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Cerro San Cristóbal: para ver Santiago do alto

De vários pontos de Santiago é possível avistar a estátua branca da Virgen de la Imaculada Concepción. Ela fica no topo do Cerro San Cristóbal, um morro reflorestado no início do século passado e que hoje é uma das principais áreas verdes da cidade, situado na região do Parque Metropolitano.

Lá em cima, um mirante permite observar Santiago a partir de uma altura de mais de 800 metros. Para chegar há duas opções: uma estrada que contorna o morro, ou o funicular – antes existia também um teleférico, mas hoje está desativado. Claro que pagamos os 1.750 pesos por pessoa (cerca de R$ 6,70) para subir de funicular. O sistema é meio velhinho, chacoalha um pouco e faz uns barulhos estranhos. Quem sofre com medo de altura pode se assustar, mas o percurso é rápido. Antes de chegar ao topo, há apenas uma parada para quem vai ao zoológico, onde a entrada é cobrada à parte.

Além de avistar boa parte da organização da cidade, é interessante prestar atenção, lá do alto, na Cordilheira dos Andes emoldurando Santiago. Impossível, porém, não se impressionar com a imensa camada de poluição que cobre a capital chilena. Assustador até para paulistanos como nós.

No mirante há umas poucas lanchonetes simplezinhas, vendendo empanadas pouco atrativas. Por ser um dos principais pontos turísticos da cidade, merecia um cuidado maior. Mas dá pra tomar um Mote con Huesillos (700 pesos, em torno de R$ 2,65), a bebida típica chilena, servida gelada e feita com pêssego desidratado (huesillos) e grãos de trigo (mote). De tão doce, é praticamente um sobremesa! Não chega a ser deliciosa, mas pode ser considerada boa e, principalmente, bem refrescante. Nos dias quentes, cai muito bem.

Subindo mais algumas escadas, chega-se ao santuário da Virgem, um amplo espaço para realização de missas a céu aberto (e bem perto do céu!).

Prefira visitar o Cerro San Cristóbal durante a semana, quando as filas do funicular não são tão grandes e o mirante não fica abarrotado – aos domingos, dezenas de ciclistas se encontram por lá. E, se der sorte de pegar tempo aberto, tente ficar para ver o pôr-do-sol.

Sugestão do chef: Aproveitando que você já estará no bairro da Bellavista, uma dica é conciliar o passeio no Cerro San Cristóbal com a visita à La Chascona, a casa de Pablo Neruda em Santiago, localizada a apenas alguns quarteirões da entrada do funicular. Mas se a ideia é ver o pôr-do-sol lá do alto, vá primeiro à La Chascona, pois a casa fecha às 18 horas entre março e dezembro e às 19 horas em janeiro e fevereiro.

Cerro San Cristóbal: Pio Nono, 450 – Bellavista – Santiago – Chile. Horário de funcionamento do funicular: de terça a domingo das 10 hs às 20 hs. Às segundas das 13 hs às 20 hs.



Os chás gourmet da Talchá

O chá é uma bebida que ganha cada vez mais admiradores entre os brasileiros. Além do aumento no consumo, estão em alta profissionais e lojas especializados em desenvolver blends exclusivos, sobretudo na capital paulista.

Eu sempre fui apaixonada por chá e nunca liguei muito para café. Desde a adolescência comprava chás de sabores variados e consumia durante todo ano. Naquela época me limitava às poucas versões vendidas nos supermercados ou, no máximo, a contar com a sorte de ter alguém voltando do exterior, já que só lá fora existiam opções mais criativas. Para a minha alegria, hoje o cenário é bem diferente.

Dias atrás, o calor senegalês deu uma leve trégua e a temperatura caiu bem. Ótima desculpa para fazer uma pausa e ir até à Talchá, loja especializada em chás gourmet.

A carta é ampla e chega a ser difícil eleger apenas um. São diversas combinações e aromas, todos deliciosos!

O Fernando ficou com o Darjeeling Orgânico (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), chá preto plantado a dois mil metros de altitude e colhido no verão, para tornar o sabor mais pronunciado. De cor avermelhada e com aroma frutado, lembra o vinho muscat.

Eu escolhi o Jardim de Infância (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), uma mistura de pedaços de maçã, amêndoas, canela e beterraba. Totalmente aromático, apresenta sabor bem cítrico e um lindo tom amarelado.

Todos os chás da loja são vendidos em embalagens de 50g, 100g e 150g ou em latas para presente. Infusores, bules, xícaras e outras opções bacanas de acessórios também podem ser levados para casa.

Sugestão do chef: no site da Talchá funciona uma loja virtual, disponível para quem quiser adquirir online qualquer produto.

Talchá: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 (piso Pacaembu – loja 2012) – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3823-3744.



Receita de Sangria

Para acompanhar a nossa deliciosa bacalhoada, fizemos um refrescante sangria que acabou rendendo 2 litros!

Nem precisamos dizer como o Reveillon foi alegre por aqui, não é mesmo?

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto de boa qualidade

2 latas de refrigerante sabor limão

Suco de 2 laranjas grandes

1 maçã picada

1 abacaxi picado (descartar o caroço)

2 paus de canela

4 unidades de cravo da índia

Açúcar se necessário (não usamos)

Preparo

Separe uma jarra grande de vidro com capacidade para 2 litros.

Caso não tenha uma jarra tão grande, divida todos os ingredientes acima em duas jarras.

Mexa bem e deixe na geladeira por no mínimo 3 horas antes de servir. Isso fará com que a sangria fique bastante aromatizada.



Bistrô e doceria Condimento

O Tatuapé vê surgir endereços gastronômicos o tempo todo. Mas poucos valem tanto uma visita quanto o Condimento, um misto de bistrô, doceria e café, inaugurado há uns três meses no bairro. Você pode ir até lá almoçar, tomar um chá, ou então comer ótimos doces americanos. Nós fizemos as três coisas!

Para matar a fome, há todos os dias dois ou três pratos executivos. Fomos no sábado e eu escolhi Risoto Milanês com Filé e manteiga de ervas (R$ 28,60). Recomendo, pois o risoto é muito bem feito e a carne, além de servida no ponto certo, veio perfeitamente temperada.

A Débora escolheu Camarão Creole com Capellini na manteiga (R$ 29,80). Bem saboroso, sobretudo para quem gosta de um molho mais picante e com o sabor do pimentão vermelho realçado. Lembra um pouco uma sardela, só que mais leve e, claro, sem aliche. Vale provar.

Além de fartos, todos os pratos são precedidos por uma saladinha acompanhada de deliciosos pães caseiros e manteiga Aviação. Restaurantes com esse cuidado costumam ganhar bons pontos em nossas avaliações!

A lista de bebidas inclui os sucos da marca Joy (R$ 4,50), aqueles com um conceito interessante: menos açúcar, frutas naturais… Pedi um de maçã, mas achei só razoável. Melhor mesmo estava o suco de uva verde coreano que a Débora escolheu.

Na aguardada hora da sobremesa, pedimos logo Blueberry Crumble com sorvete de creme (R$ 9). Simplesmente deliciosa da massa – cheia de manteiga – ao recheio lotado de blueberries.

Nosso lado chocólatra foi bem atendido pelo Brownie de Alpino com ganache e sorvete (R$ 8,50), um bolinho mais macio do que os brownies que costumamos encontrar, e com muito recheio. Sensacional!

Antes de fechar a refeição, passamos uns bons minutos consultando a carta de chás orgânicos da Gourmet Tea. Até escolher duas opções da linha inspirada na Ayurveda, a medicina milenar indiana: o Detox e o Revitalising (R$ 5 cada). São deliciosos e nos fizeram muito bem, assim como todo aquele almoço.

Sugestão do chef: as mesas do térreo são as mais concorridas, mas vale esperar pois o ambiente é o mais agradável, principalmente para as mulheres, que vão adorar a decoração em estilo parisiense. O andar de cima não tem, nem de longe, o mesmo charme. E para quem se interessa por aulas de culinária, a casa promete cursos em breve.

Condimento: Rua Itapura, 1525 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3554-1525. Horário: de segunda a sexta das 10hs às 19hs e aos sábados das 9hs às 19hs.



Entrando numa fria

Quando visitamos o Lola Bistrot descobrimos que logo ali ao lado funciona o Ice Espaço, o bar de gelo que já estávamos nos programando para conhecer. Claro que não deixamos a oportunidade para outro dia e decidimos encarar.

O bar fica nos fundos do Artespaço, misto de loja de decoração e restaurante. Quem passa pelo local meio distraído mal consegue ver a pequena faixa que divulga a inusitada atração.
Para entrar no bar gelado, cuja temperatura varia entre -6ºC e -10ºC, é preciso vestir roupas térmicas (casaco com capuz, botas e luvas) que já estão inclusas nos R$ 30 cobrados por pessoa pelo ingresso.

Um drink feito com um destilado ou um suco também estão embutidos no valor. Aliás, bebidas são as únicas opções do cardápio, em especial as que levam vodka.

O espaço é bem pequeno, mas impressiona pela decoração futurista e, principalmente, porque absolutamente tudo é feito de gelo: paredes, mesa, balcão, bancos e até os copos!

Cada pessoa pode permanecer por 30 minutos lá dentro, tempo suficiente para aproveitar o ambiente sem virar pingüim.
Sem dúvida foi uma experiência bastante divertida. E a melhor parte é que sentimos bem menos frio do que imaginávamos.

Sugestão do chef: na entrada do Artespaço recebemos um cupom de desconto e pagamos R$ 27 pelo ingresso. Tente se informar sobre esse cupom quando você for lá.

Artespaço (Ice espaço): Rua Purpurina, 46 – Vila Madalena – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3034-0529.



Museu do Café

Nossa primeira parada na cidade de Santos foi para visitar o Museu do Café, no palácio da antiga Bolsa Oficial de Café. Localizado no Centro Histórico da cidade, o prédio foi finalizado em 1922 e até 1957 centralizou as operações do mercado cafeeiro no Brasil.

Depois de pagarmos os R$ 5 da entrada, começamos a visita pelo salão do pregão, justamente o local em que os preços eram negociados e os contratos firmados para que as sacas de café pudessem ser exportadas.

Tudo isso acontecia sob um belíssimo vitral de Benedito Calixto, que retrata três momentos da história do Brasil: Período Colonial, Império e República. Impossível não esticar o pescoço por alguns minutos para apreciar a riqueza de detalhes.

Nesse mesmo ambiente a história de Santos é contada em três belos quadros de Calixto.

Em uma outra parte do museu estão expostos diversos itens utilizados na lavoura do café.

No mesmo ambiente é possível dar uma olhada nas embalagens de dezenas de marcas de café gourmet, algumas produzidas apenas para exportação.

No andar superior, maquetes mostram as principais regiões do início da produção de café no Brasil e até as ferrovias por onde as sacas eram transportadas.

Lá você saberá, por exemplo, que a primeira tentativa de plantar café no Brasil se deu no estado do Pará, em 1727, a partir de mudas “trazidas” da Guiana Francesa – o novo cultivo não vingou, o que só ocorreria no século XIX.
O último ambiente destaca o Porto de Santos e é um dos mais interessantes do museu.

De cara, impressiona a escultura de um trabalhador que conseguia a proeza de carregar cinco sacas de café (300 kg) de uma só vez – o fato é verídico e o nome dele era Jacinto.

Ao lado, só para atiçar ainda mais nossa vontade de tomar um café, há a reprodução de uma mesa de degustação da bebida.

De lá, descemos direto para a Cafeteria do Museu, ao lado da entrada do prédio.

Mas o espresso (R$ 2,30) ficou abaixo do esperado: um pouco aguado, provavelmente não havia sido tirado por um barista.

Pedimos também uma torta de café (R$ 3,50).

Estava boa, mas com sabor de café pouco acentuado e que praticamente sumiu depois que chegamos no recheio – bem parecido com brigadeiro. Mas é claro que valeu pela visita!

Sugestão do chef: todos os meses o museu promove cursos de barista, ao preço de R$ 300. O próximo será entre os dias 14 e 16 de maio.

Museu do Café: Rua XV de Novembro, 95 – Centro – Santos – SP – Tel.: (13) 3219-5585
Horário de funcionamento: segunda a sábado das 9:00 às 17:00. Domingo das 10:00 às 17:00. Preço: R$ 5



Bebidas asiáticas

Como bem disse o Tony no comentário do post sobre a Liberdade, eu e o Fernando ficamos descontrolados dentro dos supermercados e mercearias do bairro oriental. Mas não é pra menos. Dá pra passar horas nesses lugares descobrindo novos sabores, produtos e curiosidades. Difícil é não sair comprando tudo que se vê pela frente.
Depois de olharmos bastante coisa, decidimos levar algumas bebidas, todas em média R$ 3.
Confira o nosso parecer – singelo e pouco aprofundado – sobre cada uma delas.

Bebida de batata d’água com cana e cenoura
Origem: China
Quando despejamos o conteúdo da latinha em um copo, tivemos uma surpresa: pedaços de cenoura, cana e batata d’água complementavam a bebida. Foi estranho.

A batata tinha textura de maçã e a cenoura perdeu seu gosto. O líquido lembra caldo de cana – inclusive no aroma – com menor concentração de açúcar e leve sabor de batata doce. No geral, não nos agradou. Não é parecido com nada que conhecemos aqui no Brasil.


Suco de Lichia
Origem: Malásia

Diferente dos sucos de lichia feitos por aqui a partir da fruta in natura, esse apresenta sabor marcante e refrescante, que se assemelha um pouco com o suco natural de pêssego. Uma delícia!

Suco de Lichia com pedaços de coco
Origem: Taiwan

O cheiro e o sabor da lichia prevalecem. Já o coco só foi notado nos pequenos pedaços, que, por sinal, ficaram tão hidratados que pareciam gelatina. Não é tão bom quanto o suco de Lichia citado anteriormente.

Grass Jelly Drink e Honey Herbal Jelly (bebidas com gelatina)
Origem: China
Estão mais para chá gelado do que para suco. Apresentam bastante espuma e têm gosto de chá mate com sutil sabor de caldo de cana no final. A cor é de refrigerante tipo cola e o aroma bem semelhante ao da bebida de batata d’água. Os pedaços de gelatina se concentram no fundo do copo.

Suco de abacaxi com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

De cara percebemos que não tem cheiro de abacaxi. Aliás, o aroma não é lá muito agradável. A bebida é ácida e o gosto de conservantes é acentuado.

Suco de uva verde com pedaços da fruta
Origem: Coréia do Sul

É o nosso suco preferido junto com o de lichia. O sabor se assemelha à polpa natural de uva verde. Não é muito doce e os pedaços da fruta são generosos.

De todas as bebidas, esta é a mais fácil de ser encontrada em diversos estabelecimentos. Pena que a embalagem é pequena.

Suco de aloe vera (babosa) e uva verde
Origem: Japão

Aroma e sabor marcantes de uva. Não se percebe o gosto de aloe vera – que não sabemos qual é – nem em seus finos e pequenos pedaços. É tão gostoso quanto o suco de uva verde – talvez por parecer muito com ele –, mas acreditamos ser diferente de outras bebidas de aloe. Da próxima vez vamos optar por um suco dessa planta sem qualquer mistura.

Tsingtao – Cerveja Pilsen
Origem: China

Pouco (ou nada) encorpada e quase sem espuma. O amargor é sutil e lembra, de longe, algumas pilsen nacionais de qualidade razoável. Não fez sucesso.


Sugestão do chef: além da Liberdade, esses produtos são encontrados em alguns empórios da região da 25 de Março e em outros pontos da cidade, como uma loja instalada no Conjunto Nacional, na Av. Paulista.



Os copos que mudaram o mundo

História do mundo em seis copos, livro escrito pelo editor de tecnologia da revista The Economist, Tom Standage, foi lançado em 2005 e retrata a relação de seis bebidas com o período em que foram criadas – ou no qual ganharam mais espaço.

A primeira parte fala da descoberta da cerveja e de sua influência na Mesopotâmia e no Egito. Para os bebedores daquele período, a capacidade de alterar a consciência, e os segredos do processo de fermentação – que transformava mingau em cerveja –, tornavam a bebida um presente dos deuses. Difícil contestar.
O capítulo seguinte aborda a presença do vinho na Grécia e em Roma. Curioso ler que era disseminada pelos gregos a prática de misturar água ao vinho – sempre com maior quantidade de água. Segundo acreditavam, só mesmo Dionísio poderia beber vinho puro sem correr riscos.
Os destilados são o próximo tema do livro. O rum é apresentado como a primeira bebida globalizada: produzido em Barbados por escravos submissos aos ingleses, a partir de cana-de-açúcar e equipamentos do Brasil (levados originalmente para produzir açúcar), e cujo consumo se espalhou por todo o Caribe e depois por outras partes do mundo.
No capítulo dedicado ao café, o autor relata a importância dos cafés públicos como verdadeiras redes de comunicação na Europa do século XVII (sobretudo em Londres). Eram esses os locais procurados por quem desejava saber das novidades políticas, comerciais e culturais.
Ao começar a leitura sobre o chá, é possível entender o porquê da bebida ser, até hoje, associada aos ingleses. Uma curiosidade interessante é a informação que em 1917 o dono de um café público londrino decidiu abrir uma loja ao lado para vender chá, no intuito de atrair as mulheres – proibidas de entrar nos cafés. Seu nome era Thomas Twining, o mesmo que 11 anos antes havia criado a tradicional marca inglesa Twinings.
O último capítulo é dedicado à bebida que menos me atrai entre as retratadas: a Coca-Cola. Mas minha aversão ao refrigerante (compartilhada pela Débora) não foi desculpa para deixar de ler a parte final da publicação. Sobre a invenção do produto, o autor conta que a versão oficial diz que o farmacêutico John Pemberton era um cara curioso, que certo dia misturou alguns ingredientes, adicionou água com gás e, dessa forma, criou a famosa bebida.
Tom Standage esclarece, no entanto, que Pemberton era um produtor de remédios falsos, divulgados por meio de anúncios que prometiam a cura para os mais diversos males. E não foi por acaso que ele chegou até a fórmula da Coca-Cola, e sim após meses de estudo. O detalhamento dessa história, e também da disputa que se seguiu em relação aos direitos de comercialização da nova bebida, tornam o capítulo final o mais interessante do livro.

História do mundo em seis copos: (Jorge Zahar, 234 pgs., R$ 38) – http://www.zahar.com.br/



Pausa para um café no D’Oraggio

Como já dissemos no primeiro post sobre Serra Negra, a cidade desenvolveu bastante seu lado gastronômico. Não falamos isso apenas pelos bons restaurantes, mas também pelas simpáticas cafeterias especializadas em versões gourmet da bebida.
A primeira parada foi na Le Caffè, local agradável que serve também boa variedade de tortas salgadas, sanduíches, doces e bolos. Tudo exposto em uma vitrine bem atraente.

Claro que não resistimos às tentações e escolhemos o bolo Búlgaro para acompanhar nosso espresso da marca D’Oraggio (R$ 1,80), que é produzido em Serra Negra mas começa a ser encontrado em algumas lojas e cafés da capital.

Recheado de chocolate, frutas cristalizadas ao rum e coberto com chocolate ao leite, estava tão bom que demoramos para sentir falta da água gaseificada que normalmente é servida junto com o café. Este, por sua vez, apresentava acidez equilibrada e leve amargor.

Seu pó é vendido na própria cafeteria em pacotes com um dispositivo que exala o aroma do produto.

Queríamos conhecer todas as cafeterias, mas já era o último dia e o tempo não seria suficiente. Por isso a última parada foi na recém inaugurada Cafe-i-cultura, um ambiente agradável e bem decorado.

Na parte inferior, além das mesas há um mini-empório que vende produtos da região e o café em pó Ouro Verde, produzido artesanalmente na fazenda dos proprietários do estabelecimento, que fica a 5km do centro de Serra Negra.


Subindo as escadas, vimos uma interessante exposição fotográfica – com fotos tiradas na própria fazenda – e um breve filme com curiosidades e dicas sobre o café.

Conversando com os donos, soubemos que a fazenda promove visitas monitoradas para mostrar todo o processo de produção, desde o plantio dos grãos até a finalização da bebida.
E claro que seria impossível sair de lá sem provar o café. Enquanto o Fernando optou pelo tradicional e encorpado espresso puro (R$ 1,50), eu resolvi variar e ver se a combinação do espresso com licor de chocolate (R$ 2) era realmente tão boa quanto imaginei.

E não é que me dei bem!
Pena que o dia terminou e já era hora de voltar para São Paulo.

Sugestão do chef: Nos dias 12 e 13 de outubro acontecerá a 3ª Degusta Café Serra Negra 2007, evento realizado pela Associação de Cafeicultores de Serra Negra (ASCAFÉ). Além de expositores ligados ao segmento, apresentações de baristas, premiações e concurso gastronômico de café garantem entretenimento aos visitantes.

Café D’Oraggio: site: http://www.cafedoraggio.com.br

Le Caffè: R. Conselheiro Rodrigues Alves, 609 – Serra Negra – SP
Tel: (19) 3842-1570

Café-i-cultura (Fazenda Vale do Ouro Verde):
s
ite: http://www.valedoouroverde.com.br/

3ª Degusta Café Serra Negra 2007: Dias 12 e 13 de Outubro 2007 no Centro de Informações Turísticas, das 9h às 20h. Site: http://www.degustacafe.com.br/