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Há uns meses a cidade de São Paulo ganhou outro local agradável para quem pretende beber ou comprar boas cervejas, o Armazém Cerveja Gourmet, onde estivemos, no mês passado, para uma degustação promovida pela casa.

Escolhemos uma mesa alta perto de uma prateleira cheia de garrafas do mundo todo e começamos com chope Bamberg Pilsen acompanhado de Bolinha de Queijo Crocante. Da bebida não é preciso falar muito, pois somos fãs de praticamente tudo o que produz a cervejaria de Votorantim (SP). A boa surpresa foi o petisco. É sempre ótimo provar uma versão realmente bem executada de algo comum, e é justamente o caso desse bolinho de queijo.

A degustação seguiu com outra velha conhecida, a Eisenbahn Weiss. Claro que foi a preferida da Débora, que adora o sabor leve e frutado das cervejas de trigo. Na harmonização, os Canapés de Linguiça Blumenau caíram muito bem.

A partir daí, o nível de amargor foi aumentando gradualmente. Primeiro com a versão IPA (Indian Pale Ale) da cervejaria Dama, servida com a melhor iguaria da noite: Sanduíche de Pernil. Ótima combinação, gostei tanto que repeti no final.

Na última etapa, degustamos uma novidade para nós, a Nostradamus Stout, produzida pela Cervejaria Dortmund, da cidade paulista de Serra Negra. Gostei demais! Impressionante como o cenário cervejeiro cresce no Brasil e revela a cada ano ótimas bebidas. Pretendemos tentar visitar a fábrica em breve. Essa stout chegou na companhia de Bolinho de Carne na Cerveja, uma espécie de almôndega muito bem temperada.

Antes de voltar pra casa, ainda provamos a boa mousse de banana com calda de maracujá.

Além de um ótimo local para beber cerveja de verdade, o Armazém Gourmet serve petiscos caprichados num ambiente simples e aconchegante. É só chegar, se acomodar no balcão ou em uma das poucas mesas e, se precisar, pedir ajuda de uma das bem-preparadas garçonetes para escolher a bebida que mais tem a ver com o seu paladar.
Sugestão do chef: Como o próprio nome indica, o local é também um armazém e vende grande variedade de cervejas nacionais e importadas de todos os lugares. Vale passar por lá e escolher alguns rótulos para abastecer a geladeira.

Armazém Cerveja Gourmet: Rua Tito, 400 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3675-0761. Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 17hs às 23hs. Aos sábados das 11hs às 20hs. Fecha aos domingos
O último evento promovido pelo Kekanto, nosso site parceiro, aconteceu no Gràcia, um bar super bacana cuja decoração e menu são inspirados na cidade de Barcelona.
O espaço é dividido em vários lounges bastante agradáveis e com música alta no som ambiente. Nota-se, em todos os espaços, referências à cultura catalã, seja por meio de imagens do burro adotado como símbolo daquela região, pelo mapa do metrô de Barcelona pintado na parede ou no grafite separatista que avisa (em inglês!): “Catalunha não é Espanha.”

A capital da Catalunha também inspira todo o cardápio, a começar por parte do texto escrito no idioma catalão!
De cara, nos impressionamos com as diversas opções de sangria. Ao todo são vinte e duas diferentes versões da bebida, mesclando vinho tinto, branco, rosé e espumante, até apresentações mais ousadas, que levam conhaque, tequila, frutas tropicias e sucos exóticos.
Nós provamos a l’Arc de Sant Martí Vic (R$ 48 com 500ml/ R$ 81 com 1 litro), mistura de vinho frisante rosé, morango, ameixa, pêssego, abacaxi, maçã-verde, uva, kiwi, suco de laranja, suco de limão e conhaque. Apesar de ser um pouco forte, gostamos da variedade de ingredientes.

Como não poderia deixar de ser, o menu conta com boas opções de Tapas, os tradicionais aperitivos quentes ou frios, facilmente encontrados nos bares espanhóis.
Quem opta pela degustação de tapas pode eleger 2 sabores (4 unidades por R$ 16) ou 4 sabores (8 unidades por R$ 29), dentre todas as opções disponíveis.
Bacallá Gratinat Brandad (fatia de pão coberta com brandada de bacalhau gratinada), L’Escorça amb Crema de Formatge Roquefort i gelea (fatia de pão coberta com creme de queijo roquefort e geleia de frutas vermelhas), Pa Torrat amb Brie i Mel (fatia de pão coberta com queijo brie e mel) e Pinxo de Pollastre amb Safra i Pebrots (espetinho de frango ao açafrão e pimentões com vinagrete catalão) foram as nossas escolhas. Nenhuma delas estava ruim, mas, sinceramente, também não empolgaram.
Delicioso mesmo estava o Gambetes a la Graella i Risotto d’Espàrrecs (R$ 35) – camarões grelhados envoltos em jamón espanhol montados sobre risoto de aspargos. É um prato bastante saboroso e perfeitamente executado. Impossível não elogiar os camarões graúdos e cozidos no ponto certo.

Crema Catalana (R$ 14) e Churros com doce de leite e sorvete de creme (R$ 16) finalizaram o nosso jantar ambientado no melhor estilo catalão.
Achamos o creme um pouco sem graça, mas a porção de churros não fez feio!

E depois de respirar Barcelona por tantas horas, decidimos que a cidade precisa estar no roteiro da nossa próxima viagem.
Sugestão do chef: aos sábados, no almoço, a casa serve Paella Marinera (R$ 66 para 2 pessoas/ R$ 112 para 4 pessoas) e Paella Catalã (R$ 59 para 2 pessoas/R$ 99 para 4 pessoas).
Gràcia Lounge Bar: Rua Coropes, 87 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel: (11) 2306-5478. Horário de funcionamento: de terça a sexta a partir das 18h. Sábado a partir das 12h e domingo a partir das 16h.
Neste post fizemos um resumo de todas as dicas de bares e restaurantes que visitamos em Montevidéu.
Vale ressaltar que a cidade não tem uma rua ou região de total concentração gastronômica, porém os bairros de Pocitos, Punta Carretas e Ciudad Vieja concentram a maioria dos lugares. Quem procura uma refeição rápida e bastante tradicional, pode provar Chivito em todos os cantos da cidade.
Região Central:
Tannat – Boa carta de vinhos e cardápio variado com opções que vão desde risotos, massas, carnes, aves, frutos do mar e comida japonesa. De tudo o que provamos, gostamos mais do risoto do que da carne.
El Palenque (dentro do Mercado do Porto) – Especializado em carnes na parrila, mas também serve alguns peixes. Vale ressaltar que nele provamos a melhor carne da viagem.
Roldós – O lugar é muito famoso por ter criado a bebida mais conhecida de Montevidéu: o Médio y Médio. Também fica no Mercado do Porto.
Pocitos:
Fellini – Restaurante italiano com massas caseiras e algumas carnes.
Bar 62 – Perfeito para petiscar, almoçar ou jantar, já que o menu é bem diversificado e possui ótimo ambiente. Comida e atendimento excelentes.
Área rural:
Bodega Bouza – Excelente opção para passear e almoçar em um local muito bonito com comida saborosa. Os preços, porém, são altos.
Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!
Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365
Conhecer a Bodega Bouza é, sem dúvida, um dos melhores passeios em Montevidéu (se não for o melhor!).
A jovem vinícola tem menos de dez anos e está localizada a uns 20 minutos de carro do centro da cidade. Como nós não alugamos um automóvel, contratamos o serviço de remise para ida e volta do hotel em que estávamos hospedados. Foi bem caro (1.000 pesos no total/ R$ 100), mas por se tratar de um domingo, achamos a melhor opção, já que a cidade fica muito vazia e com poucos táxis rodando.
Chegamos à bodega por volta das 10:30h e nos impressionamos com o local. Tudo muito bonito, agradável e organizado.

É necessário ter reserva para a visita guiada e também para a degustação. Fizemos isso por e-mail bem antes da viagem. Para quem pretende só almoçar por lá, a reserva não é obrigatória.
O valor da Visita Guiada é de 200 pesos/R$ 20 por pessoa. Quem opta pela Degustação Clássica paga 500 pesos/R$ 50 e neste preço está inclusa a visita guiada, experimentação de quatro tipos de vinho da linha média e uma tábua com pães, queijos e frios. O mesmo acontece na Degustação Top, porém, os quatro vinhos são da linha mais nobre e o preço sobe para 900 pesos por pessoa/R$ 90.
O tour, coordenado por uma moça simpática e atenciosa, começou pelos vinhedos. Ela nos explicou sobre todo o processo de cultivo das uvas, em especial da Tannat, a principal casta do Uruguai.
Em outubro já pudemos ver alguns cachos crescendo. A colheita é feita sempre entre os meses de dezembro e março.

A próxima etapa foi conhecer o espaço destinado à produção dos vinhos. É um local bem pequeno, possui apenas uma máquina para receber as uvas recém-colhidas e alguns tonéis de fermentação.

Um pouco maior é a adega climatizada. Nela alguns vinhos descansam por meses – e até anos – dentro dos tonéis de carvalho.
O mais interessante da adega é que em seu subsolo existe uma espécie de biblioteca da vinícola, onde são guardados exemplares de todas as safras.

Para finalizar o tour, visitamos a coleção de carros e motos antigas da família Bouza.

De lá nos dirigimos ao restaurante para a degustação clássica. Foram servidos quatro vinhos: branco Chardonnay, rosé Tempranillo, tintos Merlot/Tannat e Tannat da safra 2009.
Eu gostei bastante do branco e do Merlot/Tannat, pois são mais leves. O Fernando é fã dos vinhos mais encorpados e preferiu o Tannat.

Mas se tem algo que achamos melhor que os vinhos foi a torrada servida com cebola ao vinho Tannat. Depois desse aperitivo, não tivemos dúvida de que o almoço iria nos surpreender.
Bouza Baby Beef em redução de Tannat com batatas gratinadas, bacon e tomates confitados (410 pesos/R$ 41) foi o prato do Fernando. “Excelente” era a única palavra que ele repetia o tempo todo enquanto comia!
Eu também fui muito feliz na escolha. O Ravioli de Mussarela, tomate e manjericão (380 pesos/R$ 38) estava delicioso! Massa e molhos muito frescos, tudo perfeito.
Só não afirmamos que esta foi a melhor refeição da viagem pois também provamos carnes espetaculares no El Palenque.

Para finalizar o almoço incrível, só mesmo duas sobremesas memoráveis como o Cremoso de Chocolate recheado com Pistache (260 pesos/R$ 26) e o clássico Creme Brulée (220 pesos/R$ 22).

E foi com este dia maravilhoso que a nossa estada em Montevidéu chegou ao fim. Aliás, finalmente tivemos um dia maravilhoso em Montevidéu.
Sugestão do chef: ao lado do restaurante funciona uma loja que comercializa os vinhos da bodega, alguns acessórios e roupas confeccionadas em lã e couro. Os preços, porém, não são nada atrativos.
Bodega Bouza: Cno. de la Redención 7658 bis – Montevideo – Uruguay – Tel.: (598) 2323 7491/Tel.: (598) 2323 3872. De segunda a domingo. Visitas guiadas às 11h/13h/16h
Restaurante da Bodega Bouza: Tel: (598)2323 4030. Aberto todos os dias das 11h30 às 15h.
Em um ambiente dos mais agradáveis, decorado em estilo rústico, funciona o Bar 62, ótima opção para a noite no bairro de Pocitos. Fica na esquina de onde partia a primeira linha de bonde a circular por Montevidéu, a “línea 62″. O cardápio conta com diversas opções de drinks, vinhos e algumas cervejas locais, mas a casa funciona também como restaurante – e dos mais ecléticos –, servindo carnes uruguaias, comida japonesa e outros pratos inspirados na cozinha internacional. O melhor de tudo é que essa “bagunça” dá muito certo, e da cozinha saem preparações bem saborosas.
Tínhamos lido no Comidinhas elogios ao clericot preparado por lá, mas nos surpreendemos ao não encontrar no cardápio a versão com vinho branco da sangria, comum no Uruguai. Perguntamos ao garçom e ele disse que realmente não consta da carta, mas que, se quiséssemos, pediria para preparar. A pró-atividade dele foi só um exemplo do atendimento perfeito que a casa oferece. Claro que aceitamos a gentileza, porém imaginando que o pedido sairia bem caro. Errado! A excelente jarra de vinho branco com maçã-verde, morango, banana e pêssego em calda não custou mais do que 240 pesos uruguaios, ou R$ 24.

Para começar a matar a fome, pedimos duas entradas. A Débora foi de Ceviche Mixto de Lenguado y Camarones (290 pesos/ R$ 29), um prato delicioso, feito com peixe bem fresco, como deve ser.
Eu não sairia de lá sem provar uma carne, por isso pedi Chorizo. Custa 75 pesos (R$ 7,50) e é uma linguiças mais saborosa que as servidas nos churrascos brasileiros.

Na hora dos principais, escolhemos explorar a diversidade do cardápio. A “chica” pediu um menu japonês com 12 itens: 4 makis, 4 nigiris e 4 sashimis. Achou tudo bem-executado, no mesmo nível dos bons restaurantes japoneses daqui. O preço do combinado, vale dizer, não é barato, já que sai por 410 pesos, algo em torno de R$ 41. Aliás, não espere restaurantes muito baratos em Montevidéu.
Eu já tinha matado a vontade de comer carne, então pedi um prato vegetariano: Strudel de Hongos y Puerros con verdes (330 pesos/R$ 33). É uma criação sensacional! A massa desmancha na boca, os cogumelos frescos formam um ótimo recheio e o alho-poró dá um toque especial. Voltaríamos a Montevidéu só pra ir de novo ao Bar 62.

Sugestão do chef: Para nós, é um lugar para ir à noite, mas também abre no almoço. Só não programe comer lá em um domingo, pois encontrará as portas fechadas.
Bar 62: Miguel Barreiro, 3301, esquina com Chucarro – Pocitos – Montevidéu – Uruguai
Passamos 5 dias em Montevidéu no mês de outubro e, de um modo geral, foi decepcionante. Entre outras razões, porque deveríamos seguir as recomendações de dedicar apenas dois ou três dias à capital uruguaia, já que sobra pouco para fazer por lá depois disso. Percebemos isso logo de cara, quando saímos para conhecer a região central, onde concentra-se boa parte dos pontos turísticos.
Com um calçado confortável e disposição para caminhar, é possível conhecer a pé toda essa parte da cidade. A Plaza Independência é a principal. Na esquina dela com a avenida 18 de Julio, a mais importante via comercial de Montevidéu, está o Palácio Salvo, um prédio altão projetado pelo arquiteto italiano Mario Palanti, o mesmo que assina o parecido (porém mais conservado) Edifício Barolo, em Buenos Aires. A construção chama a atenção pela altura – são 95 metros –, mas não pela beleza. Carece de uns bons retoques e várias de suas unidades estão à venda.
Na mesma região estão o Palácio Estevez, um casarão já utilizado como sede do governo uruguaio, e uma construção moderna que é o atual edifício presidencial. No centro da praça, há uma grande estátua do herói nacional, aquele que expulsou os espanhóis em 1811, o general José Artigas em seu cavalo.

Atrás da escultura, a Puerta de la Ciudadela relembra a época em que Montevidéu era cercada por uma muralha. Com restauração concluída em 2009, o portal marca o começo da região conhecida como Ciudad Vieja. Olhando para a esquerda, o visitante verá o Teatro Solís, principal palco das artes cênicas uruguaias, que visitaríamos mais tarde.
Essa caminhada de reconhecimento da área central de Montevidéu foi desapontadora. Sem exageros, não nos encantamos por absolutamente nenhuma das construções históricas. Vimos um centro muito parecido com o da nossa cidade, São Paulo, o que lamentamos dizer que não é exatamente um elogio. Percebemos por lá os mesmos problemas sociais e urbanísticos, mas sem a visão reconfortante de preciosidades arquitetônicas como o Copan, o Municipal, o Martinelli, o viaduto Santa Ifigênia…
É isso, achamos o centro de Montevidéu feio e não tão seguro como prevíamos. No percurso a partir do hotel, no Barrio Sur – poucas quadras distante – fomos abordados duas vezes por gente pedindo dinheiro com cara de poucos amigos, vimos muitos moradores de rua e não nos sentimos tão à vontade para usar a câmera – a Débora fez várias fotos sob olhar fixo de gente mal encarada, sobretudo nas partes menos movimentadas. Turistas eram poucos e concentravam-se nos pontos mais óbvios, os mesmos onde havia presença policial – com exceção do domingo, dia em que vimos bem mais polícia na rua.
Mas não desistimos, e já na Ciudad Vieja seguimos pelo calçadão da rua Sarandi, cheio de lojas e com alguns cafés, museus e sorveterias. Nosso destino, claro, era o Mercado del Puerto, a antiga estação de trem trasformada em centro gastronômico, cuja grande atração é o churrasco uruguaio, preparado com lenha na parrilla.
Nesse programa turístico, não houve decepção! Escolhemos comer no famoso El Palenque, sem desanimar com a lotação total do espaço reservado às mesas em plena quinta-feira. Ficamos no balcão mesmo e lá experimentamos uma das melhores refeições da viagem.

A Débora adorou seu Petit Lomo (400 pesos, cerca de R$ 40) e eu comi uma picanha sensacional, servida exatamente no ponto pedido e com quantidade perfeita de sal (440 pesos ou R$ 44). Tudo acompanhado de Papas Fritas e de uma Papa a la Parrilla com Roquefort pedida à parte (120 pesos/R$ 12). Era tanta comida que nem precisaríamos ter pedido de entrada um provolone com jamón e azeitonas, bom só que muito salgado (180 pesos/R$ 18).

Finalizado o almoço, paramos em outro clássico, o Roldós. Para tomar medio y medio, é claro! Dizem que a mistura de vinho com espumante deixa muita gente bêbada rapidinho, mas com o estômago cheio não sentimos esse efeito. A versão tradicional (60 pesos/R$ 6) leva vinho branco, tem gosto de Sidra Cereser e é feita, nitidamente, com vinho ruim. Mesmo assim, é melhor do que as versões com vinho rosé e tinto, ambas criadas mais recentemente.

Quando pegávamos o caminho de volta, um garotinho chegou pedindo dinheiro. Conversamos um pouco e ele disse pra gente que era obrigado a conseguir o equivalente a 20 reais por dia com os turistas brasileiros. Triste demais.
Nesse clima chegamos ao Teatro Solís pontualmente às 16 horas, quando começa uma das visitas guiadas. Para ouvir as explicações em português, o preço é de 40 pesos uruguaios por pessoa (cerca de 4 reais). Com a guia falando espanhol, sai pela metade do preço. A visita dura uns 40 minutos e o destaque, claro, é a sala principal, que não é enorme mas é bem bonita. Nada além dela nos impressionou, e olha que estava rolando uma exposição de fotos e outra de roupas cênicas, mas ambas bem fracas.

No final, paramos no café do teatro para comer uma ótima Torta Rogel acompanhada de um espresso (tudo por 180 pesos/R$ 18). Esse café da tarde nos deu energia para uma caminhada mais longa, até o Palácio Legislativo.

Situada na avenida Libertador, a sede do congresso uruguaio é o prédio mais bonito entre as construções históricas vistas nesse dia, mas fica já fora da região central e isolada das outras atrações turísticas.

El Palenque: Perez Castellano, 1579, dentro do Mercado del Puerto – Montevidéu – Uruguai. Tel.: +598 29170190
Teatro Solís: Reconquista esquina com Bartolomé Mitre – Montevidéu – Uruguai. Visitas guiadas: terças e quintas às 16 horas; quartas, sextas e domingos às 11hs, 12hs e 16hs e sábados às 11hs, 12hs, 13hs e 16hs. Às quartas há visitas grátis em espanhol.
A segunda manhã no Rio de Janeiro começou na Estação do Cosme Velho, ponto de partida do Trem do Corcovado, cujo destino é o topo do morro onde fica o monumento do Cristo Redentor.

Chegamos à bilheteria por volta das 9:30hs, porém o próximo ingresso disponível era para embarque apenas às 11:30. Aproveitamos o intervalo e caminhamos alguns quarteirões para visitar os casarões em estilo neocolonial do pitoresco Largo do Boticário.
Algumas casas do largo estão abandonadas e foram tomadas por sem-tetos. Outras ficam em uma parte fechada e mais reservada, sendo que em uma delas funciona um hotel boutique.

De volta à Estação do Cosme Velho, embarcamos no trem. O percurso pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado dura em torno de 20 minutos. Pela janela, os passageiros apreciam a vegetação da mata atlântica do Parque Nacional da Tijuca. Se você for um turista de sorte, pode ser que um grupo de sambistas anime o seu vagão!
No final do trajeto estávamos aos pés do Redentor. Ver a estátua do Cristo tão de perto foi emocionante! E a vista lá do alto é incrível, sem dúvida a mais linda que já contemplamos até hoje. Tudo foi perfeito e inesquecível, mesmo com o calor de quarenta graus e com a multidão de turistas.

Nossa programação para o almoço era explorar o boêmio bairro de Santa Teresa e encontrar um lugar bacana por lá. Pena que pelo fato do passeio no Cristo ter atrasado muito, não sobrou tempo para andar com calma, pois participaríamos de um evento no final da tarde.

Escolhemos o Santa Arte, restaurante de comida brasileira com cardápio enxuto. Não foi o nosso preferido, mas era o único sem fila de espera.
O Fernando pediu Filé de Peixe ao Camarão com arroz de Alho Poró (R$ 29). A comida estava saborosa, mas achamos a porção pequena, com mais arroz que peixe.
Eu fui de Moqueca de Filé de Peixe com Camarão (R$ 29). O peixe estava praticamente idêntico ao pedido pelo Fernando, ganhando apenas um pouco de caldo e o acompanhamento de pirão. Estava bom, mas longe de ser uma moqueca de verdade.

Pertinho do Santa Arte encontramos um café super simpático, dentro de um casarão. É o Cafecito, onde entramos para provar o sorvete da marca carioca Sorvete Brasil. Aprovamos com louvor os dois sabores que escolhemos: figo com nozes e tangerina (2 bolas R$ 10,50).

Nos despedimos de Santa Teresa com a promessa de voltar em breve sem ter hora para ir embora.
Trem do Corcovado: Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2558-1329. Horário de funcionamento: Segunda a Domingo, das 8:30h às 19:00h, saídas a cada meia hora. Ingressos: R$ 43 para adulto e R$ 21 para crianças entre 6 e 12 anos. É possível comprar o ingresso pela internet.
Restaurante Santa Arte: Rua Paschoal Carlos Magno, 103 – B – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2242-9366
Cafecito: Rua Paschoal Carlos Magno, 121 – Santa Teresa – Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2221-9439. Horario de funcionamento: Domingo a quinta: 10h às 20h. Sextas e Sábados: 10h às 23h. Fecha quarta-feira
O Itaim Bibi reúne uma infinidade de bares e restaurantes. Se estiver pela região em busca de um bom lugar para comer, dirija-se ao Bardot.
Misto de bar e restaurante, o local apresenta a interessante proposta de servir petiscos inspirados em pratos e ingredientes da culinária francesa.
A carta de drinks tem boas opções. Gostamos bastante das combinações cuja base traz Espumante Mumm. O Fernando ficou com o La Luise – Mumm, Gran Marnier, suco de abacaxi e creme de pêssego (R$ 21), de sabor suave e levemente ácido. Claro que eu não deixaria de experimentar o Pink Pool – Mumm Rose Chamboard, purê de morango e suco de lichia (R$ 21), docinho e totalmente apropriado para o público feminino.
Continuamos empolgados com as bebidas e iniciamos a segunda rodada com Mojito de Maracujá (R$ 18) e o não-alcóolico Red Bubbles (R$ 14), mistura de framboesa fresca, limonada e Citrus.

Para petiscar, o excelente Croquete Bourguignonne – carne ao vinho tinto (R$ 16), sem dúvida foi a melhor opção do jantar.
Apesar de diferente, o Bolinho de Arroz Preto recheado com Roquefort (R$ 17) não empolgou tanto quanto imaginávamos.

A noite estava tão fria que o melhor a fazer era providenciar algo substancioso. O Fernando escolheu o Fetuccine Pimenta Preta (R$ 36), com ragú de pato, champignons e um leve toque de pimenta. Porção generosa, pato no ponto certo e tempero equilibrado.
Eu fiquei com a Sopa Dourada (R$ 19), um creme de cebola espetacular, perfeito para aquela noite gelada.

Estávamos satisfeitos, mas as boas opções de comida nos animaram a conhecer as sobremesas produzidas pela casa.
E assim encaramos a Taça Brasil-França – camadas intercaladas de creme de cupuaçu e de chocolate amargo (R$ 12,50) –, além do Creme Caramelo, uma espécie de creme brullée com sabor de laranja (R$ 12,50).

O Bardot foi uma excelente descoberta, afinal, unir boa gastronomia com porções de boteco é mesmo genial.
Sugestão do chef: Quem deseja um jantar tranquilo e atendimento prioritário precisa chegar cedo. Após às 21h o local fica muito cheio, barulhento e com fila de espera.
Bardot: Rua Clodomiro Amazonas, 260 – Itaim Bibi – São Paulo – SP – Tel: (11) 3168-9988. Horário de Funcionamento: Segunda á Sexta-feira, das 17h até o último cliente. Sábado, Domingo e Feriados, das 12h até o último cliente.
A primeira coisa a ser dita é que se você está de regime não deve prosseguir com essa leitura. Para quem ficou, informamos que o post é sobre rodízio de comida mexicana. Na verdade, um desses no estilo Tex-Mex, bem popular aqui em São Paulo. O local em questão é o Don Miguel, um bar/restaurante com fachada imponente no miolo do Tatuapé.
Atrás do bar, posicionado logo na entrada, a casa revela um ambiente bem agradável, frequentado por grupos de amigos e famílias inteiras. Na maior parte, gente da região.

No almoço dos sábados, domingos e feriados, o rodízio custa R$ 38,90 por pessoa. No jantar a escolha fica R$ 3 mais cara, já de segunda a sexta os preços são um pouco mais baixos.
A história começa com um prato de nachos cobertos com queijo, frijoles e chilli. Simultaneamente chega à mesa uma cumbuca com boa mistura de frijoles, carne moída e um molho com pimenta. Pena os nachos estarem encharcados de óleo!
A festa da trash food prossegue com canoas de batata cobertas com cheddar, requeijão e, como se não bastasse, raspas de bacon. Pesadíssimas, mas bem gostosas.

Tacos, quesadillas, enchiladas e afins complementam a comilança. Os recheios apresentam pequenas variações, como filet mignon com queijo, carne desfiada, frango com queijo e por aí vai. Exceção feita ao ótimo taquito de carne moída, nada empolgou muito. Foi uma refeição pesada – o que já imaginávamos – mas nem tão saborosa. Decepcionante, principalmente porque tínhamos ido lá duas outras vezes e a qualidade nos pareceu bem melhor do que a atual.

O fato é que, mesmo com proposta bem menos pretensiosa, o melhor mexicano do Tatuapé fica na mesma rua, um quarteirão acima.
Sugestão do chef: caso você aguente, pode acrescentar R$ 3,90 ao valor do rodízio para ser servido de uma bola de sorvete Hagen-Daz na sobremesa.
Don Miguel Mexican Bar: Rua Itapura, 757 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2097-6383 e Rua Sampainho, 164 – Cambuí – Campinas – SP – Tel: (19) 3254-1461
A convite do pessoal do Kekanto, site com dicas de estabelecimentos e serviços indicados pelos próprios consumidores, estivemos em uma degustação de cervejas realizada na noite de sexta no Bierboxx.
Conduzido pelo beer sommelier Leandro Viu, o evento começou com a apresentação de diferentes tipos de malte e lúpulo, além de explicações sobre os estilos de cerveja e as etapas da produção.



Na sequência, nossos copos foram preenchidos pela A. K. Damm, feita em Barcelona a partir de uma receita da região da Alsácia. Parece que desembarcou no Brasil em 2009, mas confesso que é uma novidade pra mim. É uma cerveja leve, dessas pra beber a noite toda. Não espere amargor nem aromas complexos. Estamos falando de uma cerveja que certamente cai bem num dia quente, acompanhada de umas tapas espanholas – ou então de uns amendoins mesmo! A Espanha pode não ter uma grande tradição cervejeira, mas gostei muito de conhecer essa marca. Detalhe curioso é o rótulo, tão simples que, depois de molhado, não parava mais no lugar!
A noite prosseguiu com a versão Pale Ale da mineira Backer, nossa velha conhecida. A tonalidade âmbar dá um belo visual para essa bebida, cujo amargor típico do estilo aparece aos poucos, timidamente. Até, no final, dominar a cena.
Nem tínhamos bebido tanto, mas começamos a sentir um certo calor logo na 3ª etapa da degustação. Culpa dos 7,3% de graduação alcoólica da Erdinger Pikantus, do estilo weizenbock.
Mudando dos biergartens da Alemanha para os pubs ingleses, hora de provar a Greene King IPA. No paladar, amplo destaque para o lúpulo, o que significa bastante amargor, mas também uma notas herbais. Na minha modesta opinião, deve frequentar a mesa de quem começa a desbravar o universo das cervejas especiais. Digo isso porque é muito fácil perceber nela sabores completamente inusitados para os padrões das cervejas industriais brasileiras. Faça o teste e depois me diga se não dá pra sentir, por exemplo, um certo gosto de eucalipto! Como curiosidade, vale dizer que alguns entendidos no assunto não consideram a Greene King uma legítima representante do estilo India Pale Ale (IPA), por conter menos álcool e lúpulo do que o padrão do estilo, criado para chegar até os soldados ingleses enviados para a colonização da Índia.
Quem não costuma se importar muito com padrões são os americanos. Como explicou o Leandro Viu, são originárias dos EUA algumas das cervejas mais ousadas disponíveis no mercado. No mesmo país que manda pra todos os cantos a horrível Budweiser, há centenas de louras, morenas e ruivas artesanais e mais de 500 mil pessoas produzindo sua própria cerveja. A Flying Dog eu conheci no ano passado, atraído pelos rótulos divertidos. Na sexta provamos uma das primeiras da marca a chegar aqui, a Raging Bitch, cerveja muito alcoólica (8,3%, quase um vinho!) e lotada de lúpulo. A Débora – bem como as demais mulheres presentes – torceu o nariz para o líquido extremamente amargo. Sobrou pra mim beber os dois copos e me despedir de uma cerveja que deixou de ser importada para o Brasil.
Finalizamos com a sempre boa Colorado Demoiselle, aquela com adição de café. Ótima escolha para não esquecermos que há no Brasil gente fazendo cervejas comparáveis a algumas das melhores do mundo.
Depois de aprender bastante sobre boas cervejas, assunto sobre o qual gostamos de escrever neste blog desde 2007, fomos convidados pela equipe do Kecanto para um happy hour junto de outros blogueiros lá presentes. Além do papo, a ocasião foi boa para provarmos alguns petiscos servidos no Bierboxx.
Na bandeja de Pasteizinhos Mistos (8 unidades por R$ 21), nosso preferido foi o de queijo com ervas.
As Iscas de Tilápia em crosta de polenta vieram crocantes e sequinhas, uma boa pedida (R$ 25).
Já as Polpetas de carne moída com catupiry e azeitonas (R$ 25 a porção com 6) vieram um pouco encharcadas, o que destoou do bom recheio.
Excelente mesmo estavam as Bruschetas, perdi a conta de quantas comi!
Na hora das sobremesas, fomos direto nas opções com cerveja na receita. O Brownie de Chocolate com Brow Ale veio acompanhado do bom sorvete da Diletto.
Mas o destaque foi o Pudim de Leite Condensado com cerveja Stout. Simples porém com equílibrio total entre doce e amargo.

Sugestão do chef: o Bierboxx é um misto de bar, loja e “escola” de cerveja. Promove todos os meses diversos cursos para quem deseja aprender mais sobre a bebida e até fazer a sua em casa. A próxima aula acontece no sábado (04/06).
Bierboxx: R. Fradique Coutinho, 842 – Pinheiros – São Paulo – tel.: (11) 3805-0151
A Lapinha, nosso boteco preferido em São Paulo, fica numa rua sossegada do bairro da Vila Romana – região da Lapa –, e bem longe de qualquer badalação.
O local é simples e pequeno mas vive lotado aos finais de semana, provavelmente pela boa combinação do chopp Brahma bem tirado (R$ 4,40) com ótimos petiscos.
Em cada nova visita ao bar nós até tentamos variar os pedidos e experimentar algo diferente, mas não conseguimos resistir ao que, para nós, são as melhores opções do cardápio: os escondidinhos.
Pelo fato de serem preparados na hora, sempre demoram um pouco a chegar, por isso é válido tratar de ir logo forrando o estômago com alguma porção. Costumamos pedir os Pastéis da Horta (R$ 10), recheados com couve refogada e queijo gorgonzola, que são muito saborosos e totalmente diferentes das versões triviais.

As combinações de sabores dos escondidinhos são realmente muito boas. O preferido do Fernando é o de Frango com Milho (R$ 12,50), feito com frango defumado, milho verde, presunto, uva-passa e purê de aipim. Tem sabor de comidinha feita em casa.
Eu fico com o imbatível Camarão com Abóbora (R$ 18). O creme de camarão é muito bem temperado e traz pedaços consideráveis desse fruto do mar. Sem falar no purê de abóbora, perfeito para incrementar o sabor do prato.
No quesito doce, o Brigadeiro de Colher (R$ 3) ainda é o que mais nos atrai, porém nas últimas visitas saímos com a certeza de que a sobremesa já foi melhor.
A Lapinha ainda é um dos poucos bares da capital paulista a unir preço é acessível a qualidade elevada da comida. Mais um motivo que faz deste o nosso boteco preferido!
Sugestão do chef: nos dias frios – e eles estão chegando – sem dúvida o que mais sai da cozinha é o Carioquinha (R$ 7), um caldinho de feijão pra lá de gostoso, servido com salsa e torresmo.

A Lapinha: Rua Coriolano, 336 – Vila Romana – São Paulo – SP – Tel.: 3672-7191
Tatuapé e Mooca são os bairros com maior número de atrações no lado leste da cidade de São Paulo.
Em nossas andanças por essas regiões, conhecemos o La Tapa!, um bar inspirado na Espanha e inaugurado há menos de um ano por dois amigos que se conheceram nas aulas de gastronomia da universidade Anhembi Morumbi.
O cardápio é enxuto, focado em tapas, paella e alguns sanduíches. A Rueda de Tapas é a melhor pedida. Custa R$ 36 e inclui algumas das catorze opções do cardápio: pão italiano com tomate, jamón e queijo manchego; tortilla de batata; azeitonas; amêndoas torradas; camarões no azeite e asinhas de frango marinadas, além da patatas bravas.

Para beber, chope artesanal da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, nas versões pilsen e weiss (R$ 5,50 e R$ 5,90). A carta inclui ainda uma boa lista de cervejas importadas.
A casa oferece apenas duas opções de sobremesa. Queríamos Creme Catalana mas o estoque estava desfalcado. O jeito foi experimentar a Torta de Santiago (R$ 8), um bolo típico da Galícia feito com amêndoas e raspas de limão.
Achamos o sabor interessante, mas a massa é bastante seca.
Sugestão do chef: o local irá promover uma festa de Natal com open bar e DJ, no dia 24/12 a partir da meia-noite. Os convites são limitados.
La Tapa!: Rua Serra do Japi, 560 – Tatuapé – São Paulo – SP – Tel: (11) 2227-1776
A Feira de Artes e Artesanato do Largo da Ordem acontece todos os domingos das 9h às 14h, nas ruas do centro histório de Curitiba. Passeio que atrai uma multidão, especialmente turistas.

A feira é enorme, e como nosso dia seria cheio de atividades, só conseguimos visitar algumas barracas.De lá fomos para a Rua das Flores, que fica no centro da cidade. A principal atração da região é o Palácio Avenida, um dos mais importantes edifícios históricos de Curitiba. Ele é muito conhecido em todo o Brasil por sediar o espetáculo natalino em que um coral de crianças canta nas janelas.
A próxima parada aconteceu no belíssimo Jardim Botânico, local em que se destaca a linda arquitetura metálica do abrigo para a estufa de plantas.

De cima da estufa é possível observar o desenho do bem cuidado jardim geométrico.
Passeando pelo jardim, logo percebe-se que a grande quantidade de flores atrai borboletas das mais variadas cores. Impossível não dedicar um tempo do passeio para observá-las.
Já passava um pouco das 13 horas e achamos que uma boa pedida seria optar pelo almoço colonial, refeição bem tradicional em Curitiba. E então, nos dirigimos para a confeitaria Coeur Douce.
R$ 33 por pessoa é o valor do almoço com direito a consumir todos os itens do completo buffet, inclusive sucos e chocolate gelado.

Começamos pela salada e logo colocaram em nossa mesa excelentes salgadinhos.
Depois nos servimos de strogonoff de camarão com palmito, filé mignon com molho de funghi, quiche de legumes e de queijo. Tudo muito gostoso e bem feito.
Pena que não podemos dizer o mesmo dos doces. Muitos dos pães estavam secos. As tortinhas tinham (todas) a mesma massa, que achamos grosseira e gordurosa. Mousses, cremes e bolos recheados eram todos à base de muito chantily. Uma verdadeira decepção.
Pelo menos o pudim de leite condensado, o quindim e a salada de frutas foram aprovados.
O último passeio do dia foi no Museu Oscar Niemeyer, conhecido como “Museu do Olho”.

O complexo é o maior do Brasil destinado a exposições de obras de arte. A beleza da construção impressiona. Conta com café, loja de souvenirs, área para convivência e jardim.

O espaço é tão agradável que ficamos por lá até a noite chegar.
Como no dia seguinte acordaríamos muito cedo, substituímos o jantar pelo Mix de Salsichas (R$ 15,50) do Bar do Alemão, acompanhado de chopp Brahma (R$ 5,90 a caneca, R$ 5,30 o copo e R$ 5,50 o copo do chopp escuro). Bom fim de noite para um ótimo dia.

Sugestão do chef: quem pretende passear por toda Feira do Largo da Ordem deve se programar para chegar logo no início. Por volta das 11h já fica difícil caminhar, tamanha a quantidade de visitante.
Feira do Lardo da Ordem: Largo da Ordem, sem número – Centro Histórico – Curitiba – Paraná. Todos os domingos das 9h às 14h.
Jardim Botânico: Rua Engenheiro. Ostoja Roguski – Jardim Botânico – Curitiba – Paraná – Tel: (41) 3264-6994. Visitas: diariamente, das 6 h às 21 h (no verão) e das 7 h às 20 h (no inverno).
Museu Oscar Niemeyer: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3350-4400.
Confeitaria Coeur Douce: Rua Atílio Bório 539, esquina com Av. Souza Naves – Cristo Rei – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3262-5611. Almoço colonial das 11:30 às 15h.
Bar do Alemão: R. Dr. Claudino dos Santos, 63 – Centro Histórico – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3223-2585.
Os dias passados em Curitiba foram planejados para que pudéssemos conhecer a maioria dos belos parques espalhados por toda a cidade. Para isso, precisamos sacrificar o almoço no primeiro dia da viagem e nos contentar com petiscos e lanches entre uma atração e outra.
Começamos o passeio pela Unilivre – Universidade Livre do Meio Ambiente.
Ficamos admirados com o tamanho do paredão rochoso, primeira visão que tivemos do espaço que abriga a universidade.
O cenário é bucólico e encantador. As aulas acontecem em cabanas construídas no meio de uma estrutura de madeira, consideravelmente alta – o topo da construção se sobrepõe à copa das árvores.

De lá nos dirigimos ao Parque Tanguá, outro cenário que impressiona logo pelo bem cuidado jardim da entrada.

Todas as construções do Tanguá têm pé direito bastante alto, o que confere uma certa imponência ao local. A altura da cachoeira também não passa despercebida.



De repente, o sol apareceu pra valer. Momento ideal para descansar um pouco e recarregar as energias, afinal, dali iríamos para a Ópera de Arame.

Projetado pelo mesmo arquiteto responsável pelo desenho da Unilivre, a Ópera de Arame é um teatro construído em estrutura tubular de ferro. Sem dúvida um dos cartões postais mais bonitos de Curitiba.

Na parte de baixo da estrutura principal funciona o Ópera Café. O cardápio é enxuto, preenchido por lanches rápidos e petiscos. Para enganar a fome, pedimos uma porção de Bolinho de Aipim com Carne Seca (R$ 11) e seguimos para o Memorial Ucraniano.

O espaço fica dentro do Parque Tingui e homenageia os imigrantes ucranianos. A réplica da Igreja de São Miguel de Arcanjo é linda. Ao lado dela, existe uma casa típica ucraniana onde funciona a loja de souvenirs.

O artesanato da Ucrânia é muito bonito, em especial as Pessankas.
Nossa próxima parada foi a Torre Panorâmica da Brasil Telecom.
Em seu topo, a 109,5 metros do chão, funciona um mirante de 360 graus que permite ver praticamente toda a cidade de Curitiba.


Estávamos quase no final do primeiro dia de passeio e encerramos o nosso roteiro com uma visita ao Bosque do Alemão.
A principal atração do Bosque é caminhar pela arborizada trilha de João e Maria, que traz trechos da história deste conto popular infantil em azulejos espalhados ao longo do caminho.

Nos hospedamos no centro da cidade e no caminho até o hotel ainda tivemos disposição para visitar o Passeio Público, primeiro parque de Curitiba, inaugurado em 1886. O espaço também foi o primeiro zoológico da cidade, e até hoje possui alguns animais.


O Parque fica no coração de Curitiba e concentra uma área verde de 70 mil metros quadrados.

Logo à frente do Passeio Público está o Memorial Árabe, mais uma das construções imponentes, com 140m de altura. Estava fechado, por isso tivemos de nos contentar em observar e fotografar a parte externa.


Sugestão do chef: Curitiba disponibiliza um ônibus turístico que passa pelos principais parques e atrações da cidade. O bilhete custa R$ 20 por pessoa e dá direito a quatro reembarques.

Linha turística: Saídas de terça a domingo partindo da Praça Tiradentes, no Centro, das 9h às 17:30h, com intervalos de 30 minutos.
Unilivre: Rua Victor Benato, 210 – Pilarzinho – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3254-5548 e 3254-7657 – Horário: diariamente das 8 às 19 horas.
Parque Tanguá: Rua Dr. Bemben, sem número – Pilarzinho – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3335-2112 – Horário: diariamente das 6h às 20h.
Ópera de Arame: Rua João Gava, sem número – Pilarzinho – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3355-6072 – Horário: terça a domingo, das 8h às 21h.
Memorial Ucraniano: Entre as ruas Fredolin Wolf e José Valle – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3335-2112 – Horário: diariamente das 8h às 18h, em Curitiba.
Torre Panorâmica: Rua Lycio G. de Castro Vellozo, 191 – Mercês – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 339-7613 – Horário: terça a domingo, das 10h às 19h.
Bosque do Alemão: Rua Niccolo Paganini, esquina com Franz Schubert – Vista Alegre (Jardim Schaffer) – Curitiba – Paraná – Tel.: (41) 3568-1087. Horário: diariamente das 6h às 20h.
Passeio Público: Entre as ruas Presidente Carlos Cavalcante, Presidente Faria e Av. João Gualberto, sem número – Centro Cívico – Curitiba – Paraná – Tel.:(41) 3222-2742. Horário: Terça a domingo das 6h às 20h.
Memorial Árabe: Rua Heitor S. de França, esquina com a Rua Barão de Antonina, na Praça Gibran Khalil Gibran – Centro Cívico – Curitiba – Paraná – Telefone: (41) 3223-6574 – Horário: de segunda a sexta das 9h às 21h. Aos sabados das 9h às 13h.