Receita de Tomate Confitado

Fazer tomate confitado é muito fácil!

Ingredientes:

500g de tomate cereja

100ml de azeite extra-virgem

1 ramo de alecrim

1 ramo de tomilho

sal a gosto

pimenta do reino a gosto

 

Preparo:

Corte os tomates ao meio e distribua as fatias em uma forma ou refratário. Deixe o lado cortado para cima.

Espalhe sobre os tomates o azeite, o alecrim e o tomilho.

Acrescente sal e pimenta do reino, lembrando que o tomate após assado fica levemente adocicado.

Asse a 180 graus por aproximadamente 45/50 minutos.

 

Você pode usar o tomate confitado em risotos, massas ou para servir de entrada com pães e torradas.

Olho só que delícia substituir o molho de tomate tradicional por esses tomatinhos!



Onde comer em Montevidéu

Neste post fizemos um resumo de todas as dicas de bares e restaurantes que visitamos em Montevidéu.

Vale ressaltar que a cidade não tem uma rua ou região de total concentração gastronômica, porém os bairros de Pocitos, Punta Carretas e Ciudad Vieja concentram a maioria dos lugares. Quem procura uma refeição rápida e bastante tradicional, pode provar Chivito em todos os cantos da cidade.

 

Região Central:

Tannat – Boa carta de vinhos e cardápio variado com opções que vão desde risotos, massas, carnes, aves, frutos do mar e comida japonesa. De tudo o que provamos,  gostamos mais do risoto do que da carne.

El Palenque (dentro do Mercado do Porto) – Especializado em carnes na parrila, mas também serve alguns peixes. Vale ressaltar que nele provamos a melhor carne da viagem.

Roldós – O lugar é muito famoso por ter criado a bebida mais conhecida de Montevidéu: o Médio y Médio. Também fica no Mercado do Porto.

 

Pocitos:

Fellini – Restaurante italiano com massas caseiras e algumas carnes.

Bar 62 – Perfeito para petiscar, almoçar ou jantar, já que o menu é bem diversificado e possui ótimo ambiente. Comida e atendimento excelentes.

 

Área rural:

Bodega Bouza – Excelente opção para passear e almoçar em um local muito bonito com comida saborosa. Os preços, porém, são altos.



Sorvete de Espumante: receita fácil, rápida e refrescante

O sorvete de espumante foi a segunda sobremesa que preparamos na Ceia de Reveillon.

Apesar do Fudge ser um doce que faz muito sucesso, uma sobremesa gelada sempre cai muito bem no calor de dezembro.

Ingredientes

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite

2 xícaras (chá) de espumante

1/2 xícara (chá) de cerejas em calda picadas (opcional)

 

Preparo

Coloque o leite condensado, o creme de leite e o espumante no liquidificador e bata muito bem, por uns 3 minutos.

Despeje o creme em um recipiente e adicione as cerejas picadas. Misture tudo levemente com uma colher.

Leve ao freezer até endurecer completamente.

Feito isso, retire a massa do freezer e deixe um pouco em temperatura ambiente, apenas para amolecer. Despeje em uma batedeira e bata por alguns minutos. Isso fará com que a textura do sorvete fique bem cremosa e acetinada.

Volte para o freezer e deixe endurecer novamente.

Só tire o sorvete do freezer na hora de servir, pois ele é muito cremoso e derrete rapidamente.

 

Sugestão do chef: você pode substituir as cerejas em calda por uva-passa, nozes, damascos e até mesmo uns pedacinhos de chocolate!



Receita de Fudge com nozes e cerejas em calda: sobremesa fácil à base de chocolate

O Fudge é um doce bem popular nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, pouca gente conhece, oportunidade excelente para impressionar na sobremesa sem perder muito tempo, já que prepará-lo é fácil e rápido.

Além de prático, o Fudge também é um doce versátil, permitindo várias modificações no recheio.

Ele foi a sobremesa principal da nossa ceia de ano novo que teve bacalhoada e sangria.

Ingredientes

3 tabletes (170g) de chocolate meio-amargo de boa qualidade

1 lata de leite condensado

1 xícara (chá) de nozes picadas

1 xícara (chá) de cerejas em calda picadas

1 colher (chá) de essência de baunilha

2 colheres (chá) de rum

1 pitada de sal

 

Preparo

Descasque e pique as nozes no menor tamanho que conseguir sem usar o processador e reserve.

Pique as cerejas em calda e reserve também.

Antes de começar a preparar o doce, forre com papel-manteiga uma assadeira retangular, daquelas usadas para assar pão. Faça isso não apenas no fundo, mas de modo que sobre papel suficiente nas laterais para cobrir toda a massa a ser colocada na assadeira. Deixe-a próxima do recipiente que estiver usando para fazer o doce, pois a massa do fudge endurece muito rápido.

Derreta o chocolate em banho-maria usando um refratário grande. Certifique-se que não sobrou nenhum pedaço pois é importante que o chocolate fique bem líquido.

Com o refretário ainda em banho-maria, adicione a essência de baunilha, o rum e misture rapidamente, apenas para incorporá-los uniformemente ao chocolate derretido. Coloque a pitada de sal e faça o mesmo. Depois junte as nozes, as cerejas e misture tudo.

Retire o refretário do banho-maria e, por fim, despeje o leite condensado mexendo tudo muito rápido (porém com cuidado para que a mistura fique uniforme), pois neste ponto o chocolate começa a endurecer e é preciso ser ágil.

Despeje a massa na assadeira forrada e cubra com o papel-manteiga que sobrou nas laterais. Faça uma leve pressão com as mãos para uniformizar tudo. Deixe na geladeira por quatro horas.

Antes de servir, corte o doce em quadrados pequenos. Se for presentear, corte em barras médias e faça um belo arranjo com papel celofane colorido.

 

Sugestão do chef: Para variar a receita, você pode substituir as nozes por castanha-do-Pará ou pistache, e a cereja por damasco seco ou uva-passa.



Receita de Sangria

Para acompanhar a nossa deliciosa bacalhoada, fizemos um refrescante sangria que acabou rendendo 2 litros!

Nem precisamos dizer como o Reveillon foi alegre por aqui, não é mesmo?

Ingredientes

1 garrafa de vinho tinto de boa qualidade

2 latas de refrigerante sabor limão

Suco de 2 laranjas grandes

1 maçã picada

1 abacaxi picado (descartar o caroço)

2 paus de canela

4 unidades de cravo da índia

Açúcar se necessário (não usamos)

Preparo

Separe uma jarra grande de vidro com capacidade para 2 litros.

Caso não tenha uma jarra tão grande, divida todos os ingredientes acima em duas jarras.

Mexa bem e deixe na geladeira por no mínimo 3 horas antes de servir. Isso fará com que a sangria fique bastante aromatizada.



Receita de bacalhau ao forno

Com as compras que fizemos no Mercado Municipal de São Paulo, cozinhamos toda a nossa Ceia de Reveillon.

A pedido de muitos leitores, vamos começar a dividir por aqui as nossas experiências na cozinha, onde literalmente brincamos de chef!

E a primeira receita será a a do bacalhau ao forno que preparamos com muito carinho para receber o ano de 2012.

Esperamos que gostem, sigam a receita e passem por aqui pra contar pra gente o que acharam!

Ingredientes

500g de lombo de bacalhau dessalgado*

300g de batata cozida em rodelas

100g de azeitonas pretas sem caroço

1 pimentão vermelho cortado em tiras

200g de cebola cortada em rodelas

250ml de azeite extra virgem

6 ovos caipiras cozidos

Pimenta-do-reino à gosto

2 dentes de alho amassados

1 ramo generoso de alecrim

1 ramo generoso de tomilho

 

* Como dessalgar o bacalhau

Coloque o peixe dentro de um recipiente grande e cubra com água. Depois tampe o recipiente com filme plástico e leve à geladeira, trocando a água a cada 6 horas.

Se a posta de bacalhau for de média a grande, como era o caso das que compramos, o ideal é refazer este procedimento por 48 horas. Caso a posta seja pequena, deixe na geladeira apenas por 24 horas.

 

Modo de preparo

Cozinhe o lombo de bacalhau em água fervente com um pouquinho de leite por uns 10 minutos e reserve.

Frite o alho em 100ml do azeite até que fique levemente dourado e reserve também.

Cozinhe a batata previamente, com cuidado para que ela não fique muito mole.

Em um refratário, coloque a batata a cebola, o pimentão, o tomilho e o alecrim, formando uma  espécie de cama para receber o bacalhau.

Sobre os legumes, coloque o lombo de bacalhau e jogue sobre ele o alho previamente frito, junto do azeite.

Coloque os ovos picados e regue toda a bacalhoada com o restante do azeite.

Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 20 minutos.



Almoço no Mercado Municipal de São Paulo

Na última semana do ano encaramos a muvuca pré-reveillon e fomos até o Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por todos os paulistanos como Mercadão. Claro que foi preciso paciência pela dificuldade de circular no meio de tanta gente, mas o motivo era nobre: comprar os ingredientes para a ceia de Reveillon que preparamos aqui em casa.

Escolhemos antipastos de berinjela e alcachofra para a entrada; lombo de bacalhau, batata, cebola, azeitonas pretas, alecrim, tomilho e azeite extra-virgem para o prato principal, além de nozes e cerejas para compor a sobremesa. Levamos também algumas frutas para fazer uma sangria com um dos vinhos que tínhamos guardado. A ideia foi virar o ano satisfazendo nossos paladares sem se preocupar com harmonizações nem nada disso. Em breve a gente conta se deu certo e publica todas as receitas!

Com todos os ingredientes na sacola, fizemos a pausa para o almoço no mezanino do Mercadão, cujas opções vão muito além dos midiáticos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela. Havia fila de espera em todos os restaurantes, mas logo conseguimos uma mesa no Terra Mar, que antes se chamava Terra de Santa Cruz. Escolhemos Filet de Frango à Parmegiana, um prato para duas pessoas – apesar de não ser enorme –, que chega acompanhado de arroz e batatas fritas e custa apenas R$ 30. Não é um parmegiana memorável, pelo contrário, é bem básico e leva molho pronto. O curto tempo entre o pedido e a chegada à mesa, e também a temperatura morna indicam que o prato já estava pronto, talvez porque a cozinha tenha dificuldade para dar conta de tantos pedidos nessa época, o que não serve de justificativa. De qualquer forma, o frango veio bem temperado e o queijo era de boa qualidade. Pelo baixo preço – o que é exceção entre os demais pratos do cardápio do Terra Mar e também dos outros estabelecimentos do mercadão – até que valeu. Mas a nossa ceia ficou bem melhor!

Sugestão do chef: A loucura do final do ano passa completamente a partir de janeiro, mês em que uma visita ao Mercadão é bem mais tranquila e agradável. Só não esqueça de pesquisar bem os preços antes de comprar, já que as diferenças nos valores praticados por cada banca costumam ser grandes.

Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Centro – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3313-3365



Crueldade com os animais na Feira Tristán Narvaja – Montevidéu

Em nossa preparação para a viagem ao Uruguai, lemos em diversos blogs, sites e outras publicações que o grande programa de domingo em Montevidéu é ir à Feira Tristán Narvaja. Alguns textos chegam a comparar o clima e a oferta de antiguidades ao da ótima Feira de San Telmo, em Buenos Aires. Inexplicável! A comercialização de objetos antigos se resume a um pequeno pedaço da centenária feira uruguaia. Nos muitos outros quarteirões o que se vê são frutas (até aí, tudo bem), camisas falsificadas de times de futebol, parafusos enferrujados, panelas mais do que desgatadas, roupas com manchas que nenhuma das próximas 12 versões de Vanish será capaz de remover, calotas e rádios de carro, relógios e uma série de outros itens que uma observação atenta – ou uma conversa com 2 ou 3 uruguaios não ufanistas – basta para perceber que, obviamente, foram furtados dias antes. Também não há bares e restaurante por perto.

Conforme o visitante sobe em direção à avenida 18 de Julio, a coisa fica ainda pior! Bichos de diversas espécies são expostos como se fossem mais uma quinquilharia qualquer à venda. Vimos gaiolas minúsculas com 11 gatinhos amontoados, sem sinal de água nem comida por perto. Cenário parecido acontece com coelhos, cachorrinhos, aves diversas, lagartos, aranhas, tartarugas e muitas outras espécies. Nossa sensação de impotência foi imensa por não podermos livrar aqueles seres indefesos das mãos de um tipo de gente para o qual eles não passam de mercadoria.

Mais revoltante é constatar que tudo isso acontece a cada domingo bem ao lado da principal avenida da capital do Uruguai, o que demonstra que a inspeção ambiental inexiste por lá. Não tiramos fotos da lamentável Feira Tristán Narvaja porque simplesmente não tivemos estômago, mas se quiser comprovar com imagens o que escrevemos, basta dar uma olhada aqui. Preferimos deixar uma mensagem positiva ilustrando esse post com fotos do Carlitos e do Tofu, que foram adotados por nós aqui em São Paulo, são muito bem tratados e, todos os dias, nos ensinam um monte de coisas que só quem ama e respeita os animais consegue entender.

E essa história de chamar de programa turístico locais em que seres vivos são maltratados por quem só quer lucrar com eles, definitivamente não é com a gente! Tenham certeza, caros leitores, que esse tipo de “dica de passeio” vocês nunca encontrarão por aqui.

Sugestão do chef: Em vez de ir à feira Tristán Narvaja, aproveite um de seus domingos para fazer uma doação para as instituições que cuidam dos animais abandonados ou para adotar um bichinho, caso tenha condições de cuidar dele por toda a vida. Você certamente se tornará uma pessoa ainda melhor depois dessa decisão. Conheça alguns sites que podem te ajudar a fazer isso aqui no Brasil:

• ABEAC

• Adota cão

• Adote um gatinho

• AILA

• Animais para adoção

• Anjos dos bichos

• Aqui tem cão

• Arca Brasil

• Bicho no parque

• Centro de adoção de cães e gatos

• Centro de controle de zoonoses

• Clube dos viralatas

• GreePet

• Olhar animal

• PEA

• ProBem

• Projeto CEL

• Quero um bicho

• Quintal de São Francisco

• SAVA

• União SRD



Visita à Fortaleza del Cerro em Montevidéu

Sempre procuramos algum lugar para observar do alto as cidades que visitamos. Afinal, uma visão panorâmica costuma revelar detalhes até então imperceptíveis da organização das ruas, da distribuição das construções e das áreas verdes. Quase sempre o visual agrada. Quase! Em um de nossos excessivos dias em Montevidéu, subimos de táxi até a Fortaleza del Cerro, a última fortificação construída pelos espanhóis no Uruguai, situada no alto do Cerro de Montevidéu. Fica bem longe de qualquer outra atração turística, o que significa uma corrida bem mais cara do que o normal. E mesmo que a corrida de táxi fosse rápida e barata, não teria valido a pena.

Só se chega até lá passando no meio do bairro periférico da Villa del Cerro, que cresceu aos pés do morro e é considerado um dos lugares mais perigosos (e feios) de Montevidéu. Para ”ajudar”, o taxista errou duas vezes a rua que deveria subir, o que, sinceramente, não nos pareceu nenhuma tentativa de estender a corrida, senão uma prova de que raramente algum turista pede para ir até lá.

A Fortaleza, cujo nome oficial homenageia o General Artigas (sempre ele) abriga hoje um museu militar, e a presença de um soldado por lá dá uma certa sensação de segurança. Apesar de que o oficial só aparece para cobrar a entrada (20 pesos por pessoa/R$ 2) de quem passa pelo portão. Da área aberta, onde alguns canhões continuam posicionados, enxerga-se a cidade muito de longe. A visão mais clara é da área do porto, mas a única coisa que chama a atenção é a imensidão do rio da Prata, chamado de “mar” pelos uruguaios. A vista não vale o esforço de chegar até lá.

Quem está lá em cima – e já foi obrigado a pagar o ingresso – acaba dando uma volta no museu. Mas saiba que é preciso gostar demais de armas para se interessar pelo acervo. Não é o  nosso caso! Se você quer um exemplo do que pode ver por lá, aí vai: uma das salas promete um acervo com a história da evolução das metralhadoras, porém a arma mais atual exposta é de 1916…

Em meia hora já estávamos de saída, a caminho do mesmo táxi da ida, pois a única forma de voltar de lá é pedindo pro motorista esperar. Enquanto descíamos a escada, fomos abordados por um homem mal-encarado pedindo dinheiro, cena com a qual já nos acostumávamos em Montevidéu. Quando o táxi partiu, ainda vimos quem nos abordou sentado tranquilamente lá no mirante, local ao qual só deveria ter acesso quem paga os 20 pesos da entrada. Mas dessa vez não tinha nenhum outro turista por lá, e o soldado, claro, não apareceu. Se quase toda viagem tem as suas roubadas, em Montevidéu essa tentativa de ver a cidade do alto foi a maior.

Fortaleza General Artigas ou Fortaleza del Cerro: Fica no topo do Cerro de Montevidéu. Visitas de terça a domingo.



Prêmio Brincando de Chef: os melhores de 2011

O Prêmio Brincando de Chef é uma homenagem simbólica aos lugares que nos proporcionaram experiências gastronômicas memoráveis ao longo do ano que acaba de chegar ao fim. A escolha dos ganhadores é feita pelo casal que comanda este blog, levando em conta os posts publicados em 2011.

Mas como nem tudo é perfeito, também citamos o estabelecimento que mais nos decepcionou.

Confira, a seguir, o resultado:

Bar: A Lapinha (São Paulo – SP)
Bom e barato: Sinhá (São Paulo – SP)
Carnes: El Palenque (Montevidéu – Uruguai)
Descoberta do ano: Condimento (São Paulo – SP)
Restaurante: Maní (São Paulo – SP)
Sobremesa: Mousse de Chocolate do Sinhá (São Paulo – SP)
Sorveteria: Sorvete Brasil (Rio de Janeiro – RJ)
Melhor do ano: Emprestado (Santa de Parnaíba - SP)
Decepção do ano: Confeitaria Colombo (Rio de Janeiro – RJ)

E agora 2011 chega ao fim. Esperamos que todos tenham gostado do novo layout do Brincando de Chef e também das dicas de viagens que neste ano se tornaram mais frequentes.

Nosso desejo para 2012 é conseguir compartilhar por aqui informações ainda mais bacanas e relevantes!

Que o próximo ano seja marcado por conquistas, alegrias, viagens e muita diversão para todos nós!

Feliz 2012!!!



Gastronomia 22/12/11

Feliz Natal e um ótimo 2012!



Bodega Bouza: um ótimo passeio em Montevidéu

Conhecer a Bodega Bouza é, sem dúvida, um dos melhores passeios em Montevidéu (se não for o melhor!).

A jovem vinícola tem menos de dez anos e está localizada a uns 20 minutos de carro do centro da cidade. Como nós não alugamos um automóvel, contratamos o serviço de remise para ida e volta do hotel em que estávamos hospedados. Foi bem caro (1.000 pesos no total/ R$ 100), mas por se tratar de um domingo, achamos a melhor opção, já que a cidade fica muito vazia e com poucos táxis rodando.

Chegamos à bodega por volta das 10:30h e nos impressionamos com o local. Tudo muito bonito, agradável e organizado.

É necessário ter reserva para a visita guiada e também para a degustação. Fizemos isso por e-mail bem antes da viagem. Para quem pretende só almoçar por lá, a reserva não é obrigatória.

O valor da Visita Guiada é de 200 pesos/R$ 20 por pessoa. Quem opta pela Degustação Clássica paga 500 pesos/R$ 50 e neste preço está inclusa a visita guiada, experimentação de quatro tipos de vinho da linha média e uma tábua com pães, queijos e frios. O mesmo acontece na Degustação Top, porém, os quatro vinhos são da linha mais nobre e o preço sobe para 900 pesos por pessoa/R$ 90.

O tour, coordenado por uma moça simpática e atenciosa, começou pelos vinhedos.  Ela nos explicou sobre todo o processo de cultivo das uvas, em especial da Tannat, a principal casta do Uruguai.

Em outubro já pudemos ver alguns cachos crescendo. A colheita é feita sempre entre os meses de dezembro e março.

A próxima etapa foi conhecer o espaço destinado à produção dos vinhos. É um local bem pequeno, possui apenas uma máquina para receber as uvas recém-colhidas e alguns tonéis de fermentação.

Um pouco maior é a adega climatizada. Nela alguns vinhos descansam por meses – e até anos – dentro dos tonéis de carvalho.

O mais interessante da adega é que em seu subsolo existe uma espécie de biblioteca da vinícola, onde são guardados exemplares de todas as safras.

Para finalizar o tour, visitamos a coleção de carros e motos antigas da família Bouza.

De lá nos dirigimos ao restaurante para a degustação clássica. Foram servidos quatro vinhos: branco Chardonnay, rosé Tempranillo, tintos Merlot/Tannat e Tannat da safra 2009.

Eu gostei bastante do branco e do Merlot/Tannat, pois são mais leves. O Fernando é fã dos vinhos mais encorpados e preferiu o Tannat.

Mas se tem algo que achamos melhor que os vinhos foi a torrada servida com cebola ao vinho Tannat. Depois desse aperitivo, não tivemos dúvida de que o almoço iria nos surpreender.

Bouza Baby Beef em redução de Tannat com batatas gratinadas, bacon e tomates confitados (410 pesos/R$ 41) foi o prato do Fernando. “Excelente” era a única palavra que ele repetia o tempo todo enquanto comia!

Eu também fui muito feliz na escolha. O Ravioli de Mussarela, tomate e manjericão (380 pesos/R$ 38) estava delicioso! Massa e molhos muito frescos, tudo perfeito.

Só não afirmamos que esta foi a melhor refeição da viagem pois também provamos carnes espetaculares no El Palenque.

Para finalizar o almoço incrível, só mesmo duas sobremesas memoráveis como o Cremoso de Chocolate recheado com Pistache (260 pesos/R$ 26) e o clássico Creme Brulée (220 pesos/R$ 22).

E foi com este dia maravilhoso que a nossa estada em Montevidéu chegou ao fim. Aliás, finalmente tivemos um dia maravilhoso em Montevidéu.

Sugestão do chef: ao lado do restaurante funciona uma loja que comercializa os vinhos da bodega, alguns acessórios e roupas confeccionadas em lã e couro. Os preços, porém, não são nada atrativos.

Bodega Bouza: Cno. de la Redención 7658 bis – Montevideo – Uruguay – Tel.: (598) 2323 7491/Tel.: (598) 2323 3872. De segunda a domingo. Visitas guiadas às 11h/13h/16h
Restaurante da Bodega Bouza: Tel: (598)2323 4030. Aberto todos os dias das 11h30 às 15h.

 



Onde trocar dinheiro em Montevidéu e dicas de táxi

Ao chegar à capital uruguaia de avião, não caia na tentação da praticidade de trocar logo seus reais por pesos uruguaios no aeroporto de Carrasco. É perda de dinheiro na certa. No final de outubro, cada real valia apenas algo em torno de 8,80 pesos uruguaios nas casas de câmbio do aeroporto. Um absurdo!.

Caso não tenha reservado um transfer, troque somente o valor necessário para pagar o táxi até seu hotel. Para evitar surpresas, o melhor a fazer é procurar no saguão, bem perto da área de desembarque, pelo guichê do serviço oficial de táxi, onde é possível pagar pela corrida antes de entrar no carro, inclusive com reais e dólares, ou então com cartão de crédito Visa, Mastercard e American Express.
A desvantagem é que esse serviço de táxi do aeroporto, claro, sai mais caro do que as corridas nos táxis comuns, aqueles nas cores amarela e preta, que circulam por toda a cidade. Se o seu hotel for em Pocitos, por exemplo, vai desembolsar 790 pesos, já a corrida para o Centro fica ainda mais cara: 1.000 pesos. Mas existe uma forma de gastar menos! A mesma empresa oferece um serviço de van que custa 200 pesos por pessoa. Vale muito a pena para viajantes solitários, casais e famílias com três ou até quatro pessoas (dependendo do bairro de destino). Saiba, apenas, que a van não é exclusiva para o seu grupo, ou seja, transportará também outros passageiros.

Quem chega pela rodoviária de Montevidéu, por exemplo a partir de Colônia del Sacramento ou Punta del Leste, pode pegar táxis ou remisses. Na segunda opção o preço é fechado, você pode pagar com cartão no guichê e os carros são mais espaçosos. O conforto, como sempre, significa um desembolso maior. Já os táxis comuns em Montevidéu são bem baratos, porém só aceitam pesos uruguaios e os carros são apertados, ainda mais porque um vidro separa o motorista dos passageiros, algo que no começo dá um certa sensação de claustrofobia! Na rodoviária também há uma casa de câmbio, onde a taxa é um pouco melhor do que no aeroporto.

As casas de câmbio mais vantajosas de Montevidéu ficam na avenida 18 de Julio, a principal via de comércio da cidade, localizada na região central. Nos cinco quarteirões que separam a Plaza Cagancha – onde fica o Mercado de los Artesanos – da Plaza Independência – a principal da cidade – contamos uns 12 locais para trocar dinheiro. É só caminhar e observar aquele com a taxa mais vantajosa. No período que passamos na cidade, o valor pago por cada real variava entre 10,05 e 10,35 pesos uruguaios. Bem melhor do que os 8,80 do aeroporto, não é mesmo



De tudo um pouco no Tannat

Próximo ao hotel em que nos hospedamos em Montevidéu, um restaurante chamou a nossa atenção. Chegamos mais perto, achamos o cardápio interessante e decidimos entrar.

O Tannat Restaurante e Wine Bar apresenta uma carta bastante variada, passando por carne, massa, risoto, marisco, frutos do mar e até sushi! Não costumamos arriscar em um restaurante onde da cozinha sai de tudo, mas já estávamos na capital uruguaia tempo suficiente para entender que essa mistura é comum em boa parte dos lugares.

Rapidamente nos serviram o couvert: algumas torradas, chips de batata doce, maionese e patê à base de cenoura. Petiscamos tudo enquanto nossos pedidos eram preparados.

Da parrilla saiu o Vacío com Papa Dulce (380 pesos/R$ 38) pedido pelo Fernando. A carne pouco saborosa não agradou nada.

Eu tive mais sorte com o Risoto de Hongos (370 pesos/R$ 37). O prato estava bem feito, porém, prefiro o ponto do arroz um pouco mais cozido.

E por falar em sorte, não contamos com ela no momento da escolha do vinho. A carta era boa, mas com poucas opções da bebida servida em taça. Escolhemos o De Lucca 2009 – Tannat (85 pesos/R$ 8,50) e tanto no rosé quanto no tinto o gosto do álcool predominava. Bem ruim mesmo.

O ponto alto da nossa refeição foi a sobremesa. O Helado Tannat con frutos del Bosque (185 pesos/R$ 18,50) estava delicioso e nos surpreendeu positivamente. Gostamos tanto que saímos de lá com a promessa de tentar reproduzir a receita em casa.

Sugestão do chef: De segunda a sexta-feira no almoço o Tannat oferece menu executivo a preço fixo com com entrada, prato principal e sobremesa.

Tannat Restaurante e Wine Bar: San Jose, 1063 – Centro – Montevidéu – Uruguai



Chivito, o lanche típico uruguaio

Está no Uruguai e bateu aquela fome, mas você não quer um almoço demorado e nem pretende gastar muito? A solução para esse problema é o chivito. O lanche tradicional uruguaio pode ser encontrado em bares, em muitos restaurantes e também, é claro, nas lanchonetes especializadas, as chiviterias. É bem simples e consiste em pão recheado com carne grelhada, alface, tomate e maionese. Pelo menos esse é o chivito clássico. Provamos no restaurante Don Peperone da Ciudad Vieja, perto do Teatro Solís, onde a versão com filet mignon (lomo) saiu por 190 pesos (R$ 19). Por alguns pesos a mais é servido na companhia de batatas fritas.

Para muitos uruguaios o chivito substitui o almoço. Pela cidade é possível encontrar o lanche em diversas outras versões, algumas no melhor (ou seria pior) estilo Man x Food: com presunto, queijo, bacon, ovo, fritas, etc, etc…

Sobre o chivito clássico, não dá pra dizer que seja delicioso, mas também não é ruim. Cumpre o papel de refeição rápida.

Don Peperone: Peatonal Sarandí, 650 – Ciudad Vieja – Montevidéu – Uruguai. Outras três filiais em Montevidéu e duas em Punta del Leste.



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