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Chocolates, vinhos ou refeição completa na Chocolateria da Serra

Quando estivemos em Serra Negra pela última vez, notamos que a cidade não contava com nenhuma loja especializada em bons chocolates. O clima da montanha, somado à expansão observada na cidade nos últimos anos pedia algo nessa linha.

Para a nossa supresa descobrimos a Chocolateria da Serra, misto de cafeteria, lanchonete, bar e chocolateria (claro!), localizada na avenida em que está boa parte dos bares e restaurantes do centro da cidade.

Como só abre à noite, passamos por lá apenas para comer fondue e tomar um vinho, pois antes havíamos jantado uma pizza mediana.

Provavelmente pelo fato de o menu ser bastante variado, o local consegue atrair público bem diversificado. Algumas pessoas bebericavam, outras comiam sanduíche ou provavam algum dos pratos. Mas, assim como nós, a grande maioria tomava chocolate quente, comia fondue e bebia vinho.
O fondue de chocolate serve duas pessoas e custa R$ 26 reais. O preço é bastante atraente, mas vale ressaltar que a porção não é das maiores e traz como acompanhamentos apenas banana, morango, pera e marshmallow. Para nós foi a quantidade exata, afinal, devoramos uma pizza minutos antes.

Pena o vinho pedido não ser lá essas coisas. O italiano Chianti Frassine (R$ 36) era muito leve, pouco aromático e nada marcante. Até nos pareceu aguado, se é que podemos nos referir assim a essa bebida. Mas tudo bem, ultimamente não estamos com muita sorte na escolha dos vinhos.

Gostamos muito de ver que, pouco a pouco, Serra Negra busca novas e diversificadas opções gastronômicas.

Sugestão do chef: no fundo do salão funciona a loja especializada em bombons, barrinhas de chocolates, trufas e alguns licores. Todos os chocolates são de fabricação artesanal.
Chocolateria da Serra: Avenida Laudo Natel, 255 – Centro – Serra Negra – SP. Tel.: (19) 3842-1806


História e nostalgia no Pinguim

Ribeirão Preto já foi chamada de terra do chope. Em grande parte, por responsabilidade do tradiconal Pinguim. A fama começou pouco depois da inauguração, na década de 30, época na qual havia quem jurasse existir uma tubulação para levar chope da fábrica da Antarctica – situada nas imediaçãoes – direto para o bar. Lendas à parte, claro que aproveitaríamos nossa curta estada por aquelas terras (vermelhas) para conhecer o lugar.

A unidade do Centro, diga-se, fica em um prédio belíssimo que traz um certo clima nostálgico. Ao lado, o lindo teatro Pedro II também atrai os olhares de quem visita a cidade.

Da chopeira ainda saem produções da marca Antarctica. Chope correto e nada mais.

No cardápio de porções, nada diferente do encontrado em outros bares por aí. Mas com preços mais altos do que esperávamos.
Por isso, achei melhor pedir um prato e matar a fome de vez. O filet à parmegiana custou R$ 26,50 e chegou à mesa decorado com umas ervilhas em cima (!). Infelizmente, estava apenas bom. E parmegiana é um daqueles pratos que precisam ser excelentes sempre. Caso contrário, a decepção chega a superar a quantidade de calorias.

O cheese salada (R$ 12) também não foi, nem de longe, um dos melhores já provados pela Débora, mas ela não fez grandes reclamações.

Fechamos com mousse de chocolate razoável (R$ 8,50) e um creme de maracujá muito bom (R$ 12).

Pela história e imponência do lugar, o Pinguim vale uma visita, mas sem exageros nas expectativas em relação ao cardápio.

Sugestão do chef: a unidade do Centro de Ribeirão conta com uma lojinha na qual é possível comprar itens como pinguins de pelúcia, camisetas, imãs e outros objetos alusivos a esse ponto turístico da cidade.

Pinguim: Rua General Osório, 389 – Centro – Ribeirão Preto – SP – Tel.: (16) 3610-8258. Outros dois endereços em shoppings de Ribeirão Preto, além de uma unidade em Belo Horizonte.



Celeiro da Granja: São Paulo a 5 Km

Por mais que a gente goste de São Paulo tem sempre uns dias em que dá vontade de sair um pouco, desconectar da cidade. Pena que muitas vezes essa vontade bate nos momentos em que não dá pra viajar, ir pra mais longe. Aí, o jeito é sair para almoçar em um lugar que te faça esquecer da correria.
Foi isso que conseguimos no Celeiro da Granja, restaurante situado no alto de uma colina da Granja Viana, com fácil acesso pela Raposo Tavares.

Ao embicar o carro em uma das vagas já é possível perceber a beleza da construção, inspirada nas steak houses do Texas. Ao entrar, você se surpreenderá com o enorme pé direito e perceberá melhor que as pedras estão presentes em boa parte da construção.

Dos vários ambientes, o mais agradável é o deck, instalado a 15 m do solo. De lá é possível ter uma visão ampla da região, com a megalópole paulistana perdida lá longe.

Pena que no sábado de sol em que fomos o ambiente estava fechado. Vai entender…
O cardápio é daqueles bem extensos, pra ler com calma enquanto se experimenta um dos pães fresquinhos do couvert (R$ 5).

Nas entradas, uma das opções é um incomum escondidinho de camarão que dessa vez não provamos, mas logo o faremos.
Peixes, frutos do mar, saladas e até algumas massas são sugestões interessantes para quem resolver dispensar o destaque do cardápio. Sim, as carnes argentinas grelhadas na parrilla. Para ajudar na difícil missão de escolher o corte da sua preferência, o restaurante oferece combinados que matam a fome desde duas até 10 pessoas. Para quem ficou curioso, essa opção para 10 pessoas leva quase 3 kg de carne divididos em sete cortes, além de pimentão e cebola grelhados.
Apesar de nossa fome ser grande, ficamos com uma opção mais modesta, a parrilla 609.

O combinado serve até três pessoas e inclui 300 g de vacio (fraldinha), 350 g de tapa de cuadril (picanha), 150 g de lingüiça toscana e uma cebola grelhada. Tudo muito bom e por um preço mais do que justo: R$ 45.
O cardápio prometia cheesecakes de framboesa, cajá e cacau (R$ 8), mas para nosso azar as três estavam “em falta”. Azar que passou despercebido quando soubemos que a parrilla que pedimos, assim como várias outras do cardápio, dá direito a voltar numa segunda ou terça dentro de 30 dias para comer o mesmo prato sem pagar nada.
Antes de ir embora, vale dar mais uma olhada na paisagem para sair com a certeza de que por algumas horas a metrópole ficou a pelo menos 5 km. Na distância e no espírito.

Sugestão do chef: Nas noites de sábado, bandas cover tocam em um palco instalado no salão principal. Dia 7 de julho tem Banda Liverpool, que há tempos toca músicas dos Beatles.

Celeiro da Granja: Av. São Camilo, 2829 – Granja Viana – São Paulo – SP – saída pelo Km 23 da Raposo Tavares – tel: (11) 4169-5370 – site: www.celeirodagranja.com.br



O filet gigante do Bar do Alemão

Diversificar o conteúdo é desafio constante para qualquer blog. Temos apresentado nossas impressões sobre locais variados neste espaço, que é um dos poucos de crítica gastronômica independente (leia-se: vamos, pagamos a conta e publicamos nossa opinião sem influência de ninguém). Acontece que, por morarmos em São Paulo, a grande maioria dos estabelecimentos analisados acabam sendo os daqui. Claro que não corremos o risco do blog ficar sem assunto, mas achamos interessante falar também de locais de outras cidades.
É por isso que vamos tentar, periodicamente, ir além das fronteiras da capital. Claro que nem sempre vai ser possível, já que o blog é independente, mas nossos bolsos ainda não conquistaram a tão sonhada “independência financeira”, aquela que os jogadores de futebol conseguem quando vão jogar na Europa.
A boa notícia é que a “expansão geográfica” do blog começa já neste post. Tudo bem, não deu pra ir muito longe dessa vez, mas já tínhamos avisado que não seria fácil! O fato é que estivemos em Itu e fomos a um restaurante com 105 anos de história: o Bar do Alemão.

Itu, como todo mundo sabe, é aquela cidade paulista cuja praça principal tem um semáforo enorme e um orelhão maior ainda.

A fama de cidade dos exageros nasceu com um quadro em que o humorista ituano Simplício afirmava que em sua cidade tudo era grande. O cinema nacional da década de 70 chegou a usar o tema como trocadilho, mas isso em nada interessa aqui pro blog.
O que importa é que o Bar do Alemão parece levar a sério a história na hora de definir o tamanho dos pratos que serve.
A começar pelo couvert (R$ 18), que na verdade é um conglomerado de entradas variadas.

Chamado de antipasto Steiner (nome da família fundadora), traz berinjela, batatas, azeitonas, picles, patês de queijo e de vitela. Quase uma refeição completa.
Mas o que garante mesmo a fama do Bar do Alemão é o filet a parmigiana.

A versão “normal” custa R$ 76 e, segundo o cardápio, serve três a quatro pessoas. Na verdade mata a fome de cinco sem muito esforço.
A foto aí embaixo é da versão “mini”, que, para os padrões da casa, serve duas pessoas (R$ 48, com arroz branco). Detalhe é que no momento da foto duas fatias já estavam em nossos pratos!

Exageros à parte, foi um dos mais gostosos que já provamos. Tão bom que, por mais incrível que isso possa parecer, não sobrou nada. Depois de comer tanto, devemos atribuir à sorte o fato de não termos conhecido o pronto socorro de Itu?
Como um alemão não vive sem cerveja (tem gente que gosta de repetir essa frase), a casa oferece várias opções nacionais de produção industrial e algumas alemãs. Pena que para saber disso você terá que convencer um dos engraçados garçons a levar o cardápio de bebidas até sua mesa. É que o costume faz com que eles perguntem o que o cliente escolheu pra beber, ignorando que o coitado nem sequer teve chance de saber o que a casa oferece (é só um deslize, no geral o atendimento é ótimo).
Com a carta de bebidas em mãos, você saberá que o chopp Löwenbräu pode vir em versões 200ml, 300ml ou 500ml, por R$ 4,80, R$ 7,20 e R$ 12, respectivamente. Detalhe curioso (e negativo) é que a bebida é servida em copos ou canecas das concorrentes Krombacher e Warsteiner, o que causa certa confusão (na foto o líquido dourado é da Löwenbräu, podem acreditar).

O conteúdo não é tão encorpado e apresenta apenas um leve amargor, mas é a melhor opção de chopp e cumpre bem seu papel de refrescar num dia quente. Já aqueles que curtem os não-alcoólicos podem ficar tranqüilos, pois o restaurante serve, entre outros, “refrigerantes e minerais”. Não nos parece provável um tradicional restaurante servir bauxita, então eles devem estar oferecendo água mesmo.
O ambiente do Bar do Alemão é o que pode se chamar de familiar. São dois grandes salões, um deles com madeiras escuras e abajures que oferecem risco a quem tem mais de 1,80m.

O outro é mais claro, com destaque para os enormes e belíssimos vitrais.

Reparando nos freqüentadores dá pra observar coisas que só se vê no interior. Por exemplo, numa mesa próxima uma família comemorava o aniversário daquele que provavelmente é o seu mais idoso integrante. Era hora do almoço de um sábado de calor absurdo, mesmo assim todas as mulheres estavam de vestido no estilo madrinha de casamento. E depois dizem que as paulistanas é que se vestem bem!!!
Saindo do Alemão (que fica no Centro de Itu), num raio de 5Km há opções de fazendas que oferecem bebidas e guloseimas de produção própria. Um delas, a Fazenda do Chocolate, agrada mais às crianças, no entanto conta com uma simpática adega que comercializa bons licores.

Tem também respeitável variedade de geléias, macarrão caseiro, café em pó, mel, além de queijos e biscoitinhos.


Os vinhos, claro, também estão por lá, mas nem perca tempo com eles (não com os de lá).

Garanta logo uma garrafa de licor de chocolate, que justifica o nome da fazenda. Por falar nisso, os bombons vendidos na lojinha bem que poderiam ser melhores.

Sugestão do chef: no Bar do Alemão, dois móveis antigos expõem artigos relacionados à cerveja. Antes de ir embora, olhe com calma a pequena coleção de copos, bolachas de chopp e carrinhos patrocinados por cervejarias.

Bar do Alemão: R. Paula Souza, 575 – Centro – Itu – SP – tel.: (11) 4022-4284 – http://www.bardoalemao.com.br/

Fazenda do Chocolate: Rodovia Itu-Cabreúva (Estrada Parque) – Km 90 – tel.: (11) 4022-5492 – Itu – SP – http://www.fazendadochocolate.com.br/



baden Baden: leve, pura e artesanal

Ir a Campos do Jordão e não sentar em uma das mesas do Baden Baden para bebericar uma das produções da cervejaria homônima, instalada na cidade, é o tipo da coisa que não se deve fazer.

Na verdade existem duas unidades da choperia. Elas ficam frente a frente, separadas apenas pelo corredor de um pequeno boulevard. Não é difícil perceber que o segundo espaço surgiu por causa da fama que o local foi conquistando ao longo dos anos.

Os guias costumam omitir que há também uma lojinha destinada a quem quer levar pra casa cervejas avulsas ou em caixas de presente, além de copos estilizados.
No cardápio prevalecem as especialidades alemãs, mas como nosso interesse por lá era mesmo pelas bebidas, pedimos logo dois chopes: cristal (pilsen) e weiss (de trigo), ambos com preço na faixa dos R$ 7. Claro que ambos satisfazem, mas não conseguimos disfarçar que as versões engarrafadas, que conhecemos de longa data, parecem superiores. Para nossa surpresa, o chope pilsen (à direita na foto) chegou à mesa no mesmo copo característico das cervejas de trigo.

Antes de pegar a estrada de volta para São Paulo, fazemos outro brinde e lembramos que a Baden Baden está mais do que desculpada por eventuais tropeços. Isso pelo importante papel que desempenha entre as microcervejarias brasileiras, sendo, inclusive, considerada a primeira cerveja “gourmet” do País.
Toda a produção obedece à Lei de Pureza da Baviera (Reinheitsgebot) — criada em 1516 —, segundo a qual a cerveja só pode ter os seguintes ingredientes: cevada, lúpulo e água pura, além do fermento, incluído posteriormente.
Por falar em qualidade, os mestres cervejeiros costumam dizer que uma ótima água é fundamental para produzir boas cervejas. E se a água é alma da bebida, dá pra dizer que a alma da Baden Baden é pura, suave e cristalina. Isso fica claro, principalmente, ao provar a Cristal (pilsen). É tão leve que permite sentir o gosto da água mineral captada nas montanhas de Campos do Jordão. Toda essa leveza faz a Baden Baden Cristal arrancar elogios das mulheres – a Débora que o diga.

A cervejaria disponibiliza o ano todo diversas versões, entre as quais Red Ale, Golden, Stout e Bock além de edições sazonais. Fora a choperia, quem vai a Campos do Jordão pode visitar a fábrica e conhecer de perto o processo de produção.

Baden Baden (choperia): Rua Djalma Forjaz, 93 – Capivari – Campos do Jordão – Tel: (12) 3663 3610



Safári Café: boa comida nas montanhas

De passagem por Campos do Jordão, depois de muita chuva e neblina na estrada, uma pausa dedicada à famosa gastronomia local.

A opção é pelo pequeno e aconchegante Safári Café. O cardápio é variado e conta com crepes franceses, carnes grelhadas e risotos, entre outras opções. Por algo em torno de R$ 40 foi possível combinar risoto de pinhão com salmão grelhado. Bom, sem ser espetacular. Aliás, risotos espetaculares, definitivamente, não são assim tão fáceis de encontrar.

Fizemos bem em não acreditar que o combinado servia duas pessoas, por isso pedimos uma das várias opções de batata assada no forno a lenha: recheada de truta defumada e farofa de amêndoa. Só não sabíamos que a batata, como atesta a foto, serve duas, quem sabe três pessoas. Deliciosa, recebe farta cobertura de três queijos, o que combina muito bem, porém ofusca o sabor da truta e das amêndoas.

No quesito bebidas, a Débora elogiou os sucos e eu senti falta de boas cervejas (a Nova Schin Munique está na foto por pura falta de opção). Nesse ponto, o quase vizinho Baden Baden é imbatível.
Saímos sem agüentar sequer olhar pras sobremesas. E com a promessa de voltar pra experimentar os crepes.

Safári Café: Rua Djalma Forjaz, 139 – Vila Capivari – Campos do Jordão – Tel: (12) 3663-4936