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Receita de Sangria

Para acompanhar a nossa deliciosa bacalhoada, fizemos um refrescante sangria que acabou rendendo 2 litros!

Nem precisamos dizer como o Reveillon foi alegre por aqui, não é mesmo?

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto de boa qualidade

2 latas de refrigerante sabor limão

Suco de 2 laranjas grandes

1 maçã picada

1 abacaxi picado (descartar o caroço)

2 paus de canela

4 unidades de cravo da índia

Açúcar se necessário (não usamos)

Preparo

Separe uma jarra grande de vidro com capacidade para 2 litros.

Caso não tenha uma jarra tão grande, divida todos os ingredientes acima em duas jarras.

Mexa bem e deixe na geladeira por no mínimo 3 horas antes de servir. Isso fará com que a sangria fique bastante aromatizada.



Bodega Bouza: um ótimo passeio em Montevidéu

Conhecer a Bodega Bouza é, sem dúvida, um dos melhores passeios em Montevidéu (se não for o melhor!).

A jovem vinícola tem menos de dez anos e está localizada a uns 20 minutos de carro do centro da cidade. Como nós não alugamos um automóvel, contratamos o serviço de remise para ida e volta do hotel em que estávamos hospedados. Foi bem caro (1.000 pesos no total/ R$ 100), mas por se tratar de um domingo, achamos a melhor opção, já que a cidade fica muito vazia e com poucos táxis rodando.

Chegamos à bodega por volta das 10:30h e nos impressionamos com o local. Tudo muito bonito, agradável e organizado.

É necessário ter reserva para a visita guiada e também para a degustação. Fizemos isso por e-mail bem antes da viagem. Para quem pretende só almoçar por lá, a reserva não é obrigatória.

O valor da Visita Guiada é de 200 pesos/R$ 20 por pessoa. Quem opta pela Degustação Clássica paga 500 pesos/R$ 50 e neste preço está inclusa a visita guiada, experimentação de quatro tipos de vinho da linha média e uma tábua com pães, queijos e frios. O mesmo acontece na Degustação Top, porém, os quatro vinhos são da linha mais nobre e o preço sobe para 900 pesos por pessoa/R$ 90.

O tour, coordenado por uma moça simpática e atenciosa, começou pelos vinhedos.  Ela nos explicou sobre todo o processo de cultivo das uvas, em especial da Tannat, a principal casta do Uruguai.

Em outubro já pudemos ver alguns cachos crescendo. A colheita é feita sempre entre os meses de dezembro e março.

A próxima etapa foi conhecer o espaço destinado à produção dos vinhos. É um local bem pequeno, possui apenas uma máquina para receber as uvas recém-colhidas e alguns tonéis de fermentação.

Um pouco maior é a adega climatizada. Nela alguns vinhos descansam por meses – e até anos – dentro dos tonéis de carvalho.

O mais interessante da adega é que em seu subsolo existe uma espécie de biblioteca da vinícola, onde são guardados exemplares de todas as safras.

Para finalizar o tour, visitamos a coleção de carros e motos antigas da família Bouza.

De lá nos dirigimos ao restaurante para a degustação clássica. Foram servidos quatro vinhos: branco Chardonnay, rosé Tempranillo, tintos Merlot/Tannat e Tannat da safra 2009.

Eu gostei bastante do branco e do Merlot/Tannat, pois são mais leves. O Fernando é fã dos vinhos mais encorpados e preferiu o Tannat.

Mas se tem algo que achamos melhor que os vinhos foi a torrada servida com cebola ao vinho Tannat. Depois desse aperitivo, não tivemos dúvida de que o almoço iria nos surpreender.

Bouza Baby Beef em redução de Tannat com batatas gratinadas, bacon e tomates confitados (410 pesos/R$ 41) foi o prato do Fernando. “Excelente” era a única palavra que ele repetia o tempo todo enquanto comia!

Eu também fui muito feliz na escolha. O Ravioli de Mussarela, tomate e manjericão (380 pesos/R$ 38) estava delicioso! Massa e molhos muito frescos, tudo perfeito.

Só não afirmamos que esta foi a melhor refeição da viagem pois também provamos carnes espetaculares no El Palenque.

Para finalizar o almoço incrível, só mesmo duas sobremesas memoráveis como o Cremoso de Chocolate recheado com Pistache (260 pesos/R$ 26) e o clássico Creme Brulée (220 pesos/R$ 22).

E foi com este dia maravilhoso que a nossa estada em Montevidéu chegou ao fim. Aliás, finalmente tivemos um dia maravilhoso em Montevidéu.

Sugestão do chef: ao lado do restaurante funciona uma loja que comercializa os vinhos da bodega, alguns acessórios e roupas confeccionadas em lã e couro. Os preços, porém, não são nada atrativos.

Bodega Bouza: Cno. de la Redención 7658 bis – Montevideo – Uruguay – Tel.: (598) 2323 7491/Tel.: (598) 2323 3872. De segunda a domingo. Visitas guiadas às 11h/13h/16h
Restaurante da Bodega Bouza: Tel: (598)2323 4030. Aberto todos os dias das 11h30 às 15h.

 



De tudo um pouco no Tannat

Próximo ao hotel em que nos hospedamos em Montevidéu, um restaurante chamou a nossa atenção. Chegamos mais perto, achamos o cardápio interessante e decidimos entrar.

O Tannat Restaurante e Wine Bar apresenta uma carta bastante variada, passando por carne, massa, risoto, marisco, frutos do mar e até sushi! Não costumamos arriscar em um restaurante onde da cozinha sai de tudo, mas já estávamos na capital uruguaia tempo suficiente para entender que essa mistura é comum em boa parte dos lugares.

Rapidamente nos serviram o couvert: algumas torradas, chips de batata doce, maionese e patê à base de cenoura. Petiscamos tudo enquanto nossos pedidos eram preparados.

Da parrilla saiu o Vacío com Papa Dulce (380 pesos/R$ 38) pedido pelo Fernando. A carne pouco saborosa não agradou nada.

Eu tive mais sorte com o Risoto de Hongos (370 pesos/R$ 37). O prato estava bem feito, porém, prefiro o ponto do arroz um pouco mais cozido.

E por falar em sorte, não contamos com ela no momento da escolha do vinho. A carta era boa, mas com poucas opções da bebida servida em taça. Escolhemos o De Lucca 2009 – Tannat (85 pesos/R$ 8,50) e tanto no rosé quanto no tinto o gosto do álcool predominava. Bem ruim mesmo.

O ponto alto da nossa refeição foi a sobremesa. O Helado Tannat con frutos del Bosque (185 pesos/R$ 18,50) estava delicioso e nos surpreendeu positivamente. Gostamos tanto que saímos de lá com a promessa de tentar reproduzir a receita em casa.

Sugestão do chef: De segunda a sexta-feira no almoço o Tannat oferece menu executivo a preço fixo com com entrada, prato principal e sobremesa.

Tannat Restaurante e Wine Bar: San Jose, 1063 – Centro – Montevidéu – Uruguai



Montevidéu: Ciudad Vieja e Mercado del Puerto

Passamos 5 dias em Montevidéu no mês de outubro e, de um modo geral, foi decepcionante. Entre outras razões, porque deveríamos seguir as recomendações de dedicar apenas dois ou três dias à capital uruguaia, já que sobra pouco para fazer por lá depois disso. Percebemos isso logo de cara, quando saímos para conhecer a região central, onde concentra-se boa parte dos pontos turísticos.

Com um calçado confortável e disposição para caminhar, é possível conhecer a pé toda essa parte da cidade. A Plaza Independência é a principal. Na esquina dela com a avenida 18 de Julio, a mais importante via comercial de Montevidéu, está o Palácio Salvo, um prédio altão projetado pelo arquiteto italiano Mario Palanti, o mesmo que assina o parecido (porém mais conservado) Edifício Barolo, em Buenos Aires. A construção chama a atenção pela altura – são 95 metros –, mas não pela beleza. Carece de uns bons retoques e várias de suas unidades estão à venda.

Na mesma região estão o Palácio Estevez, um casarão já utilizado como sede do governo uruguaio, e uma construção moderna que é o atual edifício presidencial. No centro da praça, há uma grande estátua do herói nacional, aquele que expulsou os espanhóis em 1811, o general José Artigas em seu cavalo.


Atrás da escultura, a Puerta de la Ciudadela relembra a época em que Montevidéu era cercada por uma muralha. Com restauração concluída em 2009, o portal marca o começo da região conhecida como Ciudad Vieja. Olhando para a esquerda, o visitante verá o Teatro Solís, principal palco das artes cênicas uruguaias, que visitaríamos mais tarde.

Essa caminhada de reconhecimento da área central de Montevidéu foi desapontadora. Sem exageros, não nos encantamos por absolutamente nenhuma das construções históricas. Vimos um centro muito parecido com o da nossa cidade, São Paulo, o que lamentamos dizer que não é exatamente um elogio. Percebemos por lá os mesmos problemas sociais e urbanísticos, mas sem a visão reconfortante de preciosidades arquitetônicas como o Copan, o Municipal, o Martinelli, o viaduto Santa Ifigênia…

É isso, achamos o centro de Montevidéu feio e não tão seguro como prevíamos. No percurso a partir do hotel, no Barrio Sur – poucas quadras distante – fomos abordados duas vezes por gente pedindo dinheiro com cara de poucos amigos, vimos muitos moradores de rua e não nos sentimos tão à vontade para usar a câmera – a Débora fez várias fotos sob olhar fixo de gente mal encarada, sobretudo nas partes menos movimentadas. Turistas eram poucos e concentravam-se nos pontos mais óbvios, os mesmos onde havia presença policial – com exceção do domingo, dia em que vimos bem mais polícia na rua.

Mas não desistimos, e já na Ciudad Vieja seguimos pelo calçadão da rua Sarandi, cheio de lojas e com alguns cafés, museus e sorveterias. Nosso destino, claro, era o Mercado del Puerto, a antiga estação de trem trasformada em centro gastronômico, cuja grande atração é o churrasco uruguaio, preparado com lenha na parrilla.

Nesse programa turístico, não houve decepção! Escolhemos comer no famoso El Palenque, sem desanimar com a lotação total do espaço reservado às mesas em plena quinta-feira. Ficamos no balcão mesmo e lá experimentamos uma das melhores refeições da viagem.

A Débora adorou seu Petit Lomo (400 pesos, cerca de R$ 40) e eu comi uma picanha sensacional, servida exatamente no ponto pedido e com quantidade perfeita de sal (440 pesos ou R$ 44). Tudo acompanhado de Papas Fritas e de uma Papa a la Parrilla com Roquefort pedida à parte (120 pesos/R$ 12). Era tanta comida que nem precisaríamos ter pedido de entrada um provolone com jamón e azeitonas, bom só que muito salgado (180 pesos/R$ 18).

Finalizado o almoço, paramos em outro clássico, o Roldós. Para tomar medio y medio, é claro! Dizem que a mistura de vinho com espumante deixa muita gente bêbada rapidinho, mas com o estômago cheio não sentimos esse efeito. A versão tradicional (60 pesos/R$ 6) leva vinho branco, tem gosto de Sidra Cereser e é feita, nitidamente, com vinho ruim. Mesmo assim, é melhor do que as versões com vinho rosé e tinto, ambas criadas mais recentemente.

Quando pegávamos o caminho de volta, um garotinho chegou pedindo dinheiro. Conversamos um pouco e ele disse pra gente que era obrigado a conseguir o equivalente a 20 reais por dia com os turistas brasileiros. Triste demais.

Nesse clima chegamos ao Teatro Solís pontualmente às 16 horas, quando começa uma das visitas guiadas. Para ouvir as explicações em português, o preço é de 40 pesos uruguaios por pessoa (cerca de 4 reais). Com a guia falando espanhol, sai pela metade do preço. A visita dura uns 40 minutos e o destaque, claro, é a sala principal, que não é enorme mas é bem bonita. Nada além dela nos impressionou, e olha que estava rolando uma exposição de fotos e outra de roupas cênicas, mas ambas bem fracas.

No final, paramos no café do teatro para comer uma ótima Torta Rogel acompanhada de um espresso (tudo por 180 pesos/R$ 18). Esse café da tarde nos deu energia para uma caminhada mais longa, até o Palácio Legislativo.

Situada na avenida Libertador, a sede do congresso uruguaio é o prédio mais bonito entre as construções históricas vistas nesse dia, mas fica já fora da região central e isolada das outras atrações turísticas.

El Palenque: Perez Castellano, 1579, dentro do Mercado del Puerto – Montevidéu – Uruguai. Tel.: +598 29170190

Teatro Solís: Reconquista esquina com Bartolomé Mitre – Montevidéu – Uruguai. Visitas guiadas: terças e quintas às 16 horas; quartas, sextas e domingos às 11hs, 12hs e 16hs e sábados às 11hs, 12hs, 13hs e 16hs. Às quartas há visitas grátis em espanhol.



ABRAVINIS 2010

Entre os dias 23 e 25 de novembro acontece em São Paulo a ABRAVINIS, feira de vinhos voltada ao consumidor final e organizada pela Exponor Brasil em parceria com a revista Prazeres da Mesa.
Nela estarão disponíveis mais de 100 rótulos nacionais e importados da bebida, que poderão ser adquiridos por preços mais baixos. A feira também promoverá algumas degustações.
O ingresso custa R$ 60, sendo que a metade desse valor será convertido em compras durante o evento.

Sugestão do chef: essa é uma boa oportunidade para garantir bos vinhos para as Festas de final de ano, seja para consumo próprio ou para presentear.

ABRAVINIS 2010: Esporte Clube Pinheiros – Rua Tucumã, 36 – Jardim Europa – São Paulo – SP, (11) 3598-9700; Dias 23, 24 e 25 de novembro de 2010, das 14h às 22h. Proibida a entrada de menores de 18 anos.



Chocolates, vinhos ou refeição completa na Chocolateria da Serra

Quando estivemos em Serra Negra pela última vez, notamos que a cidade não contava com nenhuma loja especializada em bons chocolates. O clima da montanha, somado à expansão observada na cidade nos últimos anos pedia algo nessa linha.

Para a nossa supresa descobrimos a Chocolateria da Serra, misto de cafeteria, lanchonete, bar e chocolateria (claro!), localizada na avenida em que está boa parte dos bares e restaurantes do centro da cidade.

Como só abre à noite, passamos por lá apenas para comer fondue e tomar um vinho, pois antes havíamos jantado uma pizza mediana.

Provavelmente pelo fato de o menu ser bastante variado, o local consegue atrair público bem diversificado. Algumas pessoas bebericavam, outras comiam sanduíche ou provavam algum dos pratos. Mas, assim como nós, a grande maioria tomava chocolate quente, comia fondue e bebia vinho.
O fondue de chocolate serve duas pessoas e custa R$ 26 reais. O preço é bastante atraente, mas vale ressaltar que a porção não é das maiores e traz como acompanhamentos apenas banana, morango, pera e marshmallow. Para nós foi a quantidade exata, afinal, devoramos uma pizza minutos antes.

Pena o vinho pedido não ser lá essas coisas. O italiano Chianti Frassine (R$ 36) era muito leve, pouco aromático e nada marcante. Até nos pareceu aguado, se é que podemos nos referir assim a essa bebida. Mas tudo bem, ultimamente não estamos com muita sorte na escolha dos vinhos.

Gostamos muito de ver que, pouco a pouco, Serra Negra busca novas e diversificadas opções gastronômicas.

Sugestão do chef: no fundo do salão funciona a loja especializada em bombons, barrinhas de chocolates, trufas e alguns licores. Todos os chocolates são de fabricação artesanal.
Chocolateria da Serra: Avenida Laudo Natel, 255 – Centro – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3842-1806


Alta gastronomia no Renaissance

O Hotel Renaissance convidou blogueiros e jornalistas para apresentar as novidades de sua área gastronômica em uma degustação itinerante, com pratos harmonizados com vinhos da importadora Expand.


Começamos pelo Lobby Sushi, um espaço recém-criado com a expectativa de atrair hóspedes e pessoas que freqüentam a região após as 18 horas.

Para a ocasião, o chef Paulo Uehara montou um combinado com sushi de salmão e ovas de peixe, sushi de mini-polvo e sushi de enguia, acompanhados pelo chirashizushi, uma tigela de arroz coberta com sashimi de atum e de salmão, pepino, nabo, shitake e camarão.

O frescor de todos ingredientes estava evidente e a Débora, que é muito mais fã de comida japonesa – aliás, ela é fã, eu não – achou tudo delicioso. Eu preferi voltar a minha atenção para o Faìve Rosé Brut (R$ 78), bem leve e doce no final.


Demos uma olhada no cardápio e vimos que os temakis têm preço variando entre R$ 13 e R$ 17,50. Não experimentamos, mas achamos interessante o suporte que o acomodava.

Já o Chefs Signature’s, combinado de sashimi, nigiri e rolls, sai por R$ 52 o individual e R$ 98, para duas pessoas.
Deixamos o sushi-bar em direção ao Terraço Jardins, o (sóbrio) espaço de alta gastronomia do Renaissance, que agora passa a ter uma área reservada ao chá da tarde.



O chef Gayber Silveira, eleito o melhor da rede no mundo, preparou um prato com carré de cordeiro e carré de javali com aspargos, espuma de hortelã e uma maravilhosa polenta recheada com queijo de cabra. Estava excelente. Nunca tínhamos comido javali e gostamos muito, a carne é macia e tem sabor suave.

O vinho foi o Brunello de Montalcino (R$ 298), sem dúvida o melhor da noite.

Antes do próximo prato chegar, limpamos o paladar com o sorbet de capim santo.

Em seguida fomos servidos de filet mignon grelhado com foie gras e palmito pupunha. Carne no ponto e com um tempero primoroso. A pupunha foi o destaque e superou o sabor do foie gras – inclusive nos certificamos de que podemos viver sem ele.

Para harmonizar, fomos servidos do chileno Terrunyo Carménère Peumo Valley 2005, da Concha Y Toro. Percebemos uma acidez maior que a do vinho anterior, mas também gostamos (R$ 148).

Espiamos o cardápio e vimos que os preços de pratos com carne variam entre R$ 48 e R$ 62. Já os peixes saem por algo entre R$ 54 e R$ 68.
E foi no último espaço que eu me senti mais à vontade – e a Débora disse o mesmo. Localizado entre a piscina e a academia, o Bytes é a área de alimentação rápida do hotel. Estações de computador e algumas mesas altas tornam o clima mais informal.


O cardápio, escrito em lousas enormes, traz sanduíches e saladas, algumas com ingredientes orgânicos e preços mais “encaráveis”: entre R$ 19 e R$ 23. Foi lá que nos serviram as mini-sobremesas: espuma de chocolate, creme bruleé de pistache (meu preferido), torrone com chocolate e pistache, além de um doce bem leve à base de iogurte e blueberry.

Os doces foram harmonizados com um Jerez, o Lustau Solera Reserva Península Palo Cortado (R$ 135). Um vinho do Porto teria agradado mais ao nosso paladar.

Sugestão do chef: ao contrário dos locais que costumamos visitar, em geral com preços bem mais acessíveis, os restaurantes do Renaissance e os vinhos que degustamos não são opções para o dia-a-dia – pelo menos não para o nosso. Porém, a ótima gastronomia do Terraço Jardins e do Lobby Sushi tornam esses espaços opções interessantes para uma comemoração ou um momento especial. Já os preços cobrados no Bytes não diferem tanto das boas casas de alimentação rápida e este pode ser o ponto de partida para quem se interessou em conhecer a gastronomia do hotel.

Hotel Renaissance: Al. Santos, 2.233, Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3069-2233



O sóbrio Café Journal

Nossa semana comemorativa prosseguiu com uma visita ao Café Journal, um restaurante com ambiente elegante e tão sóbrio que passa a impressão de que clientes e garçons se esforçam para economizar gestos e não aumentar o tom de voz.

O destaque é a bela e completa adega, que armazena até rótulos do Líbano e Hungria. Como a idéia era comemorar sem negativar de vez nossas contas bancárias, resolvemos valorizar o produto nacional pedindo um Salton Talento safra 2002 (R$ 54). O vinho é um corte de 60% cabernet sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat e agradou apenas em parte à Débora, que prefere os vinhos jovens. Eu gostei bastante e ainda tive a sorte de ganhar mais um do pessoal do trabalho, esse da safra 2004.

Para matar a fome, pedimos um bife de tira aperitivo (R$ 29,50). O molho que o acompanhou prometia ser picante, o que infelizmente não se confirmou, e a carne também não nos agradou por completo.

O jeito foi pular para as sobremesas. E nessa parte nossos paladares foram muito bem atendidos pelo “mix de mini sobremesas da chefe”, que imaginamos que seja a chef. O mais criativo desfecho para uma refeição deste ano incluiu pequenas versões de pudim de leite, petit gateau de Nutella, petit gateau de Amarula, tiramissu, brownie e sorvete, tudo acompanhado por dois cálices de Aurora colheita tardia pelo preço de R$ 28,50.

Sugestão do chef: no próprio cardápio há indicações dos vinhos que melhor acompanham determinados pratos. Em alguns casos, há três sugestões de harmonização: clássica, moderna e ousada. É só escolher a de sua preferência.

Café Journal: Alameda dos Anapurus, 1.121 – Moema – São Paulo – SP
Tel.: (11) 5055-9454 – site: http://www.cafejournal.com.br/



Bebidas Vinhos 23/04/07

Vinho de maçã

Parece estranho, mas o apfelwein é tradicional e muito consumido no centro financeiro da Alemanha, a cidade de Frakfurt. É uma bebida refrescante feita com mosto de maçã.
No começo ameaça lembrar um proseco, mas fica só na ameaça mesmo. No final é sem graça e só um paladar apuradíssimo perceberá o gosto de maçã. Pode ter certeza que a Alemanha tem outras bebidas fermentadas bem mais interessantes.

Onde encontrar: www.emporiofreicaneca.com.br