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Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
Está no Uruguai e bateu aquela fome, mas você não quer um almoço demorado e nem pretende gastar muito? A solução para esse problema é o chivito. O lanche tradicional uruguaio pode ser encontrado em bares, em muitos restaurantes e também, é claro, nas lanchonetes especializadas, as chiviterias. É bem simples e consiste em pão recheado com carne grelhada, alface, tomate e maionese. Pelo menos esse é o chivito clássico. Provamos no restaurante Don Peperone da Ciudad Vieja, perto do Teatro Solís, onde a versão com filet mignon (lomo) saiu por 190 pesos (R$ 19). Por alguns pesos a mais é servido na companhia de batatas fritas.

Para muitos uruguaios o chivito substitui o almoço. Pela cidade é possível encontrar o lanche em diversas outras versões, algumas no melhor (ou seria pior) estilo Man x Food: com presunto, queijo, bacon, ovo, fritas, etc, etc…
Sobre o chivito clássico, não dá pra dizer que seja delicioso, mas também não é ruim. Cumpre o papel de refeição rápida.
Don Peperone: Peatonal Sarandí, 650 – Ciudad Vieja – Montevidéu – Uruguai. Outras três filiais em Montevidéu e duas em Punta del Leste.
Em fevereiro participamos de um evento no Rio e aproveitamos para ficar dois dias e meio na cidade maravilhosa. Apesar da curta estada conseguimos visitar alguns dos principais cartões postais da cidade, mas não sobrou tempo de ir à praia e, nem sequer, dar uma voltinha no calçadão de Copacabana.
Nosso vôo chegou bem cedo e o sol já brilhava com toda força. Fomos recebidos por um amigo e, graças a ele, fizemos um breve tour pela zona sul. Começamos o passeio pela Urca (nosso bairro preferido) visitando a Pista Cláudio Coutinho.
Entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca, a pista tem 2,5 km de extensão e é um excelente local para a prática de corrida e caminhada por ser um lugar arborizado, calmo, e com uma vista linda.

De lá nos dirigimos para o bairro de Humaitá, onde nos hospedamos. No caminho, passamos pela Marina da Glória e o Hotel Copacabana Palace.

A poucos quarteirões da pousada fica a Lagoa Rodrigo de Freitas. Mesmo com o sol forte, contornamos quase toda a sua extensão antes de tomar o ônibus com destino à nossa próxima parada.

Queríamos muito conhecer o Jardim Botâncio, um dos mais belos parques do Brasil. Logo na entrada nos encantamos com as palmeiras imperiais. Andamos por todo o parque (que não é pequeno) e a cada novo ambiente natural ficávamos ainda mais impressionados. O jardim japonês, as alamedas, o orquidário, o lago Frei Leandro, o jardim dos sentidos e todos os demais espaços são incríveis.

E a a variedade das plantas da flora brasileira é notória. Se tivéssemos mais tempo, certamente dedicaríamos um dia inteirinho para passear com bastante calma por lá.

Famintos e sedentos, fizemos uma pausa no Café Botânica, lanchonete instalada no interior do Jardim Botânico. Na casa da frente funciona uma loja que vende souvenirs.
Apesar de o espaço não ser dos maiores, é bastante agradável. Já o atendimento deixa muito a desejar, principalmente para os estrangeiros. Vimos um grupo deles com grande dificuldade para fazer o pedido. E isso não aconteceu apenas pelo fato de as atendentes não se expressarem em outro idioma. A falta de interesse da equipe de funcionários em compreendê-los estava nítida. Uma pena.
Para compensar os deslizes, a comida era muito boa e mesmo se tratando de um lanche, superou as nossas expectativas. Provamos Quiche de Queijo e Legumes com Salada (R$ 16), Crumble de Amora (R$ 9) e Torta de Maçã com Sorvete de Creme (R$ 12), esta última umas das mais gostosas dos últimos tempos!

Mesmo muito cansados devido ao forte calor, aproveitamos a oportunidade para conhecer o seu vizinho famoso: o Parque Lage.
Com arquitetura e ambientação inspiradas na Europa, o lugar respira arte. Foi cenário do filme Terra em Transe (Glauber Rocha) e hoje abriga a Escola de Artes Visuais, além de um café prá lá de simpático. Uma curiosidade é que parte do terreno já chegou a ser comprada por Roberto Marinho para ser sede da Rede Globo. Felizmente, na época o governo do Rio de Janeiro desfez o negócio e transformou o espaço em um parque público.
Aos pés do Corcovado, é impossível não admirar a beleza da vegetação ao redor do Parque Lage, suas ruínas, a gruta e as dezenas de famílias de micos que vivem ali.

Nosso primeiro dia no Rio de Janeiro foi corrido, porém bastante produtivo. Ao final dos passeios, voltamos para a pousada pois logo mais teríamos um jantar especial ao lado de amigos queridos. Uma pena que esquecemos a câmera (lê-se: a Débora esqueceu a câmera) e infelizmente não vamos poder relatar os saborosos pratos que experimentamos no ótimo restaurante Quadrucci, no Leblon.
Pista Claudio Coutinho: Praia Vermelha – Urca – Rio de Janeiro – RJ – Tel.: (21) 2271-7000 (Riotur). Horário de funcionamento: Diariamente das 6h às 18h.
Jardim Botânico: Rua Jardim Botânico, 1.080 – Humaitá – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 3874-1808 / (21) 3874-1214. Horário de funcionamento: Diariamente das 8h às 17h. Ingresso R$ 6.
Parque Lage: Rua Jardim Botânico, 414 – Humaitá – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2538-1879. Horário de funcionamento: Diariamente das 7h às 18h.
Passeando pela Vila Madalena numa tarde de sábado, visitamos o Quintal dos Orgânicos.
Achamos o espaço muito interessante pelo fato de mesclar um simpático café com um ótimo mini mercado. Os itens vendidos na loja vão além dos hortifrútis e produtos gastronômicos isentos de agrotóxicos, passando por artigos para limpeza, higiene, beleza e até roupas produzidas com tecido de fibras orgânicas.

Já era quase final de tarde e decidimos fazer uma pausa para o lanche. Pedimos sanduíche integral de queijo branco com salada, torta de palmito e suco de carambola com goiaba. Tudo saboroso e muito fresco.

Gostamos de conhecer o Endul, xarope 100% orgânico que substitui o açúcar. Ele é extraído de um cactus mexicano chamado Agave Azul, adoça duas vezes mais que o açúcar e tem a vantagem de possuir baixo índice glicêmico, além de sabor neutro.

Terminamos nosso lanche provando bolos caseiros de chocolate com geléia orgânica de framboesa e de cenoura com chocolate e creme de banana. Ambos estavam tão gostosos que acabamos repetindo!

Essa parada no Quintal dos Orgânicos foi tão relaxante que esquecemos de anotar os preços. E nem deu para fotografar a conta, já que o estabelecimento usa cartão de consumo para evitar o gasto desnecessário de papel.
Sugestão do chef: o buffet de almoço orgânico é servido das 12h às 15h e custa R$ 38 de segunda à sexta-feira e R$ 48 aos sábados, domingos e feriados. Quem prefere aproveitar o final de semana para um café da manhã caprichado, pode aproveitar o buffet das 9h às 12h30, por R$ 38.
Quintal dos Orgânicos: Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 2386-1881. Funciona diariamente das 9h às 19h.
*Post patrocinado pela Vivo
Para mais dicas imperdíveis como essa, acesse o Blog Vivo On.

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Yokoyama é um dos nossos lugares preferidos em São Paulo para um lanche rápido e bem saboroso.
Originalmente, é uma pastelaria cujo cardápio oferece dos sabores tradicionais às combinações diferentes, como a versão Primavera, recheada com presunto picado, ovos, cebola, tomate, milho verde, salsa e cebolinha. Os preços da casa vão dos R$ 3 até R$ 7,70.
Porém, dos salgados preparados por lá, imperdível mesmo é a coxinha! Sempre frita na hora, é muito cremosa e com o frango temperado divinamente. O tamanho é grande, mas, mesmo assim, raramente conseguimos ficar em uma só.
Para acompanhar, nossa preferência é pelo suco de uva.
Não perca essa dica e reúna familiares e amigos para provar o salgado do Yokoyama.
Yokoyama: Av. Lins de Vasconcelos, 1.365 – Cambuci – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3207-9613 e outra unidade na Rua Luís Góis, 1.151 – Mirandópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3207-9613
Cozinha rápida não precisa ser sinônimo de comida descuidada. Um dos restaurantes que exemplificam isso é o mexicano La Buena Onda, na zona leste de São Paulo.
O sistema é rápido. Você chega, olha o cardápio na frente do caixa, paga e escolhe uma mesa para aguardar até o anúncio da sua senha. Enquanto isso, tudo é preparado na frente dos clientes.
Esse esquemão fast-food pode gerar uma certa desconfiança a respeito da qualidade do que é servido. O local, porém, merece um voto de confiança: nas quatro ocasiões em que estivemos por lá, comemos melhor – e pagamos menos – do que em alguns restaurantes mexicanos mais afamados.
Chips & Dips são um bom começo. A tradicional porção de totopos custa R$ 12,40 e chega na companhia de guacamole, cheddar, molho de pimenta, sour cream e pico de galo (vinagrete). Destaque para a ótima “guaca” e para a pimenta que não é só pra “brasileiro ver” – arde de verdade!
O Burrito Pollo com Quesos é um dos nossos favoritos. Além de frango grelhado e mix de queijos, inclui pico de galo e frijoles refritos. A versão custa R$ 12,40. Por R$ 2 a menos é possível pedir o tamanho reduzido.
Há, ainda, versões com carne, calabresa e até opções vegetarianas. Quem preferir, pode montar um burrito com os ingredientes preferidos. Com um recheio, dois complementos e um molho, custa R$ 10,40 ou R$ 12,90, dependendo do tamanho.
Alternativa para os menos famintos, os Crispy Tacos também são saborosos. O tradicional vem com uma boa carne moída à mexicana e custa R$ 4,90. Levando duas unidades do mesmo sabor, o valor fica em R$ 9,50. Quesadillas e saladas também aparecem no cardápio.
Sugestão do chef: quem não dispensa uma boa sobremesa após a refeição pode se decepcionar com o La Buena Onda. É que simplesmente não há doces no menu, um erro e tanto! Melhor se programar para dar uma passada em uma das duas docerias localizadas em quarteirões próximos na mesma rua.
La Buena Onda: Rua Itapura, 859 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2609-5060. Terça a quinta das 11:30h às 15:00h e das 17:30h às 23:00h. Sexta das 11:30h às 15:00h e das 17:30 à meia-noite. Sábado das 12:00h às 15:00h e das 17:30 à meia-noite. Domingo das 12:00h às 23:00h.
Buenos Aires é uma cidade repleta de bons restaurantes e, a grande maioria, traz pratos saborosos e generosos.
Em um dia de muitos passeios, andamos por várias partes da cidade e experimentamos a comida de mais de um local. O resultado desse ato guloso foi perder a fome na hora do jantar. Mas claro que ficar no hotel e desperdiçar uma noite na capital portenha definitivamente não estava em nossos planos.
Então, achamos que esse seria o momento ideal para petiscar algo no Hard Rock Café e depois dar um pulo no El Sanjuanino, que serve as empanadas mais tradicionais da cidade.
No Hard Rock Café, fiquei bem animada quando vi que o cardápio incluía suco, pois quase todos os restaurantes que fomos não ofereciam a bebida. Logo pedi um de pomelo, conhecido por aqui como Grapefruit (7 pesos). A empolgacão foi tanta que nem cheguei a cogitar a hipótese dele ser industrializado. Decepção total depois do primeiro gole. O Fernando que se saiu bem pedindo uma caneca de Quilmes Bock (14 pesos).


Para acompanhar as bebidas, uma porção de Santa Fe Spring Holls (24 pesos). Rolinhos recheados de frango, espinafre, feijão preto, milho, pimenta jalapeño e queijos mistos. Tudo isso servido com salada e um creme à base de queijo que não vamos esquecer tão cedo.
Apesar da combinação do recheio ser meio duvidosa, nos surpreendemos com a harmonia dos sabores. A massa, que lembrava a de rolinho primavera, estava incrível. Sem dúvida foi o melhor petisco que comemos em Buenos Aires.
Saímos do Hard Rock Café direto para o El Sanjuanino, restaurante que há mais de quarenta anos serve empanadas e pratos regionais.

Se nossa fome não estivesse tão pequena, provaríamos algum dos interessantes pratos típicos. Mas nos contentamos com as empanadas de queso y cebolla, carne picante, carne suave e choclo (milho). Cada uma custou 5 pesos.
Para mim, foram as melhores empanadas que provamos, com recheio na textura certa e massa leve. O Fernando também gostou bastante, mas elegeu as do Patio Cervecero como as preferidas da viagem.
Ficamos curiosos para ver como era a Gran Sanjuanina, empanada frita recheada de carne (6 pesos). Aprovamos, mas achamos desnecessário ingerir tantas calorias. As empandas assadas não deixam nada a desejar.
Para encerrar a noite das guloseimas, Torta Rogel (16 pesos), aquela que já citamos aqui, e que traz camadas de massa intercaladas com doce de leite e cobertura de merengue. Boa, mas não como a do Havanna Café.

Sugestão do chef: o Hard Rock Café funciona dentro do Buenos Aires Design, um shopping temático dedicado exclusivamente a peças, móveis, esculturas e artigos que envolvam design conceitual em suas criações. Um detalhe curioso é que se você pedir para ir ao Hard Rock Café, corre o risco de não ter o pedido compreendido pelo taxista: eles costumam chamar o lugar de “Caro Café” – não sem uma certa dose de razão.
Hard Rock Café: Av. Pueyrredón, 2501 – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4807-7625
El Sanjuanino: Posadas, 1515 – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4804-2909
Buenos Aires Design: Av. Pueyrredón y Libertador – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 5777-6000
Essa lanchonete surgiu em 1968 e pertencia à rede Chico Hambúrguer. Mas foi só em 1975 que ganhou o nome que a tornou conhecida: Burdog. A unidade do bairro do Pacaembu agrada desde quem chega para um lanche rápido acompanhado de uma cerveja no balcão até famílias inteiras, que ocupam várias mesas do pequeno salão nos fins de semana.
Também é parada obrigatória para muitos torcedores corintianos em dia de jogo no vizinho estádio Paulo Machado de Carvalho.
Estivemos lá numa dessas tardes para comprovar a fama de servir bons hambúrgueres conquistada pela lanchonete. Começamos com um milk shake de chocolate com macadâmia (R$ 15,80). É bonzinho, mas ainda prefiro a versão só de chocolate.
Eu complementei um hambúrguer simples (R$ 10,80) com champignon e catupiry (R$ 5,50). Ficou muito bom, sem economia nenhuma nos complementos.
A Débora escolheu cheese burguer picanha com alface e molho tártaro (R$ 13,70). Praticamente um cheese salada, mas com um tempero bem diferente graças ao molho. Muito bom.
Antes de descermos a ladeira rumo ao estádio – para acompanhar mais um capítulo da operação-subida alvinegra –, pedimos uma sobremesa que leva banana na chapa com açúcar e canela, servida com duas bolas de sorvete de creme. Demorou para chegar, mas estava excelente.
O Burdog pode não ter – e realmente não tem – o melhor hambúrguer da cidade, mas é uma opção interessante para um lanche rápido. Sem falar que naquele sábado nos proporcionou um almoço bem mais agradável que o sonolento empate por 0 x 0 entre o meu Corinthians e o Criciúma.

Sugestão do chef: os moradores da zona sul também podem experimentar os lanches do Burdog sem se deslocar até o Pacaembu. É que a lanchonete conta com filiais no Brooklin e em Moema.
Burdog: Av. Dr. Arnaldo, 232 – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3151-4849
O The Fifties é uma lanchonete que freqüentamos há bastante tempo. A unidade que consideramos mais bacana é a de Moema (sim, nosso bairro preferido!).

O local é muito bonito e espaçoso, mesmo assim é comum a fila de espera nos finais de semana à noite.

Sempre que vamos ao The Fifties precisamos estar famintos pois os sanduíches são muito grandes. Existem algumas combinações prontas e também a opção de montar o próprio lanche, o que nós costumamos fazer.
Na última visita, o Fernando escolheu hambúrguer de picanha, catupiry e salada (R$ 17,70).
A combinação agradou e ele, que adora catupiry em lanches, e ficou feliz quando viu a quantidade bem generosa do queijo.
Eu fui de hambúrguer de frango, molho especial de tomate pelato italiano, creme de queijos e salada (R$ 17,60).
Não estava ruim, mas a carne parecia mais um filé de frango. Sem falar que exagerei no tomate.
Para acompanhar nossos lanches, dessa vez substituímos a tradicional batata frita pela porção de Onion Rings (R$ 10,50). Ficamos arrependidos pela troca pois as cebolas chegaram bem oleosas e esfareladas.

Para superar a decepcão com os farelos de cebola empanada, pedimos o Milk Shake Fifties (R$ 18 com 700ml e R$ 13,50 com 350ml) – milk shake de chocolate com licor de cacau, coberto com creme chantilly, chocolate granulado e cereja.
Gostamos tanto desse milk shake que às vezes vamos ao Fifties só pra pedir um.
Sugestão do chef: as unidades de Moema (11 5532-0001) e da Vila Olímpia (11 3848-9800) ofercem serviço de entrega nessas regiões. No site da lanchonete é possível fazer o download do cardápio com os preços.
The Fifties: Alameda Jauaperi, 1.468 – Moema – São Paulo – SP. Tel.: (11) 5041-4662. Mais quatro endereços na capital.
Depois de visitar o Museu do Café, a fome começou a apertar. Como ainda era cedo para pensar no almoço, resolvemos comer alguma coisa no Café Carioca, tradicional bar do Centro de Santos.

Inaugurado em 1939, foi por muito tempo o principal ponto de encontro dos políticos da cidade.
Além de alguns pratos, o cardápio apresenta petiscos e boa variedade de lanches. Mas a grande atração da casa são os pastéis, encontrados em nove opções de recheio.
Provamos o de camarão, o de palmito e o de carne de siri, R$ 2,50 cada.

Todos tinham recheio farto e cremoso e sabor bem acentuado.

Já a massa pesada e grossa deixou a desejar. Provavelmente isso acontece porque os pastéis não são fritos na hora, eles ficam armazenados em estufas térmicas e nem sempre chegam quentinhos à mesa.

Para acompanhar os pastéis, chá mate bem geladinho com limão (R$ 2).

Parece que o consumo dessa bebida é comum por lá: vimos em outros restaurantes e também em carrinhos refrigerados que circulavam pelas ruas do Centro.
Deixamos o Café Carioca para embarcar num passeio que nos fez voltar no tempo: andar de bonde.

Em 1919 foi inaugurada a primeira linha de bondes elétricos em Santos e, por 35 anos, eles foram o principal meio de transporte da cidade. Deixaram de funcionar em 1954.
Como parte do projeto de revitalização do Centro Histórico, em 2002 a prefeitura construiu uma pequena linha turística e fez circular um bonde com características idênticas às dos originais.
O city-tour é monitorado e dura cerca de 10 minutos. Por R$ 1 é possível dar uma volta pelas principais ruas do Centro Histórico e conhecer um pouco da história de Santos.


Quando descemos do bonde o sol estava muito forte e a sensação de calor beirava o insuportável. Momento propício para interromper por algumas horas nosso passeio e procurar um bom lugar para almoçar.
Mas isso é história para o próximo post.
Sugestão do chef: visitar pessoalmente o Café Carioca, um dos clássicos da gastronomia santista, é parada obrigatória para quem passa pelo Centro Histórico. Mas quem estiver instalado em Santos pode utilizar o serviço de entrega, que funciona em toda cidade.

Bar e Café Carioca: Praça Visconde de Mauá, 1 – Santos – São Paulo. Tel.: (13) 3219-1745
Bonde turístico: de terça a domingo, das 11h00 às 17h00. Partida da Praça Visconde de Mauá. Bilhete: R$1,00. Tel.: (13) 3201-8000.
Há uns três anos fomos pela primeira vez ao América, incentivados pelos elogios à lanchonete que ouvíamos de pessoas próximas. Na época, porém, saímos bem desapontados. Consideramos os hambúrgueres apenas razoáveis, nada que justificasse os preços cobrados.
Faz algumas semanas que fomos ao Shopping Pátio Higienópolis dar a segunda chance ao América. Chegamos com muita fome, acalmada por queijo cheddar, patê de ricota com manjericão e pãezinhos do bom couvert (R$ 5,20 por pessoa).
Bem gostoso também o Milk Shake Farofino, de chocolate com farofa crocante e chantily (R$ 11,70 a porção individual com 300 ml).
Além dos lanches, o cardápio oferece diversos pratos com carnes grelhadas, a maioria com preço muito alto. Mas o que interessava pra gente era mesmo os hambúrgueres. E nisso, novamente, o América deixou a desejar. A Débora pediu o criativo Veggie Burger, um hambúrguer vegetariano de quinua, abobrinha e cenoura, acompanhado de coalhada seca, rúcula, tomate e molho de romã. Tudo isso no pão integral com gergelim (R$ 17,90). O grande problema é que o hambúrguer é frito e muito oleoso.
Eu escolhi o Hot América, um cheese salada com dois hambúrgueres, molho de gorgonzola, alface, tomate, maionese e relish de pepino no pão com gergelim. À parte vieram ainda potinhos com “molho Tex-Mex” e cebola crua, tudo por R$ 18,60.
Bonzinho, apenas. Pela cidade é possível encontrar hambúrgueres bem melhores por preços inferiores.
A sobremesa escolhida foi o Frozen Snow Wish, de iogurte natural com morango e calda de amora (R$ 7,90). Dele nós gostamos.
Sugestão do chef: se você discorda da nossa opinião sobre os lanches do América, pode ir tranqüilo à unidade do shopping Pátio Higienópolis pois o atendimento é excelente.
América: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Praça de Alimentação – Tel.: (11) 3664-4444. E mais 13 endereços.
A Lanchonete da cidade é uma das inúmeras casas de hambúrguer da região dos Jardins. A decoração apresenta o tradicional balcão de fórmica – comum nas lanchonetes da década de 60 –, em meio a elementos que remetem à arquitetura modernista brasileira.


No fundo do salão, espaço para alguns brinquedos e LPs antigos. Tem até discão do Roberto Carlos exposto por lá. Pra quem gosta…
Com a fome que estávamos, logo deixamos os detalhes de lado para nos concentrar no cardápio. E vimos que a “especialidade da casa” é o hambúrguer Bombom, com 220 gramas de carne e molho de tomate, servido no pão francês em formato arredondado. Qualquer outro acompanhamento deve ser pedido à parte. Achamos “basicão” demais e fomos olhar as outras opções.
Enquanto isso, chegava à mesa nosso milk shake de doce de leite com sorvete de creme e Nutella (R$ 13,50). Muito bom, pena que só rendeu meio copo pra cada um.
Finalmente decidimos. Eu fui de Leblon: hambúrguer de carne, queijo camembert, tomate, alface frissé, ervas finas e bastante bacon (R$ 20, 50).

Bonzinho, muito inferior ao lanche 22, pedido pela Débora.
A mistura de hambúrguer com mussarela de búfala, rúcula, tomate fresco e pesto de aliche estava realmente deliciosa (R$ 20).
Os hambúrgueres são grelhados em brasa de carvão, o que dá à carne um gosto de churrasco, diferente de outras lanchonetes. O único senão fica por conta do atendimento. Os garçons são atenciosos, o problema é que cada mesa é atendida sempre pelo mesmo garçom. Com isso, toda vez que chamávamos outro atendente, ele percorria o salão até achar o “nosso” e avisá-lo que tínhamos um pedido a fazer. Burocrático demais pro nosso gosto!
Sugestão do chef: em alguns lanches, é possível escolher o tipo de pão preferido. Tem até pão preto e pão de miga integral.
Lanchonete da Cidade: Alameda Tietê, 110 – Jardim Paulista – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3086-3399
Quando lemos em alguma revista sobre o Pé no Parque, pensamos que se tratava de mais uma casa especializada em sucos e açaí. Resolvemos ir até lá num final de tarde qualquer, logo que o calor voltou a dar as caras.
O local é iluminado, aberto e extremamente agradável. O público é variado e reúne desde grupos de jovens até famílias inteiras.
Ao recebermos o cardápio, ficamos surpresos com a quantidade de itens. Esperávamos alguns sucos, cremes de fruta na tigela e sanduíches, mas encontramos um restaurante. E melhor, com conceito de cozinha saudável.
Os ingredientes são frescos e as verduras e legumes orgânicos têm preferência. Também é possível pedir carne e peixe orgânico. Para preparar os sucos, vitaminas, shakes, smoothies e cremes são usadas frutas in natura. Até as frituras são feitas com óleo de palma e isentas de gordura trans.
Nossa primeira visita foi rápida, só pedimos suco de açaí (R$ 3,90) e a exótica combinação de água de coco com suco de uva verde (R$ 4,50).
Mas voltamos na semana seguinte para almoçar.
Enquanto escolhíamos o que comer, repetimos a dose do suco de açaí e da água de coco, mas dessa vez substituímos o suco de uva verde pelo de abacaxi. Ficou mais refrescante. Pedimos também palitos de legumes (R$ 6,90) para acalmar a fome.
Como prato principal, o Fernando optou pelo filé de linguado ao molho de alcaparras e champignon Paris acompanhado de farofa de quinua e purê de mandioquinha (R$ 21,90).
Eu fiquei com filé de linguado ao creme de espinafre gratinado com parmesão. Para acompanhar, shitake na manteiga e salada orgânica (R$ 20,90).
Os pratos são bem servidos e o sabor é de comida fresquinha.
Para sobremesa experimentamos o creme de maracujá na fruta (R$ 8,10) e a banana crispy – creme de banana com açaí e flocos de arroz (R$ 8,20 o pequeno).

Em outras visitas, provamos o suco de cupuaçu com laranja (R$ 4,10), o smoothie Amazon (R$ 5,90) – que leva suco de açaí, banana e sorvete de morango – e a melhor tigela de açaí que conhecemos até o momento (500 ml por R$ 8).

O Pé no Parque foi, sem dúvida, nossa grande descoberta deste ano.
Sugestão do chef:o Pé no Parque fica a 400m do Parque do Ibirapuera, daí o nome e a temática do lugar. Por esse motivo, existe um mural dedicado aos eventos e festividades que rolam no Ibirapuera, bem como um estacionamento para bikes, já que é comum ciclistas aparecerem por lá. Dá até pra calibrar o pneu delas.
Pé no parque: Rua Inhambu, 240 (esquina com a Av. Helio Pellegrino) – Telefone: 5051-3376 – Moema – São Paulo – SP.
A diversidade gastronômica da cidade de São Paulo é realmente encantadora. Conhecer novas culturas por meio da comida é um privilégio de quem vive ou passeia pela capital paulista. E um dos lugares que conhecemos recentemente se encaixa perfeitamente nessa miscelânea. Restaurante informal que retrata as culinárias árabe, hebraica, persa, balcânica, caucasiana e (ufa!) asiática, o Kebab Salonu possui três ambientes, todos com moderna decoração inspirada em cores e formas do Oriente.


O carro-chefe do cardápio é o kebab, sanduíche comum em boa parte do Oriente Médio e região, cujo nome e recheios mudam de acordo com o país. No Kebab Salonu, ele é feito com pão lavosh preparado na hora e conta com 16 combinações de recheio, entre grelhados, pastas e verduras.

Depois de passarmos várias vezes por cada uma das opções, ficamos com o de Falafel (folhas variadas, bolinhos de grão-de-bico fritos, molho taratour de tahine, citronete de limão, tomate e cebola – R$ 14,50) e com o Indiano (folhas variadas, tiras de frango e cebola marinadas em iogurte e curry, chutney de banana, coalhada seca e gengibre – R$ 16). Ambos com uma mistura harmoniosa de sabores que aguçou nossos olfatos e paladares.


Pouco antes tínhamos pedido as bebidas, claro que com dificuldade semelhante à escolha dos kebabs. Resolvemos arriscar os sharbats (R$ 4,50), refrescos feitos de água com gás ou limonada misturados a xaropes variados. O Fernando ficou com o sharbat gasoso de damasco e eu com a limonada aromatizada com xarope de rosas.

E gostamos tanto da idéia de experimentar bebidas exóticas que decidimos trocar a sobremesa pelo frozen sharbat (R$ 6,50), parecido com uma raspadinha. O de mate com xarope de menta estava delicioso.

Já o de Tchai Massala (chá preto indiano, leite, cardamomo, gengibre e cravo) tinha um sabor muito bom, mas o excesso de gelo interferiu na textura e não conseguimos beber até o fim.

Antes de sair conversamos com o chef Rodrigo Libbos, que, além de detalhar alguns pratos do cardápio, nos deu uma breve aula sobre a cozinha do Oriente Médio e países próximos. Foi interessante aprender sobre as inusitadas variações da culinária de cada país daquele canto do mundo.
Pode parecer clichê, mas fizemos uma verdadeira viagem gastronômica. E o melhor de tudo é que na volta não foi preciso pousar em nenhuma pista escorregadia: desembarcamos em plena rua Augusta, de onde nem sequer tínhamos saído. Isso porque o restaurante fica no mesmo local em que funcionou o clássico Long Champ, antigo reduto de intelectuais na cidade.
Sugestão do chef: durante a semana o almoço executivo é temático e a cada dia inspirado em um país diferente, como Síria, Líbano, Índia, Paquistão, Irã e Marrocos. Custa R$ 20 e inclui salada, prato principal, bebida, doce libanês e um expresso Santo Grão.
Kebab Salonu: Rua Augusta, 1.416, Cerqueira César – São Paulo – SP – Tel: (11) 3283-0890 – site: http://www.kebabsalonu.com.br/
Quem conhece a rua Oscar Freire sabe que ela é reduto da elite paulistana por concentrar inúmeras lojas de grife.
Passear pelo local aos sábados equivale a assistir um desfile do São Paulo Fashion Week.
Restaurantes, lanchonetes, cafés e docerias disputam a atenção em meio a esse cenário fashion. E na tentativa de encher nossas famintas barrigas sem precisar quebrar o cofrinho (ops, nada de duplo sentido pessoal!), nos deparamos com o Espaço Árabe, moderninho restaurante especializado em culinária libanesa.
O cardápio apresenta desde petiscos como esfiha fechada de carne (R$ 2,50) e porção de mini-esfiha (6 unidades por R$ 6,90) até os tradicionais Homus (R$ 12) e Babaghanuj (R$ 11). Pratos mais elaborados e consistentes também aparecem no menu. Destaque para o charutinho de folha de uva e o ragu de cordeiro com trigo inteiro, cebolinha e amêndoa. Além de ser a grande criação da casa, este último é o prato mais caro, em torno de R$ 30 por pessoa. No geral, os preços são bem atraentes e a comida gostosa.
Optamos por um almoço leve e comemos wrap (R$ 11,50), aquele enrolado de pão folha servido frio. O mediterrâneo tinha abobrinha, berinjela, tomate assado, queijo fresco, folhas verdes e amêndoas. A combinação ficou boa mas poderia ser menos seca.

Já o de frango estava no ponto certo. O recheio ainda levava creme cotage, hortelã, curry, cenoura, pepino e folhas verdes.

Como nem tudo é perfeito, o atendimento deixa a desejar. Achávamos que a bagunça e demora se justificava porque o lugar estava lotado. Mas da última vez em que estivemos lá havia pouca gente, e de novo, muita confusão.
E enquanto a comida não chegava aproveitei para observar melhor o interior do Espaço Árabe e, por conseqüência, o pessoal que ocupava – e disputava – as mesas do restaurante. Aí percebi ser a única “alienada” que não usava a blusa, a calça, o vestido, o sapato ou a bolsa da moda. Como não estava ali para desfilar e sim para almoçar, em momento algum me senti um peixe fora d´água, principalmente quando meus olhos foram atraídos pela vitrine repleta dos deliciosos docinhos árabes (R$ 2,50).
Na hora de pedir a conta, a falta de agilidade no atendimento prevaleceu outra vez.
Assim sendo, vai uma boa dica: escolha um dia tranqüilo onde você esteja paciente e bem-humorado, caso contrário, pode se estressar um pouco.
Sugestão do chef: Experimente o exótico Shake batido com sorvete de creme e um toque de águas de rosas (R$ 8,50).
Espaço árabe: Rua Oscar Freire, 168 – Jardins Tel: 3081-1824 e 3083-4977
Site: http://www.espacoaraberestaurante.com.br/