Em nossa próxima visita à Santiago, uma coisa é certa: vamos nos hospedar na Providência. Foi o bairro com o qual mais nos identificamos, provavelmente porque reúne bares, restaurantes, áreas verdes e boa oferta de serviços, tudo isso sem a muvuca do Centro, mas com fácil acesso a outras regiões da cidade.
Uma de nossas descobertas por lá foi o Del Cocinero, agradável bistrô comandado pelo Cristián, um chileno que trocou a vida de executivo em uma companhia de aviação pelo seu verdadeiro projeto de vida, esse pequeno restaurante que serve pratos muito bem elaborados.
Quando chegamos tocava música brasileira no som ambiente, e não era só para agradar os muitos brasileiros que circulavam pela cidade. Tem a ver, na verdade, com o gosto musical do proprietário, que morou no Rio de Janeiro e fala muito bem o português.

Vendo o cardápio – disponível em espanhol, português e inglês –, logo decidimos começar pelo Ceviche del Cocinero, um ceviche de salmão com cebola roxa, abacate e fundos de alcachofra cozidos no limão, azeite e pimenta preta (4.800 pesos, algo como R$ 18). Por ser feita com salmão, essa versão foi a menos convencional que provamos do prato peruano adotado pelos chilenos. Estava excelente!
Provamos na companhia do Viña Sutil Limited Release Carmenére, do qual tínhamos uma boa expectativa não totalmente confirmada (11.500 pesos chilenos, em torno de R$ 43,50).

Na hora dos principais, a Débora escolheu aquele que seria o destaque da noite: Charlotte d’Agneu aux Aubergines (7.850 pesos/R$ 30). Trata-se de uma perna de cordeiro cozida e temperada com mel, manjericão e outras especiarias, servida com lâminas de berinjela, pimentão, abobrinha e cebola. Absolutamente sensacional, vale ir até lá só pra provar esse prato.
Eu pedi Pollo Relleno (6.800 pesos/R$ 25,70), um ótimo frango recheado de aspargos e amêndoas, servido com risoto.

Outro destaque do Del Cocinero é a carta de sobremesas. Tanto que acabamos pedindo três! Primeiro, a Débora foi de Crème Brulée con Arandános (blueberry) – 2.600 pesos/R$ 10. Estava bom, mas esperávamos um sabor mais acentuado de blueberry. Eu fui numa receita mais básica e gostei bastante: Flan de leche casero (2.200 pesos/R$ 8,50). Antes de pedir a conta, ainda dividimos um Helado de arroz con leche (2.600/R$ 10), um sorvete que, sem dúvida nenhuma, foi a sobremesa da noite.

Sugestão do chef: O restaurante fica em uma rua bem extensa, cuja numeração é um pouco confusa – tanto que o taxista se confundiu quando nos levou até lá. Para evitar problemas no trajeto, sugerimos imprimir o pequeno mapa disponível na seção “como llegar” do site do Del Cocinero.
Del Cocinero Bistro: Pedro de Valdivia, 041 – Providencia – Santiago – Chile – Tel.: (02) 233-9727. E-mail: delcocinero@gmail.com
Semana passada o Fernando fez aniversário. Para comemorar, resolvi aproveitar a grande tendência dos bolos sem cobertura e fui para a cozinha preparar um.
O sucesso foi tão grande que achei válido passar por aqui e dividir a receita com vocês!


Para a massa: (rende duas assadeiras circulares com 25cm cada)
10 gemas
10 claras
1 pitada de sal
12 colheres (sopa) de açúcar
12 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres rasas (chá) de fermento em pó
Para o recheio:
1 lata de leite condensado
200ml de leite
2 gemas
1 colher (sopa) de maizena
1/2 caixinha de creme de leite
300g de mirtillo (usei congelada)
300g de framboesa (usei congelada)
300g de amora (usei congelada)
Açúcar de confeiteiro
Modo de preparo da massa:
Primeiramente, ligue o forno na temperatura de 180 graus para que ele fique aquecido enquanto a massa é preparada.
Em uma batedeira coloque as claras, a pitada de sal e bata até o ponto de neve. Com a batedeira ligada, aos poucos acrescente o açúcar e as gemas (uma por vez).
Desligue a batedeira e com uma espátula termine de misturar para que fique bastante uniforme. Reserve o creme que se formou.
Em um recepiente bem grande, coloque a farinha, o fermento e misture. Com cuidado e aos poucos, vá acrescentando o creme reservado e mexa tudo até que a farinha seja totalmente absorvida.
Unte e enfarinhe duas assadeiras com aproximadamente 25cm de diâmetro, e distribua metade da massa em cada uma delas. Leve ao forno pré-aquecido e asse em torno de 20 a 25 minutos. Para saber quando o bolo está no ponto certo eu uso a velha técnica de enfiar o palito. Se ele sair limpinho e seco já assou, se sair sujo, ainda precisa cozinhar mais.
Depois de assado, espere esfriar e desenforme os bolos.
Modo de preparo do recheio:
Dilua a maizena no leite para não empelotar o creme. Em uma panela, coloque o leite condensado, o leite com a maizena diluída e as gemas. Leve ao fogo médio mexendo sem parar, até formar um creme consistente.
Desligue o fogo e acrescente o creme de leite. Misture tudo muito bem e reserve até que o creme esfrie e então possa ser usado para rechear o bolo.
Montagem:
Coloque um dos bolos em um prato. Esparrame quase todo o creme, deixando um pouco para ser usando sobre o segundo bolo. Por cima do creme, coloque as frutas vermelhas descongeladas e totalmente secas. Como eu gosto de bolos mais molhados, usei as frutas levemente úmidas para que formasse um sutil caldo e penetrasse na massa e no creme. Também separei um pouco das frutas para enfeitar.
Por cima do recheio coloquei o segundo bolo. Fiz uma leve pressão com os dedos pois queria que um pouco do recheio escorresse para dar o ar rústico ao bolo.
Coloquei o que sobrou do creme e das frutas por cima do bolo e, para enfeitar, algumas amoras ao redor do prato.
Na hora de servir, polvilhe açúcar de confeiteiro por cima do bolo.
Sugestão do chef: As frutas vermelhas podem ser substituídas por morangos e o creme por brigadeiro, beijinho, bicho de pé… Hummmmm!
De vários pontos de Santiago é possível avistar a estátua branca da Virgen de la Imaculada Concepción. Ela fica no topo do Cerro San Cristóbal, um morro reflorestado no início do século passado e que hoje é uma das principais áreas verdes da cidade, situado na região do Parque Metropolitano.

Lá em cima, um mirante permite observar Santiago a partir de uma altura de mais de 800 metros. Para chegar há duas opções: uma estrada que contorna o morro, ou o funicular – antes existia também um teleférico, mas hoje está desativado. Claro que pagamos os 1.750 pesos por pessoa (cerca de R$ 6,70) para subir de funicular. O sistema é meio velhinho, chacoalha um pouco e faz uns barulhos estranhos. Quem sofre com medo de altura pode se assustar, mas o percurso é rápido. Antes de chegar ao topo, há apenas uma parada para quem vai ao zoológico, onde a entrada é cobrada à parte.

Além de avistar boa parte da organização da cidade, é interessante prestar atenção, lá do alto, na Cordilheira dos Andes emoldurando Santiago. Impossível, porém, não se impressionar com a imensa camada de poluição que cobre a capital chilena. Assustador até para paulistanos como nós.

No mirante há umas poucas lanchonetes simplezinhas, vendendo empanadas pouco atrativas. Por ser um dos principais pontos turísticos da cidade, merecia um cuidado maior. Mas dá pra tomar um Mote con Huesillos (700 pesos, em torno de R$ 2,65), a bebida típica chilena, servida gelada e feita com pêssego desidratado (huesillos) e grãos de trigo (mote). De tão doce, é praticamente um sobremesa! Não chega a ser deliciosa, mas pode ser considerada boa e, principalmente, bem refrescante. Nos dias quentes, cai muito bem.

Subindo mais algumas escadas, chega-se ao santuário da Virgem, um amplo espaço para realização de missas a céu aberto (e bem perto do céu!).

Prefira visitar o Cerro San Cristóbal durante a semana, quando as filas do funicular não são tão grandes e o mirante não fica abarrotado – aos domingos, dezenas de ciclistas se encontram por lá. E, se der sorte de pegar tempo aberto, tente ficar para ver o pôr-do-sol.
Sugestão do chef: Aproveitando que você já estará no bairro da Bellavista, uma dica é conciliar o passeio no Cerro San Cristóbal com a visita à La Chascona, a casa de Pablo Neruda em Santiago, localizada a apenas alguns quarteirões da entrada do funicular. Mas se a ideia é ver o pôr-do-sol lá do alto, vá primeiro à La Chascona, pois a casa fecha às 18 horas entre março e dezembro e às 19 horas em janeiro e fevereiro.
Cerro San Cristóbal: Pio Nono, 450 – Bellavista – Santiago – Chile. Horário de funcionamento do funicular: de terça a domingo das 10 hs às 20 hs. Às segundas das 13 hs às 20 hs.
AHORA me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.
Yo voy a cerrar los ojos
Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.
En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.
La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.
A Matilde citada nos versos acima foi a terceira mulher de Pablo Neruda, autor do poema. Enquanto ainda eram amantes, o ganhador do prêmio Nobel de literatura construiu uma casa para se encontrar com ela, no bairro atualmente chamado de Bellavista. Na época era um lugar ermo, hoje é uma das áreas mais agradáveis da capital chilena. O imóvel – transformado em museu há 20 anos – leva o nome de La Chascona, que na língua indígena quíchua significa “a descabelada”. Lógico que é uma menção ao visual de Matilde, com quem o autor de Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada passaria a viver oficialmente em 1955, após divorciar-se da segunda esposa (Delia del Carril).

São três espaços, praticamente três casas, divididas por escadas dentro do mesmo terreno em declive, aos pés do Cerro San Cristóbal. O projeto – em alguns pontos semelhante a um navio – saiu da cabeça do próprio Neruda e foi executado pelo arquiteto catalão Germán Rodríguez Arias.
Dentro de cada ambiente – onde fotos não são permitidas –, uma série de objetos que Neruda colecionava ajudam a revelar a personalidade do poeta. Em uma das paredes, impressiona um quadro em que Matilde foi retratada com duas cabeças, obra do mexicano Diego Rivera, amigo a quem Neruda deu abrigo na casa. Os amantes da literatura brasileira vão gostar de encontrar fotos e outras referências a Jorge Amado e ao poeta amazonense Thiago de Mello, ambos muito próximos do chileno.
Durante o golpe de 11 de setembro de 1973, militares entraram na casa e destruíram diversos objetos em represália ao comunismo engajado de Neruda. Por isso, o que sobrou é uma pequena parte da quantidade de objetos que existia originalmente na casa. Mas é, sem dúvida, uma ótima imersão na história de vida do mais famoso expoente da literatura do Chile, o único país da América Latina a conquistar por duas vezes o Nobel de Literatura (a outra vencedora é Gabriela Mistral).

Ao final dos mais de 40 minutos da visita guiada, vale fazer uma pausa para o café e, de quebra, comprar alguns exemplares da obra literária do antigo proprietário do imóvel.
Sugestão do chef: Quer saber mais sobre a antiga casa de Neruda em Santiago? Então clique aqui e faça um tour virtual!
Casa Museo La Chascona: Fernando Márquez de La Plata, 192 – Bellavista – Santiago – Chile. Entre março e dezembro, permanece aberta de terça a domingo das 10hs às 18hs. Nos meses de janeiro e fevereiro, o horário é estendido até as 19hs. Fecha às segundas-feiras em todas as épocas do ano. Visitas guiadas a partir das 10:10hs com o guia falando espanhol, inglês ou francês. Na alta temporada, vale fazer a reserva pelo site. Preço: 3.500 pesos chilenos por pessoa (em torno de R$ 14).
Há uns meses a cidade de São Paulo ganhou outro local agradável para quem pretende beber ou comprar boas cervejas, o Armazém Cerveja Gourmet, onde estivemos, no mês passado, para uma degustação promovida pela casa.

Escolhemos uma mesa alta perto de uma prateleira cheia de garrafas do mundo todo e começamos com chope Bamberg Pilsen acompanhado de Bolinha de Queijo Crocante. Da bebida não é preciso falar muito, pois somos fãs de praticamente tudo o que produz a cervejaria de Votorantim (SP). A boa surpresa foi o petisco. É sempre ótimo provar uma versão realmente bem executada de algo comum, e é justamente o caso desse bolinho de queijo.

A degustação seguiu com outra velha conhecida, a Eisenbahn Weiss. Claro que foi a preferida da Débora, que adora o sabor leve e frutado das cervejas de trigo. Na harmonização, os Canapés de Linguiça Blumenau caíram muito bem.

A partir daí, o nível de amargor foi aumentando gradualmente. Primeiro com a versão IPA (Indian Pale Ale) da cervejaria Dama, servida com a melhor iguaria da noite: Sanduíche de Pernil. Ótima combinação, gostei tanto que repeti no final.

Na última etapa, degustamos uma novidade para nós, a Nostradamus Stout, produzida pela Cervejaria Dortmund, da cidade paulista de Serra Negra. Gostei demais! Impressionante como o cenário cervejeiro cresce no Brasil e revela a cada ano ótimas bebidas. Pretendemos tentar visitar a fábrica em breve. Essa stout chegou na companhia de Bolinho de Carne na Cerveja, uma espécie de almôndega muito bem temperada.

Antes de voltar pra casa, ainda provamos a boa mousse de banana com calda de maracujá.

Além de um ótimo local para beber cerveja de verdade, o Armazém Gourmet serve petiscos caprichados num ambiente simples e aconchegante. É só chegar, se acomodar no balcão ou em uma das poucas mesas e, se precisar, pedir ajuda de uma das bem-preparadas garçonetes para escolher a bebida que mais tem a ver com o seu paladar.
Sugestão do chef: Como o próprio nome indica, o local é também um armazém e vende grande variedade de cervejas nacionais e importadas de todos os lugares. Vale passar por lá e escolher alguns rótulos para abastecer a geladeira.

Armazém Cerveja Gourmet: Rua Tito, 400 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tel.: (11) 3675-0761. Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 17hs às 23hs. Aos sábados das 11hs às 20hs. Fecha aos domingos
Esta receita é muito rápida e super fácil! Perfeita para iniciantes na cozinha.

Ingredientes:
400g de polpa congelada de cupuaçu
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Distribua em taças e deixe gelar por 4 horas antes de servir.
Transformando a mousse em um delicioso pavê!
Antes de colocar o creme nas taças, fiz uma base com pedacinhos de fudge de castanha do Pará e um pouco de geléia de cupuaçu da Companhia das Ervas. Adicionei o creme e levei até a geladeira. Quando a sobremesa ficou pronta, triturei umas 150g de castanha-do- Pará e adicionei essa farofinha sobre a mousse. Ficou uma delícia!

Sugestão do chef: substitua a polpa de cupuaçu pela de outras frutas para variar o sabor da mousse.
Um restaurante familiar, cuja proposta é servir cozinha original, e que só abre a cada duas semanas tem todos os requisitos daqueles lugares que a gente adora conhecer. Por isso, nos perguntamos como só fomos saber do Tangerine quando a Priscila, proprietária da casa, mandou um e-mail nos convidando para ir até lá conhecer a proposta!
A Priscila é produtora de TV, por isso só encontra tempo (não sabemos onde) para abrir o restaurante aos sábados e domingos a cada 15 dias. O local? A parte da frente de uma casa em área totalmente residencial na região da Lapa, zona oeste de São Paulo. Um espaço pequeno, mas super aconchegante e com decoração retrô de muito bom gosto. Aliás, assim que começamos a notar todos os detalhes do espaço, imediatamente nos transportamos para a infância na casa das nossas avós. Tem varal com pano de prato pendurado, jogo americano feito com retalhos e um pinguim em cima da geladeira vermelha! Pura nostalgia.

No Tangerine toda a família coloca a mão na massa. A cozinha, de onde saem petiscos e pratos caprichados, é comandada pela própria Priscila e pelo irmão dela.
O pai se encarrega de elaborar o delicioso suco de uva natural e também alguns vinhos caseiros, uma tradição da família italiana retomada alguns anos atrás.

Como tudo é feito artesanalmente, claro que o cardápio é enxuto. Ao passar os olhos nas opções da seção “Para beliscar”, já fica claro que o termo “cozinha original” não é empregado por acaso. Um dos petiscos é um hamburguinho com cheedar e cebola roxa (R$ 18 a porção). Seria algo convencional não fosse um detalhe que faz toda a diferença: um delicioso pão de queijo faz as vezes do pão de hambúrguer! É daquelas sacadas que fazem a gente se perguntar: “como nunca pensei nisso antes?”
Outra ótima ideia resultou em uma repaginada no tradicional sanduíche de pernil. Na versão do Tangerine, a carne desfiada recebe a companhia de queijo brie e recheia uma tapioca que desmancha na boca (R$ 15). Chega à mesa na companhia de chutney de manga. Simplesmente sensacional!
Provamos também coxinhas nas versões Tradicional e Thai, essa última recheada com pedacinhos de frango ao curry (R$ 15 a porção).

Comemos tanto que quase não aguentamos chegar no prato principal – a casa disponibiliza duas ou três opções que variam, dependendo da semana. A solução foi dividir um Bobó de Camarão bem gostoso (R$ 20). Da próxima vez, porém, pretendemos provar o spaghetti à carbonara com abobrinha, feito com massa caseira.

Na hora da sobremesa, ficamos curiosos para provar o Brigadeiro de Chocolate Branco com limão siciliano, mas, infelizmente, já tinha acabado (por que será, né?!). Então, fomos de Brigadeiro Clássico (R$ 5) acompanhado de um Nespresso.

Se você gosta da ideia de fugir do tradicional e quer aproveitar uma refeição criativa, com sabor de comida caseira, em clima de encontro de amigos, certamente vai adorar esse verdadeiro achado numa cidade onde proliferam restaurantes pretensiosos e sem alma – exatamente o oposto do Tangerine.
Sugestão do chef: para a Páscoa, o Tangerine montou um kit com quatro bombons recheados. Cada chocolate é embalado em uma trouxinha de tecido e todos são acomodados dentro de uma lata de marmita!
Tangerina Cozinha Original: Praça Jesuino Bandeira, 97 – Vila Romana (uma travessa da Rua Aurélia) – São Paulo – SP. Não aceita cartão de crédito ou débito, apenas cheque e dinheiro. Para ser incluído no mailing do Tangerine e ficar sabendo sobre as datas em que o local abrirá, é só escrever para: tangerineoriginal@gmail.com
O último evento promovido pelo Kekanto, nosso site parceiro, aconteceu no Gràcia, um bar super bacana cuja decoração e menu são inspirados na cidade de Barcelona.
O espaço é dividido em vários lounges bastante agradáveis e com música alta no som ambiente. Nota-se, em todos os espaços, referências à cultura catalã, seja por meio de imagens do burro adotado como símbolo daquela região, pelo mapa do metrô de Barcelona pintado na parede ou no grafite separatista que avisa (em inglês!): “Catalunha não é Espanha.”

A capital da Catalunha também inspira todo o cardápio, a começar por parte do texto escrito no idioma catalão!
De cara, nos impressionamos com as diversas opções de sangria. Ao todo são vinte e duas diferentes versões da bebida, mesclando vinho tinto, branco, rosé e espumante, até apresentações mais ousadas, que levam conhaque, tequila, frutas tropicias e sucos exóticos.
Nós provamos a l’Arc de Sant Martí Vic (R$ 48 com 500ml/ R$ 81 com 1 litro), mistura de vinho frisante rosé, morango, ameixa, pêssego, abacaxi, maçã-verde, uva, kiwi, suco de laranja, suco de limão e conhaque. Apesar de ser um pouco forte, gostamos da variedade de ingredientes.

Como não poderia deixar de ser, o menu conta com boas opções de Tapas, os tradicionais aperitivos quentes ou frios, facilmente encontrados nos bares espanhóis.
Quem opta pela degustação de tapas pode eleger 2 sabores (4 unidades por R$ 16) ou 4 sabores (8 unidades por R$ 29), dentre todas as opções disponíveis.
Bacallá Gratinat Brandad (fatia de pão coberta com brandada de bacalhau gratinada), L’Escorça amb Crema de Formatge Roquefort i gelea (fatia de pão coberta com creme de queijo roquefort e geleia de frutas vermelhas), Pa Torrat amb Brie i Mel (fatia de pão coberta com queijo brie e mel) e Pinxo de Pollastre amb Safra i Pebrots (espetinho de frango ao açafrão e pimentões com vinagrete catalão) foram as nossas escolhas. Nenhuma delas estava ruim, mas, sinceramente, também não empolgaram.
Delicioso mesmo estava o Gambetes a la Graella i Risotto d’Espàrrecs (R$ 35) – camarões grelhados envoltos em jamón espanhol montados sobre risoto de aspargos. É um prato bastante saboroso e perfeitamente executado. Impossível não elogiar os camarões graúdos e cozidos no ponto certo.

Crema Catalana (R$ 14) e Churros com doce de leite e sorvete de creme (R$ 16) finalizaram o nosso jantar ambientado no melhor estilo catalão.
Achamos o creme um pouco sem graça, mas a porção de churros não fez feio!

E depois de respirar Barcelona por tantas horas, decidimos que a cidade precisa estar no roteiro da nossa próxima viagem.
Sugestão do chef: aos sábados, no almoço, a casa serve Paella Marinera (R$ 66 para 2 pessoas/ R$ 112 para 4 pessoas) e Paella Catalã (R$ 59 para 2 pessoas/R$ 99 para 4 pessoas).
Gràcia Lounge Bar: Rua Coropes, 87 – Pinheiros – São Paulo – SP – Tel: (11) 2306-5478. Horário de funcionamento: de terça a sexta a partir das 18h. Sábado a partir das 12h e domingo a partir das 16h.
Não é de hoje que a Vila Romana – um dos bairros mais agradáveis da zona oeste paulistana – revela bons lugares para comer e beber. Um deles é o Flores na Varanda, uma simpática floricultura que conta com um café em funcionamento nos fundos da casa.

A cada dia da semana uma prato diferente é servido no almoço, em geral opções triviais como feijoada e estrogonofe. No cardápio fixo aparecem algumas massas, saladas, tortas, quiches e empanadas, mas é preciso confirmar com o garçom pois nem tudo está disponível todos os dias.
Por R$ 19 para cada, combinamos quiche com meia salada. Em um dos pratos, quiche de abobrinha com folhas verdes, palmito, fatias de maçã e tomate-cereja. No outro, quiche de queijo acompanhada de rúcula, repolho roxo, queijo brie, alface roxa, damasco e presunto Parma. Todos os ingredientes da salada estavam bem frescos. Também gostamos da quiche, o único problema é que o salgado é bem pequeno e foi insuficiente para matar nossa fome.
O jeito foi complementar com duas empanadas (R$ 6,50 cada), uma de queijo com cebola e outra de espinafre com ricota. Ambas estavam ótimas, com uma massa digna de comparação com as melhores versões do salgado que provamos fora da Argentina.

Definir a sobremesa não foi algo muito fácil, considerando a ampla variedade de tortas e bolos (de maçã, milho, nozes, etc). Decidimos pela Torta de Nutella (R$ 8,50) sabendo que esse tipo de doce é uma escolha sempre garantida, ou será que dá pra estragar algo com Nutella? Duvidamos! Mas dessa vez a impressão foi ainda mais positiva, já que a textura lembra a de uma torta mousse, só que um pouco mais consistente, se é que dá pra explicar. Simplesmente deliciosa!

Depois foi só finalizar com um espresso Suplicy – muito bem tirado, por sinal –, pagar a conta e passar alguns minutos entre os vasinhos de plantas antes de voltar pra casa.
Sugestão do chef: aos sábados e domingos, das 9h às 12h30, é servido o buffet de café da manhã (R$ 19 por pessoa). No último sábado de cada mês há uma apresentação de jazz à noite. Os lugares são poucos e os ingressos custam R$ 35.
Flores na Varanda: Rua Camilo, 455 – Vila Romana – São Paulo – SP. Tels.: (11) 3675-8446/8645. Horário de funcionamento: terças e quartas das 9hs às 19hs, quintas e sextas das 9hs às 21hs, sábado das 9hs às 23hs e domingos das 9hs às 19hs.
O chá é uma bebida que ganha cada vez mais admiradores entre os brasileiros. Além do aumento no consumo, estão em alta profissionais e lojas especializados em desenvolver blends exclusivos, sobretudo na capital paulista.
Eu sempre fui apaixonada por chá e nunca liguei muito para café. Desde a adolescência comprava chás de sabores variados e consumia durante todo ano. Naquela época me limitava às poucas versões vendidas nos supermercados ou, no máximo, a contar com a sorte de ter alguém voltando do exterior, já que só lá fora existiam opções mais criativas. Para a minha alegria, hoje o cenário é bem diferente.
Dias atrás, o calor senegalês deu uma leve trégua e a temperatura caiu bem. Ótima desculpa para fazer uma pausa e ir até à Talchá, loja especializada em chás gourmet.

A carta é ampla e chega a ser difícil eleger apenas um. São diversas combinações e aromas, todos deliciosos!
O Fernando ficou com o Darjeeling Orgânico (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), chá preto plantado a dois mil metros de altitude e colhido no verão, para tornar o sabor mais pronunciado. De cor avermelhada e com aroma frutado, lembra o vinho muscat.
Eu escolhi o Jardim de Infância (R$ 7,50 quente/ R$ 9,50 gelado), uma mistura de pedaços de maçã, amêndoas, canela e beterraba. Totalmente aromático, apresenta sabor bem cítrico e um lindo tom amarelado.

Todos os chás da loja são vendidos em embalagens de 50g, 100g e 150g ou em latas para presente. Infusores, bules, xícaras e outras opções bacanas de acessórios também podem ser levados para casa.

Sugestão do chef: no site da Talchá funciona uma loja virtual, disponível para quem quiser adquirir online qualquer produto.
Talchá: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 (piso Pacaembu – loja 2012) – Higienópolis – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3823-3744.
Quando recebemos convite da assessoria de imprensa para conhecer o Canvas, logo pensamos, com um certo preconceito: “é um restaurante de hotel”. Claro que não é uma regra, mas, pra nós, restaurantes de hotel costumam ter uma atmosfera fria, sem alma. Ao chegarmos no 1º andar do Hilton São Paulo Morumbi, percebemos que seria diferente.
Com projeto arquitetônico do argentino Daniel Piana, o ambiente do Canvas não tem nada de sisudo, pelo contrário, é muito agradável! Piso vazado na área superior e belos quadros distribuídos pelo salão (à venda, inclusive) dão um certo clima de galeria de arte. E é essa a temática transferida para um menu artístico inspirado no pintor francês Henri Matisse, servido no jantar de segunda a sexta. Por R$ 75, dá direito a entrada, prato principal e sobremesa, tudo preparado sob o comando do talentoso chef ítalo-holandês Jan Erik Fois, que atuou em conceituados restaurantes de Londres antes de iniciar, há 10 anos, sua carreira no Hilton, primeiro em unidades da Austrália.

Ainda olhávamos o cardápio promocional quando chegou à mesa o couvert (R$ 12). Trata-se de uma ótima seleção de pães artesanais, manteiga caseira e tartar de salmão, de filet mignon e de tomate.
Como gostamos de tudo do cardápio promocional, implantamos novamente a consagrada técnica de escolher uma opção para cada um de nós, já que o menu artístico oferece duas alternativas de escolha para cada etapa de refeição.
A entrada escolhida pela Débora foi o Carpaccio de Peixe Prego com frutas. É um prato bem leve e muito saboroso.
Eu fui na opção mais consistente: Terrine de Costela de Boi. Gosto de costela, mas não como tão frequentemente por considerar um prato muito gorduroso. Essa apresentação em forma de terrine, porém, é a medida perfeita para saborear aquela carne muito bem temperada desmanchando na boca.

Na sequência, a Débora foi servida de Namorado à Provençal. Novamente gostou bastante, e elogiou os legumes do acompanhamento, sobretudo o tomate confitado.
Para mim, mais um prato com carne: Ossobuco com Risoto. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que adoro comida italiana, por isso não desperdicei a oportunidade de provar esses dois clássicos em uma mesmo prato. Gostei demais da combinação!
Como cortesia do chef, experimentamos também outra de suas criações: o Ravioli de Rabada, que não faz parte do menu artístico mas integra o cardápio regular. Sem medo de errar, podemos dizer que foi uma das massas mais gostosas que provamos nos últimos anos.

E por falar em cardápio principal, o design dele foi feito por um colaborador do Canvas. E mais legal que isso é saber que ele também é um jogo super bacana!

De volta ao menu que homenageia Matisse, chegava a hora da sobremesa. Fiquei com a Delícia de Chocolate, uma espécie de torta mousse com ótima textura, servida com calda e um figo in natura.
Já a Débora escolheu Mini Bolo de Abacaxi com sorvete de coco e finalizou sua refeição com um gostinho de festa de aniversário.
Para quem não dispensa um bom vinho, o Canvas conta com uma boa carta de rótulos que permanecem acondicionados na lindíssima adega climatizada. Mas o que chamou nossa atenção foi a ampla variedade de drinks, com destaque para as combinações entre espumante e frutas e de vodca Ciroc (aquela feita à base de uvas) com uma série de ingredientes.
Provamos uma mistura de espumante com purê de maçã-verde (R$ 30), e também um drink mais forte, o Sand Dunes (R$ 42), que combina vodka Ciroc, geleia de pimenta e cherry brand.
Saímos com uma impressão bastante positiva também do atendimento prestado pela equipe do Canvas. Isso não apenas na nossas mesa – já que éramos convidados – mas pelo que percebemos em todo o salão, bastante movimentado naquela noite de segunda-feira. Boa parte do público do hotel é formada por estrangeiros que visitam São Paulo a negócios, e o atendimento em inglês, por parte dos garçons, funciona muito bem.
Na saída, inspirada pela noite dedicada às artes (plásticas e gastronômicas), a Débora ainda brincou um pouco com a tinta guache na tela de pintura, disponível para os clientes desenharem ou deixarem recados.

Sugestão do chef: O Canvas participa, no jantar, da edição 2012 da SP Restaurant Week, de 5/3 a 18/3. O cardápio (R$ 43,90) é diferente, com exceção das sobremesas.
Canvas Bar & Restaurante: Hotel Hilton São Paulo Morumbi – Avenida das Nações Unidas, 12.901 (Centro Empresarial Nações Unidas) – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2845-0055
Fazer tomate confitado é muito fácil!

Ingredientes:
500g de tomate cereja
100ml de azeite extra-virgem
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
Preparo:
Corte os tomates ao meio e distribua as fatias em uma forma ou refratário. Deixe o lado cortado para cima.
Espalhe sobre os tomates o azeite, o alecrim e o tomilho.
Acrescente sal e pimenta do reino, lembrando que o tomate após assado fica levemente adocicado.
Asse a 180 graus por aproximadamente 45/50 minutos.
Você pode usar o tomate confitado em risotos, massas ou para servir de entrada com pães e torradas.
Olho só que delícia substituir o molho de tomate tradicional por esses tomatinhos!

Neste post fizemos um resumo de todas as dicas de bares e restaurantes que visitamos em Montevidéu.
Vale ressaltar que a cidade não tem uma rua ou região de total concentração gastronômica, porém os bairros de Pocitos, Punta Carretas e Ciudad Vieja concentram a maioria dos lugares. Quem procura uma refeição rápida e bastante tradicional, pode provar Chivito em todos os cantos da cidade.
Região Central:
Tannat – Boa carta de vinhos e cardápio variado com opções que vão desde risotos, massas, carnes, aves, frutos do mar e comida japonesa. De tudo o que provamos, gostamos mais do risoto do que da carne.
El Palenque (dentro do Mercado do Porto) – Especializado em carnes na parrila, mas também serve alguns peixes. Vale ressaltar que nele provamos a melhor carne da viagem.
Roldós – O lugar é muito famoso por ter criado a bebida mais conhecida de Montevidéu: o Médio y Médio. Também fica no Mercado do Porto.
Pocitos:
Fellini – Restaurante italiano com massas caseiras e algumas carnes.
Bar 62 – Perfeito para petiscar, almoçar ou jantar, já que o menu é bem diversificado e possui ótimo ambiente. Comida e atendimento excelentes.
Área rural:
Bodega Bouza – Excelente opção para passear e almoçar em um local muito bonito com comida saborosa. Os preços, porém, são altos.
O sorvete de espumante foi a segunda sobremesa que preparamos na Ceia de Reveillon.
Apesar do Fudge ser um doce que faz muito sucesso, uma sobremesa gelada sempre cai muito bem no calor de dezembro.
Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
2 xícaras (chá) de espumante
1/2 xícara (chá) de cerejas em calda picadas (opcional)
Preparo
Coloque o leite condensado, o creme de leite e o espumante no liquidificador e bata muito bem, por uns 3 minutos.
Despeje o creme em um recipiente e adicione as cerejas picadas. Misture tudo levemente com uma colher.
Leve ao freezer até endurecer completamente.
Feito isso, retire a massa do freezer e deixe um pouco em temperatura ambiente, apenas para amolecer. Despeje em uma batedeira e bata por alguns minutos. Isso fará com que a textura do sorvete fique bem cremosa e acetinada.
Volte para o freezer e deixe endurecer novamente.
Só tire o sorvete do freezer na hora de servir, pois ele é muito cremoso e derrete rapidamente.
Sugestão do chef: você pode substituir as cerejas em calda por uva-passa, nozes, damascos e até mesmo uns pedacinhos de chocolate!
O Fudge é um doce bem popular nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, pouca gente conhece, oportunidade excelente para impressionar na sobremesa sem perder muito tempo, já que prepará-lo é fácil e rápido.
Além de prático, o Fudge também é um doce versátil, permitindo várias modificações no recheio.
Ele foi a sobremesa principal da nossa ceia de ano novo que teve bacalhoada e sangria.

Ingredientes
3 tabletes (170g) de chocolate meio-amargo de boa qualidade
1 lata de leite condensado
1 xícara (chá) de nozes picadas
1 xícara (chá) de cerejas em calda picadas
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 colheres (chá) de rum
1 pitada de sal
Preparo
Descasque e pique as nozes no menor tamanho que conseguir sem usar o processador e reserve.
Pique as cerejas em calda e reserve também.
Antes de começar a preparar o doce, forre com papel-manteiga uma assadeira retangular, daquelas usadas para assar pão. Faça isso não apenas no fundo, mas de modo que sobre papel suficiente nas laterais para cobrir toda a massa a ser colocada na assadeira. Deixe-a próxima do recipiente que estiver usando para fazer o doce, pois a massa do fudge endurece muito rápido.
Derreta o chocolate em banho-maria usando um refratário grande. Certifique-se que não sobrou nenhum pedaço pois é importante que o chocolate fique bem líquido.
Com o refretário ainda em banho-maria, adicione a essência de baunilha, o rum e misture rapidamente, apenas para incorporá-los uniformemente ao chocolate derretido. Coloque a pitada de sal e faça o mesmo. Depois junte as nozes, as cerejas e misture tudo.
Retire o refretário do banho-maria e, por fim, despeje o leite condensado mexendo tudo muito rápido (porém com cuidado para que a mistura fique uniforme), pois neste ponto o chocolate começa a endurecer e é preciso ser ágil.
Despeje a massa na assadeira forrada e cubra com o papel-manteiga que sobrou nas laterais. Faça uma leve pressão com as mãos para uniformizar tudo. Deixe na geladeira por quatro horas.
Antes de servir, corte o doce em quadrados pequenos. Se for presentear, corte em barras médias e faça um belo arranjo com papel celofane colorido.
Sugestão do chef: Para variar a receita, você pode substituir as nozes por castanha-do-Pará ou pistache, e a cereja por damasco seco ou uva-passa.
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