidade do que é servido. O local, porém, merece um voto de confiança: nas quatro ocasiões em que estivemos por lá, comemos melhor – e pagamos menos – do que em alguns restaurantes mexicanos mais afamados.
Chips & Dips são um bom começo. A tradicional porção de totopos custa R$ 12,40 e chega na companhia de guacamole, cheddar, molho de pimenta, sour cream e pico de galo (vinagrete). Destaque para a ótima “guaca” e para a pimenta que não é só pra “brasileiro ver” – arde de verdade!
O Burrito Pollo com Quesos é um dos nossos favoritos. Além de frango grelhado e mix de queijos, inclui pico de galo e frijoles refritos. A versão custa R$ 12,40. Por R$ 2 a menos é possível pedir o tamanho reduzido.
Há, ainda, versões com carne, calabresa e até opções vegetarianas. Quem preferir, pode montar um burrito com os ingredientes preferidos. Com um recheio, dois complementos e um molho, custa R$ 10,40 ou R$ 12,90, dependendo do tamanho.
Alternativa para os menos famintos, os Crispy Tacos também são saborosos. O tradicional vem com uma boa carne moída à mexicana e custa R$ 4,90. Levando duas unidades do mesmo sabor, o valor fica em R$ 9,50. Quesadillas e saladas também aparecem no cardápio.
Sugestão do chef: quem não dispensa uma boa sobremesa após a refeição pode se decepcionar com o La Buena Onda. É que simplesmente não há doces no menu, um erro e tanto! Melhor se programar para dar uma passada em uma das duas docerias localizadas em quarteirões próximos na mesma rua.
La Buena Onda: Rua Itapura, 859 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2609-5060. Terça a quinta das 11:30h às 15:00h e das 17:30h às 23:00h. Sexta das 11:30h às 15:00h e das 17:30 à meia-noite. Sábado das 12:00h às 15:00h e das 17:30 à meia-noite. Domingo das 12:00h às 23:00h.
Essa lanchonete surgiu em 1968 e pertencia à rede Chico Hambúrguer. Mas foi só em 1975 que ganhou o nome que a tornou conhecida: Burdog. A unidade do bairro do Pacaembu agrada desde quem chega para um lanche rápido acompanhado de uma cerveja no balcão até famílias inteiras, que ocupam várias mesas do pequeno salão nos fins de semana.
Também é parada obrigatória para muitos torcedores corintianos em dia de jogo no vizinho estádio Paulo Machado de Carvalho.
Estivemos lá numa dessas tardes para comprovar a fama de servir bons hambúrgueres conquistada pela lanchonete. Começamos com um milk shake de chocolate com macadâmia (R$ 15,80). É bonzinho, mas ainda prefiro a versão só de chocolate.
Eu complementei um hambúrguer simples (R$ 10,80) com champignon e catupiry (R$ 5,50). Ficou muito bom, sem economia nenhuma nos complementos.
A Débora escolheu cheese burguer picanha com alface e molho tártaro (R$ 13,70). Praticamente um cheese salada, mas com um tempero bem diferente graças ao molho. Muito bom.
Antes de descermos a ladeira rumo ao estádio – para acompanhar mais um capítulo da operação-subida alvinegra –, pedimos uma sobremesa que leva banana na chapa com açúcar e canela, servida com duas bolas de sorvete de creme. Demorou para chegar, mas estava excelente.
O Burdog pode não ter – e realmente não tem – o melhor hambúrguer da cidade, mas é uma opção interessante para um lanche rápido. Sem falar que naquele sábado nos proporcionou um almoço bem mais agradável que o sonolento empate por 0 x 0 entre o meu Corinthians e o Criciúma.

Sugestão do chef: os moradores da zona sul também podem experimentar os lanches do Burdog sem se deslocar até o Pacaembu. É que a lanchonete conta com filiais no Brooklin e em Moema.
Burdog: Av. Dr. Arnaldo, 232 – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3151-4849
O The Fifties é uma lanchonete que freqüentamos há bastante tempo. A unidade que consideramos mais bacana é a de Moema (sim, nosso bairro preferido!).

O local é muito bonito e espaçoso, mesmo assim é comum a fila de espera nos finais de semana à noite.

Sempre que vamos ao The Fifties precisamos estar famintos pois os sanduíches são muito grandes. Existem algumas combinações prontas e também a opção de montar o próprio lanche, o que nós costumamos fazer.
Na última visita, o Fernando escolheu hambúrguer de picanha, catupiry e salada (R$ 17,70).
A combinação agradou e ele, que adora catupiry em lanches, e ficou feliz quando viu a quantidade bem generosa do queijo.
Eu fui de hambúrguer de frango, molho especial de tomate pelato italiano, creme de queijos e salada (R$ 17,60).
Não estava ruim, mas a carne parecia mais um filé de frango. Sem falar que exagerei no tomate.
Para acompanhar nossos lanches, dessa vez substituímos a tradicional batata frita pela porção de Onion Rings (R$ 10,50). Ficamos arrependidos pela troca pois as cebolas chegaram bem oleosas e esfareladas.

Para superar a decepcão com os farelos de cebola empanada, pedimos o Milk Shake Fifties (R$ 18 com 700ml e R$ 13,50 com 350ml) – milk shake de chocolate com licor de cacau, coberto com creme chantilly, chocolate granulado e cereja.
Gostamos tanto desse milk shake que às vezes vamos ao Fifties só pra pedir um.
Sugestão do chef: as unidades de Moema (11 5532-0001) e da Vila Olímpia (11 3848-9800) ofercem serviço de entrega nessas regiões. No site da lanchonete é possível fazer o download do cardápio com os preços.
The Fifties: Alameda Jauaperi, 1.468 – Moema – São Paulo – SP. Tel.: (11) 5041-4662. Mais quatro endereços na capital.
Há uns três anos fomos pela primeira vez ao América, incentivados pelos elogios à lanchonete que ouvíamos de pessoas próximas. Na época, porém, saímos bem desapontados. Consideramos os hambúrgueres apenas razoáveis, nada que justificasse os preços cobrados.
Faz algumas semanas que fomos ao Shopping Pátio Higienópolis dar a segunda chance ao América. Chegamos com muita fome, acalmada por queijo cheddar, patê de ricota com manjericão e pãezinhos do bom couvert (R$ 5,20 por pessoa).
Bem gostoso também o Milk Shake Farofino, de chocolate com farofa crocante e chantily (R$ 11,70 a porção individual com 300 ml).
Além dos lanches, o cardápio oferece diversos pratos com carnes grelhadas, a maioria com preço muito alto. Mas o que interessava pra gente era mesmo os hambúrgueres. E nisso, novamente, o América deixou a desejar. A Débora pediu o criativo Veggie Burger, um hambúrguer vegetariano de quinua, abobrinha e cenoura, acompanhado de coalhada seca, rúcula, tomate e molho de romã. Tudo isso no pão integral com gergelim (R$ 17,90). O grande problema é que o hambúrguer é frito e muito oleoso.
Eu escolhi o Hot América, um cheese salada com dois hambúrgueres, molho de gorgonzola, alface, tomate, maionese e relish de pepino no pão com gergelim. À parte vieram ainda potinhos com “molho Tex-Mex” e cebola crua, tudo por R$ 18,60.
Bonzinho, apenas. Pela cidade é possível encontrar hambúrgueres bem melhores por preços inferiores.
A sobremesa escolhida foi o Frozen Snow Wish, de iogurte natural com morango e calda de amora (R$ 7,90). Dele nós gostamos.
Sugestão do chef: se você discorda da nossa opinião sobre os lanches do América, pode ir tranqüilo à unidade do shopping Pátio Higienópolis pois o atendimento é excelente.
América: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Praça de Alimentação – Tel.: (11) 3664-4444. E mais 13 endereços.
A Lanchonete da cidade é uma das inúmeras casas de hambúrguer da região dos Jardins. A decoração apresenta o tradicional balcão de fórmica – comum nas lanchonetes da década de 60 –, em meio a elementos que remetem à arquitetura modernista brasileira.


No fundo do salão, espaço para alguns brinquedos e LPs antigos. Tem até discão do Roberto Carlos exposto por lá. Pra quem gosta…
Com a fome que estávamos, logo deixamos os detalhes de lado para nos concentrar no cardápio. E vimos que a “especialidade da casa” é o hambúrguer Bombom, com 220 gramas de carne e molho de tomate, servido no pão francês em formato arredondado. Qualquer outro acompanhamento deve ser pedido à parte. Achamos “basicão” demais e fomos olhar as outras opções.
Enquanto isso, chegava à mesa nosso milk shake de doce de leite com sorvete de creme e Nutella (R$ 13,50). Muito bom, pena que só rendeu meio copo pra cada um.
Finalmente decidimos. Eu fui de Leblon: hambúrguer de carne, queijo camembert, tomate, alface frissé, ervas finas e bastante bacon (R$ 20, 50).

Bonzinho, muito inferior ao lanche 22, pedido pela Débora.
A mistura de hambúrguer com mussarela de búfala, rúcula, tomate fresco e pesto de aliche estava realmente deliciosa (R$ 20).
Os hambúrgueres são grelhados em brasa de carvão, o que dá à carne um gosto de churrasco, diferente de outras lanchonetes. O único senão fica por conta do atendimento. Os garçons são atenciosos, o problema é que cada mesa é atendida sempre pelo mesmo garçom. Com isso, toda vez que chamávamos outro atendente, ele percorria o salão até achar o “nosso” e avisá-lo que tínhamos um pedido a fazer. Burocrático demais pro nosso gosto!
Sugestão do chef: em alguns lanches, é possível escolher o tipo de pão preferido. Tem até pão preto e pão de miga integral.
Lanchonete da Cidade: Alameda Tietê, 110 – Jardim Paulista – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-3399
Quando lemos em alguma revista sobre o Pé no Parque, pensamos que se tratava de mais uma casa especializada em sucos e açaí. Resolvemos ir até lá num final de tarde qualquer, logo que o calor voltou a dar as caras.
O local é iluminado, aberto e extremamente agradável. O público é variado e reúne desde grupos de jovens até famílias inteiras.
Ao recebermos o cardápio, ficamos surpresos com a quantidade de itens. Esperávamos alguns sucos, cremes de fruta na tigela e sanduíches, mas encontramos um restaurante. E melhor, com conceito de cozinha saudável.
Os ingredientes são frescos e as verduras e legumes orgânicos têm preferência. Também é possível pedir carne e peixe orgânico. Para preparar os sucos, vitaminas, shakes, smoothies e cremes são usadas frutas in natura. Até as frituras são feitas com óleo de palma e isentas de gordura trans.
Nossa primeira visita foi rápida, só pedimos suco de açaí (R$ 3,90) e a exótica combinação de água de coco com suco de uva verde (R$ 4,50).
Mas voltamos na semana seguinte para almoçar.
Enquanto escolhíamos o que comer, repetimos a dose do suco de açaí e da água de coco, mas dessa vez substituímos o suco de uva verde pelo de abacaxi. Ficou mais refrescante. Pedimos também palitos de legumes (R$ 6,90) para acalmar a fome.
Como prato principal, o Fernando optou pelo filé de linguado ao molho de alcaparras e champignon Paris acompanhado de farofa de quinua e purê de mandioquinha (R$ 21,90).
Eu fiquei com filé de linguado ao creme de espinafre gratinado com parmesão. Para acompanhar, shitake na manteiga e salada orgânica (R$ 20,90).
Os pratos são bem servidos e o sabor é de comida fresquinha.
Para sobremesa experimentamos o creme de maracujá na fruta (R$ 8,10) e a banana crispy – creme de banana com açaí e flocos de arroz (R$ 8,20 o pequeno).

Em outras visitas, provamos o suco de cupuaçu com laranja (R$ 4,10), o smoothie Amazon (R$ 5,90) – que leva suco de açaí, banana e sorvete de morango – e a melhor tigela de açaí que conhecemos até o momento (500 ml por R$ 8).

O Pé no Parque foi, sem dúvida, nossa grande descoberta deste ano.
Sugestão do chef:o Pé no Parque fica a 400m do Parque do Ibirapuera, daí o nome e a temática do lugar. Por esse motivo, existe um mural dedicado aos eventos e festividades que rolam no Ibirapuera, bem como um estacionamento para bikes, já que é comum ciclistas aparecerem por lá. Dá até pra calibrar o pneu delas.
Pé no parque: Rua Inhambu, 240 (esquina com a Av. Helio Pellegrino) – Telefone: 5051-3376 – Moema – São Paulo – SP.
A diversidade gastronômica da cidade de São Paulo é realmente encantadora. Conhecer novas culturas por meio da comida é um privilégio de quem vive ou passeia pela capital paulista. E um dos lugares que conhecemos recentemente se encaixa perfeitamente nessa miscelânea. Restaurante informal que retrata as culinárias árabe, hebraica, persa, balcânica, caucasiana e (ufa!) asiática, o Kebab Salonu possui três ambientes, todos com moderna decoração inspirada em cores e formas do Oriente.


O carro-chefe do cardápio é o kebab, sanduíche comum em boa parte do Oriente Médio e região, cujo nome e recheios mudam de acordo com o país. No Kebab Salonu, ele é feito com pão lavosh preparado na hora e conta com 16 combinações de recheio, entre grelhados, pastas e verduras.

Depois de passarmos várias vezes por cada uma das opções, ficamos com o de Falafel (folhas variadas, bolinhos de grão-de-bico fritos, molho taratour de tahine, citronete de limão, tomate e cebola – R$ 14,50) e com o Indiano (folhas variadas, tiras de frango e cebola marinadas em iogurte e curry, chutney de banana, coalhada seca e gengibre – R$ 16). Ambos com uma mistura harmoniosa de sabores que aguçou nossos olfatos e paladares.


Pouco antes tínhamos pedido as bebidas, claro que com dificuldade semelhante à escolha dos kebabs. Resolvemos arriscar os sharbats (R$ 4,50), refrescos feitos de água com gás ou limonada misturados a xaropes variados. O Fernando ficou com o sharbat gasoso de damasco e eu com a limonada aromatizada com xarope de rosas.

E gostamos tanto da idéia de experimentar bebidas exóticas que decidimos trocar a sobremesa pelo frozen sharbat (R$ 6,50), parecido com uma raspadinha. O de mate com xarope de menta estava delicioso.

Já o de Tchai Massala (chá preto indiano, leite, cardamomo, gengibre e cravo) tinha um sabor muito bom, mas o excesso de gelo interferiu na textura e não conseguimos beber até o fim.

Antes de sair conversamos com o chef Rodrigo Libbos, que, além de detalhar alguns pratos do cardápio, nos deu uma breve aula sobre a cozinha do Oriente Médio e países próximos. Foi interessante aprender sobre as inusitadas variações da culinária de cada país daquele canto do mundo.
Pode parecer clichê, mas fizemos uma verdadeira viagem gastronômica. E o melhor de tudo é que na volta não foi preciso pousar em nenhuma pista escorregadia: desembarcamos em plena rua Augusta, de onde nem sequer tínhamos saído. Isso porque o restaurante fica no mesmo local em que funcionou o clássico Long Champ, antigo reduto de intelectuais na cidade.
Sugestão do chef: durante a semana o almoço executivo é temático e a cada dia inspirado em um país diferente, como Síria, Líbano, Índia, Paquistão, Irã e Marrocos. Custa R$ 20 e inclui salada, prato principal, bebida, doce libanês e um expresso Santo Grão.
Kebab Salonu: Rua Augusta, 1.416, Cerqueira César – São Paulo – SP – Tel: (11) 3283-0890 – site: http://www.kebabsalonu.com.br/
Quem conhece a rua Oscar Freire sabe que ela é reduto da elite paulistana por concentrar inúmeras lojas de grife.
Passear pelo local aos sábados equivale a assistir um desfile do São Paulo Fashion Week.
Restaurantes, lanchonetes, cafés e docerias disputam a atenção em meio a esse cenário fashion. E na tentativa de encher nossas famintas barrigas sem precisar quebrar o cofrinho (ops, nada de duplo sentido pessoal!), nos deparamos com o Espaço Árabe, moderninho restaurante especializado em culinária libanesa.
O cardápio apresenta desde petiscos como esfiha fechada de carne (R$ 2,50) e porção de mini-esfiha (6 unidades por R$ 6,90) até os tradicionais Homus (R$ 12) e Babaghanuj (R$ 11). Pratos mais elaborados e consistentes também aparecem no menu. Destaque para o charutinho de folha de uva e o ragu de cordeiro com trigo inteiro, cebolinha e amêndoa. Além de ser a grande criação da casa, este último é o prato mais caro, em torno de R$ 30 por pessoa. No geral, os preços são bem atraentes e a comida gostosa.
Optamos por um almoço leve e comemos wrap (R$ 11,50), aquele enrolado de pão folha servido frio. O mediterrâneo tinha abobrinha, berinjela, tomate assado, queijo fresco, folhas verdes e amêndoas. A combinação ficou boa mas poderia ser menos seca.

Já o de frango estava no ponto certo. O recheio ainda levava creme cotage, hortelã, curry, cenoura, pepino e folhas verdes.

Como nem tudo é perfeito, o atendimento deixa a desejar. Achávamos que a bagunça e demora se justificava porque o lugar estava lotado. Mas da última vez em que estivemos lá havia pouca gente, e de novo, muita confusão.
E enquanto a comida não chegava aproveitei para observar melhor o interior do Espaço Árabe e, por conseqüência, o pessoal que ocupava – e disputava – as mesas do restaurante. Aí percebi ser a única “alienada” que não usava a blusa, a calça, o vestido, o sapato ou a bolsa da moda. Como não estava ali para desfilar e sim para almoçar, em momento algum me senti um peixe fora d´água, principalmente quando meus olhos foram atraídos pela vitrine repleta dos deliciosos docinhos árabes (R$ 2,50).
Na hora de pedir a conta, a falta de agilidade no atendimento prevaleceu outra vez.
Assim sendo, vai uma boa dica: escolha um dia tranqüilo onde você esteja paciente e bem-humorado, caso contrário, pode se estressar um pouco.
Sugestão do chef: Experimente o exótico Shake batido com sorvete de creme e um toque de águas de rosas (R$ 8,50).
Espaço árabe: Rua Oscar Freire, 168 – Jardins Tel: 3081-1824 e 3083-4977
Site: http://www.espacoaraberestaurante.com.br/
Felizmente a rivalidade entre brasileiros e argentinos se limita aos esportes – principalmente o futebol – e, nem de longe, prejudica a expansão da gastronomia daquele país em território tupiniquim.
Carnes extremamente macias, doce de leite de qualidade superior, vinhos bem elaborados e alfajores imbatíveis são algumas das muitas delícias provenientes da culinária argentina. E nos últimos anos é cada vez mais fácil ter acesso a tudo isso. Sorte de nós paulistanos e, é claro, do blog, que terá muitos posts saborosos!
E para começar, vamos falar sobre o Patagonia, um café que tem como carro-chefe as tradicionais empanadas argentinas.
A fachada do lugar é muito charmosa. Já seu interior possui decoração simples e as mesas são bem pequenas, sobrando pouco espaço para acomodar as coisas.
Mas esses detalhes passam despercebidos quando o pedido chega, já que tudo preparado no local é muito gostoso e caprichado.
As empanadas são assadas na hora e por esse motivo demoram um pouco, mas a espera vale a pena pois são deliciosas! O cardápio conta com 16 recheios, porém as que levam carne como ingrediente principal merecem destaque, como a cortada na ponta da faca (R$ 3), picante (R$ 2,80) e com uva passa (R$ 2,90).
Outra boa opção da casa é a variedade de tortas salgadas que vêm acompanhadas de salada (R$ 8,70). Escolhemos a de abobrinha com parmesão e nos encantamos com a cremosidade da massa e o sabor exótico do recheio.
Para finalizar, só há uma coisa que podemos dizer para a família Menutti, proprietária do estabelecimento: muchas gracias!
Sugestão do chef: não saia sem experimentar o sanduíche de miga. Assim como acontece na Argetina, o de presunto com abacaxi (R$ 1,65) é o mais pedido.
Patagonia: Avenida Rouxinol, 953 – Moema – Tel.: 5055–2341/7466.
Sofás tradicionais. Jukeboxes pelo balcão. Pôsters de Elvis Presley. Georgia on My Mind no som ambiente. Estamos no Rockets, que recria o ambiente das lanchonetes norte-americanas da década de 50.
O milk shake (R$ 16,50 o de chocolate, em duas porções) já levou prêmios, já integrou até lista de razões para amar São Paulo. Hoje é mais modesto e, sobretudo, mais doce.
A porção de fritas (R$ 8,90) continua ótima e ainda vem acompanhada de mostarda de ervas, cream cheese e catchup.
Entre os lanches diversos, destaque para os hambúrgueres. Eles continuam bons, mas também sofreram a ação do tempo. Não são muitos, e o que agrada mesmo é o Nº 1, com 150 gramas de carne, cheddar, alface, cebola crua e um molho próprio (R$ 14,70).
Vale a visita. E vale mais ainda a torcida para o Rockets voltar a ser uma das melhores lanchonetes da cidade.
Sugestão do chef: Quer trocar o milk shake por algo mais refrescante (porém não menos doce)? Peça a cherry lemonade (R$ 4,90), uma gostosa limonada com xarope de cereja e gelo picado.
Rockets: Alameda Lorena, 2.090 – Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3081-9466 – Site: www.rockets.com.br