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Há uns meses a cidade de São Paulo ganhou outro local agradável para quem pretende beber ou comprar boas cervejas, o Armazém Cerveja Gourmet, onde estivemos, no mês passado, para uma degustação promovida pela casa.

Escolhemos uma mesa alta perto de uma prateleira cheia de garrafas do mundo todo e começamos com chope Bamberg Pilsen acompanhado de Bolinha de Queijo Crocante. Da bebida não é preciso falar muito, pois somos fãs de praticamente tudo o que produz a cervejaria de Votorantim (SP). A boa surpresa foi o petisco. É sempre ótimo provar uma versão realmente bem executada de algo comum, e é justamente o caso desse bolinho de queijo.

A degustação seguiu com outra velha conhecida, a Eisenbahn Weiss. Claro que foi a preferida da Débora, que adora o sabor leve e frutado das cervejas de trigo. Na harmonização, os Canapés de Linguiça Blumenau caíram muito bem.

A partir daí, o nível de amargor foi aumentando gradualmente. Primeiro com a versão IPA (Indian Pale Ale) da cervejaria Dama, servida com a melhor iguaria da noite: Sanduíche de Pernil. Ótima combinação, gostei tanto que repeti no final.

Na última etapa, degustamos uma novidade para nós, a Nostradamus Stout, produzida pela Cervejaria Dortmund, da cidade paulista de Serra Negra. Gostei demais! Impressionante como o cenário cervejeiro cresce no Brasil e revela a cada ano ótimas bebidas. Pretendemos tentar visitar a fábrica em breve. Essa stout chegou na companhia de Bolinho de Carne na Cerveja, uma espécie de almôndega muito bem temperada.

Antes de voltar pra casa, ainda provamos a boa mousse de banana com calda de maracujá.

Além de um ótimo local para beber cerveja de verdade, o Armazém Gourmet serve petiscos caprichados num ambiente simples e aconchegante. É só chegar, se acomodar no balcão ou em uma das poucas mesas e, se precisar, pedir ajuda de uma das bem-preparadas garçonetes para escolher a bebida que mais tem a ver com o seu paladar.
Sugestão do chef: Como o próprio nome indica, o local é também um armazém e vende grande variedade de cervejas nacionais e importadas de todos os lugares. Vale passar por lá e escolher alguns rótulos para abastecer a geladeira.

Armazém Cerveja Gourmet: Rua Tito, 400 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3675-0761. Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 17hs às 23hs. Aos sábados das 11hs às 20hs. Fecha aos domingos
O Prêmio Brincando de Chef é uma homenagem simbólica aos lugares que nos proporcionaram experiências gastronômicas memoráveis ao longo do ano que acaba de chegar ao fim. A escolha dos ganhadores é feita pelo casal que comanda este blog, levando em conta os posts publicados em 2011.
Mas como nem tudo é perfeito, também citamos o estabelecimento que mais nos decepcionou.
Confira, a seguir, o resultado:
Bar: A Lapinha (São Paulo – SP)
Bom e barato: Sinhá (São Paulo – SP)
Carnes: El Palenque (Montevidéu – Uruguai)
Descoberta do ano: Condimento (São Paulo – SP)
Restaurante: Maní (São Paulo – SP)
Sobremesa: Mousse de Chocolate do Sinhá (São Paulo – SP)
Sorveteria: Sorvete Brasil (Rio de Janeiro – RJ)
Melhor do ano: Emprestado (Santa de Parnaíba - SP)
Decepção do ano: Confeitaria Colombo (Rio de Janeiro – RJ)
E agora 2011 chega ao fim. Esperamos que todos tenham gostado do novo layout do Brincando de Chef e também das dicas de viagens que neste ano se tornaram mais frequentes.
Nosso desejo para 2012 é conseguir compartilhar por aqui informações ainda mais bacanas e relevantes!
Que o próximo ano seja marcado por conquistas, alegrias, viagens e muita diversão para todos nós!
Feliz 2012!!!
Recebemos uma amostra estilosa da nova coleção Design Collection da Tramontina!

E se você participar do concurso cultural, pode ganhar prêmios que também tenham o seu estilo.
Dessa vez não conseguimos aproveitar a SPRW pois viajamos por praticamente todo o período do evento. Mas felizmente conseguimos visitar pelo menos um restaurante, e o escolhido foi o Blú Bistrô.
Numa casinha simpática do bairro de Perdizes com interior à meia-luz, o bistrô serve pratos focados na cozinha francesa. Para o menu promocional do almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 31,90 por pessoa), nossos pedidos foram os mesmos, com exceção da sobremesa.

O Creme de Feijão Branco com Cogumelos estava delicioso! Com certeza vamos tentar reproduzir a receita em casa.
Para o prato principal optamos pelo Peito de Frango à Kiev, cuja ave empanada e recheada com queijo gouda foi servida com molho de champagne e risoto de espinafre. Gostamos da combinação, mas a refeição foi um pouco pesada.
E no quesito sobremesa, a Mousse de Chocolate em Coulis de Figo e Cardamono parecia mais um pudim cremoso e bem gelado feito com chocolate Alpino. Não estava ruim, porém, não era uma mousse.
Já o Tartar de Morangos trazia a fruta picada com cobertura de chocolate derretido e um pouquinho de pimenta. Para apreciadores de morango, uma combinação perfeita.

Sugestão do chef: vale a pena consultar a programação musical no site do bistrô, já que alguns dias da semana o espaço oferece música ao vivo no jantar.
Blú Bistrô: Rua Monte Alegre, 591 – Perdizes – São Paulo – SP – Tel: (11) 3871-9296. Funcionamento: Terça a sábado – almoço das 12h às 15h e jantar das 19h às 24h. Domingo apenas almoço das 12h às 16h.
Na última sexta-feira nos reunimos com o pessoal do Kekanto em mais um evento super bacana promovido pelo portal.
Regado a Tequila, o encontro aconteceu no Mexicaníssimo.

Ao contrário de boa parte dos restaurantes mexicanos da cidade, o Mexicaníssimo não adere à culinária Tex-Mex. A maioria das opções do cardápio é tradicional, porém, adaptada ao paladar brasileiro no que diz respeito à quantidade de pimenta.
O rodízio é o carro-chefe da casa. Apesar da aparência de alguns pratos se assemelhar com os principais itens de outros rodízios que seguem a linha Tex-Mex, o sabor é totalmente diferente, lembrando comida caseira.

Burrito de frango, Taco Sinaloense (com carne bovina, cebola rocha, queijo e champignon), Tostadas (tortillas com pasta de feijão), Flautas de frango, Enchiladas de frango cobertas com molho verde de pimenta jalapeño e Nachos acompanhados de Guacamole e Chili Beans foram servidas ao longo da noite. Tudo estava muito gostoso e superou as nossas expectativas.
Mas o melhor do jantar foi o Molcajete. Em uma pedra vulcânica, tiras de frango e carne bovina grelhadas com cebola, pimentão, champignon e queijo, arrancaram elogios de todos os presentes.

Ao som de um Mariachi, a noite terminou ainda mais animada!

Sugestão do chef: O rodízio completo custa R$ 32,90 por pessoa e é servido aos sábados, domingos e feriados no almoço e no jantar.
Mexicaníssimo: R. Ribeirão Claro, 192 – Vila Olímpia – São Paulo – SP – Tel: (11) 3045-1512. Funcionamento: Almoço: Segunda a Domingo das 12h às 15h. Jantar: Domingo a Quinta das 18h as 23:30 e Sexta e Sabado das 18h a 1h.
De hoje até o dia 18/09 os paulistanos podem aproveitar a nona edição da São Paulo Restaurante Week.
Os preços sofreram leve reajuste e agora entrada + prato principal + sobremesa custam R$ 31,90 no almoço e R$ 43,90. Outra alteração foi em relação à doação de R$ 1, que agora passa a ser destinada para a ONG Ação Comunitária Monte Azul. Além disso, caso o cliente não necessite do cupom fiscal, este poderá ser doado para o Instituto Ayrton Senna.
Nós já apreciamos boas refeições durante as edições passadas do evento, mas também tivemos algumas decepções. Neste link estão todos os posts que relatam a nossa participação na SPRW.
Sugestão do chef: não é novidade, mas sem dúvida a dica mais importante: não saia de casa sem fazer reserva, especialmente no final de semana.
No último sábado fomos visitar a 6a edição do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, promovido pelo Ministério do Turismo. A fila do estacionamento mostrou que o evento atraiu pessoas de vários estados do Brasil.
Logo na entrada do pavilhão de exposições do Anhembi, as placas de sinalização chamaram a nossa atenção. Gostamos muito da ideia de torná-las parecidas com as que encontramos nas estradas.
A decoração dos cinco grandes espaços principais estava muito bonita e atrativa. Cada um apresentava uma região do Brasil, com painéis representando alguns dos pontos turísticos mais importantes de seus respectivos estados.

Apesar do visual interessante, achamos a divulgação dos roteiros pouco eficaz, já que a principal forma de fazê-la foi distribuir centenas de panfletos dos mais variados segmentos do setor. Era tanto papel desagrupado que, em meio aos panfletos de conteúdo relevante, presenciamos alguns oportunistas apresentando outros tipos de negócios, como salão de cabelereiro, por exemplo. Ainda não sabemos se a melhor definição pra isso é falta de profissionalismo ou “jeitinho brasileiro”.
Bem, voltando aos pontos positivos, o artesanato estava impecável. Muitos estandes vendendo os riquíssimos trabalhos manuais confeccionados em todas as regiões do País.
E por falar em vendas, o Mercado da Agricultura Familiar comercializou produtos alimentícios produzidos por associações e cooperativas espalhadas pelo Brasil. Nós compramos alguns itens orgânicos, suco de uva integral e cajuína.
As manifestações culturais também merecem destaque. De grupos folclóricos à escola de samba (Mocidade Independente de Padre Miguel), muita música, dança e alegria nos corredores do Anhembi.

Agências de turismo e companhias aéreas aproveitaram o evento para vender pacotes e passagens.

Por volta das 19h nos dirigimos à Área Gastronômica. A entrada deste espaço reservado custava R$ 24,50 por pessoa, valor que dava direito a degustar pequenas porções de todos os pratos típicos das cinco regiões do Brasil.
O cardápio prometia Costela de Tambaqui, Pato no tucupi, Carne de Sol com Abóbora, Baião de dois, Arroz de Carneiro, Caldo de Sururu, Peixada, Vatapá com Caruru, Tutu de feijão, Moqueca Capixaba, Feijoada, Cuscuz à paulista, Barreado, Arroz Carreteiro, Sopa Paraguaia, Dourado Assado, Empadão goiano e Arroz com Pequi.
E o que para nós era o ponto alto do Salão, se tornou a maior decepção do dia. Devido à falta de organização, simplesmente não havia comida quando entramos e precisamos esperar por quase duas horas até o funcionamento se normalizar. Como não podíamos sair do espaço, uma vez que independentemente de ter ou não consumido algo o valor seria cobrado da mesma forma, esperamos pacientemente pelo retorno da “iguarias”. Tempo suficiente para observarmos a equipe de funcionários receber informações atrapalhadas e, longe da presença dos chefes, reclamar por ter de trabalhar sem intervalos e por não receber hora extra. Um verdadeiro show de horror!
Faltava pouco para as nove da noite quando finalmente conseguimos nos servir. Notamos que nem todas opções do cardápio estavam presentes, mas pior que isso foi presenciar a péssima aparência da comida e descobrir que o sabor da maioria dos pratos era pavoroso. Apenas a feijoada, o empadão goiano e a sopa paraguaia estavam aceitáveis, o restante das opções tinha sal em excesso, carnes duras e amargas, peixes mal-preparados e substituição improvisada de ingredientes. Tivemos certeza absoluta da má qualidade dos ingredientes usados! Se a intenção era atrair novos turistas pela gastronomia, achamos que não deu nada certo.
Mesmo não concordando com o desperdício de comida, demos poucas garfadas e jogamos o restante fora. E ainda assim tivemos uma surpresa pouco agradável horas depois: intoxicação alimentar com direito a febre alta, tremores e fortes dores de estômago.

Engraçado ver que a preocupação de boa parte dos expositores era a preparação para receber os turista durante a Copa em 2014. A julgar pela área gastronômica, saímos com a certeza de que os organizadores não estão preparados nem pra coisas bem mais simples, como oferecer um jantar decente em 2011.
Sopa de cebola foi uma clássico da madrugada no antigo Ceasa. Pelas histórias que já ouvimos, começou sendo servida em meados da década de 60 pro pessoal que trabalhava no entreposto durante o turno da noite. Pelo jeito era tão boa que logo passou a atrair gente de fora. O tempo passou, mas até 27 de agosto deste ano é possível ir ao atual Ceagesp pra provar a tal iguaria.
Disponível nas versões simples e gratinada, a sopa de cebola é o ponto alto do rodízio servido no antigo prédio da Nossa Caixa, com acesso pelo Portão 3. Os R$ 19 pagos por pessoa dão direito a provar à vontade também outros três sabores, diferentes a cada semana. Na noite em que estivemos lá, experimentamos creme de mandioquinha, capeletti in brodo e mandioquinha com bacalhau. Mas o destaque mesmo é o ótimo caldo de cebola, não espere nada de excepcional dos outros sabores.
No cardápio há um pequena lista de vinhos, a maioria bem simples. Pedimos o vinho verde português Gazela, mas não combinou nada com as sopas – talvez só com a opção que levava bacalhau, mesmo assim com muita boa vontade!

Administrado por um buffet da região do ABC, o “Festival de Sopas Ceagesp 2011″ acontece às quartas e quintas das 18 horas até a meia noite e às sextas e sábados com horário estendido até 3 da manhã. Para não enfrentar filas da entrada aos momentos de se servir, prefira os dois primeiros dias. No fins de semana, chegue cedo ou tenha paciência, sobretudo nas noites de muito frio.

Para quem não conhece o local, nada de criar expectativas com um ambiente romântico ou algum outro clichê de inverno. Tudo lá é muuuito simples… em uma das poucas tentativas de arranjar uma decoraração, alguém resolveu abusar do mau gosto com uma bizarra sinalização do banheiro! Mas pode ir tranquilo ao Ceagesp que a sopa de cebola compensa.

Sugestão de chef: além das sopas, há a opção de se servir em uma mesa de queijos e antepastos. O preço por quilo é R$ 39.
Festival de Sopas Ceagesp: Portão 3 do Ceagesp, no antigo prédio da Nossa Caixa – Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP. De quinta a sábado, até o dia 27 de agosto. Estacionamento gratuito.
De 13 a 17 de julho de 2011 acontece a 6º edição do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil. O evento é organizado pelo Ministério do Turismo e traz sugestões tupiniquins de roteiros e serviços turísticos voltado para o consumidor final.
Na feira ainda é possível comprar artesanato e produtos da agricultura familiar, experimentar um pouco da gastronomia regional, além de assistir a manifestações artísticas de diversas regiões do país e participar de palestras relacionadas ao tema.
6º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo/SP. Dias 13, 14 e 18/07 das 14 h às 21. Sábado, dia 16/07 das 11 às 22h e domingo, dia 17/07 das 11 às 20h.
A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.



Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!
A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.
Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.
Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.
Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.
Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.
Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.
As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).
Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.
Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!
Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.
Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.

Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).
Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151
Lá na Vila Madalena tem um bistrô que já paqueramos muitas vezes. Mas o affair nunca se consumou. Até que em um dos últimos dias desta São Paulo Restaurant Week finalmente fomos ao Chez Fabrice, em funcionamento num pequeno imóvel da movimentada rua Mourato Coelho.
O atendimento ao telefone, no momento da reserva, foi excelente. Uma simpática funcionária fez questão, inclusive, de lembrar da feira que acontece na rua aos sábados e de explicar o melhor caminho para acessar o local sem dar de cara com algum quarteirão interditado. Muito bacana.
Pegamos uma das quatro mesas do agradável jardim e logo nos serviram o couvert opcional, com patê de ervas, manteiga, berinjela com pimentão, além da cesta de pães fresquinhos, como brioches e massa choux. Tudo muito bom. Sem dúvida, valeu os R$ 7 por pessoa.
Para beber a escolha foi o vinho chileno El Descanso, patrocinador do evento. O Sauvignon Blanc (R$ 12 a taça) foi uma boa surpresa: leve, frutado e bem gostoso.
Alguns minutos depois chegaram as entradas. Com acidez além da conta, o gaspacho (de tomate e pepino) passou longe de empolgar. Sem contar que o garçom quase derrubou o prato na hora de servir! Por isso, na foto abaixo, a sopa invade a borda do prato.
Diferente da Terrine de patê de campagne, muito bem temperada e com sabor predominante da carne de porco (pelo menos foi essa a percepção). Terrines, aliás, agradam nosso paladar desde uma viagem sobre a qual temos muito o que postar.
Os pratos principais demoraram um pouco a chegar, mas nada que incomodasse. Destaque para o Gnocchi de rúcula com Ratatouille. Foi servido, é bem verdade, com quantidade de sal inferior àquela que nós, brasileiros, estamos acostumados. Pra gente, porém, não foi problema.
Muito bom também o Saint Peter com batata rosti, molho de manteiga e alecrim com tomates confitados. Menção especial para o molho – nada como o sabor da manteiga! Pelo que vimos, esse prato faz parte do cardápio regular.
Entre as sobremesas, se deu bem quem optou pelo básico. Leia-se um delicioso Crepe Suzette, cuja calda deixou saudades. Também integra a carta regular de sobremesas.
Já os ovos nevados fizeram um belo efeito visual. O problema é que o sentido mais importante na ocasião era, claro, o paladar. E, nesse quesito, nada de tão relevante foi notado.
Terminados os doces, concoradamos ter sido um almoço muito bom. Aí foi só chamar o garçom e pedir para ele encerrar nossa curta participação nesta Restaurant Week, resumida a duas casas francesas: “l’addition, s’il vous plaît.”
Sugestão do chef: no almoço de segunda a sexta, o Chez Fabrice serve menu executivo pelos mesmos R$ 29,90 da semana promocional. Dá direito a entrada, prato principal e sobremesa. Nas noites de sábado, a combinação de pratos (formule) é mais elaborada e sai por R$ 50.
Chez Fabrice: Rua Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – São Paulo – Tel.: (11) 3032 4227.
Não é uma regra, mas temos o costume de aproveitar as edições da São Paulo Restaurant Week para visitar restaurantes em que nunca estivemos antes. Há quem se incomode com essa tática, sob o argumento de que o período promocional não é dos mais propícios para registrar as primeiras impressões sobre esses lugares. Na tese de quem pensa assim, movimento acima da média pode revelar um atendimento mais confuso do que o habitual, e o cardápio restrito talvez não demonstre o real potencial dos chefs/cozinheiros. Discordamos convictamente! Afinal, quem não consegue mostrar um bom trabalho durante duas semanas para as quais é possível se preparar com muita antecedência, dificilmente o fará em outras épocas. Pelo menos essa é a nossa opinião.
Ao bistrô Casinha de Monet, queríamos ir desde os tempos em que o local ficava, realmente, em uma casinha – há alguns meses se mudou para um imóvel bem maior, no mesmo bairro de Pinheiros. O térreo concentra as mesas mais aconchegantes. Quando chegamos para o almoço, porém, todas estavam ocupadas e foi preciso subir a escada para garantir nossas lugares. O mezanino se revelou um ambiente mais simples, porém também agradável, exceção feita à acústica ruim: quando a casa lotou, o barulho chegou a incomodar.
Depois de pedir dois sucos de limão siciliano – ácidos até no preço (R$ 6 cada) –, usamos a consagrada tática de pedir uma opção de cada do menu do festival, para provar de tudo.
Assim, a Débora foi servida de Salada de folhas verdes com harumaki de cogumelos, e comentou que, apesar do bom sabor, a massa – um tanto murcha – aparentava ter sido frita bem antes do nosso pedido.
A minha versão da salada verde veio com bacalhau desfiado com azeite, acompanhado de tapenade de azeitonas pretas (pasta típica da região da Provence) e um outro molho à base de tomate. Tão delicioso que lamentei a ausência de maior quantidade do peixe naquele prato repleto de folhas frescas.
O lamento se trasformaria em elogios minutos depois, com a chegada dos principais. Para a Dé, uma perfeita Anchova com purê de wasabi e molho de gergelim torrado. Nota dez para o criativo purê, vítima de algumas garfadas minhas, é claro.
Mas a iguaria que verdadeiramente aguçou meu paladar naquela tarde foi o Confit de pato ao mel de especiarias com trigo bulgur e legumes. Coxa e sobrecoxa com sabor marcante, preparadas no ponto exato e com deliciosos acompanhamentos. Um deleite!
Fechamos com uma bem apresentada Pêra ao zabaione, com forte sabor de vinho branco e especiarias.
Tão boa quanto os Profiteroles entrelaçados com sorvete de creme e calda de chocolate. Não dava nada por esse doce, mas confesso que adorei a leveza da massa, bem diferente de outras versões degustadas por aí.

Sugestão do chef: Claude Monet não inspirou apenas o nome do restaurante. Na decoração, os traços do impressionista francês aparecem com destaque em dezenas de quadros.
Casinha de Monet: Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros – São Paulo – Tel.: (11) 3032-7403
Horário de funcionamento: Segunda a Quinta das 12 às 15hs e das 19 às 23hs; Sexta e Sábado das 12 às 17hs e das 19 às 23h30; Domingo das 12 às 17hs e das 19 às 23hs.
Como quase todos já sabem, na segunda-feira (21/03) começa a 8ª edição da São Paulo Restaurant Week. A novidade é que dessa vez o número de cidades participantes é recorde (12). O release preparado pela assessoria de imprensa – e reproduzido por alguns portais – fala que o festival chega a “todo o estado”, mas na prática entraram as cidades de Barueri, Campinas, Cotia, Embu, Santo André, São Bernardo do Campo, São Sebastião, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Santos e Guarujá, além, é claro, da capital.
Nos cardápios servidos até o dia 3 de abril, entrada, prato principal e sobremesa custam R$ 29,90 no almoço e R$ 39,90 no jantar.
Informações sobre os restaurantes que aderiram e o que cada um deles irá servir podem ser consultadas no site oficial.
É um bom momento para conhecer aqueles lugares em que você ainda não esteve por conta dos altos preços praticados. Para evitar longas esperas, tente reservar a mesa com antecedência – nem todas as casas aceitam reservas, o que é lamentável.
Muita atenção também ao menu. Gosto é gosto, mas talvez não seja o caso de rumar para restaurantes onde será servido salada verde, spaghetti ao sugo e sorvete de creme! Radicalizamos um pouco no exemplo, mas vale ficar atento pois não são poucas as roubadas desse tipo.
Para ajudá-lo na escolha, relembramos algumas boas experiências vividas por nós em edições anteriores da SPRW.
As três casas abaixo continuam presentes na edição atual, porém com outros cardápios.
Fillipa
Gostamos de saber que durante o almoço promocional as opções servidas eram as mesmas do cardápio trivial. Os pratos foram generosos e muito saborosos. Nota dez para o serviço.
Govinda
Apesar do atendimento lento, aprovamos a inclusão do couvert tradicional da casa, que custava R$ 16,00 na época, como a opção de entrada. Ponto positivo também para os pratos bem servidos.
La Marie
O bistrot francês apresentou menu simples em relação ao fixo, mas tudo estava caprichado. Entrada, prato principal e sobremesa bem executados e feitos com ingredientes de excelente qualidade.
Com a chegada do final do ano, é comum para muita gente relembrar o que aconteceu de melhor durante os doze meses que se passaram.
O blog também é adepto dessa retrospectiva e, desde o seu início, destaca os momentos mais bacanas do ano. É a forma que encontramos para parabenizar os locais que nos proporcionaram experiências gastronômicas especiais em todos os lugares por onde passamos. Mas como nem tudo é perfeito, quem não foi tão bom quanto esperávamos também não pode deixar de ser citado.
O 4o Prêmio Brincando de Chef tem oito categorias. Nossas escolhas, vale lembrar, são feitas com base apenas no dia em que visitamos o estabelecimento.
Confira o resultado:
Bom e barato: Mocotó (São Paulo – SP)
Carnes: Punta Brasas (Buenos Aires – Argentina)
Sorveteria: Mil Frutas (São Paulo – SP)
Sobremesa: Sorvete de rapadura do Mocotó (São Paulo – SP)
Restaurante: Fillipa (São Paulo – SP)
Descoberta do ano: Banana Verde (São Paulo – SP)
Melhor do ano: Lelé de Troya (Buenos Aires – Argentina)
Decepção do ano: Coeur Douce (Curitiba – PR)
Nos despedimos de 2010 com muita alegria, já que este ano foi bastante produtivo para o blog. Conseguimos aumentar a frequência das postagens, ganhamos alguns parceiros e os acessos cresceram.
Agradecemos imensamente a todos vocês que nos acompanharam ao longo desses 365 dias. Como forma de agradecimento a cada um dos nossos leitores, queremos que o Brincando de Chef fique cada vez melhor e, para isso, já estamos planejando algumas mudanças em 2011. Aguardem!
Saúde, felicidade, trabalho, sucesso, paz, amor, harmonia, fartura, sabores e muitos passeios são os nossos votos para o novo ano que virá.
Feliz 2011!
