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Há uns meses a cidade de São Paulo ganhou outro local agradável para quem pretende beber ou comprar boas cervejas, o Armazém Cerveja Gourmet, onde estivemos, no mês passado, para uma degustação promovida pela casa.

Escolhemos uma mesa alta perto de uma prateleira cheia de garrafas do mundo todo e começamos com chope Bamberg Pilsen acompanhado de Bolinha de Queijo Crocante. Da bebida não é preciso falar muito, pois somos fãs de praticamente tudo o que produz a cervejaria de Votorantim (SP). A boa surpresa foi o petisco. É sempre ótimo provar uma versão realmente bem executada de algo comum, e é justamente o caso desse bolinho de queijo.

A degustação seguiu com outra velha conhecida, a Eisenbahn Weiss. Claro que foi a preferida da Débora, que adora o sabor leve e frutado das cervejas de trigo. Na harmonização, os Canapés de Linguiça Blumenau caíram muito bem.

A partir daí, o nível de amargor foi aumentando gradualmente. Primeiro com a versão IPA (Indian Pale Ale) da cervejaria Dama, servida com a melhor iguaria da noite: Sanduíche de Pernil. Ótima combinação, gostei tanto que repeti no final.

Na última etapa, degustamos uma novidade para nós, a Nostradamus Stout, produzida pela Cervejaria Dortmund, da cidade paulista de Serra Negra. Gostei demais! Impressionante como o cenário cervejeiro cresce no Brasil e revela a cada ano ótimas bebidas. Pretendemos tentar visitar a fábrica em breve. Essa stout chegou na companhia de Bolinho de Carne na Cerveja, uma espécie de almôndega muito bem temperada.

Antes de voltar pra casa, ainda provamos a boa mousse de banana com calda de maracujá.

Além de um ótimo local para beber cerveja de verdade, o Armazém Gourmet serve petiscos caprichados num ambiente simples e aconchegante. É só chegar, se acomodar no balcão ou em uma das poucas mesas e, se precisar, pedir ajuda de uma das bem-preparadas garçonetes para escolher a bebida que mais tem a ver com o seu paladar.
Sugestão do chef: Como o próprio nome indica, o local é também um armazém e vende grande variedade de cervejas nacionais e importadas de todos os lugares. Vale passar por lá e escolher alguns rótulos para abastecer a geladeira.

Armazém Cerveja Gourmet: Rua Tito, 400 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3675-0761. Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 17hs às 23hs. Aos sábados das 11hs às 20hs. Fecha aos domingos
O último evento promovido pelo Kekanto, nosso site parceiro, aconteceu no Gràcia, um bar super bacana cuja decoração e menu são inspirados na cidade de Barcelona.
O espaço é dividido em vários lounges bastante agradáveis e com música alta no som ambiente. Nota-se, em todos os espaços, referências à cultura catalã, seja por meio de imagens do burro adotado como símbolo daquela região, pelo mapa do metrô de Barcelona pintado na parede ou no grafite separatista que avisa (em inglês!): “Catalunha não é Espanha.”

A capital da Catalunha também inspira todo o cardápio, a começar por parte do texto escrito no idioma catalão!
De cara, nos impressionamos com as diversas opções de sangria. Ao todo são vinte e duas diferentes versões da bebida, mesclando vinho tinto, branco, rosé e espumante, até apresentações mais ousadas, que levam conhaque, tequila, frutas tropicias e sucos exóticos.
Nós provamos a l’Arc de Sant Martí Vic (R$ 48 com 500ml/ R$ 81 com 1 litro), mistura de vinho frisante rosé, morango, ameixa, pêssego, abacaxi, maçã-verde, uva, kiwi, suco de laranja, suco de limão e conhaque. Apesar de ser um pouco forte, gostamos da variedade de ingredientes.

Como não poderia deixar de ser, o menu conta com boas opções de Tapas, os tradicionais aperitivos quentes ou frios, facilmente encontrados nos bares espanhóis.
Quem opta pela degustação de tapas pode eleger 2 sabores (4 unidades por R$ 16) ou 4 sabores (8 unidades por R$ 29), dentre todas as opções disponíveis.
Bacallá Gratinat Brandad (fatia de pão coberta com brandada de bacalhau gratinada), L’Escorça amb Crema de Formatge Roquefort i gelea (fatia de pão coberta com creme de queijo roquefort e geleia de frutas vermelhas), Pa Torrat amb Brie i Mel (fatia de pão coberta com queijo brie e mel) e Pinxo de Pollastre amb Safra i Pebrots (espetinho de frango ao açafrão e pimentões com vinagrete catalão) foram as nossas escolhas. Nenhuma delas estava ruim, mas, sinceramente, também não empolgaram.
Delicioso mesmo estava o Gambetes a la Graella i Risotto d’Espàrrecs (R$ 35) – camarões grelhados envoltos em jamón espanhol montados sobre risoto de aspargos. É um prato bastante saboroso e perfeitamente executado. Impossível não elogiar os camarões graúdos e cozidos no ponto certo.

Crema Catalana (R$ 14) e Churros com doce de leite e sorvete de creme (R$ 16) finalizaram o nosso jantar ambientado no melhor estilo catalão.
Achamos o creme um pouco sem graça, mas a porção de churros não fez feio!

E depois de respirar Barcelona por tantas horas, decidimos que a cidade precisa estar no roteiro da nossa próxima viagem.
Sugestão do chef: aos sábados, no almoço, a casa serve Paella Marinera (R$ 66 para 2 pessoas/ R$ 112 para 4 pessoas) e Paella Catalã (R$ 59 para 2 pessoas/R$ 99 para 4 pessoas).
Gràcia Lounge Bar: Rua Coropes, 87 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel: (11) 2306-5478. Horário de funcionamento: de terça a sexta a partir das 18h. Sábado a partir das 12h e domingo a partir das 16h.
Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
O Itaim Bibi reúne uma infinidade de bares e restaurantes. Se estiver pela região em busca de um bom lugar para comer, dirija-se ao Bardot.
Misto de bar e restaurante, o local apresenta a interessante proposta de servir petiscos inspirados em pratos e ingredientes da culinária francesa.
A carta de drinks tem boas opções. Gostamos bastante das combinações cuja base traz Espumante Mumm. O Fernando ficou com o La Luise – Mumm, Gran Marnier, suco de abacaxi e creme de pêssego (R$ 21), de sabor suave e levemente ácido. Claro que eu não deixaria de experimentar o Pink Pool – Mumm Rose Chamboard, purê de morango e suco de lichia (R$ 21), docinho e totalmente apropriado para o público feminino.
Continuamos empolgados com as bebidas e iniciamos a segunda rodada com Mojito de Maracujá (R$ 18) e o não-alcóolico Red Bubbles (R$ 14), mistura de framboesa fresca, limonada e Citrus.

Para petiscar, o excelente Croquete Bourguignonne – carne ao vinho tinto (R$ 16), sem dúvida foi a melhor opção do jantar.
Apesar de diferente, o Bolinho de Arroz Preto recheado com Roquefort (R$ 17) não empolgou tanto quanto imaginávamos.

A noite estava tão fria que o melhor a fazer era providenciar algo substancioso. O Fernando escolheu o Fetuccine Pimenta Preta (R$ 36), com ragú de pato, champignons e um leve toque de pimenta. Porção generosa, pato no ponto certo e tempero equilibrado.
Eu fiquei com a Sopa Dourada (R$ 19), um creme de cebola espetacular, perfeito para aquela noite gelada.

Estávamos satisfeitos, mas as boas opções de comida nos animaram a conhecer as sobremesas produzidas pela casa.
E assim encaramos a Taça Brasil-França – camadas intercaladas de creme de cupuaçu e de chocolate amargo (R$ 12,50) –, além do Creme Caramelo, uma espécie de creme brullée com sabor de laranja (R$ 12,50).

O Bardot foi uma excelente descoberta, afinal, unir boa gastronomia com porções de boteco é mesmo genial.
Sugestão do chef: Quem deseja um jantar tranquilo e atendimento prioritário precisa chegar cedo. Após às 21h o local fica muito cheio, barulhento e com fila de espera.
Bardot: Rua Clodomiro Amazonas, 260 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3168-9988. Horário de Funcionamento: Segunda á Sexta-feira, das 17h até o último cliente. Sábado, Domingo e Feriados, das 12h até o último cliente.
A primeira coisa a ser dita é que se você está de regime não deve prosseguir com essa leitura. Para quem ficou, informamos que o post é sobre rodízio de comida mexicana. Na verdade, um desses no estilo Tex-Mex, bem popular aqui em São Paulo. O local em questão é o Don Miguel, um bar/restaurante com fachada imponente no miolo do Tatuapé.
Atrás do bar, posicionado logo na entrada, a casa revela um ambiente bem agradável, frequentado por grupos de amigos e famílias inteiras. Na maior parte, gente da região.

No almoço dos sábados, domingos e feriados, o rodízio custa R$ 38,90 por pessoa. No jantar a escolha fica R$ 3 mais cara, já de segunda a sexta os preços são um pouco mais baixos.
A história começa com um prato de nachos cobertos com queijo, frijoles e chilli. Simultaneamente chega à mesa uma cumbuca com boa mistura de frijoles, carne moída e um molho com pimenta. Pena os nachos estarem encharcados de óleo!
A festa da trash food prossegue com canoas de batata cobertas com cheddar, requeijão e, como se não bastasse, raspas de bacon. Pesadíssimas, mas bem gostosas.

Tacos, quesadillas, enchiladas e afins complementam a comilança. Os recheios apresentam pequenas variações, como filet mignon com queijo, carne desfiada, frango com queijo e por aí vai. Exceção feita ao ótimo taquito de carne moída, nada empolgou muito. Foi uma refeição pesada – o que já imaginávamos – mas nem tão saborosa. Decepcionante, principalmente porque tínhamos ido lá duas outras vezes e a qualidade nos pareceu bem melhor do que a atual.

O fato é que, mesmo com proposta bem menos pretensiosa, o melhor mexicano do Tatuapé fica na mesma rua, um quarteirão acima.
Sugestão do chef: caso você aguente, pode acrescentar R$ 3,90 ao valor do rodízio para ser servido de uma bola de sorvete Hagen-Daz na sobremesa.
Don Miguel Mexican Bar: Rua Itapura, 757 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2097-6383 e Rua Sampainho, 164 – Cambuí – Campinas – SP – Tel: (19) 3254-1461
A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.



Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!
A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.
Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.
Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.
Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.
Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.
Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.
As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).
Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.
Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!
Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.
Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.

Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).
Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151
A Lapinha, nosso boteco preferido em São Paulo, fica numa rua sossegada do bairro da Vila Romana – região da Lapa –, e bem longe de qualquer badalação.
O local é simples e pequeno mas vive lotado aos finais de semana, provavelmente pela boa combinação do chopp Brahma bem tirado (R$ 4,40) com ótimos petiscos.
Em cada nova visita ao bar nós até tentamos variar os pedidos e experimentar algo diferente, mas não conseguimos resistir ao que, para nós, são as melhores opções do cardápio: os escondidinhos.
Pelo fato de serem preparados na hora, sempre demoram um pouco a chegar, por isso é válido tratar de ir logo forrando o estômago com alguma porção. Costumamos pedir os Pastéis da Horta (R$ 10), recheados com couve refogada e queijo gorgonzola, que são muito saborosos e totalmente diferentes das versões triviais.

As combinações de sabores dos escondidinhos são realmente muito boas. O preferido do Fernando é o de Frango com Milho (R$ 12,50), feito com frango defumado, milho verde, presunto, uva-passa e purê de aipim. Tem sabor de comidinha feita em casa.
Eu fico com o imbatível Camarão com Abóbora (R$ 18). O creme de camarão é muito bem temperado e traz pedaços consideráveis desse fruto do mar. Sem falar no purê de abóbora, perfeito para incrementar o sabor do prato.
No quesito doce, o Brigadeiro de Colher (R$ 3) ainda é o que mais nos atrai, porém nas últimas visitas saímos com a certeza de que a sobremesa já foi melhor.
A Lapinha ainda é um dos poucos bares da capital paulista a unir preço é acessível a qualidade elevada da comida. Mais um motivo que faz deste o nosso boteco preferido!
Sugestão do chef: nos dias frios – e eles estão chegando – sem dúvida o que mais sai da cozinha é o Carioquinha (R$ 7), um caldinho de feijão pra lá de gostoso, servido com salsa e torresmo.

A Lapinha: Rua Coriolano, 336 – Vila Romana – São Paulo – SP – Tel.: 3672-7191
Tatuapé e Mooca são os bairros com maior número de atrações no lado leste da cidade de São Paulo.
Em nossas andanças por essas regiões, conhecemos o La Tapa!, um bar inspirado na Espanha e inaugurado há menos de um ano por dois amigos que se conheceram nas aulas de gastronomia da universidade Anhembi Morumbi.
O cardápio é enxuto, focado em tapas, paella e alguns sanduíches. A Rueda de Tapas é a melhor pedida. Custa R$ 36 e inclui algumas das catorze opções do cardápio: pão italiano com tomate, jamón e queijo manchego; tortilla de batata; azeitonas; amêndoas torradas; camarões no azeite e asinhas de frango marinadas, além da patatas bravas.

Para beber, chope artesanal da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, nas versões pilsen e weiss (R$ 5,50 e R$ 5,90). A carta inclui ainda uma boa lista de cervejas importadas.
A casa oferece apenas duas opções de sobremesa. Queríamos Creme Catalana mas o estoque estava desfalcado. O jeito foi experimentar a Torta de Santiago (R$ 8), um bolo típico da Galícia feito com amêndoas e raspas de limão.
Achamos o sabor interessante, mas a massa é bastante seca.
Sugestão do chef: o local irá promover uma festa de Natal com open bar e DJ, no dia 24/12 a partir da meia-noite. Os convites são limitados.
La Tapa!: Rua Serra do Japi, 560 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2227-1776
O Clube do Churrasco é um lugar que costumamos freqüentar quando dá vontade de comer uma boa carne mas sem o exagero dos rodízios – que também adoramos.
O bom custo-benefício atrai famílias inteiras, principalmente nos fins-de-semana. Quando faz calor, então, os garçons mal dão conta de servir chopp Brahma (R$ 3,90 o claro e R$ 4,40 a versão black).
Sempre começamos a refeição pelo pão de alho, macio e com recheio na textura certa (R$ 1,50 cada).
Servida em uma tábua de madeira, a Lingüiça Calabresa Picante (19,50) é bem saborosa, porém é preciso estar preparado, pois não há qualquer economia na pimenta, nem em tempos de crise.
No cardápio há porções generosas de picanha e maminha fatiadas, para matar a fome de bastante gente. Mas se a idéia é pedir um prato individual, o Baby Beef é uma boa escolha. É bem macio e custa só R$ 15,90 com direito a três acompanhamentos.
Além das carnes vermelhas, o cardápio de grelhados inclui chester, frango e peixes como tilápia e salmão.
Sugestão do chef: além da movimentada unidade do Butantã, o restaurante mantém uma filial que já foi mencionada no blog: o Clube do Churrasco na Ilha. Com ambientação inspirada em estabelecimentos do litoral, a casa acrescenta ao cardápio alguns pratos com frutos do mar. Fica na Av. São Gualter, 679, Alto de Pinheiros, São Paulo – SP.
Clube do Churrasco: Avenida Doutor Vital Brasil, 1.111 – Butantã – São Paulo – SP–
(11) 3726-6239
No final do ano passado a Vila Madalena ganhou mais um bom espaço gastronômico, a Melograno Forneria.
Em uma casa bem agradável, com direito a quintal com um pé de romã, o restaurante apresenta ótimos sanduíches preparados no forno à lenha e uma imensa variedade de cervejas nacionais e importadas. No cardápio, há indicação do estilo da bebida que melhor combina com cada prato.


Começamos nosso jantar com o ótimo pão de azeitonas (R$ 4 a porção com duas fatias).
Para escolher a bebida, claro, me debrucei sobre a carta de cervejas. Terminei por escolher a Wäls Pilsen, feita em Belo Horizonte (R$ 7). É uma cerveja bem encorpada e com bastante amargor de lúpulo. Na minha opinião, excelente.
A Débora dispensou as cervejas e optou pelo coquetel Melograno, feito com vodca, soda, limão e bastante xarope de romã.
O sanduíche escolhido foi o Giotto, uma combinação de shitake e cogumelos Paris com molho de tomate e mussarela de búfala (R$ 25). O sabor estava muito bom e conseguimos dividir sem sair de lá com fome.

Mas na hora da sobremesa, a dúvida era tão grande que acabamos pedindo duas. A minha foi mousse de chocolate com biscoito de café e calda de chocolate e café (R$ 12). O nome Demoiselle é uma alusão à cerveja do estilo porter produzida pela cervejaria Colorado e disponível na forneria na versão chopp.
Gostei, mas reconheço que não se compara ao pedido da Débora. A Finestra, uma mousse de chocolate branco ao perfume de romã (R$ 9), é daquelas sobremesas para saborear devagar, torcendo pra demorar pra chegar na última colherada.
E foi exatamente o que fizemos ao mesmo tempo em que degustávamos o licor de cerveja da Eisenbahn (R$ 5 a dose).

Sugestão do chef: As cervejas especiais podem ser levadas para casa, já que a Melograno também funciona como empório de cervejas.

Melograno Forneria e Empório de Cervejas: Rua Aspicuelta, 436 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3031-2921 – Horário de funcionamento: a partir das 18 horas.
Quando visitamos o Lola Bistrot descobrimos que logo ali ao lado funciona o Ice Espaço, o bar de gelo que já estávamos nos programando para conhecer. Claro que não deixamos a oportunidade para outro dia e decidimos encarar.
O bar fica nos fundos do Artespaço, misto de loja de decoração e restaurante. Quem passa pelo local meio distraído mal consegue ver a pequena faixa que divulga a inusitada atração.
Para entrar no bar gelado, cuja temperatura varia entre -6ºC e -10ºC, é preciso vestir roupas térmicas (casaco com capuz, botas e luvas) que já estão inclusas nos R$ 30 cobrados por pessoa pelo ingresso.
Um drink feito com um destilado ou um suco também estão embutidos no valor. Aliás, bebidas são as únicas opções do cardápio, em especial as que levam vodka.
O espaço é bem pequeno, mas impressiona pela decoração futurista e, principalmente, porque absolutamente tudo é feito de gelo: paredes, mesa, balcão, bancos e até os copos!


Cada pessoa pode permanecer por 30 minutos lá dentro, tempo suficiente para aproveitar o ambiente sem virar pingüim.
Sem dúvida foi uma experiência bastante divertida. E a melhor parte é que sentimos bem menos frio do que imaginávamos.
Sugestão do chef: na entrada do Artespaço recebemos um cupom de desconto e pagamos R$ 27 pelo ingresso. Tente se informar sobre esse cupom quando você for lá.
Artespaço (Ice espaço): Rua Purpurina, 46 – Vila Madalena – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3034-0529.
O Bar Anhanguera trocou a Vila Romana por um ambiente mais espaçoso na Vila Madalena.
Levou o bom gosto da decoração e, claro, a excelente carta de cervejas brasileiras, sua marca registrada.


Estivemos lá no dia da inauguração, semana passada. Os clientes do endereço antigo ganharam dois chopes como cortesia naquela noite. Começamos pelo Eisenbahn Pilsen, que estava bem acima da média. Explico: as cervejas engarrafadas são deliciosas, mas nunca fui fã do chope da marca.
Melhor ainda estava o chope München da micro-cervejaria Bamberg, da cidade de Votorantin. Encorpado e com um leve amargor. Excelente.
Para matar a fome, dividimos um sanduíche Arcabuz (R$ 15,70), que sempre pedíamos no endereço antigo.
E novamente a baguete recheada de hambúrguer de picanha, maionese, queijo derretido, rúcula e tomate seco estava ótima.
Também provamos tapiocas em três versões de recheio: queijo coalho com carne seca, catupiry com mussarela e queijo coalho com coco. O nome da porção é Domingos Barbosa e sai por R$ 21. Não se compara ao sanduíche, mas estava muito boa.
Ficamos um bom tempo por lá olhando o movimento do quarteirão mais agitado da Vila Madalena – e que em breve se transformará em um boulevard. Ainda dividimos uma Colorado Indica (R$ 16,50), uma das preferidas da Débora.
Fechamos com a sobremesa Tietê: banana flambada com cachaça, calda de rapadura e sorvete de creme (R$ 11,30). É deliciosa, mas naquela noite foi pura gulodice nossa.
Sugestão do chef: é quase impossível ir ao Anhanguera e não provar pelo menos uma cerveja. E como o bafômetro anda a solta pelas ruas do bairro, o jeito é encarar um táxi. Pelo menos o ponto fica bem em frente ao bar. Agora, bem que as corridas de táxi em São Paulo poderiam sair mais em conta…
Bar Anhanguera: Rua Aspicuelta, 595 – Vila Madalena – São Paulo – SP – Tel: (11) 3031-2888
O Bardo Batata foi o primeiro lugar em que comemos batata suíça aqui em São Paulo. Sempre gostamos muito de lá pelo ambiente agradável e pela boa comida.
Na última visita, porém, saímos um pouco decepcionados.
Primeiro porque escolhemos uma mesa no fundo, perto da pequena adega. Um lugar gostoso e reservado, o problema é que fomos esquecidos pelos garçons! Demoramos um bom tempo para conseguir fazer o pedido, e quando nossas batatas chegaram à mesa, percebemos que elas estavam oleosas.
A de camarão rosa, catupiry e ervas finas (R$ 24,50 a pequena e R$ 31 a média), que sempre achamos deliciosa, estava menos temperada que o habitual.
Já a batata recheada de estrogonofe de carne (R$ 20 a pequena e R$ 25 a média), cujo nome homenageia o escritor russo Dostoievski, estava boa, mas por ambas estarem encharcadas de óleo, tivemos uma refeição pesada.
O jeito é torcer para que tenha sido apenas um dia ruim e que o Bardo Batata volte a oferecer a boa qualidade que apreciamos em todas as outras visitas.
Sugestão do chef: em tempos de lei seca, os restaurantes precisam começar a oferecer boas bebidas não-alcoólicas aos freqüentadores que voltarão para casa dirigindo. No Bardo Batata, uma dessas opções é um ótimo suco de uva integral do Vale dos Vinhedos/RS (R$ 3,90).
Bardo Batata: R. Bela Cintra, 1.333 – Jardins – São Paulo – SP – Tel: (11) 3068-9852
Por diversas vezes passamos na frente do Degas Pompéia, restaurante fundado em 1969. Apesar de ser tradicional no bairro, nunca demos bola para ele até que uma amiga nos contou que comeu um ótimo filé à parmegiana por lá.Depois disso passamos a prestar mais atenção e vimos que no letreiro, em letras miúdas, o restaurante se define como “a casa do filé à parmegiana”. Mais um motivo para apressar nossa visita ao Degas.O local é simples, bastante informal e costuma ser movimentado.
Já estávamos com o pedido definido antes mesmo de ver o cardápio, que traz outras boas opções de filés, além de peixes, aves, massas caseiras e pizzas.Como sabíamos que todos os pratos são muito grandes, optamos pelo individual (R$ 34) que serve com folga duas pessoas e vem acompanhado de arroz e batata frita.
Substituímos o filé mingon pelo frango e nos demos bem. O Fernando achou o prato bem salgado (vai ver é porque ele não pediu cerveja!). Eu achei o molho de tomate forte e só um pouquinho salgado, mas, no geral, gostei bastante. Veio com muito queijo e a carne estava macia e sequinha.Talvez não tenha sido o melhor filé à parmegiana que provamos, mas o Degas tem excelente custo-benefício e voltaremos para experimentar outras opções do cardápio.
Sugestão do chef: os pratos são realmente bem-servidos. Os indicados para duas ou três pessoas, satisfazem quatro ou até mais! Converse com o garçom antes de fazer o pedido para não desperdiçar comida.
Degas Pompéia: Av. Pompéia, 796 – São Paulo, SP – Vila Pompéia – Tel.: (11) 3873-2736
Como já dissemos em outros textos, Moema é um dos nossos bairros preferido aqui em Sampa e isso se deve, principalmente, à grande variedade de pontos gourmets instalados na região.
Nossa última visita por lá foi para conhecer o Benedetta, que funciona como bar e restaurante.
A parte aberta é a mais agradável, com decoração tropical e clima praiano. Perfeito para os dias mais quentes.
Pedimos o couvert que trazia manteiga, sardela, pasta de azeitona e alguns pães quentinhos, o melhor deles era coberto com queijo e tomate (R$ 6,90).


De influência italiana, o cardápio apresenta massas, carnes e alguns peixes em pratos individuais. Mas antes mesmo de sair de casa nós já sabíamos que o nosso pedido seria o carro-chefe da casa: o polpettone.
Escolhemos o Polpettone Romana (R$ 26). Nessa versão o bolo de carne é recheado com presunto parma e mozzarella e coberto com molho de tomate e parmesão. A foto mostra apenas metade da porção.
Estava muito bom, consistente e com bastante recheio. Só poderia ter um tiquinho a menos de sal.
Para finalizar nosso almoço, não resistimos à descrição do Power Brigadeiro (R$ 9,50), um pão de ló de chocolate recheado com brigadeiro de chocolate belga e coberto com granulado.
Sobremesa que atendeu às nossas expectativas: pão de ló umedecido no ponto certo e chocolate com maior concentração de cacau, ou seja, mais amargo.
Sugestão do chef: Quando fizemos o pedido nos informaram que o polpettone servia duas pessoas, mas achamos um pouco pequeno. Da próxima vez um acompanhamento não será recusado.
Benedetta Bar & Polpetteria: Al. Gaivota, 491 – Moema – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5056-0973